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24 de mar de 2012

SRI AUROBINDO – 24 de março de 2012

Mensagem publicada em 26 de março, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou SRI AUROBINDO.
Irmãos e Irmãs, aqui, nessa carne, antes de exprimir o que quer que seja, vivamos, juntos, um instante de Comunhão na Graça.

... Partilhar da Doação da Graça...

Irmãos e Irmãs, eu venho entre vocês, como Melquisedeque do Ar, exprimir-lhes certo número de elementos concernentes ao que, talvez, vocês já vivam, e que se inscreve, perfeitamente, no que eu pude escrever e dizer quando de minha última encarnação, assim como há dois mil anos, sob o ditado do Cristo (ndr: o Apocalipse ditado a João), concernente aos tempos da Revelação, aos tempos do que eu nomeei, então, a descida do Supramental, que permite Despertar e Revelar a Terra, assim como vocês mesmos, hoje, para viver o que há a viver.

Eu acrescentarei, antes de começar, um elemento que, em relação, justamente, ao que há a viver, é essencial a integrar em vocês.
O que eu pude escrever, o que eu pude viver, o que eu posso, hoje, dizer-lhes, que se inscreve na sequência lógica do que eu escrevi, vocês devem apreender, compreender, que, estritamente, ninguém há a seguir, nenhum conhecimento há a aplicar.
O que deve guiar, hoje, mais do que nunca, o que vocês têm a viver é, justamente, a experiência que vocês vivem.
Nenhuma vivência anterior, nenhum testemunho anterior pode substituir ou substituir-se ao que vocês vivem.

A Liberdade, a Liberação, o Si, o Despertar ao Supramental – em definitivo, quaisquer que sejam as palavras, e elas são numerosas, que se possa ali aplicar – devem permanecer um mecanismo vivido intimamente.
É apenas aceitando viver, de maneira íntima, o que lhes é oferecido por si mesmos, que virá um tempo em que vocês poderão testemunhar o que é a Verdade.
Mas testemunhar a Verdade deve, efetivamente, fazê-los compreender que nenhuma Verdade pode ser exterior, nem vivida no exterior de si mesmos.

Esse corpo é o Templo Sagrado, no qual se realizam suas próprias Núpcias Místicas.
Apenas alguns testemunhos podem, simplesmente, chamá-los, de maneira mais forte, não a seguir o testemunho, mas, efetivamente, a instalar-se, vocês mesmos, em sua Presença ou no Absoluto.

O ser humano tem a particularidade, enquanto não está instalado em estados não habituais da consciência, a sempre querer seguir uma autoridade exterior.
Aí está o perigo, é claro, porque, enquanto vocês seguem – como foi dito – quem quer que seja, vocês não podem viver o que têm a viver.
Nada existe de exterior a vocês que seja procurado.

Mais do que nunca, hoje, a Onda da Graça – que é a resposta à descida do Supramental – chama-os a instalar-se em Sua Inteireza, em Sua Vivência, em Sua Experiência, além de qualquer palavra.
Apenas se vocês aquiescem ao que têm a viver, inteiramente, é que a experiência pode levar-se ao seu termo.
Vocês devem apreender, também, que esse termo é profundamente diferente para cada um de vocês.
Mas o processo é balizado.
Eu dele balizei, de algum modo (em minha obra do Yoga Integral e da descida do Supramental), certo número de elementos.
Existe, ao longo da história e, sobretudo, do século XX, um número incontável de testemunhos, em todas as culturas, do que é possível viver, manifestar e, de algum modo, recriar, pela ação e Inteligência da Luz e, doravante, pela Onda de Vida, que nasceu, eu os lembro, ao centro da Terra, e que ali renasce.

Esse preâmbulo sendo colocado, eu volto sobre alguns elementos mais recentes, e não ligados a uma história (fosse ela há dois mil anos), não à minha vivência em minha última vida, mas, efetivamente, o que vocês podem viver – hoje, inteiramente – porque não pode existir, no que há a viver, qualquer limite, a não ser o seu próprio.

A finalidade, se é que seja uma, mas, digamos, Final, para vocês, nesse mundo, nesse tempo, é viver o que eu chamaria a União Mística ou o Casamento Místico.
Esse Casamento Místico desemboca, inevitavelmente, na instalação no Absoluto.
Esse qualificativo de Absoluto pode, efetivamente, representar, para a consciência limitada, um terror ou uma ilusão.
Apenas através da experiência – que vocês aceitam ou não viver – é que vocês poderão verificar, de algum modo, a validade do que lhes é proposto pela Terra, pelo Sol e por nossos Irmãos e Irmãs que – em sua última encarnação ou ao redor de vocês, hoje – vivem, inteiramente, esse processo.
Esse processo dá-lhes a viver um estado que é o único estado concebível, que é a instalação na perfeição, não humana, mas a perfeição da vida.

Essa simples palavra, Êxtase, é, certamente, para a personalidade e, mesmo para o Si, um mecanismo estranho, porque remete, inevitavelmente, a tudo o que se reporta, de perto ou de longe, ao nascimento, à vida, à morte e, é claro, à sexualidade.
O tabu o mais profundo, o mais trancado do humano em encarnação é, justamente, o que é chamado a morte, porque a morte assinala, de maneira efetiva, para aqueles que estão nesse mundo, o desaparecimento do que morre nesse mundo.

