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13 de abr de 2012

BIDI – 2 – 13 de abril de 2012

Mensagem publicada em 14 de abril, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Questão: deixar fazer permite atingir o despojamento de si mesmo, o que você chamou «deixar-se limpar e lavar»?

Sim, enquanto você crê e joga o jogo de melhorar o que quer que seja, você se afasta do Absoluto ou, no mínimo, ele se afasta de você.
Porque, enquanto você é tomado a jogar consigo mesmo, enquanto é tomado a jogar uma pseudo evolução, uma pseudo compreensão, você faz apenas permanecer na ignorância.
«Deixar fazer» é, muito exatamente, isso.

Enquanto você é persuadido ou você se persuade de que deve fazer isso ou aquilo, para ser melhor, para estar bem, para ser alguém de mais valia, você continuará alguém.
Como pode ser de outro modo?
O Absoluto nada tem a ver com um alguém e, sobretudo, não você.
Lembre-se: o Absoluto é prazer total, totalmente ao inverso do que acontece quando você se ocupa de si, porque a satisfação será, sempre, apenas efêmera.
O ego pedirá a você, sempre, outra coisa, sempre mais, ou então, sempre menos.

Questão: quando de um protocolo, eu senti meu coração embalar. Eu refutei essa manifestação dizendo que isso não pertencia. Isso parou, mas, então, meu mental ativou-se. Teria sido melhor deixar ir essa manifestação, completamente?

O que é que se manifestou?
Uma modificação de seu coração, órgão.
Ao invés de refutar a manifestação ou a modificação do órgão, refute o órgão.
É toda a diferença.
Foi isso que permitiu a manifestação ou a intervenção de seu próprio mental.

Você não pode ser uma manifestação qualquer do que não existe, portanto, refutar uma manifestação de algo que não existe reforça o que não existe.
Não se engane de alvo.

A manifestação é um fenômeno agradável ou desagradável, que nasce, como você disse, em algum lugar em seu coração.
Você refutou, portanto, a manifestação dessa anomalia e ele disparou.
O mental apoiou-se nisso, ou seja, no coração, para movimentar-se.
Esse tipo de refutação reforçou, de algum modo, a ilusão de ser esse coração que bate.
Você o fez voltar a uma normalidade, portanto, a uma existência: ele não desapareceu, o que foi uma alegria para o mental.
Mas isso faz parte da experiência.

E, enquanto você constata que a experiência – qualquer que seja – faz apenas reforçar o que é experimentado, mesmo se esse tipo de experiência para, a um dado momento, você cansará das experiências e o Absoluto poderá Ser.

Se o coração acelera, você considera, portanto, que há um coração.
É difícil conceber uma aceleração de algo que não existe.
A emoção é apenas a consequência, é por isso que nós falamos do mental, antes de falar da emoção.
Porque, o mental apoia-se em quê?
Na experiência passada.
O mental não tem, a priori, manifestação corporal, exceto quando ele se torna demasiado pesado, quando ele cristaliza.

A emoção faz participar o corpo, de um modo ou de outro.
Você não pode refutar uma emoção.
Você pode refutar o que tem uma tradução dessa emoção, no mental, porque você se dirige, nesse caso, a uma consequência – no caso da emoção – mas não à causa.

Há uma espécie de basculamento, de passagem de um ao outro, entre a emoção e o mental.
Frequentemente, a emoção movimenta o mental.
Ou o mental, ele mesmo, quando é suficientemente persuasivo, pode desencadear uma emoção.

Eu me explico: a lembrança de um sofrimento passado, como um luto, é, efetivamente, um processo mental, uma vez que recorre a uma lembrança, a uma memória e a uma história.
A lembrança pode bastar para desencadear a emoção.
Refutar a emoção não refutará a lembrança e reforçará, mesmo, a lembrança.
Foi, exatamente, o que aconteceu.

Questão: ter a cabeça vazia e a impressão de não mais saber em que segurar-se é uma manifestação do ego que solta?

