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24 de mar de 2012

O.M. AÏVANHOV – 24 de março de 2012

Mensagem publicada em 26 de março, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los.
Eu lhes transmito, primeiramente, todas as minhas Bênçãos.

Desde sete/oito semanas há, agora, uma especificidade nova que foi chamada a Onda de Vida, a Onda do Éter, a Onda da Graça, o Manto Azul da Graça (vocês podem pôr todos os nomes que quiserem).
Isso pode resumir-se em algo de muito simples.

Até o presente, nós havíamos falado de algo que descia com um triplo componente (já, desde certo tempo).
Agora, nós falamos de algo que sobe.
Que sobe, em vocês, como sobe da Terra.
Através, se querem, da ação do que foi chamado (porque é preciso, efetivamente, chamá-lo assim, ou diferentemente; é preciso, efetivamente, nomear as coisas): o Manto Azul da Graça.

A ação do Manto Azul da Graça foi – e é, e será, ainda, sobretudo a partir do início de abril - desencadeada: de algum modo (e eu os lembro de que não é uma ação de vocês, mas é algo de inteiramente natural), a subida da seiva que faz a nova árvore, que faz a nova vida, não é?

Essa subida da seiva – que vem do mais profundo da Terra, que se depositou sobre a Terra – penetra, em vocês, como a seiva sobe na primavera, quando o Sol começa a aquecer, de algum modo, esta Terra,
É esse mesmo processo que está em curso, em vocês, para aqueles de vocês que já o vivem.

Então, o Bem Amado SRI AUROBINDO exprimir-se-á, após meio-dia, justamente, sobre as qualidades intrínsecas do que sobe agora.

Para aqueles que leram o que ele disse em sua última vida (ele havia falado da descida do Supramental, do Espírito Santo, se querem, quando ele foi São João), ele escreveu, sob o ditado do CRISTO, «O Apocalipse», e ele descrevia, com formas alegóricas, com símbolos (e, também, em função de seu mental da época, é claro), tudo o que ele podia ver do que ia chegar.
Mas, em momento algum, ele exprimiu (ninguém, aliás, exprimiu) essa resposta da Terra.
E SRI AUROBINDO exprimirá isso a vocês.

Além do que vocês vivem, ele sistematizará, de algum modo, o por que dessa Onda de Vida, as consequências que alguns de vocês já vivem: o Casamento Místico (ou esse Êxtase Místico) que é, eu os lembro (como alguns Anciões disseram e repetiram), nossa natureza, de todos, sem exceção.
Mesmo aqui, ainda confinados.
Mesmo nos planos astrais, desencarnados.
Mesmo nos planos de Luz.
Até a FONTE.
Até o átomo.
É a constituição intrínseca de absolutamente tudo.

É claro, aqueles que vivem isso sabem, pertinentemente, que é a Verdade, porque é um Reconhecimento.
Do mesmo modo que, quando um ser humano entra, de maneira fortuita (por uma oração, por uma meditação), em contato Vibratório com MARIA, ele sabe que é MARIA.
É algo que é inato.
É além mesmo do reconhecimento.
É algo que está inscrito, é claro, em todas as carnes, em todas as consciências e em toda vida.
É exatamente a mesma coisa para a Onda de Vida.
Mas eu deixarei o Bem Amado João exprimir-se.

A grande novidade é que, portanto, nós começaremos, a partir desta tarde, os momentos de trocas (nos quais nós temos a dar-lhes alguns elementos), por um momento de descida do Manto Azul da Graça, como será – vocês, talvez, saibam – todas as noites, às 19 horas [hora francesa] e não importa em qual momento da vida (ndr: ver a rubrica «protocolos prioritários»).
E, o mais importante, será isso.

Não é tudo que nós vamos trocar.
É claro, as palavras são importantes, porque elas nutrem o mental e permitem, de algum modo, ocupar uma parte de vocês mesmos enquanto a conexão – o trabalho da Luz Vibral – realiza-se no Interior de vocês.
Do mesmo modo que um artista vai pintar, vai exprimir, através de uma poesia ou de qualquer obra criativa, algo.
Mas é durante o trabalho de criação que pode manifestar-se, em alguns casos, essa Onda de Vida.