Existem, é claro, cada vez mais testemunhos de uma vida após a morte, de uma Consciência que perdura além da ilusão do desaparecimento, da perda de um ser querido.
Esse mecanismo de morte é profundamente, e de maneira indissolúvel, ligado à sexualidade e à procriação.
A sexualidade, como a procriação, releva de um processo, aí também, alquímico, que vai permitir – através da união de dois corpos, de duas consciências, de duas almas, qualquer que seja o nível em que isso é situado – o aparecimento, nesse mundo, da vida.
Vida, por essência, efêmera, uma vez que se inscreve, justamente, entre o tempo desse nascimento e o tempo da morte.

A pessoa, a personalidade inscrever-se-á, sempre, nesse mundo, entre um início e um fim.
Esse mundo é, por essência, além mesmo do princípio chamado falsificação, dual.
Dual, porque tudo evolui segundo leis precisas, tanto no grão de areia como na consciência humana, como em todo mecanismo vital.
Essas leis – quer se chamem Carma, Ação/Reação – são, por essência, efêmeras, porque toda ação provocará uma reação.
Mas essa reação não é, ela tampouco, duradoura, e inscreve-se num princípio chamado de retribuição.
Isso concerne apenas a esse mundo.
Esse princípio de Dualidade não pode, absolutamente, ser aplicável além dos limites da Dualidade.
Nesse sentido, inúmeros seres humanos viveram, e vocês mesmos, aqui, processos de despertar sucessivos, que instalam – nessa dualidade que é esse corpo – certo número de elementos novos, que realizam, hoje, inteiramente, o que eu havia nomeado a descida do Supramental.

Eu concebi, em minha vida, que essa descida do Supramental ia permitir o aparecimento de um homem novo, aqui mesmo.
Um homem novo, dotado de novas percepções e, sobretudo, que se extrai, de algum modo, do princípio de competição, de Dualidade, inexorável, da vida.
Nos mecanismos que me foram dados a viver (porque, em definitivo, eu fiz apenas transmitir minha própria experiência, qualquer que fosse a majestade e a intensidade do que eu vivi), faltava, irremediavelmente, a resposta lógica da Terra, que era a resposta desse corpo à sua própria iluminação.
Daí o perigo de manter apenas um ensinamento passado, qualquer que seja, fosse, parece, o melhor sucedido, o mais prestigiado, o mais honesto.
Enquanto vocês leem o despertar de Buda, vocês não podem realizar o estado de Buda.
Enquanto leem a vida do Cristo, não podem realizar o estado Crístico.
Enquanto leem, unicamente, o Yoga Integral, vocês não podem realizar o Supramental.
Porque, a partir do instante em que vocês aderem a algo de exterior a vocês, vocês põem a si mesmos as condições de seus próprios limites, que os confinam, obviamente, e afastam-nos da experiência.

O que se instala, hoje, decorre, diretamente, do que eu havia chamado a Fusão dos Éteres e o primeiro aparecimento da Luz Azul em seu Céu.
Esse primeiro Portal Interdimensional ia abrir, de algum modo, as Portas do Céu sobre a Terra e realizar esse Casamento Místico que se realiza em vocês, talvez, já, desde numerosas semanas ou de maneira anterior, por experiência, mas experiência que não podia manter-se devido mesmo a limites da encarnação.

Hoje, isso é profundamente diferente, porque a Terra foi fecundada, a Terra deu à luz e ela exprime, em vocês, e ela imprime, em vocês, a resposta ao Supramental, coisa que eu não podia ver nem entrever em minha última vida.

No máximo, no Apocalipse, eu podia descrever essa expressão extremamente simples: «e ali houve Novos Céus e uma Nova Terra».
Há, portanto, efetivamente, um princípio de regeneração, não simplesmente de transformação de um estado anterior a um estado novo, mais Luminoso, mas, efetivamente, Novos Céus e uma Nova Terra.
Quer dizer que o trabalho, a experiência que vocês efetuam – se é que vocês a aceitam, inteiramente – deve conduzi-los a viver sob Novos Céus e sobre uma Nova Terra.
Não há, dito em outros termos, como podia sugerir o que eu vivi em minha última vida encarnada, solução de continuidade, de maneira alguma, entre o antigo e o novo, porque esse novo não é a consequência de um antigo, mas, efetivamente, a Transcendência total desse antigo.

Não existe qualquer base, no antigo, que possa servir para estabelecer o Absoluto.
O Absoluto é uma Liberação de toda forma e dá-lhes a viver o que eu nomearia, na falta de outro termo, uma multilocalização em que a Consciência, o Ser e a própria Onda de Vida que vocês podem tornar-se não podem ser assimiladas, nem ser uma causalidade de qualquer forma, de qualquer pessoa ou de qualquer individualidade.

É claro, as resistências próprias à pessoa – e tanto mais que essa pessoa, ela mesma, está no caminho dito espiritual – representam o freio o mais perfeito para o estabelecimento do Absoluto, porque o ego busca uma Transcendência.
Toda pessoa encarnada, na busca de sentido, vai aderir a certo número de conceitos, a certo número de vivências que se inscrevem, de maneira definitiva, no âmbito do que IRMÃO K chamou o conhecido (ndr: ver a intervenção de IRMÃO K, de 4 de agosto de 2011).

Ora, jamais o desconhecido pode nascer em meio ao conhecido.
Há, efetivamente, algo que deve morrer, do mesmo modo que esse corpo que vocês habitam deve morrer um dia, para deixar aparecer outro corpo, outra consciência.
Dito em outros termos, não há qualquer solução de continuidade, nem mesmo a esperança de uma continuidade entre o ego e o Si, num primeiro tempo, e, ulteriormente, entre o Si e o Absoluto.