É, antes, uma manifestação do Absoluto que se aproxima porque, se você considera que é o ego que solta, você considera que o ego existe.
E, portanto, você o observa.

Agora, no plano do encadeamento ou de etapas ou de estados que conduzem a não mais viver etapa, o sono, o vazio, a impressão de não mais ter lógica participam, inegavelmente, de uma espécie de começo – mas visto do exterior – para o Absoluto.

Quanto melhor você se esvazia de si mesmo, melhor o Absoluto pode tomar o lugar.
Enquanto exista a mínima parte de você, o Absoluto não pode estar.

Não há razão alguma para que o espectador assista a cena, se há uma cortina e nada se joga.
É uma primeira etapa.

Questão: por que, para alguns, o sono inscreve-se em certa futilidade e, para outros, aporta uma qualidade de Abandono ao Absoluto?

Porque, para cada um, eu posso dar uma resposta que é diametralmente oposta, porque eu me dirijo ao seu relativo.
E, para cada relativo, efetivamente, uma proposição, para um, pode ser uma proposição estritamente ao oposto, para o outro.
Porque, assim que há palavras, assim que há questão e resposta, efetivamente, a resposta pode convir-lhes ou não lhes convir.
O que é verdadeiro em seu relativo não é verdadeiro no relativo do outro, porque há, efetivamente, de seu ponto de vista, o um e o outro.
Mas, mesmo esse questionamento que você se põe é importante.
Porque ele lhe permite ver a não compreensão ou a não lógica aparente, de uma resposta que pode estar ao oposto, para a mesma questão.
Mas a mesma questão não concerne à mesma pessoa: há, ainda, duas pessoas.

Para algumas pessoas, nada fazer pode ilustrar-se pela qualidade de um sono e, portanto, da Liberação que sobrevém naquele momento.
Será que, durante o sono, põe-se a questão do mundo?
Será que, durante o sono, põe-se a questão da pessoa?
Será que, durante o sono, põe-se a questão de qualquer Realização?

Portanto, o sono é Absoluto.
Simplesmente, o eu não tem qualquer lembrança, se não, o eu continuaria a dormir eternamente, e o Absoluto tomaria todo o lugar.

A palavra futilidade não se aplica ao sono, mas ao seu sono, nesse quadro preciso, e unicamente nesse quadro, uma vez que é esse quadro que eu procuro mostrar-lhe.

Como os Anciões e as Estrelas disseram, longamente: ninguém pode passar a porta em seu lugar.
Tomar consciência de que existe um teatro e todo seu conteúdo é essencial, como se, de algum modo, do ponto de vista do ego, fosse necessário criar ainda mais ego, mais eu, para desviar-se, finalmente, do eu.

A experiência conduz à experiência.
Mas o excesso de experiência vai acabar por matar a experiência.

Peça a uma criança para construir uma casa com pedaços de madeira.
Se você não der a ela suficiente pedaços para construir, ela vai dizer que não pode construir a casa.
Dê a ela o número exato de pedaços, ela vai construir a casa.
Dê a ela, agora, três vezes mais pedaços do que o necessário. O que vai acontecer?
Ela fará uma casa, ou duas casas, ou três casas.
Mas dê a ela, agora, dez vezes mais pedaços.
Ela vai construir dez vezes a mesma casa?
Não.
Ela vai cansar-se.

É exatamente o mesmo princípio para o ego e para o Si.
O recipiente, o corpo (o corpo de nutrição, como o corpo de desejo) não pode conter mais do que ele mesmo.
Olhem, mesmo, a existência do desejo, qualquer que seja: ele é preenchido, a um dado momento, e ele tem necessidade de ser reproduzido, e o sentimento de satisfação afasta-se, cada vez mais.
Assim é para todo eu.

