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13 de abr de 2012

BIDI – 3 – 13 de abril de 2012

Mensagem publicada em 14 de abril, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Questão: o riso é uma emoção? É preciso refutá-lo?

O riso pode ser uma emoção.
Do mesmo modo, ele pode ser cínico.
Ele pode, também, ser a tradução da Alegria.
Não há um riso, mas o Absoluto É rir.
Mas o rir do Eu não é o rir do Si e, ainda menos, o rir do Absoluto.
Tudo depende de que você ri ou de quem você ri.
Se seu riso é uma causa ou uma consequência, não é a mesma coisa que o rir do Absoluto.
Não há, portanto, um riso.

Questão: as vibrações que eu senti colocando-me a questão «quem sou eu», persistem, ainda hoje. É, ao mesmo tempo, agradável e desagradável. Isso vai durar?

Isso durará até o momento em que você decidir não ser mais nem esse corpo nem essa Vibração e, ainda menos, um corpo percorrido por uma Vibração.
Isso não parará, jamais, mas desaparecerá, quando você se tornar o que está depois (ou atrás) do corpo e da Vibração.
Isso se chama o Absoluto.

A Vibração é chamada a tornar-se muito intensa nesse corpo, como lhes disse uma das Estrelas, há pouco tempo.

Até o momento em que o ego (ou o Si) capitular, rendendo as armas.
Naquele momento, você não será mais esse corpo, mas todos os corpos, sem qualquer exceção.
Você não será mais essa Vibração, mas todas as Vibrações, sem exceção.

Outro nome: Deslocalização, multilocalização, Dissolução e, portanto, Absoluto.
O Absoluto nascerá naquele momento.
Aí também, pode-se dizer: «fique tranquilo e deixe fazer, você não é isso».

Questão: é mais correto dizer: «eu não sou isso» ou «eu não sou esse corpo»?

Eu falei disso no relativo, ou seja, desse corpo ou de suas manifestações.
Vocês são apenas isso: o Absoluto.
Mas vocês não são isso: essas manifestações, esse corpo ou essas Vibrações.
Mas apenas a Vibração – se se pode dizer – exata, que concorre para liberá-la da própria Vibração.

Questão: chegar ao Absoluto indica que nos resta pouco tempo para viver nessa vida?

Você não pode chegar ao Absoluto: é o Absoluto que chega a você.
Não é a mesma coisa.

Enquanto você considera que deva chegar ao Absoluto, o Absoluto não chegará, jamais.
Colocar-se a questão da persistência desse corpo, dessa pessoa, quando o Absoluto chega, não tem qualquer sentido, porque essa questão desaparece por si mesma.
Só o ego ou a pessoa pode colocar essa questão, mas você não pode apreender-se do Absoluto e, ainda menos, chegar até ele.

Isso traduz, simplesmente, a vontade de persistência do ego que, no entanto, é mortal, um dia ou outro.
Qual é a persistência dessa questão, uma vez que esse saco de alimento não está mais aí?

Você não pode conceber o Absoluto, ou mesmo representá-lo como um objetivo ou como algo em que você deva chegar, ou um estado que você deva estabelecer.
Ele já está aí.
Ele já está estabelecido.
É, simplesmente, o ego que o impede de estar aí, enquanto ele já está aí.

A questão da subsistência do efêmero traduz apenas o medo e a dúvida, como sempre.
Ouse dizer: «eu sou Absoluto».
Ouse Ser.
Mas não se ponha a questão de ali chegar, porque você constrói um muro intransponível.

Questão: o Absoluto está contido em nosso DNA?
 
O Absoluto não está contido em qualquer forma.
A forma efêmera que você é pode viver as manifestações do Absoluto.
Você pode Viver e Ser Absoluto.

Mas querer falar de DNA é prender-se a uma forma.
A Terra tem um DNA?
Ela tem uma assinatura.
O DNA nada mais é do que uma assinatura, uma codificação, se você prefere, eletromagnética.
O Absoluto é tudo, exceto uma codificação eletromagnética.

Você busca, ainda uma vez, prender-se a um conhecimento (que você crê possuir), mas que é apenas uma crença.

Você conhece a estrutura do DNA?
Portanto, você põe à frente uma palavra, um conceito, uma ideia da qual você não tem noção alguma e você faz disso um conhecimento na ignorância, que, estritamente, para nada serve e faz apenas nutrir o ego.

Esqueçam tudo isso.
Esqueçam tudo o que lhes é conhecido ou que lhes dá a impressão de ser conhecido, o que é pior.
Do mesmo modo, se eu lhe pergunto o que é uma cor, a resposta científica será definir um comprimento de onda, a resposta do artista será definir emoções etc. Etc.