Há artistas conhecidos que a descreveram.
Hoje, aqueles que são artistas podem, particularmente, senti-la.
Eles são absorvidos em algo que é um ato criativo.
A Onda de Vida vai manifestar-se a eles, naquele momento.
Mas pode ser exatamente a mesma coisa – nós já o dissemos – para a Onda de Vida (e para, também, a Luz que descia, o que quer que vocês fizessem).

Não é mais tempo de, como dizer..., de limitar – ou de restringir – a Luz a momentos ditos privilegiados: quando vocês estão Alinhados, quando estão em meditação, quando estão em oração.
Cada minuto de sua vida, doravante, deve exprimir-se pela Onda de Vida.
Vocês são a Onda de Vida, portanto, devem, cada vez mais (e vocês o farão, porque é natural), tomar o hábito de deixar exprimir, em vocês, o que é – como eu dizia quando estava encarnado – o mais espiritual em vocês, o mais elevado.
Não a personalidade.
Não o ego.
Não o que é limitado.
Não o que reage, sem parar, assim que haja a mínima contrariedade, porque, em definitivo, é sempre o ego que reage.

Mas, se vocês tomam o tempo de viver essa Onda de Vida, de portar, simplesmente, sua observação sobre o que acontece, alguns segundos, alguns minutos (independentemente do tempo que isso vai durar), isso será o mais importante, porque vocês se aperceberão, por si mesmos, pela sequência, que, se antes de falar, se antes de reagir, se antes de estar em cólera, vocês permanecem – alguns instantes, algumas respirações, alguns minutos, pouco importa – à escuta da Onda de Vida (não para procurá-la, não a forçando, mas, simplesmente, como dizia o Arcanjo ANAEL, «Aqui e Agora», Hic e Nunc), nesse instante, a Onda de Vida escoará em vocês.
E, naquele momento, tudo o que vocês exprimirem, tudo o que manifestarem será oriundo da Onda de Vida que vocês são, e não da personalidade que creem ser.
É um aprendizado que vai fazer-se naturalmente.

É nesse sentido que, já, UM AMIGO (já há alguns meses) e eu mesmo dissemos que demos tudo, ao nível do ensinamento, que não haveria outro ensinamento porque, agora, o único ensinamento é vocês e vocês mesmos.
Não vocês e vocês mesmos nesse lado estreito, confinado, da personalidade, mas na natureza essencial do que nós somos, todos, sem exceção alguma.

Mesmo o pior dos assassinos é percorrido pela mesma Onda.
Simplesmente, ele afastou-se dela mais do que vocês.
E é por isso que Mestre PHILIPPE ou outros insistiram: não julguem, jamais, porque o mínimo ato, a mínima pessoa, o mínimo elemento que vocês vão julgar, vocês se condenam, a si mesmos, a afastar a Onda de Vida de si mesmos.
É muito, muito importante, durante o período que vocês vivem (em sua pequena vida como na vida da totalidade da Terra), apreender, em profundidade, isso: não julguem, jamais, ninguém, nem o que quer que seja porque, mesmo se algo lhes pareça aberrante e injusto, em definitivo, quem é que vê a situação?
É, sempre, o mental.
É, sempre, a personalidade (Fogo do Coração ou não Fogo do Coração).

Ora, a Onda de Vida é natural.
Mas a única coisa que não pode apagá-la, mas que a afasta, de maneira temporária, é o julgamento.

Então, por mais que vocês digam que são amor, que amam todo o mundo, mas, se há o mínimo julgamento, se vocês condenam quem quer que seja, vocês condenam a si mesmos.

O CRISTO disse: «o que vocês fazem ao menor de vocês, é a mim que vocês o fazem».
Hoje, vocês são portadores – quase todos, conscientes ou não – da Vibração KI-RIS-TI.
Como é que um KI-RIS-TI poderia julgar quem quer que fosse?

Portanto, assim que há um julgamento, assim que há um pensamento que vai ser emitido (que é uma condenação, que é uma observação mental), vocês vão afastar-se dessa Onda de Vida.
Então, é claro, o CRISTO havia dito, também, para não lançar pérolas aos porcos.
O que isso quer dizer?
Isso quer dizer, simplesmente, retirar-se.
Mas, retirar-se onde?
Em si.

Será que, para retirar-se em si, tem-se necessidade de julgar o outro?
Absolutamente não.

E, quanto mais vocês vivem a Onda de Vida (mais tocam esse indizível, esse Absoluto), menos vocês julgam.

É claro, a personalidade – ainda encarnada – pode estar chocada.
E eu diria, mesmo, que ela deve estar chocada.