É claro, o ego (construído sobre o próprio princípio da resistência e, portanto, do que eu nomeei esse tabu Final, que representa a morte e o sexo e o nascimento) vai tudo fazer para afastá-los da experiência do Absoluto, que não é uma experiência, nem um estado, mas, efetivamente, uma forma – para além da forma – de Última, que lhes dá a viver, nesse corpo, de momento, um processo – que foi descrito há extremamente muito tempo, nos textos muito antigos, oriundos do Tantrismo, além de qualquer sexo – que é, justamente, a descoberta do Absoluto.

O Absoluto não pode ser procurado, ele não pode, mesmo, ser conscientizado.
O domínio do Si é um domínio a conscientizar-se.
O domínio do Absoluto compreende e integra tanto a pessoa como o Si e Transcende-os.
Isso quer dizer, portanto, que há um fenômeno de descontinuidade que os leva a estabelecer-se, de algum modo, em algo que não é um estado efêmero (e, portanto, não inscrito entre o nascimento e a morte, não inscrito numa esfera sexual) e que, no entanto, por alguns lados, pode ali assemelhar-se, uma vez que tanto o nascimento como a morte como o ato sexual em si mesmo são apenas uma reprodução limitada, de algum modo, do que é esse Êxtase.

O Manto Azul da Graça, a Fusão dos Éteres realizam a União Mística do Céu e da Terra, esse mesmo processo que deve acontecer em vocês, se o aceitam.
Mas a aceitação de que eu falo é o que foi nomeada a Crucificação e a Ressurreição, numa forma de Renúncia total.
Essa Renúncia, como foi dito, não é, jamais, uma negação da encarnação, mas, efetivamente, uma Transcendência total da encarnação.
O que quer dizer que, nesses tempos que há a viver para vocês, encarnados, enquanto existe, em vocês, como foi dito esta manhã, por nosso Comandante (ndr: O.M. AÏVANHOV), o mínimo julgamento em relação a vocês mesmos ou em relação a qualquer elemento desse mundo, ainda que apenas sua própria encarnação, a partir do instante em que existe uma rejeição do que quer que seja, vocês não podem viver esse Final.
O Final instala-se – porque sempre esteve aí – apenas a partir do instante em que vocês aceitam o próprio princípio de Transcendência.
E lembrem-se de que a Transcendência não oferece qualquer solução de continuidade entre esse corpo, essa pessoa, esse ego, essa personalidade, esse Si, esse indivíduo que vocês creem ser.
E, no entanto, nada do que é limitado, em definitivo, desaparece, verdadeiramente.
Mesmo se há – em sua terminologia, hoje – uma forma de reconfiguração ou de reset, isso é apenas o ponto de vista, de algum modo, do que é, justamente, limitado e que não pode crer, mesmo no instante de sua morte, em seu próprio desaparecimento.

Nós tocamos, aí, nessa resposta da Terra ao Supramental, no que se desenrola, ou não, de momento, nesse Templo, porque não há outro lugar em que isso deva acontecer.
É uma experiência, bem além de toda experiência, que apenas se pode viver quando há aceitação total de tudo o que é a vida sobre esta Terra.
Porque apenas na aceitação total de sua própria vida, de seu próprio campo de experiência e de vivência é que pode, em definitivo, realizar-se o Final.
O Final, em muitos aspectos, vai representar, mesmo para o Si, uma loucura, uma espécie de autodissolução, de autodestruição.
Há, efetivamente, uma autodissolução, uma autodestruição, mas de nada mais do que é destinado, justamente, a morrer um dia, ou seja, esse corpo, ou seja, essa consciência.

Como Uma das Estrelas disse-lhes, e como outros Anciões disseram, vocês não podem apropriar-se do Final, vocês não podem, mesmo, compreendê-lo, vocês podem apenas vivê-lo (ndr: diversas intervenções de 17 de março de 2012, notadamente).
Ora, vivê-lo é um mecanismo íntimo, que é, justamente, ligado à aceitação, Total e incondicional, da encarnação.

Essa Transcendência da carne é, inteiramente, o que realiza a Ascensão.
A emergência e a descida do Supramental não é a Ascensão.
Era a etapa, eu diria, uma vez que, agora, vocês a viveram, de impulso a essa resposta.
A Ascensão é apenas um sim – absoluto, franco, sincero, maciço, total – ao Êxtase, à Onda de Vida e, portanto (como inúmeros Anciões disseram, antes que eu voltasse a exprimir-me hoje, ou Arcanjos), para estar, inteiramente, além do ser, além da consciência.

Vocês não podem ser uma pessoa, não podem ser um indivíduo, não podem ser uma história e viver o Final.
Entendam, efetivamente, com isso, que todos, tanto aqui como alhures, vocês não têm que forçar nem que desejar, porque cada lugar que vocês ocupam é seu exato lugar.

Como o Si, o Despertar era um objetivo, como o Absoluto não pode mesmo definir-se como um objetivo qualquer.
Vocês são a Onda de Vida ou vocês não a são.
Vocês a serão ou vocês não a serão.
Mas, em momento algum, vocês devem aderir, de maneira exterior.