Quando você não responde mais ao desejo, mas você se coloca a questão «de onde vem esse desejo», é, já, um primeiro passo.
Os alimentos do ego, quaisquer que sejam, sobretudo, num caminho espiritual, vão nutrir o ego, é o objetivo deles.
Mas virá um momento em que, demasiado alimento, o ego constatará, com perdas e estardalhaço, que não avançou uma polegada, porque ele não pode avançar, ele pode apenas apagar-se.

É próprio do corpo de desejo.
Ele se enche, mas há limites e, portanto, ele volta a esvaziar-se e ele volta a encher-se, e ele volta a esvaziar.
Depois, ele vai procurar preencher-se de outras coisas.
Ele se enche e volta a esvaziar-se, e vem um momento em que a estupidez dessa conduta aparece cruamente, mais ou menos rapidamente, conforme seu tempo.

Mas todo desejo é feito para ser saciado, mas, quando ele é saciado, nasce outro desejo.

Aí está, portanto, a estupidez de toda busca espiritual.
Nada há a buscar.
Nada há a encontrar.
Apreendam isso.

Vocês adicionam sentido – ou tentam encontrar sentido – ao que não tem qualquer sentido, dado que efêmero.
É próprio do ego e do jogo da personalidade.

Questão: é normal ter vontade de atividades como pintar um muro, jardinar, etc...?
 
O eu tem necessidade de estar ocupado.
Não há nem normalidade, nem anormalidade,
Há apenas que mudar de olhar.
Você não é o que pinta.
Você não é o que jardina.
Deixe fazer isso.
Faça-o, se isso o ocupa, se há um impulso.
Não julgue o impulso.
É como para a emoção: seu corpo reclama alimento, você lhe dá.
Seu corpo reclama para evacuar líquidos, você vai ao banheiro.
Você não se coloca a questão de saber se é normal ou não.
Façam o mesmo para tudo o que o tem ao coração, se se pode dizê-lo, desse corpo ou dessas emoções ou desse mental.
Mas você não é isso.
Mude de ponto de vista.

Se jardinar ou pintar implica uma Liberação, isso se saberá.
Em contrapartida, isso é, também, uma derivação do mental.
Não há, portanto, nem a culpar, nem a achar isso normal ou anormal, nem mesmo colocar-se a questão do por quê.
Simplesmente, tente colocar-se, num primeiro tempo, no observador: o que você retira disso?
E, em seguida, aceite que o que é retirado – de agradável ou de satisfação – não é mais você do que outra coisa.
Isso se joga, aí.
Continua o teatro.
Nenhuma atividade desse mundo – social, espiritual, afetiva – Liberá-lo-á.
Geralmente, aliás, é, mesmo, o inverso, através do desejo e da reprodução, ou o sentido do dever ou de honra, ou, o que é ainda pior: a vontade de bem, ao nível espiritual, com o sentido de uma missão, com o sentido de algo a realizar que mantém o ego ou o Si.

Mas, o que quer que se faça, ou não se faça, o mais importante é apreender que você nada é do que se realiza.
Esteja consciente de que você joga.
Esteja consciente de que você se dá prazer.
Mas isso não é, em nada, qualquer Liberação, nem mesmo qualquer Realização.

É claro, em outros registros, o ator, o artista será persuadido de levar a efeito um sacerdócio, uma missão, um serviço.
O Absoluto não se importa com tudo isso.
Ele se ri, mesmo, de tudo isso porque, enquanto vocês estão plenos disso, vocês não são Absoluto.
Não é questão de parar, mas, como foi dito, de deixar fazer, ao mesmo tempo estando lúcido.
E, assim que você está lúcido, constatará, por si mesmo, que muitas coisas mudarão.
Em resumo, não é nem normal, nem anormal.

Questão: se eu me coloco a questão «quem sou eu?», tenho o sentir de tornar vazio; meu corpo põe-se a vibrar e é como se eu flutuasse. O que provoca isso?