Mas será que alguém sabe, realmente, o que é uma cor?
Uma vez mais, é apenas uma projeção.

Há uma necessidade visceral, no ego (essa mesma necessidade, colorida diferentemente, existe no Si): de querer tudo puxar para um conhecido.
O Absoluto não é conhecido e não pode ser conhecido.
Ele pode apenas ser vivido.
É o momento em que cessa toda projeção, é o momento em que cessa toda vontade de identificação a um corpo, a uma história, a uma vida passada e a um mundo.
Ousem e vocês verão.

A única coisa que há a realizar, a única realização é aquela que lhes dá a ver que nada há a realizar.
A Liberação é isso.

Questão: se eu ouso dizer: «Eu sou Absoluto», o que eu faço, naquele momento?

Cabe a você fazê-lo, mas suprima o «se».
O ego vai, sempre, supor e vai, sempre, pôr um «se», porque ele procura antecipar, compreender.
Você não pode compreender e não pode antecipar e pode, ainda menos, supor.

Questão: se nada há a fazer, por que o Absoluto não chega de modo mais «automático»?

Porque a Fonte – como o Absoluto – respeita o que você crê, o que você pensa, e não pode interferir.

O Absoluto está sempre presente.
Mas ele se torna presente a você, a partir do instante em que você está vazio de você, e não antes.

O Absoluto – se se pode supô-lo, o que é absurdo – que quisesse estabelecer-se, custe o que custar, para restaurar a Verdade Absoluta Dele, chocar-se-ia com a negação.

Todos aqueles – todas as consciências confinadas – que aderem ao livre arbítrio são Livres para vivê-lo.
Enquanto eles querem permanecer na experiência, na projeção, eles são Livres.
O problema, ligado ao confinamento, é que o conjunto dessas crenças e dessas vontades de experiência construiu um muro, cada vez mais impermeável, que vocês, em parte, fizeram desmoronar.

O Absoluto já está aí, é claro, além de toda falsificação e de toda alteração.
Nenhuma vida poderia ser manifestada sem esse princípio de respeito.
Mas foi a própria consciência que se distanciou, em seguida, do Absoluto, jogando o jogo da falsificação.

Tornar-se Autônomo e ser Liberado é superar, ao mesmo tempo, a noção de culpa – tanto em si como para a terra ou como no outro – e, também, Transcender toda noção de responsabilidade.
O Absoluto não é uma Consciência, qualquer que seja.

Questão: é a mesma coisa dizer: «Eu sou o Absoluto» e «Eu sou Um»?

Não.
«Eu sou Um» conduz ao Si, à experiência do Despertar e à Realização.
Mas o Absoluto, como nós temos visto, estritamente, nada tem a ver, de perto ou de longe, com o Despertar, com a Realização ou com o Si, uma vez que o Absoluto é, se se pode dizê-lo, o não Si.

É a perda do sentimento de toda individualidade, de toda personalidade, de toda localização num corpo, num tempo, num espaço, coisa que o ego não pode, mesmo, imaginar, nem mesmo o Si.
Portanto, jamais o «Eu sou Um» conduzirá ao Absoluto.
Jamais o Si conduzirá ao Absoluto.

Apreendam, efetivamente, que as palavras que vocês empregam – como quando de uma questão anterior, na qual era questão de chegar ao Absoluto – são uma heresia e fazem apenas traduzir o erro de visão, o erro de compreensão, uma vez que, de todo modo, não pode existir a mínima compreensão no que concerne ao Absoluto.

Questão: se o Absoluto vem a nós, a única coisa a «fazer» é ousar Abandonar-se a Ele?

Jamais foi dito isso.
Ousar ser Absoluto não é ousar Abandonar-se ao Absoluto.
É o Abandono do Si.
Não misturemos as palavras.
Não acrescentemos outras palavras.

Ousar ser Absoluto não é ousar Abandonar-se ao Absoluto.

Como se poderia Abandonar-se ao Absoluto?
Pode-se apenas Abandonar o próprio Si.
Abandona-se à Luz, à Inteligência da Luz, que cria o Despertar, que constrói o Si, o Corpo de Existência, através dos processos que vocês viveram ou leram.

O Absoluto é, de algum modo, uma desconstrução final de tudo o que foi construído.
Ousar ser Absoluto nada tem a ver com ousar Abandonar-se.
O Abandono do Si nada tem a ver com isso.

Questão: é correto pensar: «eu refuto a Vibração»?

De qual Vibração você fala?