O Final e o Absoluto traduzem-se, é claro, nesse corpo, pelo que se convencionou chamar de manifestações.
Essas manifestações, como foi explicado, nascem na parte a mais baixa desse corpo, em contato com a Terra, ou seja, os pés.
Vem, em seguida, certo número de mecanismos – que lhes foram descritos durante certo número de dias – que conduzem ao nascimento da Onda de Graça, que os faz viver essa União Mística com seu próprio duplo, como com todo ser humano, sem distinção de sexo, de idade ou de qualquer crença que seja, a partir do instante em que essa outra consciência – ou que aparece como tal – vive, ela também, a experiência além da experiência.

É claro, ao olhar do ego, ao olhar do Si, isso é um ultraje, ultraje à sociedade, ultraje à vida (tal como ela é concebida na pessoa como do Si), porque há, realmente, uma Transcendência Total, que os faz passar do conhecido ao Desconhecido.
Mas esse desconhecido é sua natureza, como é nossa natureza, de cada um de nós.
Quer vocês a rejeitem, quer vocês a aceitem, quer vocês a desejem, qualquer que seja sua posição a respeito da Onda de Vida, ela É, com sua Presença ou sem sua Presença.

Toda vida a vir, seja em Novos Céus, Nova Terra, seja em outras Dimensões, inscreve-se, de maneira extremamente lógica, na própria existência e na própria penetração da Onda de Vida.

O Casamento Místico põe fim a toda ilusão.
Ele põe fim à pessoa, à personalidade, à individualidade e ao Si.
O Si é, em definitivo, apenas o espelho do ego, que se completa em sua própria contemplação, que me fez escrever muita coisas.
É claro, a partir do acesso ao Si, sem mesmo falar do Casamento Místico, há um testemunho que é dado.
Esse testemunho, a partir do instante em que vocês tenham concluído o processo (quer ele concirna ao Si ou à Onda de Vida), é colorido, necessariamente, por sua própria experiência.
O importante não é espalhar-se a outra consciência.
O único modo de não espalhar é, certamente, não julgar e amar, de maneira incondicional e total.
Não há alternativa.

Enquanto vocês fazem uma diferença entre seu filho e o filho do outro, entre sua mãe e a mãe de outro, enquanto vocês fazem a mínima diferença entre aquele que está num caminho de desvio e aquele que vive a Comunhão entusiástica com vocês, vocês não podem instalar-se, de maneira definitiva, nesse Absoluto.
Há, é claro, uma mudança de olhar, se se pode falar assim.

A Fusão dos Éteres, quando se realiza nessa carne que é sua, quando vocês a acolhem sem procurá-la, quando a deixam subir, a Transcendência, real, efetiva, do nascimento e da morte, da sexualidade, torna-se real.
Ela se torna, aliás, sua única realidade, sua única verdade e, no entanto, vocês estão, ainda, inscritos num corpo de carne, mas a alma terminou seu período de retração.
Ela pode, portanto, dissolver-se, assim como o Espírito, que lhes dá, de maneira definitiva, uma forma de passaporte para Ser no não ser.

O Absoluto, o Final é um estado de gozo, permanente e total, no qual nenhuma sombra do ego, nenhuma sombra do Si pode interferir nem alterar a Onda de Vida.
O Casamento Místico leva-os a realizar, bem além do acesso Multidimensional, o que eu nomearia uma Transdimensionalidade na qual vocês estão presentes, do mesmo modo, com a mesma intensidade, a mesma não Presença, na pessoa que não existe mais, no Si que não existe mais, no Sol que não existe mais e em qualquer outra consciência que o viva.
Vocês estão além da existência.
Vocês estão além da consciência.

O Casamento Místico dá a vocês a única verdadeira imortalidade, uma vez que não se inscreve mais, unicamente, entre o nascimento e a morte, não se inscreve mais, unicamente, na possibilidade de viver uma Unidade efêmera no ato sexual, mas dá-lhes a viver, permanentemente, isso.

Muito em breve exprimir-se-á, por esse Canal, uma nova Presença, que levou ao seu termo, inteiramente, o Absoluto (e, eu repito, a expressão «levou ao seu termo» não quer dizer grande coisa), que aceitou, portanto, de algum modo – contrariamente a nós todos, Anciões – dissolver o Si para ver o que havia por trás: o Absoluto.

Hoje, não existe mais condição – a não ser sua própria condição- que possa opor-se ao Absoluto e ao Final.
O testemunho disso é a Onda de Vida, que vem abrasar o que era nomeado o Kundalini, que nós nomeamos, hoje, o Canal do Éter, porque forrado de Partículas Adamantinas, que abrasam as três Lareiras e o conjunto do corpo, de maneira preliminar ao abrasamento do Sol e da Terra, desta Dimensão.

Aqueles que viram um fim irremediável do mundo e de sua pessoa são apenas aqueles que estão inscritos, efetivamente, na única realidade possível de sua pessoa, que não vive nem o Si e, ainda menos, o Absoluto.
Isso não é nem um julgamento nem uma crítica, mas, efetivamente, um estado de coisas.

Quem são vocês?
Para onde vão vocês?
Que eram vocês, antes de nascer?
Que eram vocês antes de viver essa ronda permanente da encarnação e da excarnação sobre esse mundo?

É claro, nós lhes demos elementos: origem estelar, origem Dimensional, as Quatro Linhagens.
Houve a Fonte, houve os Arcanjos, houve Anciões, Estrelas.
Houve Coroas.
Houve seu Coroamento.
E, além disso, além de tudo isso, quais são as questões que permanecem em vocês?
Porque a questão que permanece em vocês faz apenas traduzir, em definitivo, a falta de soluções.