Eu qualificaria isso, se se pode nomear assim, de base para o Absoluto, mas, mesmo isso, deve desaparecer.
É, se se pode dizê-lo, a última construção porque, efetivamente, colocar-se a questão do: «quem sou eu?» desemboca, inevitavelmente, não no Si, mas no não Si, o que o Si ou o ego vai traduzir pelo vazio, o neant, a vertigem, que é a prévia para que o Absoluto revele-se a você.
Você não é esse vazio.
Você não é, tampouco, o que percebe naquele momento.
Passe ao outro lado ou, como foi dito, atrás.
O Absoluto está aí.

Questão: o que você entende por «O Absoluto está aí, atrás»?

Se você quer uma precisão sobre o Absoluto, é impossível.
Atrás quer dizer, em outros termos: não há teatro.
Atrás é a noção de estar como em emboscada.
O Absoluto espera que você passe.
Ele espera que você esteja vazio para Ser, mas ele sempre esteve aí, exceto para você.

Nenhum relativo poderia existir sem o Absoluto.
O relativo desaparece, a partir do instante em que ele se sabe relativo e se aceita relativo.
Não é uma vontade, nem a expressão de um desejo, mas é a perspicácia da ilusão, do cenário de teatro, do ator e do espectador e do teatro.
Naquele momento, a explosão de riso acontece, você está pronto.
O que estava atrás está à frente, o que quer dizer que não pode mais ser ignorado.
Você é Absoluto.

Questão: existem afinidades entre as consciências no Absoluto?

Sim, em função, talvez, por vezes, de linhagens de origem, se se pode dizê-lo, de algo que não tem origem, mas que, entretanto, passou por um lugar – que não é uma memória – mas uma coloração.

Mas lembre-se de que o Absoluto não é uma consciência.
A consciência é, já, uma projeção.
E toda projeção reencontra uma afinidade, através de uma projeção, ou seja, outra consciência.

Como para a personalidade, aí também, na consciência, é preciso deixar fazer.
Não dar mais peso do que ela não tem, que é ligado a essa famosa coloração.
O Absoluto não pode ser afetado por qualquer jogo da consciência.
Ele o vê, mas ali não participa.
Do mesmo modo que você deve ver seu ego, não para julgá-lo, mas para refutá-lo.
Você não pode refutar o que não vê.
Você pode refutar apenas o que vê.

O desconhecido não pode ser conhecido.
É a única coisa que você não pode refutar, e é nesse sentido que há a única investigação e a única possibilidade de viver Absoluto.

O ego poderá, sempre, dizer-lhe que não é verdade.
Eu responderia, então: como você pode saber, uma vez que você não o viveu?
É uma projeção e não é uma vivência.
O ego existe apenas pela suposição ou pelo passado (experiências passadas).

Questão: qual lugar pode ter a fé, no processo de acesso ao Absoluto?

O pior dos lugares, porque a fé é oriunda da crença.
Existe apenas certa forma de fé que lhes foi esboçada por algumas Estrelas (ndr: em especial, nas intervenções de HILDEGARDE DE BINGEN, de 31 de março de 2012, 25 de outubro de 2010).
Mas existem, é preciso dizê-lo, muito poucas consciências capazes de tal fé.

Geralmente, a fé é apenas um álibi para uma boa conduta.
Enquanto a fé não é uma experiência, ela continua uma crença.

A fé pode conduzir, para algumas consciências, a transformar essa famosa Tensão para o Abandono e, portanto, no Abandono do Si que é, eu os lembro, aí também, uma refutação do ego.
Portanto, se a fé o conduz à refutação do ego, está perfeito.
Mas, geralmente, ela faz apenas reforçar o ego, colocando-o numa falsa humildade e numa falsa simplicidade, porque está, exclusivamente, nesse mundo, e não permite, de modo algum, o acesso ao Absoluto.

Isso continua linear, isso se chama a vontade de bem, isso se chama as boas ações.
A fé, geralmente, afasta-os da autonomia e, ainda mais, da liberdade, porque ela os constrange em regras.

O Absoluto não pode ser limitado por qualquer regra, sobretudo, espiritual.
É um erro do ego.
Eu diria: uma farsa camuflada.