Vocês não são o Kundalini.
A Onda de Vida sobe, ela desencadeia uma Vibração extremamente intensa – por vezes incômoda ou dolorosa – desse corpo.
Vocês não são nem esse corpo, nem essa Vibração.
Nós não estamos mais, desta vez, numa refutação, mas, efetivamente, no aparecimento da Transcendência.

É apenas quando – de algum modo e de modo figurado – vocês superam isso que, efetivamente, passam a Porta.
E vocês se apercebem, depois, unicamente depois, que não há Porta.
Mas não antes.
Negar a Porta antes de tê-la passado nada quer dizer.

Questão: rir do medo do ego a colocar-se uma questão é aproximar-se do Absoluto?

Do mesmo modo que não se chega ao Absoluto, dele não se aproxima.
É ele que se aproxima, a partir do instante em que o ego, ou o Si fizeram o giro, se se pode dizê-lo, de sua própria questão, sobre sua própria existência.
Nesse sentido, sim, de seu ponto de vista, vocês se aproximam do Absoluto.

As percepções, mesmo Vibratórias (intensas, atuais, para alguns de vocês) são, de algum modo, uma premonição, uma antecipação, a antecâmara (embora isso não exista, verdadeiramente) do Absoluto.
É um encorajamento.

Questão: seria possível ter uma síntese do que é preciso fazer ou não fazer?

A síntese foi-lhes dada e exprimida por seu grande Amigo (ndr: intervenção de UM AMIGO, de 12 de abril de 2012).
O importante não será, jamais, a síntese, nem a análise, mas, efetivamente, a integração que é, de fato, uma desintegração.

Questão: o que não se deve, jamais, refutar?

Tudo o que é conhecido deve ser refutado.
A única coisa que não pode ser refutada é o Absoluto.
Justamente: a única coisa que refuta o ego.

Lembrem-se de que refutar não é a denegação, nem a negação, mas perceber, claramente, o que é apenas uma verdade relativa que não tem qualquer consistência, nem qualquer duração.

É uma desidentificação, uma não implicação e uma cessação, de algum modo, de toda projeção.

Questão: há uma diferença entre a refutação e o «não»?

A refutação apresenta um aspecto mais profundo, porque vocês podem negar algo sem compreendê-lo.
A refutação não é, necessariamente, uma compreensão, mas é, antes de tudo, uma lógica elementar.
O que há a refutar é o que é conhecido, porque limitado.

O Absoluto não é nem conhecido, nem limitado.
Convém, portanto, eliminar o que é conhecido e limitado.
Então, restará, unicamente, o Absoluto.
É o princípio da investigação, tal como lhes foi explicado.

Não se coloquem a questão do Absoluto.
Não esperem, mesmo colocando-se essas questões, compreender o Absoluto.
Não se ocupem do Absoluto, tampouco: ele está aí.
Contentem-se de refutar o que ele não é, ou seja, o que vocês conhecem.
E deixem fazer o que esse corpo quer viver.
Quaisquer que sejam suas atividades, elas não lhes concernem.

Questão: dizer «eu sou absoluta», tem o mesmo efeito sobre o ego do que uma refutação?

É diferente.
Refutar é uma diligência ativa.
«Eu sou absoluta» não é nem uma diligência, nem uma afirmação.
Aliás, se você pronuncia essa frase: «eu sou absoluta», sem sê-lo, constatará, muito rapidamente, a mentira.

Ousar ser Absoluta é Sê-lo.
Se isso é verdadeiro, não há qualquer mentira.
Não há, tampouco, igualmente, qualquer ego e qualquer Si que esteja presente para contestá-la.

O ego recusará, sempre, pronunciar essa simples frase.
Tente e você verá.
O ego aceitará, sempre, a refutação, porque é, aliás, o único quadro de ação dele: sim / não, bem / mal, verdadeiro ou falso.

Você faz apenas deslocar, de algum modo, a consciência, de modo a que o ego chega, ele mesmo, sozinho, a um não sentido, o que permite a ele negar-se, a si mesmo, o que, para ele, é intolerável.
Naquele momento, o «eu sou» aparece.
Faça a mesma coisa, o «eu sou» vivê-lo-á, ele também, como intolerável.
Então, o não Si aparecerá.

Ele sempre esteve aí, mas o próprio princípio da refutação vai conduzir ao Absoluto de modo natural.
Quando eu digo conduzir, é o fato de eliminar todo o resto que permite ao Absoluto, que sempre esteve aí, estar aí.
Não há movimento, não há deslocamento, não há caminho, não há objetivo.
É isso que os faz descobrir a refutação, tanto do que constitui o conhecido do ego como o conhecido da realização.