Ora, a solução sempre esteve aí, presente, à disposição.
A Terra está Liberada, o Sol está Liberado, como eu o disse há certo tempo.
Tudo está consumado, como disse nosso Comandante (ndr: O.M. AÏVANHOV).

Se vocês tocam – se eu posso empregar essa expressão – o Absoluto e o Final, o que lhes aportará o mundo?
Porque vocês terão se tornado, inteiramente, esse mundo, bem além desse mundo, tal como ele é visto com o olhar da pessoa ou da individualidade.
Então, é claro, o ego colocar-se-á, sempre, as questões comuns da vida.
O Si colocar-se-á, sempre, as questões de como traduzir, o melhor possível, a vivência e como pôr em forma o que escapa das formas desse mundo.

O Absoluto nada quer pôr em forma.
Ele é, simplesmente, a manifestação tangível da transcendência, possível e realizada, sobre esta Terra, nesse corpo, que não é mais o seu.

É claro, é muito desagradável e será, cada vez mais, para o ego como para o Si, viver esse Êxtase Místico, esse Casamento Místico, essa União Mística, seja nesse corpo, como foi dito, com um fio de erva, com uma árvore, com o Sol, com um planeta, com a Fonte.
Existirá, sempre, um princípio, inscrito, mesmo, no sentido da Presença da encarnação, alterada, falsificada ou não, que é a perda, justamente, da encarnação.

IRMÃO K (ndr: intervenção de IRMÃO K, de 17 de março de 2012) disse-lhes e repetiu: aquele que quiser que lhe fale da outra margem faz apenas exprimir seus próprios medos, porque, como conhecer a outra margem sem ali ir, vocês mesmos?
Ora, a outra margem não é um deslocamento.
Ela sempre esteve aí, inscrita em sua Presença, na condição – eu repito, de maneira figurada – de que o ponto de vista e o olhar mudem.

Essa viagem é uma viagem sem retorno, porque não há retorno possível na ilusão, quando a Verdade eclodiu, de maneira total.
Vocês são o Amor, como foi dito, ainda há pouco tempo, pelo Arcanjo URIEL (ndr: intervenção de URIEL, de 3 de março de 2012).

Vocês são a Eternidade, a Beleza.
Os qualificativos são inumeráveis, mas eles se referem, todos, não à sua pessoa, não ao seu Si, mas, efetivamente, à realidade que sustenta, mesmo, sua Presença na carne.
Esse Absoluto e indizível Amor, esse Absoluto e indizível Êxtase permanente os faz dizer que vocês fazem o Amor à Criação, o Amor a cada um, o Amor a vocês mesmos, porque vocês são apenas isso.

É claro, estando num corpo, vocês não rejeitam esse corpo, vocês dele aceitam tudo, alegria como sofrimento, porque nem a alegria é sua natureza, nem o sofrimento é sua natureza essencial.

Ninguém pode cruzar essa Porta em seu lugar.
Vocês estão sós, totalmente sós, para a Passagem, porque depois, a solidão não pode existir.
É, justamente, o fim do fato de sentir-se solitário, cuja melhor tradução, é claro, é o medo, porque o medo da morte é, de maneira inabalável, totalmente lógico, o único sentido de sua presença aqui, nesse corpo.

O Absoluto dá ainda mais medo do que a morte, porque ele integra o nascimento e a morte numa outra Verdade, ela também absoluta, e não é mais, portanto, uma verdade relativa que se compara a outra coisa.
Mas a Verdade absoluta é – independentemente de qualquer comparação, independentemente de qualquer referência, independentemente de qualquer outro caminho – sua própria experiência.
Ela os faz superar, se é sua escolha, toda explicação, todo trabalho, que fez dizer a alguns Anciões que nada mais há a fazer do que estar tranquilo, estar em Paz e deixar, efetivamente, a Onda de Vida subir e levá-los a nenhum outro lugar que não vocês mesmos, mesmo se o ego chama a isso de outro modo, mesmo se o Si nega-o.

O Absoluto e o Final são, portanto, além dessa Graça, um estado de Êxtase que não conhece, de modo algum, o limite do corpo, de modo algum, o limite de uma relação com o outro, nem mesmo de uma relação com o Sol.

Esse estado de Absoluto, de algum modo, basta-se a si mesmo, porque ele é a Totalidade.
Como Totalidade, ele integra, transcendendo-as, as partes.
Nenhuma parte pode estar consciente dessa integralidade, mas a integralidade engloba as partes.

O Êxtase Místico, desde a terceira sessão do Manto Azul da Graça,
espera apenas vocês, e vocês sós.
Vocês nada podem levar ao Absoluto da Graça.
Vocês nada podem perder no Absoluto da Graça.
Vocês nada podem projetar no Final.
Essa revolução, de algum modo, final, da Consciência, é o próprio objetivo de sua Ressurreição, da União do Céu e da Terra, de seu masculino e de seu feminino, quer ele seja Interior ou exterior, quer ele esteja entre vocês e todas as partes, uma vez que cada parte que se descobre ela mesma é absoluta, assim como vocês.

No máximo, podem existir elementos a praticar, não para aceder ao que é impossível aceder por qualquer prática, mas, bem mais, visando acalmar tudo o que não é o Absoluto: o medo, a própria morte e o nascimento, porque nada pode morrer e nada pode nascer no Absoluto.
E é, justamente, o que é terrível para a pessoa e, mesmo, para o indivíduo.

