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19 de out de 2012

BIDI – 19 de outubro de 2012


Mensagem publicada em 20 de outubro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Áudio da Mensagem em Português

Link para download: clique aqui


(GRAVAÇÃO REALIZADA A PARTIR DO TEXTO ORIGINAL FRANCÊS, SUJEITA, PORTANTO, A CORREÇÕES QUANDO DA TRANSCRIÇÃO).




Bem, BIDI está com vocês.
Eu os saúdo e vamos trocar.
Eu os escuto

Questão: porque eu sinto sempre como uma agressão em sua expressão?

Porque existe em você uma necessidade de compreender, e como eu disse, o que eu exprimo não é para compreender.
Eu lhe proponho, portanto, adormecer, completamente: é o único modo para que o que resta de personalidade não possa fazê-lo reagir.

A Vibração de minha voz abre algumas Portas, e como vários constataram, o que é essencial no tempo da escuta, não é uma compreensão.
Eu o lembro de que você não pode compreender o que você É.
Assim, o que se opõe ao que você É, ao nível de sua pessoa, pode traduzir-se por uma cólera, uma rejeição, uma negação, ou como você diz, um riso nervoso.
Passado esse estágio, a partir do instante em que há uma forma de aclimatação ao que eu exprimo, então, naquele momento, pode realizar-se o que deve realizar-se em você.

Não se esqueçam de que o Amor que vocês nomeiam Vibral, não se dirige aos sentimentos humanos e, ainda menos, à pessoa, mas ao que se tem por trás da pessoa.
Será que o espectador que olha a cena de teatro irá ver um ator para perguntar-lhe como ele fala?
O melhor modo de dar-se conta da cena de teatro e do espectador é, portanto, sair do teatro.
Esses mecanismos desenrolam-se, exatamente, no Interior de vocês.
Eu já exprimi que o adormecimento é a prova do que se desenrola.

Qualificar o Amor (através de uma voz, através de uma atitude, através de uma sedução), é próprio das pessoas.
Superar a pessoa é não mais jogar esses jogos.
Enquanto você está sujeito ou submisso a qualquer reatividade, o que se exprimirá será sempre a pessoa.
É por isso que eu exprimi que o fato de adormecer era, certamente, o melhor modo de aproximar-se do que você É.
Assim, portanto, em lugar de colocar-se a questão de minha voz, pergunte-se o que ri em você.

O que é que dorme?
O que é que está presente pela metade?
Observe, realmente, o que emerge naquele momento, e você terá suas próprias respostas.
O que você exprime traduz uma forma de apego moderado aos modos de expressão, às intenções, aos comportamentos que você traduz através do filtro de sua pessoa, como Amor ou como outra coisa.
Mas o Amor Vibral não é isso.
O Absoluto, ainda menos.

Questão: se você preconiza dormir, porque pede, então, perguntas?

Há sempre os que não dormem.
Porque se vocês dormissem, todos, a ilusão não existiria mais.
O que eu nomeio sono é o que lhes permite, justamente, compreender que o que vocês São nada é do que vigia, nada é do que se exprime e nada do que passa.

Quando vocês dormem (além dos sonhos ou de pesadelos), vocês se lembram de que dormiram, exceto olhando o relógio?
O que aconteceu durante esse tempo?
Bem, o mundo não existia mais para vocês: não mais marido, não mais mulher, não mais filhos, não mais preocupações.
E, no entanto, vocês desapareceram?
O que desapareceu foi o mundo.
Não vocês.

O sono é um meio, por exemplo, de aproximar-se do que você É.
Eu esclareço, como eu tive ocasião de dizê-lo inúmeras vezes, aqui, como em minha casa, quando eu recebia indivíduos: os momentos os mais intensos eram aqueles em que não havia nem questão, nem resposta.
Como uma suspensão do tempo, no sono.
E quando nós chegávamos a dormir, todos, tudo era transformado.

Então, vocês podem qualificar isso: vocês podem chamá-lo a Graça, o Espírito Santo, a Unidade, o Absoluto.
Pouco importa.
O que vocês observam é que há, no desaparecimento da consciência, um mecanismo fundamental, porque quando a consciência volta, através dos silêncios, então, vocês estão diferentes.
Do mesmo modo que quando dormem, isso põe fim, em geral, à fadiga do corpo, à noite.
E, no entanto, vocês estavam ausentes desse corpo.