Lembrem-se: CRISTO e JUDAS.
CRISTO condenou JUDAS?
Coloquem-se a questão: a Onda de Vida, a Vida condena-se a si mesma?
Portanto, se vocês são a Vida, vocês nada podem condenar.
É muito, muito importante, durante este período – e, sobretudo, agora, a partir do início de abril, de 2 de abril, eu creio – no qual vocês vão viver essa Onda de Vida (mesmo aqueles que já a viveram, inteiramente) como esse Êxtase místico.
Vocês vão ver o que isso será.

Desde alguns dias, muitos humanos – sem nada compreender – sentem uma espécie de calor – de formigamento – nos pés (sob os pés, nas pernas), sem saber o que é.
É lógico.

A Terra despertou.
Tudo o que nós dissemos realiza-se, sob seus olhos.
Qual prova nós podemos dar-lhes de mais correta, de mais exata, de mais autêntica do que essa Onda de Vida?
A Onda de Vida não fomos nós que a demos a vocês.
Não foram vocês que a deram.
Porque é nossa natureza, de todos.
E ela vem de onde?
Da Terra.
Ela vem de baixo e ela sobe.

O que é mais, se não o que foi nomeada a Ascensão?
Então, é claro, as circunstâncias da Ascensão são diferentes, de acordo com os humanos, vocês sabem.
Mas a Ascensão é a Onda de Vida.
Houve um Apelo da Luz.
Vocês acolheram a Luz.
Vocês permitiram a ela – como lhes disseram – Ancorar-se, encarnar-se.
E, agora, vem a resposta que é a reposta da Terra: é o sim ao seu Casamento, à sua Eternidade.
E tudo isso, é claro, vocês sabem, porque o vivem, com interrogações, com dúvidas, com, às vezes, cóleras, com, às vezes, necessidades de ter medo.
Porque é tão inédito, é tão grande, é tão vasto que, é claro, tudo o que é inscrito na personalidade – nos medos que foram secretados desde tanto tempo – podem, nesses momentos, aturdi-los.
Mas esse fato de estar aturdido pode durar apenas um momento.
Portanto, aí tampouco, não se condenem.

Foi-lhes dito – e SRI AUROBINDO explicará muito melhor do que eu – que a Onda de Vida é natural, que vocês nada têm a fazer.
Que há apenas a estar Hic e Nunc e deixar fazer o que se deve fazer,

Agora, meus Irmãos e minhas Irmãs, eu lhes dou a palavra para todas as suas questões.

Questão: eu me sinto como disperso, em especial, em minhas atividades criadoras, mas ao mesmo tempo sentindo-me o instrumento do Divino. Isso obstrui a realização de minha missão?
 
Então, aí, caro Irmão, a única missão que há a realizar é viver a Onda de Vida.
Vocês não são seu papel.
Vocês não são sua identidade.
Vocês não são a mínima de suas projeções ao exterior.

Isso não quer dizer que é preciso ficar como um legume: sentado e a esperar, exceto se a Onda de Vida peça-lhes isso.
O que você chama essa noção de estar disperso (fragmentado) é apenas uma visão limitada do que nós chamamos a Deslocalização.

É claro, enquanto vocês não estão conscientes e lúcidos dessa Deslocalização, a personalidade vai chamar a isso como?
Uma ausência: não mais ter memória, não mais ter neurônios e não mais poder concentrar-se, não mais poder fazer uma atividade normal, não mais lembrar-se de um sobrenome, de um nome etc...

Isso é o Apelo da Luz.
Mas não é, unicamente, o Apelo da Luz como anteriormente.
É, sobretudo, o Apelo da Onda de Vida, porque a Onda de Vida – como nós o dissemos – é nossa natureza, de todos, sem exceção.

Portanto, a Onda de Vida, o Manto Azul da Graça – além da Comunhão, além da Fusão, além da Dissolução – é a Deslocalização da Consciência.

Eu vou empregar muito a palavra «personalidade» e «ego», mas não vejam, aí, qualquer crítica, não é?
Porque, quando estamos encarnados, é claro, temos, todos, um ego.
Se vocês olham os Anciões – os Melquisedeques – em sua vida, nós tínhamos, todos, fortes personalidades que se exprimiam de maneira diferente.