Questão: é mais potente refutar o que eu sou?

Na medida em que você não é o que você crê, o que você vê, o que sente, o que percebe e, ainda menos, essa história presente nesse corpo.
O que você quer fazer mais?
Há, como foi dito, uma imperiosa desidentificação prévia.

Questão: durante o alinhamento, a vibração era extremamente forte no peito, um som estridente envolveu todo o corpo, um buraco aberto apareceu no ponto KI-RIS-TI. Que era?

O Absoluto bate à porta.
O vazio foi criado.
As condições iniciais – se se pode nomeá-las assim – realizaram-se.
O vazio está suficientemente vazio, quase inteiramente vazio.
Mesmo isso deve ser esquecido.
Não se concentre na Vibração.
Viva-a, mas você não é, tampouco, isso.
Não a negue, porque ela está aí.
E, por mais que você a refute, ela não desaparecerá, quando você chega – se posso dizer – a esse estágio.

Quando a Vibração torna-se intensa, ou mesmo violenta, como descrito pela Estrela GEMMA, você instala, em si, um mecanismo específico de Êxtase e de Íntase, assim como de estase que é, como vocês sabem, o testemunho do Absoluto.

É claro, mesmo no Êxtase, qualquer que seja sua duração, sua permanência ou irregularidade, isso não lhes dá uma permissão para estabelecer-se, de modo definitivo, no não Si, ou seja, que o Absoluto está aí, porque isso toma, aí também, aparentemente, certo tempo para tocar o ponto de inflexão, o ponto de basculamento, ou seja, estabelecer, totalmente, a transcendência.


A partir daquele instante, não se ocupem mais disso.
Do mesmo modo que a inteligência da Luz agiu, a Onda de Vida faz sua obra, até o momento em que vocês se tornam a Onda de Vida, ou seja, o Absoluto.
O Absoluto não pode ser conhecido, ele pode apenas ser vivido.
Vocês não podem, portanto, de maneira lógica, dizer que a Onda de Vida é o Absoluto.
Mas a Onda de Vida é, dele, a tradução, aí onde vocês estão.

Questão: meu corpo, então, contraiu-se. Por que?

Será que seu por que lhe permitirá avançar para o que quer que seja?
Ele o fará recuar.
É o mental e o ego que querem, incansavelmente, compreender.
Enquanto houver a mínima veleidade de querer compreender, você não pode ser Absoluto, simplesmente, porque há essa questão.

Ficar tranquilo e estar na Paz é aceitar o Abandono do Si, ousar ser Absoluto.
O Absoluto instala-se apenas se nada de você permanece.

Sendo Absoluto, o que pode significar o que acontece nesse corpo?
É um espetáculo.
O corpo é uma marionete.
Portanto, que haja um fio que se estique, que se quebre ou que se solte, não há incidência alguma sobre o Absoluto.

Testemunhar a Onda de Vida foi-lhes significado como importante, não para vocês, mas para a própria Onda de Vida.
Em contrapartida, querer dela traduzir o que quer que seja mais – em seus trajetos e seus efeitos – não faz sentido.

Como os Anciões disseram, os trajetos são reais.
E, se vocês se interrogam, uns e outros, vão confortar-se nesses trajetos, mas vão afastar-se do Absoluto.
Não se ocupem disso.

Você se ocupa em saber onde estão os ureteres, para ir ao banheiro?
Vocês se ocupam em saber como funciona o andar, uma vez que o aprendizado é realizado?
Não, vocês andam.
É o mesmo para a Onda de Vida.
Não confundam a análise de mecanismos com a vivência de mecanismos.

Aliás, para analisar um corpo, como foi feito pela anatomia, foi, efetivamente, necessário que esse corpo estivesse morto.
Esse não é o objetivo da Onda de Vida, não é?
Portanto, parem de fazer morrer o que é.

Questão: quando se sente vibrações, pode-se dizer: «eu não sou essa vibração»?

Vocês podem afirmá-lo quantas vezes quiserem, ela não desaparecerá, jamais.
É questão do Abandono do Si, naquele momento.