Isso para mostrar-lhes e fazê-los viver que, a partir do instante em que vocês param de fazer atuar a pessoa, a partir do instante em que ela se apaga, então, tudo pode ir apenas perfeitamente bem.
Lembrem-se de que o que lhe dá dor será sempre a pessoa ou a interação de pessoas.
O Amor não é uma interação, o Absoluto ainda menos.
Aí está porque eu falo do sono.

Como eu disse também, e eu repito hoje: o impacto de minha voz faz-se sobre um dos sacos sutis que vocês nomeiam o corpo causal.
Ele afrouxa, de algum modo, os laços que vocês mantêm com a pessoa que vocês creem ser.
É claro, a pessoa rebela-se: ela pode achar minha voz desagradável, ela pode achar que eu digo inépcias.
Toda pessoa terá, sempre, razão em face de mim.
Porque eu me dirijo ao que há por trás da pessoa, ou à frente.

Questão: passar da personalidade ou do Si, ao Absoluto, resulta de um contrato de alma ou é independente do que nós somos nesta vida?

Mas o contrato de alma concerne apenas à alma.
A alma não pode ser Absoluto.
A alma é efêmera, em outra escala de tempo do que a pessoa.

O Absoluto não é um objetivo a conquistar, nem uma Passagem.
Não se pode passar da pessoa ao Absoluto e, ainda menos, do Si ao Absoluto.
Apenas no Abandono à Luz e no Abandono do Si, é que o Absoluto É.
Seu ponto de vista é falso.
O Absoluto é sua natureza, bem antes da encarnação, bem antes da falsificação, bem antes dos jogos da sombra e da Luz.

Enquanto você considera que o Absoluto é uma passagem, uma continuidade, um contrato, ou algo que dependa de outra coisa, você se engana.
É sempre a pessoa (instalada mesmo no Si), que o faz crer que o Absoluto seja um objetivo, que haja uma distância, que haja algo, ao longe, a obter.
Você não pode obter o que você É.
Só o ego o faz crer nisso.

Como eu disse, também, remonte em sua memória até sua pequena infância.
Tente encontrar os primeiros momentos nos quais você perdeu esse Absoluto.
Mas o Absoluto sempre esteve aí.
Foram vocês que criaram uma distância, como eu mesmo criei uma distância através de uma procura, de uma ascese.

É, efetivamente, quando você desaparece no sono, que o Absoluto está aí.
O contrato de alma concerne apenas à alma.
Você já viu uma alma?
Dê-me a prova da alma.
O Absoluto não tem necessidade de prova, e não é uma prova.
É o que sempre esteve aí.
O que eu nomeio centro, em cada Centro, em cada ponto.

Enquanto seu ponto de vista é dividido, dependente de sua história, de uma suposta alma, de um suposto contrato, de uma suposta outra pessoa, você não pode ser o que você É.
Porque você se coloca, a si mesmo, segundo leis.
O Absoluto não é concernido por qualquer lei.

Questão: há uma forma de tédio no Absoluto? Gostaria de compreender.

Nada há a compreender.
Justamente, enquanto você tentar compreender, você não pode ser o que você É.
Porque você parte de uma suposição ou de uma interrogação, perguntando-se qual é o sentido de tudo isso.
É um problema de perspectiva e de ponto de vista.

Enquanto você permanece na pessoa, enquanto permanece no «eu» que você crer ser, nenhum Absoluto pode ser.
No entanto, é o que você É.

Eu falo de mudar de ponto de vista: penso que é a frase que eu mais repeti desde que intervenho.
Mude o ponto de vista e depois você verá, por si mesmo.
Mas se você permanece no mesmo lugar para tentar apreender o que você É, você não poderá, jamais.
Abandone-se, não reflita mais e você verá por si mesmo.
Mas enquanto você permanece aí onde você está (seja no ego ou no Si), com uma necessidade de referência, de comparação, de compreensão, de definição, você permanece no efêmero.
Você quer fazer atuar a consciência, mesmo expandida, para compreender o que você não pode compreender.
Mude de localização, de perspectiva, de ponto de vista, e isso aparecerá a você, claramente.