O que acontece?
Se vocês adotam o ponto de vista da personalidade, dizem: «como, eu não posso mais fazer o que eu estava fazendo; eu não posso mais levar a efeito minha missão?».
Mas não há missão.
Não há evolução.
Há apenas que ser essa Onda de Vida.

Agora, vocês são livres para não ser a Onda de vida, para desviar-se dela, para crer que há um combate entre maus e gentis, para crer que há um papel – uma função – a desempenhar sobre esta Terra.
A Onda de Vida é tudo, exceto isso.
Ela os chama, ela também, Aqui e Agora, a deixá-la trabalhar.

Então, é claro, o ego vai dizer: «eu não tenho apenas isso a fazer; eu tenho uma missão; tenho que cozinhar; tenho que fazer a faxina».
Mas quem disse que vocês não podiam cozinhar, fazer sua missão, sendo percorrido pela Onda de Vida?
É que todos os seus minutos, todas as suas horas serão tomados pela Onda de Vida.
Então, naquele momento, o que vocês vão dizer?
Vocês vão dizer – é muito simples – ou «eu quero continuar minha vida», ou vocês vão dizer: «não é a Luz, a Luz é o que eu quero».
Isso, é o ego, não é?

Então, vocês vão dizer: «eu quero, efetivamente, a Luz, mas sou eu que decido quando».
Disseram-lhes: vocês nada decidem com a Onda de Vida.

Hoje, há seres que vivem o que você descreve, ou seja, o sentimento de estar disperso, porque é a visão da personalidade.
Escute, faça o Silêncio, e você verá que o que você nomeia «dispersão» nada mais é do que as primícias da Deslocalização.

A Deslocalização não é deixar esse corpo.
Não é deixar a consciência da personalidade.
É estar consciente do Todo.
É não mais estar limitado a essa pequena pessoa.
É ser todas as pessoas, toda a Terra, todas as estrelas, todo o céu.
Não é uma visão do espírito, é uma Verdade da Consciência, da Presença, do Si – como dizem nossos amigos orientais – que os conduz a viver (pelas Portas da Dissolução, da Crucificação), a Dissolução e, portanto, o Tudo, o Absoluto.
Nossos amigos orientais diriam o Brahman (e, sobretudo, o Parabrahman), ou seja, o que é essa Unidade Absoluta que cada um de nós é, onde quer que se esteja.

Portanto, o sentimento de mal-estar, hoje (se vocês têm as bicicletas que se põem a girar cada vez mais), é claro, enquanto vocês estão aí dentro, vocês estão em sofrimento.
Mas lembrem-se: esse sofrimento, ele também, é apenas uma ilusão.
Tudo depende do olhar – ou seja, do estado de sua consciência – no qual vocês abordam o que vivem.

Se a Onda de Vida toma-os, não haverá mais problema.
Por que?
Porque não haverá mais, jamais, a mínima questão.
Tudo se tornará de uma evidência total e absoluta.
E, depois, a personalidade vai dizer-se: «sim, mas eu, eu ainda estou aqui; eu estou, ainda, nos problemas».
Quem disse o contrário?
Mas mudem de olhar.
Todo o problema da personalidade é que há uma reivindicação da Luz.

Nós o explicamos.
E a problemática é que vocês – muitos de vocês – efetuaram um trabalho magnífico: aquele de realizar a Ancoragem da Luz sobre a Terra.
Agora, deixem a Terra despertar.
A Terra vive sua Ascensão.
Então, é claro, até o extremo limite, haverá seres que estarão na negação.

Mas o que eles negam?
Coloquem-se, sempre, essa questão, em vocês: quem fala?
Quem vai exprimir-se?
O que é que eu manifesto quando estou na cólera contra tal pessoa, contra tal situação?
Será que é minha parte limitada ou será que é o que eu sou?
Porque o que eu sou, em Verdade, não se importa com o que é limitado.

Não é – como o disseram os Anciões ou outros – uma negação.
Longe disso, uma vez que a Ascensão é um movimento que se faz de baixo para cima e que, é claro – vocês compreenderam – faz participar a carne, a personalidade, a individualidade.
Para conduzi-la onde?
À Eternidade e, sobretudo, a esse sentimento – profundo, extraordinário – de Êxtase.

Todas as manhãs, quando eu estava encarnado, eu ia ao Sol.
O que eu vivia além disso?
Eu desfrutava do Sol.
Hoje, vocês são esse gozo.
Então, paradoxalmente, vocês vão recursar isso?
Por que?
A questão está aí.
Aliás, é a única questão.
Portanto, não se ocupe com isso.
Contentem-se em viver o que há a viver.
Só o ego tem medo (como o disse, eu creio, uma das Estrelas): é a retração da Alma.