Parece-me, aliás, que, em sua tradição ocidental, foi dito que aquele que tivesse a fé para levantar as montanhas, se não tivesse o Amor, nada ganharam.

O problema é que o ego fala, sempre, de amor.
Ele faz disso uma reivindicação.
Mas vocês sabem, talvez, por tê-lo vivido, que o amor humano é condicionado e condicionante, enquanto o Amor Vibral é incondicionado e incondicionante.
Isso foi dito ontem, por UM grande AMIGO (ndr: canalização de UM AMIGO, de 12 de abril de 2012).

Portanto, o amor humano é uma projeção no ser amado, numa busca, mas ele não é vivido, em si, para si: caso contrário, isso se chamaria a Realização.
A Liberação é completamente outra coisa.
Ela é, de algum modo, a vivência do Amor total, além de todo Si, pela Onda de Vida, pelo Manto Azul e acompanha-se, é claro, de uma ausência de focalização, de projeção ou de qualquer localização, mesmo, numa forma limitada existente.

Há, de algum modo, nesse Amor Absoluto, incondicionado e incondicionante, o que eu nomearia uma permutabilidade.
Vocês são vocês, mas são cada um de vocês.
Não é um ideal, mas é a estrita verdade do que é vivido.

A fé vai dar-lhes a compaixão.
A fé vai desenvolver o sentido do serviço, da devoção, que é uma primeira etapa, mas que é relativa.
Mas não faça da fé um objetivo.
Ela é um elemento que pode servir ou desservir.

Questão: é a fé que me dá, por vezes, o sentimento de estar religada à Eternidade, a algo que tem a ver com o Absoluto?

Absolutamente não.
A fé, no máximo, pode ser o que eu acabo de exprimir: essa famosa Tensão para o Abandono.
Mas a Tensão para o Abandono não é o Absoluto.
É uma impressão, como você disse.

É algo que lhe dá o sentimento de.
Mas o Absoluto não será, jamais, uma impressão ou um sentimento.
Considerar isso é considerar que existe um movimento.
O Absoluto não é um movimento.
O movimento percebido pela Onda de Vida em ação, de algum modo, é apenas o ajuste ou o reajuste do ego, ou do Si, ao Absoluto.
Se posso empregar essa expressão, o Absoluto É, e ele é, portanto, imóvel.

A tradução, ao nível do que é efêmero, é o movimento.
O sentimento da Eternidade não é a Eternidade: é uma emoção.
Enquanto existe emoção, o Absoluto não pode ser: ele continua um ideal colocado em outro lugar que não em você.
Ele vai traduzir-se, sempre, pela colocação em ação e em movimento de algo que visa, aí também, reproduzir isso.
Isso se chama o corpo de desejo.

Questão: como a Onda de Vida e o Manto da Graça podem dissolver o que não se é, se o Absoluto está além da Onda de Vida e do Manto da Graça?

Jamais foi dito que o Manto Azul da Graça era o Absoluto, obviamente.
A Onda de Vida, vocês a percebem.
O que é que percebe, se não é esse corpo, esse ego ou esse Si?

O Absoluto não é qualquer percepção.
Em contrapartida, eles são – como foi dito – formas de testemunhos que traduzem, se se pode dizer, uma forma de ação – ou, antes, de interação – entre o Absoluto e o resto.

Mas lembrem-se de que não há possibilidade de passagem de um ao outro, mesmo se exista, efetivamente, essa interação.
A um dado momento, é preciso não mais existir, é preciso, portanto, desaparecer, o que quer, efetivamente, dizer sair do parecer e, mesmo, sair do Ser.

O Absoluto está, sempre, aí, mas ele vem a vocês a partir do instante em que vocês estão vazios.
Mas, para ir para esse vazio, é necessário, efetivamente, construir algo, porque é muito difícil, para o ego que não construiu essas casas (certo número), soltar-se, totalmente, se se pode dizê-lo, ao Absoluto.
Ele passa por espécies de etapas, espécies de conscientizações, nas quais a consciência parece cada vez mais ampla, conduzindo à não separação do Si, à transformação do ego para o Si.
E depois, a um dado momento, tudo isso deve ser solto.