O que há a viver, nesse momento, para cada um, é o Choque da Humanidade, e eu diria que, para cada um de vocês, é o Choque do Humano, que os conduz a passar, de algum modo, não do humano ao Supra humano, não, unicamente, do mental ao Supramental, não de uma antiga vida a uma nova vida, mas, efetivamente, para tornar-se a vida em sua totalidade, para além de toda restrição e de todo limite.

Vocês são esse Absoluto.
Vocês são essa Onda de Vida.
Vocês são tudo o que nós lhes dizemos, uns e outros, desde várias semanas.
É claro, não é fácil para aquele que inscreve o quadro de sua vida em certo número de limites (sociais, familiares, afetivos, espirituais).
O Absoluto não tem limite.
Ele é, por essência, Ilimitado e Desconhecido.
Isso pode ser desestabilizador.
É nesse sentido que isso é um Choque.
E o Choque que se vive na Humanidade (desde a Liberação da Terra e, sobretudo, agora, que vocês mesmos podem viver, inteiramente, não a experiência do Absoluto, mas instalar-se no Absoluto) leva, é claro, a Terra, a começar esse processo em sua própria carne, seja ao nível da Natureza, como lhes foi detalhado por ANAEL (ndr: intervenção de 17 de março de 2012) ou, também, por SNOW (ndr: intervenção de 17 de março de 2012), há uma semana, seja no Céu ou nas profundezas da Terra, que se traduzem pelos Sons do Céu e da Terra e o que eu havia nomeado, à época, as Trombetas do Apocalipse.

O Apelo de MARIA nada mais é do que a generalização desse processo, total e final.
Ele está a caminho.
Alguns de vocês, talvez, já viveram momentos de Apelo, íntimo e pessoal, no qual uma Voz chamou-os por seu nome, no qual, em alguns momentos, seu corpo não responde mais, e, no entanto, vocês estão Lúcidos.

Esse mecanismo de estase individual é bem real.
Ele vai tornar-se coletivo, não duvidem disso.
Mas, mesmo nesse instante coletivo, nessa União e nesse Casamento Místico coletivo, vocês devem apreender que estritamente, nada têm a temer, a recear, a esperar, porque vocês estão, muito exatamente, em seu exato lugar, vocês estão, muito exatamente, onde devem estar, na idade que devem ter, nas funções e nos papéis que têm desempenhado e tido.

A Onda de Vida não tem necessidade da pessoa, ela não tem necessidade do Si, ela não tem, mesmo, necessidade do mundo.
Ela É.
Então, vocês me dirão, como instalar-se no que não se pode procurar?
Bem, já, fazendo calar toda procura, fazendo desaparecer todo objetivo, fazendo desaparecer de sua própria consciência, de sua própria pessoa, de seu próprio Si, tudo o que não é Eterno, tudo o que não é Desconhecido.

Como foi dito por outros Anciões, não é questão de rejeitar para longe de vocês toda noção limitante, mas, efetiva, real e concretamente, transcendê-las.
Mas transcendê-las não é uma ação inscrita, justamente, no limite, mas, efetivamente, esse Abandono Final, que não é o Abandono à Luz, mas, efetivamente, o Abandono do próprio Si.

Se vocês vão à outra Margem, se vocês vivem a outra Margem, então, o melhor testemunho disso é esse estado de Êxtase permanente que aparece, num primeiro tempo, por lufadas, por momentos, e que é destinado (o que quer que disso pense a pessoa ou o Si) a tornar-se a única Verdade.

É claro, a pessoa ou o Si negará, sempre, esse Absoluto.
Ele quer, efetivamente, contudo, ali provar, mas ele apenas pode perceber, querer, ou mesmo esperar que isso se torne definitivo.
E, no entanto, esse Absoluto é definitivo.
Ele é definitivo no sentido em que é, muito exatamente, o que sustenta e permite toda experiência, toda vida, tanto aqui como em outros lugares.
Ele sustenta e permite, mesmo, a não criação.
Ele sustenta toda consciência e toda não consciência.

Então, se a Onda de Vida percorre-os, na Totalidade, ou não ainda, deem, totalmente, o que vocês vivem, nada escondam, porque vocês são o testemunho vivo, como dizia o Arcanjo URIEL (ndr: intervenção de URIEL, de hoje), do Caminho, da Verdade e da Vida.
Como o Caminho, a Verdade e a Vida não poderiam testemunhar, por sua Presença e por suas palavras, o que É?
Nenhum limitado, nenhuma pessoa, nenhum Si, nenhuma oposição é válida para o Absoluto, nem tem, mesmo, efeito, uma vez que ele engloba, justamente, também isso.

O Absoluto não é uma palavra, nem um objetivo.
É a União Mística do Céu e da Terra, na qual tudo se torna mais do que nunca, evidente, inteiro, Ilimitado.

Aí está, portanto, esse Final, em curso, em vocês.
Eu repito, se se pode falar de finalidade, é instalar-se, de algum modo, nesse Ilimitado que é Êxtase, Gozo permanente da Onda de Vida.
Há, também, um efeito cumulativo.
Alguns exprimiram que, quando a asa de uma borboleta quebra-se, todo o Universo treme.
Quando um ser limitado vive o Ilimitado, ele toca o mundo inteiro, simplesmente, por sua Presença, sua Presença no limitado desse corpo, ele não é mais esse corpo.

Quanto mais vocês são numerosos, em termos de indivíduos, a viver a Onda de Vida e a instalar-se no Êxtase, mais o processo do Choque da Humanidade verá sua duração encurtada.
Aliás, instalados no Absoluto, nada mais há que o Absoluto.