Todos os ensinamentos alterados, falsificados, desde o início do século passado, bajularam-lhes a Alma: vocês são uma Alma, vocês têm Almas irmãs, têm Chamas Gêmeas, têm Chamas com as quais vão trabalhar.
Mas tudo isso pertence à Alma.
Será que a Alma é eterna?
Não.
A Alma é um intermediário entre o corpo e o Espírito.
É tudo.

E eu os remeto, para isso, a tudo o que disse IRMÃO K, no verão passado, de seu ano de 2011 [inverno, no hemisfério sul].
Se vocês querem continuar na Alma – ou seja, nas seduções, na Dualidade – vocês são totalmente livres.
Mas, então, não venham lamentar por não viver a Onda de Vida.

A Onda de Vida é o momento em que há uma capitulação total da Alma.
A Ressurreição é o momento em que todos os corpos – físico, etéreo, astral, mental e causal – são queimados no Fogo do Amor e na Onda de Vida.
Mas, se vocês querem manter uma causalidade, qualquer que seja, mantenham-na.
Aí também, é uma ou a outra.

Não se coloquem questões.
Vivam o que há a viver.
Aliás, quando vocês vivem a Onda de Vida, inteiramente, o que poderia restar como questão?

Quando há uma questão em vocês (sobretudo ao nível espiritual, ao nível evolução), o que isso quer dizer, fundamentalmente?
Isso quer dizer que vocês não estão HIC e NUNC.

A Onda de Vida, a Luz, nos primeiros tempos, vocês sabiam que podiam, verdadeiramente, dela beneficiar-se, apenas nos Alinhamentos, apenas nas meditações.
Eu, em minha vida, ia meditar frente ao Sol nascente.
Mas, hoje, toda a sua vida deve tornar-se isso.
Mas, se não quiserem, não se inquietem.
Façam o que vocês têm a fazer.

Se vocês creem ser, exclusivamente, um criador, sejam um criador.
Se creem, exclusivamente, ser um terapeuta, sejam um terapeuta.
É o ego que, eu repito, vai colocar-se os problemas de por que ele não vive a Onda de Vida.

Mas, se vocês vivem a Onda de Vida, qual questão poderia, ainda, existir?
Para que vocês sabem que vivem a Onda de Vida?
É claro, é manifestado.
Portanto, vocês vivem essa Onda.
Portanto, vocês vivem o Êxtase, esse prazer indizível, por lufadas, por momentos.

Mas vivê-la uma vez é, já, o fim da personalidade, porque vocês tocaram – ainda que apenas quando dessa experiência fugaz – a própria Essência.
Vocês sabem que é a Essência.
Não há mais necessidade de colocar-se questão.

Quando vocês recebem a Luz, podem, ainda, colocar-se questões.
Aliás, eu havia empregado expressões: «yoyoter de la touffe» [delirar] porque, efetivamente, a Luz que desce chama perguntas.
Ela requer posicionamentos, mudanças, Interiores e exteriores.
A Onda de Vida nada é de tudo isso.
Ela é esse Êxtase permanente de vocês mesmos.
Ela os faz Comungar à Vida.

Questão: observar os processos do ego faz parte da Deslocalização?

Sim.
Inteiramente.

Muitos seres que realizam, se querem, essa etapa do Si, da Unidade (não do Absoluto, há uma diferença), colocam-se, frequentemente, na posição dita de observador e de testemunhas.
Isso não é uma despersonalização.
É, simplesmente, aí também, o que eu nomeei um olhar que se observa.

Assim que vocês entram nesse olhar que se observa, é muito bom sinal, porque isso quer dizer que o ego soltou e que algo de novo está se instaurando.
Vocês se observam, a si mesmos, e é frequente.
Vocês observam algo que não procuram (porque, se procuram, é difícil a reproduzir).
Mas, a um dado momento, vocês vão fazer algo e ficam surpresos ao ver-se observando a si mesmos e dizer-se, pouco a pouco: «mas não sou eu».
Isso não é uma despersonalização, no sentido psiquiátrico.
É claro, aquele que está no ego vai chamar a isso uma alucinação, um delírio.
É a reivindicação dele.
Mas vocês, quando vivem isso, há um sentimento de estranheza.
Esse sentimento de estranheza é, muito exatamente, o que vai preceder a chegada da Onda de Vida.
Vejam: é mais um bom sinal.