Mas o Absoluto não será, jamais, o Manto Azul da Graça, nem mesmo o Sol, nem mesmo vocês.
E, no entanto, a consciência do humano, mesmo confinada num relativo que é esse corpo e esse corpo de desejo, pode viver a experiência do Absoluto, porque não é uma experiência: é a Vida.

O testemunho é o oposto, mesmo do testemunho do ego.
O ego, vocês sabem, calcula, reflete, em termos de dualidade bem/mal, prazer/desprazer, positivo/negativo.
O Absoluto nada é de tudo isso.
Ele é permanência.
Nada pode afetar o Absoluto.

Se vocês são afetados, vocês não são Absoluto.
A um dado momento, tudo isso deve ser, também, solto, e tudo isso deve aparecer e, depois, desaparecer.
Aparecer, como a cena de teatro: com uma cena mais iluminada, cenários mais afinados, um ator mais perspicaz e a tomada de consciência do espectador, ou mesmo do teatro, o que permitirá ser Absoluto, quando o teatro não existir mais.

A iluminação – que é portada pela percepção e a Vibração – permite uma espécie de movimento que vai, de algum modo, afastar-se do ego, para ir ao Si.
Há, realmente, uma mudança na linearidade.

Essa mudança do linear é um impulso que conduzirá, a um dado momento, a não mais ser tudo isso.
Enquanto vocês permanecem persuadidos – porque o viveram ou pensam vivê-lo – de que as Vibrações vão fazer outra coisa que conduzir ao Si, vocês não viverão o Absoluto.

Vocês devem, portanto, também, como foi dito, renunciar a todo poder espiritual, a toda manifestação dita espiritual.
É preciso ir, do mesmo modo, além do som, como foi dito por UM grande AMIGO, no Yoga da Eternidade.
Esse yoga não é um yoga: ele é, simplesmente, o bom senso, a lógica.

Lembrem-se de que a lógica do ego inscreve-se, sempre, apenas na ação/reação.
O Si permite-lhes viver a Ação da Graça, a Fluidez, a Sincronia, a Unidade.
Vão além.
Aceitem perder o que jamais foi conquistado, finalmente, uma vez que, de todo modo, isso será efêmero.

Quem pode dizer o que vai tornar-se seu kundalini, quando esse corpo desaparecer?
Que vai tornar-se a Coroa Radiante do Coração, quando não houver mais corpo?
Vocês apreenderam?
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4 comentários:

  1. As primeiras sensações de se ler as mensagens de BIDI é que suas palavras são amargas na boca, mas agora que estou lendo-as e relendo-as, parece que vai se tornando doce na boca e doce no estômago, ainda sim, eu (nós) não somos nem o mel, nem a boca, nem o estômago, pois tudo isso é uma manifestação do ego e do corpo.
    Agora, depois de tantos testemunhos que eu mesmo dei aqui, reconheço que até me vangloriei na LUZ, mas o fator RENÚNCIA, e Humildade e Simplicidade me puxavam de volta. A maior aceitação agora é que o EU SOU, o SI é o obstáculo para a chegada do ABSOLUTO.
    Um abraço a todos, muito em breve nos reuniremos fora do teatro.