Vocês podem continuar a viver sua vida, qualquer que seja, ter o papel que quiserem, mas vocês não são nem essa vida que vivem, nem esse papel.
Isso muda, profundamente, uma vez que é uma transcendência e leva-os e os conduz a instalar o Amor o mais Incondicional que seja.

Vocês não podem julgar, não podem desamar quem quer que seja.
O mesmo olhar levar-se-á ao seu filho como ao filho de outro.
Não poderá mais existir diferença entre aquele que os odeia e aquele que os estima.
Eles participam da mesma essência, não numa crença, não numa projeção, mas, efetivamente, na realidade do que é vivido, no mesmo Êxtase, na mesma Paz, na mesma Verdade, porque vocês não poderão mais comparar quem quer que seja ou o que quer que seja, em vocês, com o que quer que seja mais ou quem quer que seja.
Isso não é, tampouco, uma aniquilação, nem uma uniformização, é bem mais que isso, mas, é claro, o ego vai ali opor-se, ferozmente.

Aí está o que eu tinha a exprimir hoje, como Melquisedeque do Ar, portador da Luz Azul.

Em minha última encarnação, eu falei e escrevi sobre o pássaro azul.
Aqueles que quiserem ler o que eu escrevi, naquele momento, compreenderão, mesmo se eu não tivesse tido acesso, inteiramente, à Onda de Vida, uma vez que, naquele momento, a Terra não estava, propriamente falando, Liberada.
Eu inscrevia, então, a descida do Supramental numa perspectiva a vir.
Mas, a partir do instante em que se inscreve essa descida do Supramental numa perspectiva a vir, está-se, já, mais presente a si mesmo e, de algum modo, mente-se a si mesmo.

É assim, e foi assim, para nós todos, Anciões.
Qualquer que seja a mestria que tenhamos tido, em nossa última vida (do Sopro, da Consciência, do Amor), nós fomos, aliás, chamados de Mestre.
Mas o que quer dizer ser um Mestre, para o Absoluto?
Estritamente nada.

Se vocês apreenderem minha última frase, vocês compreenderão que nada se pode, estritamente, controlar, nem ser Mestre do que quer que seja, porque a Onda de Vida e o Êxtase são a Natureza principial, mesmo, de tudo, de absolutamente tudo.

Aí estão as palavras que eu tinha a exprimir.
Após mim, intervirá o Arcanjo ANAEL, que estará aí, eu diria, de algum modo, mais para responder às suas interrogações sobre o que acabo de enunciar.

Eu repito, não se forcem, vocês não podem forçar a Onda de Vida, vocês não podem questioná-la, vocês não podem interrogá-la, vocês podem apenas Sê-la, porque ela já está aí.
Eu lhes peço para honrar a Graça, a Graça de sua Presença, aqui e em outros lugares, a Graça do que a Onda de Vida portou em mim, a exprimir aqui.

Irmãos e Irmãs, no Amor e pelo Amor, além de todo contingente e de toda forma, eu lhes proponho o Azul.

Eu lhes digo até muito em breve.

... Partilhar da Doação da Graça...

Até logo.

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4 comentários:

  1. É apenas aceitando viver, de maneira íntima, o que lhes é oferecido por si mesmos, que virá um tempo em que vocês poderão testemunhar o que é a Verdade <> Esse corpo é o Templo Sagrado, no qual se realizam suas próprias Núpcias Místicas <> Mais do que nunca, hoje, a Onda da Graça – que é a resposta à descida do Supramental – chama-os a instalar-se em Sua Inteireza, em Sua Vivência, em Sua Experiência, além de qualquer palavra <> Apenas se vocês aquiescem ao que têm a viver, inteiramente, é que a experiência pode levar-se ao seu termo <> A finalidade, se é que seja uma, mas, digamos, Final, para vocês, nesse mundo, nesse tempo, é viver o que eu chamaria a União Mística ou o Casamento Místico <> Esse processo dá-lhes a viver um estado que é o único estado concebível, que é a instalação na perfeição, não humana, mas a perfeição da vida <> Não existe qualquer base, no antigo, que possa servir para estabelecer o Absoluto <> O Ser e a própria Onda de Vida que vocês podem tornar-se não podem ser assimiladas, nem ser uma causalidade de qualquer forma, de qualquer pessoa ou de qualquer individualidade <> Não há qualquer solução de continuidade, nem mesmo a esperança de uma continuidade entre o ego e o Si, num primeiro tempo, e, ulteriormente, entre o Si e o Absoluto <> Mas a aceitação de que eu falo é o que foi nomeada a Crucificação e a Ressurreição, numa forma de Renúncia total <> E lembrem-se de que a Transcendência não oferece qualquer solução de continuidade entre esse corpo, essa pessoa, esse ego, essa personalidade, esse Si, esse indivíduo que vocês creem ser <> Há, efetivamente, uma autodissolução, uma autodestruição, mas de nada mais do que é destinado, justamente, a morrer um dia, ou seja, esse corpo, ou seja, essa consciência <> Como Uma das Estrelas disse-lhes, e como outros Anciões disseram, vocês não podem apropriar-se do Final, vocês não podem, mesmo, compreendê-lo, vocês podem apenas vivê-lo <> Vocês não podem ser uma pessoa, não podem ser um indivíduo, não podem ser uma história e viver o Final <> Vocês são a Onda de Vida ou vocês não a são. Vocês a serão ou vocês não a serão <> É claro, ao olhar do ego, ao olhar do Si, isso é um ultraje, ultraje à sociedade, ultraje à vida (tal como ela é concebida na pessoa como do Si), porque há, realmente, uma Transcendência Total, que os faz passar do conhecido ao Desconhecido <> O Casamento Místico põe fim a toda ilusão. Ele põe fim à pessoa, à personalidade, à individualidade e ao Si <> Vocês são a Eternidade, a Beleza. Os qualificativos são inumeráveis, mas eles se referem, todos, não à sua pessoa, não ao seu Si, mas, efetivamente, à realidade que sustenta, mesmo, sua Presença na carne.