É por isso que eu falo do sono.
A manifestação releva da consciência.
A expressão da manifestação releva da FONTE.
O suporte de toda manifestação é o Amor.
Mas você não pode ser a manifestação e tomar consciência do suporte que você É.
É um problema de ponto de vista e de perspectiva, e não uma equação a resolver aí onde você está.
Você pode girar, durante mil anos, o questionamento, ler tudo o que quiser sobre o Absoluto, você não se aproximará, jamais, dele enquanto você reflete.

Só o Abandono do Si, que alguns se aproximaram (através de expressões que lhes foram comunicadas: Infinita Presença, Absoluta Presença, Última Presença.
Pouco importa, são, simplesmente, estados da consciência que se manifestam antes de seu próprio desaparecimento), e que os leva, portanto, ao Absoluto e à a-consciência.
Mas se você permanece todo o tempo a partir de sua consciência, você nada perceberá.

O Absoluto contém a consciência e a FONTE.
Mas o Absoluto revela-se a partir do instante em que a consciência não está mais.
É claro, estando em uma forma, quando isso é vivido, não há mais qualquer dúvida possível.
Toda interrogação torna-se estéril.
Não há mais sentido a procurar, não há mais reação a manifestar, nem demissão em relação à sua própria vida, mas simplesmente, ver as coisas a partir do Centro, que mudou de ponto de vista.

Naquele momento, você não poderá, jamais, duvidar, um segundo, do que aconteceu.
E o conjunto da consciência, o conjunto de sua vida (mesmo mantendo essa forma), não terá mais, jamais, a mesma coloração, nem o mesmo ponto de vista.

É sempre o ego que procura.
É sempre o Si que se olha a ele mesmo, mas isso não é o Absoluto.
Só a consciência pode ali encontrar um tédio, quando ela não o viveu.
Mas assim que a consciência tenha desaparecido (e que você constate que há algo que não é da ordem consciente, voltando à consciência), então, a consciência está diferente, não antes.
Tudo isso se junta ao medo.
O medo de desaparecer, o medo do fim.
O medo de não experimentar, de não apreender, de não compreender.
Isso concerne, definitivamente, apenas à pessoa, apenas ao ego e apenas ao Si.

Questão: viver a revelação da Graça permite-se estar no Absoluto?

A revelação total da Graça leva-os ao último estado possível.
Mas o sacrifício da consciência são vocês que o realizam, ninguém mais.

O Absoluto não é a revelação do que quer que seja.
O Absoluto não resulta de uma prática: ele resulta, simplesmente, de um Abandono total do Si.
É a condição sine qua non para que a Onda de Vida lance-se, percorra o conjunto desses sacos efêmeros.
Naquele momento você é Absoluto, o que você sempre foi.

Existem numerosos exemplos.
Eu tomei aquele do teatro.
Vocês podem tomar aquele da cebola, que eu já dei.
Vocês pode tomar o exemplo da corda (que eu dei) que é tomada por uma serpente.
Tudo isso são apenas jogos de aparência, projeções, fora do você É.
Enquanto isso existe, enquanto você crê depender de um elemento, dito exterior ou Interior, você faz errado.

É justamente quando todos os elementos, exteriores e Interiores, desaparecem, que você é Absoluto.
Existe um estado, antes do Absoluto, no qual a consciência perde seus marcadores.
Ela não sabe mais onde está, em qual corpo ela está.
Ela adormece.
Aí, você é Absoluto.
Você ali está.

Mas a partir do instante que, em sua cabeça você pensa que isso ou aquilo vai estabelecer o Absoluto para você, você se engana.
E, aliás, eu esclareço que o espaço em que alguns procuram uma questão, como vocês observam, esse tempo alonga-se.
Aproveitem desses espaços em que o tempo alonga-se, para sair do tempo.
Assim, portanto, além das palavras e de minhas respostas, além de suas questões, os espaços de silêncio vão aproximá-los desse último estado.
Mas não aproveitem para dormir todos.

Questão: o Absoluto é quando se passou a Porta Estreita?

A Porta Estreita (que está em ressonância para vocês, segundo os ensinamentos dos Anciões), corresponde, como eles disseram, à Crucificação e à Ressurreição: é a última etapa, é a Infinita Presença, é a Última Passagem.
Depois, unicamente abandonando o próprio resultado dessa Ressurreição, você é Absoluto.

Questão: você deu muitas chaves para transpor a Porta Estreita, mas a fechadura parece bem complicada.

Então, esqueça-se de tudo isso.
Considere que não há nem Porta, nem fechadura, nem chave.
Eu acrescento que nada há de mais simples do que o Absoluto.
Só a pessoa é complicada.