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  2. Enquanto você crê e joga o jogo de melhorar o que quer que seja, você se afasta do Absoluto ou, no mínimo, ele se afasta de você <> O Absoluto nada tem a ver com um alguém e, sobretudo, não você <> Enquanto você constata que a experiência – qualquer que seja – faz apenas reforçar o que é experimentado, mesmo se esse tipo de experiência para, a um dado momento, você cansará das experiências e o Absoluto poderá Ser <> Quanto melhor você se esvazia de si mesmo, melhor o Absoluto pode tomar o lugar. Enquanto exista a mínima parte de você, o Absoluto não pode estar <> A experiência conduz à experiência. Mas o excesso de experiência vai acabar por matar a experiência <> Os alimentos do ego, quaisquer que sejam, sobretudo, num caminho espiritual, vão nutrir o ego, é o objetivo deles. Mas virá um momento em que, demasiado alimento, o ego constatará, com perdas e estardalhaço, que não avançou uma polegada, porque ele não pode avançar, ele pode apenas apagar-se <> É próprio do corpo de desejo. Ele se enche, mas há limites e, portanto, ele volta a esvaziar-se e ele volta a encher-se, e ele volta a esvaziar. Depois, ele vai procurar preencher-se de outras coisas. Ele se enche e volta a esvaziar-se, e vem um momento em que a estupidez dessa conduta aparece cruamente, mais ou menos rapidamente, conforme seu tempo <> Nenhum relativo poderia existir sem o Absoluto. O relativo desaparece, a partir do instante em que ele se sabe relativo e se aceita relativo <> O Absoluto não pode ser afetado por qualquer jogo da consciência. Ele o vê, mas ali não participa <> O desconhecido não pode ser conhecido. É a única coisa que você não pode refutar, e é nesse sentido que há a única investigação e a única possibilidade de viver Absoluto <> O ego poderá, sempre, dizer-lhe que não é verdade. Eu responderia, então: como você pode saber, uma vez que você não o viveu? <> Enquanto existe emoção, o Absoluto não pode ser: ele continua um ideal colocado em outro lugar que não em você <> A um dado momento, é preciso não mais existir, é preciso, portanto, desaparecer, o que quer, efetivamente, dizer sair do parecer e, mesmo, sair do Ser <> O Absoluto está, sempre, aí, mas ele vem a vocês a partir do instante em que vocês estão vazios <> Aceitem perder o que jamais foi conquistado, finalmente, uma vez que, de todo modo, isso será efêmero.

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  3. "O Absoluto está, sempre, aí, mas ele vem a vocês a partir do instante em que vocês estão vazios. Mas, para ir para esse vazio, é necessário, efetivamente, construir algo, porque é muito difícil, para o ego, soltar-se totalmente, se se pode dizê-lo, ao Absoluto.
    "Ele (ego) passa por espécie de etapas, espécies de conscientizações, nas quais a consciência parece cada vez mais ampla, conduzindo à não separação do Si, à Transformação do ego para o Si. E depois, a um dado momento, tudo isso deve ser solto.
    "A iluminação - que é portada pela percepção e a vibração - permite uma espécie de movimento que vai, de algum modo, afastar-se do ego, para ir ao Si. Há, realmente, uma mudança na linearidade. Essa mudança do linear é um impulso que conduzirá, a um dado momento, a não mais ser tudo isso.
    "A consciência do humano, mesmo confinada num relativo que é esse corpo e esse corpo de desejo, pode viver a experiência do Absoluto, porque não é uma experiência: É a Vida."

    "Lembre-se de que a lógica do ego inscreve-se, sempre, apenas na ação/reação.
    O Si permite-lhes viver a Ação da Graça, a Fluidez, a Sincronia, a Unidade.
    Vão Além."

    " Você é Absoluto."


    Rendo Graças.
    Lys

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  4. Apenas alguns apontamentos:

    "Sim, enquanto você crê e joga o jogo de melhorar o que quer que seja, você se afasta do Absoluto ou, no mínimo, Ele se afasta de você."

    "Quanto melhor você se esvazia de si mesmo, melhor o Absoluto pode tomar o lugar. Enquanto exista a mínima parte de você, o Absoluto não pode estar."

    "Os alimentos do ego, quaisquer que sejam, sobretudo, num caminho espiritual, vão nutrir o ego, é o objetivo deles."

    "Nenhuma atividade desse mundo – social, espiritual, afetiva – Liberá-lo-á."


    "Se vocês são afetados, vocês não são Absoluto."

    Não é mais desafio, é rendição do ego e do Si.

    Noemia

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