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  2. Segue poema de Sri Aurobindo, citado por ele na canalização de 24/03/2012:

    The Blue Bird

    I am the bird of God in His blue;
    Divinely high and clear
    I sing the notes of the sweet and the true
    For the god’s and the seraph’s ear.

    I rise like a fire from the mortal’s earth
    Into a griefless sky
    And drop in the suffering soil of his birth
    Fire-seeds of ecstasy.

    My pinions soar beyond Time and Space
    Into unfading Light;
    I bring the bliss of the Eternal’s face
    And the boon of the Spirit’s sight.

    I measure the worlds with my ruby eyes;
    I have perched on Wisdom’s tree
    Thronged with the blossoms of Paradise
    By the streams of Eternity.

    Nothing is hid from my burning heart;
    My mind is shoreless and still;
    My song is rapture’s mystic art,
    My flight immortal will.


    SRI AUROBINDO, Collected Poems, pág.532
    (Poems Past and Present - Baroda and Pondicherry, c. 1902 – 1936)
    THE COMPLETE WORKS OF SRI AUROBINDO, VOLUME 2
    Published by Sri Aurobindo Ashram Publication Department, India, Pondicherry - 2009

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  3. Querido anônimo, gratidão pelo poema de Sri Aurobindo.
    De acordo com tudo isso, dado nas últimas mensagens:
    O que é uma vida de riquezas diante do Absoluto?
    O que é uma vida de pobrezas diante do Absoluto?
    O que é da evolução humana diante do Absoluto?
    O que é dos caminhos espirituais diante do Absoluto?
    O que é dos amores vencidos e perdidos diante do Absoluto?
    O que é da ausência de um ser querido diante do Absoluto?
    O que é das alegrias e tristezas efêmeras diante do Absoluto?
    O que é dos apegos e medos diante do Absoluto?
    Simplesmente isso tudo Nada É.
    Diante do Absoluto só o Amor em um vôo contínuo e Eterno É

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  4. "Mais do que nunca, hoje, a Onda da Graça - que é a resposta à descida do Supramental - chama-os a instalar-se em Sua Inteireza, em sua Vivência, em Sua Experiência, além de qualquer palavra. Apenas se vocês aquiescem ao que têm a viver, inteiramente, é que a experiência pode levar-se ao seu termo.
    "A finalidade, se é que seja uma, mas, digamos, Final, para vocês, nesse mundo, nesse tempo, é viver o que eu chamaria a União Mística ou o Casamento Místico. Esse Casamento Místico desemboca, inevitavelmente, na instalação no Absoluto.
    "O que se instala, hoje, decorre, diretamente, do que eu havia chamado a Fusão dos Éteres e o primeiro aparecimento da Luz Azul em seu Céu. Esse primeiro Portal Interdimensional ia abrir, de algum modo, as Portas do Céu sobre a Terra e realizar esse Casamento Místico que se realiza em vocês.
    "O Manto Azul da Graça, a Fusão dos Éteres realizam a União Mística do Céu e da Terra, esse mesmo processo que deve acontecer em vocês, se o aceitam. Mas a aceitação de que eu falo é o que foi nomeada a Crucificação e a Ressurreição, numa forma de Renúncia Total.
    "Essa Renúncia, como foi dito, não é, jamais, uma negação da encarnação, mas, efetivamente, uma Transcendência total da encarnação.
    "E lembrem-se de que a Transcendência não oferece qualquer solução de continuidade entre esse corpo, essa pessoa, esse ego, essa personalidade, esse Si, esse indivíduo que vocês creem ser. E no entanto, nada do que é limitado, em definitivo, desaparece, verdadeiramente.
    "O domínio do Absoluto compreende e integra tanto a pessoa como o Si e Transcende-os.
    "Essa Transcendência da carne é, inteiramente, o que realiza a Ascensão. A emergência e a descida do Supramental não é a Ascensão.
    "Era a etapa, eu diria, uma vez que, agora, vocês a viveram de Impulso a essa Resposta. A Ascensão é apenas um << Sim >> - absoluto, franco, sincero, maciço, total - ao Êxtase, à Onda de Vida e, portanto para estar, inteiramente, além do ser, além da consciência.
    "O Absoluto nada quer pôr em forma. Ele é simplesmente, a manifestação tangível da Transcendência, possível e realizada, sobre esta Terra, nesse corpo, que não é mais o seu.
    "Essa revolução, de algum modo, final, da Consciência, é o próprio objetivo de sua Ressurreição, da União do Céu e da Terra, de seu masculino e de seu feminino, quer ele seja Interior ou exterior, quer ele esteja entre vocês e todas as partes, uma vez que cada parte que se descobre ela mesma é Absoluta, assim como vocês."

    "Vocês estão além da existência.
    Vocês estão além da consciência."

    Rendo Graças.

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