Questão: a vivência da Infinita Presença estabelecida, só o Abandono do Si permite o Absoluto?

Sim.

Questão: o Absoluto é o único estado em que se pode estar, ao mesmo tempo, presente a si mesmo, e esquecer-se de si mesmo?

Mas o Absoluto não é um estado.
Enquanto você considera que é um estado, que você pensa atingir, isso não pode ser.
Eu qualifiquei, efetivamente, o Absoluto de Estado além de todo estado.
Ele não é, portanto, um estado: é sua natureza.
É o que você sempre foi, o que sempre será, com consciência, sem consciência, com corpo, sem corpo.

Questão: mesmo que se saiba que não há objetivo, qual é o objetivo de um Absoluto sem corpo?

Quem coloca a questão?
O que, em você, coloca esse gênero de questão?
Você apreendeu que o Absoluto não é um objetivo, e você tem, de qualquer forma, que assinalar-lhe um objetivo.
Em que atua sua consciência?
Enquanto você reflete assim, não se ocupe do Absoluto.
O que põe os pés: é a pessoa.
Nenhuma pessoa é Absoluto.
Não é um lugar no qual se entra e do qual se sai.
Não é um lugar.
Não é um espaço.
Apenas você é que pode Vivê-lo.
Mas enquanto você põe sua pessoa adiante (com uma necessidade de senti-lo), você não pode ser Absoluto.
Crer que porque você vai compreender algo do Absoluto permitirá ali chegar, é um engano, total.

Questão: quando, no dia, há momentos em que o tempo não existe mais, isso significa que o Absoluto revela-se, então?

O próprio Si não conhece o tempo.
O desaparecimento do tempo não se importa com o Absoluto, mas isso tem a ver com a Infinita Presença (o que um dos Arcanjos chamava HIC e NUNC).

Deem-se conta de que todos os pensamentos que vocês formulam, de uma maneira geral (eu não falo de aqui), a partir do instante bem que vocês dizem, por exemplo: «vou ter falta de dinheiro ou tenho medo de faltar dinheiro»: vocês não estão mais aí, vocês não estão mais no instante presente.
Será que, no instante presente, este dinheiro falta-lhes?

Apreendam, efetivamente, os mecanismos do pensamento e da consciência: eles estão sempre fora do tempo presente, exceto a Infinita Presença.
Você pode detectar o Último Estado quando você adormece, e quando seu ego vai dizer: «eu estou presente pela metade».

Lembre-se de que, quando você realiza o que você É, a questão do Absoluto não pode mais colocar-se: é uma evidência.
E é, aliás, tão evidente que você não pode compreender a dificuldade do outro.
Mas lembre-se: o Absoluto é oriundo da refutação do efêmero, da investigação, que visa mostrar o absurdo da pessoa.
Enquanto você estima que sua pessoa deve ser a sede de sua consciência e do Amor, você se engana.

Questão: eu me vi, ao mesmo tempo, ator de teatro, observador, teatro e no exterior do teatro, sentindo uma grande ruptura de Amor e de dor. O que era isso?

Isso concerne à deslocalização da consciência, ao fim da separação, à Unidade da consciência, mas não ao Absoluto.
Ser Absoluto é o momento em que, mesmo tudo isso, desaparece.
O Absoluto não é uma experiência.
A experiência mística situa-se no Si.
Qualquer que seja a beleza da experiência, qualquer que seja a beleza da consciência que o vive: isso não é Absoluto.

A armadilha (e muitos perceberam essa armadilha) é crer, porque vocês veem a Luz ou porque sua consciência não está mais fechada neste corpo, que vocês ali chegaram.
Não unicamente vocês ali não chegaram, mas para o Absoluto, desse ponto de vista, vocês se afastaram dele.
É a consciência que procura sempre a experiência.
Mas reflitam dois segundos: será que essas experiências bastam para viver diferentemente?
Se uma dessas experiências fosse suficiente, não haveria mais, jamais, experiência.
Deem-se conta de que o que é exprimido por vocês, como por mim, é uma distância falsa com o Absoluto.