O melhor é, efetivamente, como foi dito, ficar tranquilo.
Não se ocupem de nada, o Duplo está aí.
Não se ocupem do Duplo.
Não se ocupem de nada.
Façam o que vocês têm a fazer, sem implicar-se, mas façam.
Eu falo das atividades comuns ou aquelas que são impulsionadas pela alma.
Elas não lhes concernem mais do que o que acontece ao nível da Vibração.
Nós não estamos mais, se se pode dizê-lo, nessa fase, final, que precede o desaparecimento de toda fase, num processo de refutação ou de negação ou de aceitação.
É nesses momentos que o mais importante é, efetivamente, o yoga da Eternidade, que pode resumir-se assim: nada façam, fiquem tranquilos, estejam na Paz.
E é tudo.
Vocês são Absoluto.
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3 comentários:

  1. Se seu riso é uma causa ou uma consequência, não é a mesma coisa que o rir do Absoluto <> Você busca, ainda uma vez, prender-se a um conhecimento (que você crê possuir), mas que é apenas uma crença <> Esqueçam tudo o que lhes é conhecido ou que lhes dá a impressão de ser conhecido, o que é pior <> Há uma necessidade visceral, no ego (essa mesma necessidade, colorida diferentemente, existe no Si): de querer tudo puxar para um conhecido. O Absoluto não é conhecido e não pode ser conhecido. Ele pode apenas ser vivido <> O Absoluto é a perda do sentimento de toda individualidade, de toda personalidade, de toda localização num corpo, num tempo, num espaço, coisa que o ego não pode, mesmo, imaginar, nem mesmo o Si <> Ousar ser Absoluto não é ousar Abandonar-se ao Absoluto. É o Abandono do Si. Não misturemos as palavras <> O Absoluto é, de algum modo, uma desconstrução final de tudo o que foi construído <> Tudo o que é conhecido deve ser refutado. A única coisa que não pode ser refutada é o Absoluto. Justamente: a única coisa que refuta o ego <> Contentem-se de refutar o que o Absoluto não é, ou seja, o que vocês conhecem. E deixem fazer o que esse corpo quer viver <> Na medida em que você não é o que você crê, o que você vê, o que sente, o que percebe e, ainda menos, essa história presente nesse corpo. O que você quer fazer mais? <> O Absoluto instala-se apenas se nada de você permanece.

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  2. "Você não pode chegar ao Absoluto: é o Absoluto que chega a você. Não é a mesma coisa. Enquanto você considera que deva chegar ao Absoluto, o Absoluto não chegará, jamais.
    "Você não pode conceber o Absoluto, ou mesmo representá-lo como um objetivo ou como algo em que você deva chegar, ou um estado que você deva estabelecer. Ele já está aí. Ele já está estabelecido. É, simplesmente, o ego que o impede de estar aí, enquanto ele já está aí. ...Isso traduz, simplesmente, a vontade de persistência do ego que no entanto, é mortal, um dia ou outro.
    "O Absoluto está sempre presente. Mas ele se torna presente a você, a partir do instante em que você está vazio de você, e não antes.
    "Portanto, jamais o << Eu sou Um >> conduzirá ao Absoluto. Jamais o Si conduzirá ao Absoluto.
    "O Absoluto é, de algum modo, uma desconstrução final de tudo o que foi construído. ...A perda do sentimento de toda individualidade, de toda, personalidade, de toda localização num corpo, num tempo, num espaço, coisa que o ego não pode, mesmo, imaginar, nem mesmo o Si. ...Uma desidentificação, uma não implicação e uma cessação, de algum modo, de toda projeção.
    "É ele que se aproxima, a partir do instante em que o ego, ou o Si fizeram o Giro, se se pode dizê-lo, de sua própria questão, sobre sua própria existência.
    "Ele sempre esteve aí, mas o próprio Princípio da Refutação vai conduzir ao Absoluto de modo natural. ... Você faz apenas deslocar, de algum modo, a consciência, de modo a que o ego chega, ele mesmo, sozinho, a um não sentido, o que permite a ele negar-se, a si mesmo, o que, para ele, é intolerável. Naquele momento, o << Eu sou >> aparece. Faça a mesma coisa, o << Eu sou >> vivê-lo-á, ele também, como intolerável. Então, o << não Si >> aparecerá.
    Há como foi dito, uma Imperiosa Desidentificação prévia.
    "O Absoluto não pode ser conhecido, ele pode apenas ser vivido.
    "Do mesmo modo que a Inteligência da Luz agiu, a Onda de Vida faz sua obra, até o momento em que vocês se tornam a Onda de Vida, ou seja, o Absoluto."

    "Ficar tranquilo e estar na Paz é aceitar o Abandono do Si. Ousar ser Absoluto."


    "Nada façam, fiquem tranquilos, estejam na Paz.
    E é tudo."

    "Vocês são Absoluto."

    Rendo Graças.
    Lys

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  3. Façam o que vocês têm a fazer, sem implicar-se, mas façam.

    Noemia

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