A experiência concerne à consciência, como a manifestação.
A experiência não libera.
Ela os faz realizar um objetivo: o Si.
Mas lembrem-se de que, em definitivo, vocês São, todos, Absolutos.
Quer vocês estejam certos disso, quer vocês o vivam (ou não), estritamente nada muda na questão.
O que mudará, sempre, são a qualidade de suas experiências e a qualidade da consciência.
Mas nenhuma qualidade de consciência ou de experiência é Absoluto.
Quer você Fusione com um inseto, quer você Fusione com o Sol, com um Irmão, com uma Irmã: é uma experiência.
É a consciência que está em movimento.

Só aquele que É Absoluto apreende, perfeitamente, o que atua, na consciência, como na a-consciência.
Mas aquele que permaneceu na consciência não pode mesmo, fazer-se, uma mínima ideia do que ele É.

Questão: é exato que a repetição de experiências de Fusão levaria ao Absoluto?

Isso os leva à Infinita Presença.
Resta viver o Sacrifício Final.
Mas a própria consciência (quer ela seja separada ou no Si) tem apenas um medo: é o de sua própria cessação.
A cessação da consciência nesse mundo, como em todo mundo, apenas você é que pode realizá-la: é um Si a Si.

As Fusões, a Graça, a Onda de Vida, enquanto não são transcendidas, elas também, e enquanto a Onda de Vida não subiu, não há Absoluto, porque a consciência permanece.
É justamente o momento em que vocês nada mais têm, o momento em que sobrevém a desesperança e a angústia, que você é Absoluto, mas não antes: é preciso que a consciência tenha esgotado todos os cartuchos.

E, aliás, eu os lembro, que Anciões, como Estrelas, aportaram-lhes, testemunhos de visão, de vida, deles.
Eles deram a ver, a tocar, as condições da Infinita Presença e, eu diria, uma espécie de condição preliminar ao Absoluto.

Algumas Estrelas evocaram o que foi nomeado: tensão para o Abandono.
Mas a tensão para o Abandono não é o Abandono.
É o momento em que a consciência considera     que não há outra saída que não a de sacrificar-se a si mesma.
É por isso que o Absoluto que você É, é uma maturidade, e não uma maturação.
É o momento em que sobrevém o medo de desaparecer, que é preciso ousar desaparecer.
Mas sua consciência não pode desaparecer por si mesma, nem pela vontade, nem por qualquer experiência que seja.

O Despertar do Kundalini, a recepção de Shakti nada é.
Sharam Amrita confere a Liberação.
Mas você não pode procurar Sharam Amrita.
Ele aparece, assim que você desaparece.

As condições preliminares, se se pode defini-las assim, foram-lhes dadas de múltiplos modos.
O testemunho formal (manifestado, portanto), do Absoluto que vocês São, é Shantinilaya.
O testemunho disso é Sharam Amrita.
Mas isso não é vocês.

Questão: porque sugerir-nos para sair do tempo quando de espaços de silêncio?

Sair do tempo necessita, já, de tomar consciência do tempo e dos tempos.
Para completar o que eu dizia antes, se você se coloca Aqui e Agora, colocar-se a questão de uma falta, de uma dor, colocar-se a mínima questão, faz desaparecer Aqui e Agora, mas não você.

A consciência do instante presente instala o Si, mas há, ainda, um tempo, que é o tempo presente: disso, também, você deve desaparecer.
Não pela ação da consciência ou da vontade, mas pelo desaparecimento.
O que precede, muito exatamente, o instante em que você adormece ou o instante em que você acorda.
É a Infinita Presença.
Sair do tempo é identificar o tempo e os tempos, ver as engrenagens que o fazem sair do instante presente, instalar-se no instante presente e desaparecer.

Eu terminarei, portanto, pelo que eu nomearia conselhos.

Observem o instante que vocês vivem, em que flutuam, em que começam a afundar.
Esqueçam-se desse corpo.
Esqueçam-se dessa consciência.
Esqueçam-se das percepções.
Esqueçam-se do tempo.
E, de súbito, emitam o pensamento, não de render-se, não de deslocar-se, mas pensem, simplesmente, nos que seus pés tocam, sem defini-lo.
Porque o que é chamado o Éter da Terra, está aí.
Não procurem definir ou perceber o que quer que seja, façam, simplesmente, isso.
Façamos juntos, sem questão.

Até nossas próximas trocas e conversas, eu poderei voltar nisso.
Façamos isso.
Primeiro o silêncio.
Isso não é uma meditação.
Isso não é uma observação.

Bem, agora, BIDI saúda-os eu lhes digo até uma próxima conversa.
Até breve.

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3 comentários:

  1. Quando ocorrer de se andar sem qualquer localização, sem qualquer interesse, sem qualquer olhar, sem qualquer escutar, sem qualquer entendimento (exceto no caso de uma solicitação)... Vivência esta, aliás, só possível pela inexistência de si mesmo; aí está o Absoluto".

    Este quadro descrito acima, ilustra um pouco do que a MSG discorreu, onde foi dito sobretudo: "Se não houver absoluta clareza quanto ao absurdo da pessoa, com seu Eu ou Si, o sacrifício ou desaparecimento de si mesmo não pode ocorrer; sendo que isto é condição mais que sine qua non, absoluta mesmo, para que o Absoluto esteja".

    De qualquer modo, fica claro, também na MSG, ou por qualquer que viva isso, que o Absoluto é inerente a todos, dado que não poderia ser de outro modo, e dado todo o óbvio do óbvio que isto encerra. E, enquanto isso, sem o aparente viver do Absoluto, caminha a humanidade de consciência dissociada, e mesmo aqueles que ainda lhe reste qualquer sinal de existência própria.

    Bem, eis o BIDI, mais BIDI do que nunca, e ainda mais Absoluto. Isto fica muito claro e simples, quando se vive sem a complicação inerente à própria pessoa, mas, principalmente, tendo desaparecido como tal.

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  2. "A revelação total da Graça leva-os ao último estado possível. Mas o sacrifício da consciência são vocês que o realizam, ninguém mais.

    "O Absoluto não resulta de uma prática: ele resulta, simplesmente, de um Abandono total do Si. ...Naquele momento você é Absoluto, o que você sempre foi.

    "A Porta Estreita (que está em ressonância para vocês, segundo os ensinamentos dos Anciões), corresponde, como eles disseram, à Crucificação e à Ressurreição: é a última etapa, é a Infinita Presença, é a Última Passagem. Depois, unicamente abandonando o próprio resultado dessa Ressurreição, você é Absoluto.
    "Mas o Absoluto não é um estado. Eu qualificaria, efetivamente, o Absoluto de Estado além de todo estado. Ele não é, portanto, um estado: é sua natureza. É o que você sempre foi, o que sempre será, com consciência, sem consciência, com corpo, sem corpo.

    "Esqueçam-se desse corpo.
    Esqueçam-se dessa consciência.
    Esqueçam-se das percepções.
    Esqueçam-se do tempo.
    "Abandone-se, não reflita mais.
    E você verá por si mesmo."

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  3. "A armadilha (e muitos perceberam essa armadilha) é crer, porque vocês veem a Luz ou porque sua consciência não está mais fechada neste corpo, que vocês ali chegaram.
    Não unicamente vocês ali não chegaram, mas para o Absoluto, desse ponto de vista, vocês se afastaram dele.
    É a consciência que procura sempre a experiência.
    Mas reflitam dois segundos: será que essas experiências bastam para viver diferentemente?
    Se uma dessas experiências fosse suficiente, não haveria mais, jamais, experiência.
    Deem-se conta de que o que é exprimido por vocês, como por mim, é uma distância falsa com o Absoluto."

    - BIDI é realmente incrível, é Absoluto. Ele já deu vários exemplos e metáforas para que nós mudássemos este ponto de vista. Se pegarmos como referência uma pessoa A que passa horas meditando, uma pessoa B que passa horas orando e lendo, e uma pessoa C que passa horas bebendo cachaça. Do ponto de vista da pessoa C com as outras, isso é perda de tempo, ela tem razão, e tanto o ponto de vista de A em relação B e C, isso é uma perda de tempo, todos têm razão em relação ao outro. A pessoa A tem necessidade de encontrar um estado de paz interior, a pessoa B tem a necessidade de encontrar um estado de redenção, ou aliviar algo, a pessoa C tem a necessidade de fugir de uma realidade amarga, um estado de fuga. Mas, as 3 pessoas TEM NECESSIDADE DE REPRODUZIR UM ESTADO, UMA EXPERIÊNCIA. O Absoluto não é uma experiência ou um estado. É um estado além de todo estado. Mas, aquele que é Absoluto, ele pode meditar, orar ou beber, ele não tem sede de repetir uma experiência ou alcançar um estado. BIDI já falou isso tudo, é preciso ousar a desaparecer como pessoa, ir até a outra margem.

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