Questão: quando eu pratico respirações dadas por SRI AUROBINDO, há como um sopro que impõe outro ritmo. O que acontece?
 
É extremamente simples.
Se você tenta (no que é dado por SRI AUROBINDO, em alguns exercícios de Yoga que lhe são próprios) parar sua respiração – você faz uma pausa respiratória – e algo respira ou quer respirar, é um muito bom sinal: é a passagem da respiração normal (ou dirigida) para a Respiração do Coração, que é a Porta, também, para a Onda de Vida.

Como todos o disseram, entre nós, vocês não podem ter exercícios, propriamente ditos, sobre a Onda de Vida, porque a Onda de Vida representa o Abandono Final.
Em contrapartida, vocês podem muito bem continuar a praticar exercícios concernentes ao Si, concernentes à Unidade, concernentes à criatividade porque, justamente, é o que vai ocupar, literalmente, sua personalidade – seu ego – enquanto a Onda de Vida trabalha.

Portanto, não culpem.
Bem ao contrário, usem e abusem de seu ego, mas numa atividade que se poderia chamar criativa – qualquer que seja o sentido – ou, em todo caso, que se ocupe do Si.
Naquele momento, a Onda de Vida vai nascer.

Mas não se ocupem da Onda de Vida.
Ela é natural.

Vocês vão constatar, aliás, ao seu redor (por exemplo, em suas famílias, junto aos seus amigos), pessoas a quem vocês falavam de tudo o que viviam e que os olhavam como um louco.
E vocês vão constatar, com surpresa, que esses seres (que nada viviam, estritamente nada), que os olhavam como um louco furioso, vão viver a Onda de Vida.

Por que eles não a viveriam?
Como nós sempre dissemos, talvez esses seres tivessem um Coração tão puro, tão pronto que não tinham necessidade de fazer todos os exercícios que nós lhes demos, de praticar todos os yogas que nós lhes demos, de escutar – mesmo Vibratoriamente – tudo o que nós lhes demos.

É o que dizia, já, o CRISTO: «os primeiros serão os últimos; os últimos serão os primeiros».
Nós sempre o dissemos.

Havia um grande sábio, que se chamava Senhor Gandhi (e outros, que retomaram isso, em outros termos), que disse: «sejam as mudanças que vocês querem ver no mundo».
Enquanto vocês querem mudar o mundo, vocês não se mudam.
Enquanto vocês querem agir sobre o mundo (mesmo em movimentos ditos associativos, pelo bem da humanidade), vocês não se mudam.
Vocês fazem apenas projetar o que têm medo de viver no Interior.
Isso não quer dizer que é preciso tudo largar, isso não quer dizer que é preciso parar de praticar associações humanitárias.
Eu não disse isso.
Simplesmente, mudar de olhar.

O que motiva sua ação?
O que motiva o que vocês fazem?
Se vocês são honestos consigo mesmos, verão que são apenas meios de ocupar seu ego e evitar (como eu dizia há pouco tempo) olhar-se a si mesmos.

Questão: SNOW havia evocado o papel de alimentos crus na alimentação (ndr: intervenção de 17 de março de 2012). Por que isso gera em mim um medo de emagrecer?

Quem tem medo de emagrecer, se não é esse corpo?
Você é esse corpo (quer ele seja obeso, quer ele seja anoréxico)?
Você está nesse corpo.
Você tem um veículo – que é esse corpo – que deve manter, nutrir.

O que isso representa, comer cru?
Reflitam.
Nós dissemos (e vocês sabem): a Onda de Vida está por toda a parte.
As árvores são os vetores, também, dessa subida da Onda de Vida.
Elas são Alinhadas, as árvores, permanentemente.
Os produtos da natureza (os alimentos crus) são portadores da Onda de Vida.
Se vocês os aquecem, o que acontece?
Vocês substituem a Onda de Vida pelo Fogo vital, o Fogo material (cozinhando-os).
Portanto, vocês suprimem, total e inteiramente, pelo fogo de cozimento dos alimentos, essa Onda de Vida.

Hoje, a Onda de Vida está presente sobre a Terra, em muitos humanos, mas, também, em toda a natureza, como dizia SNOW.
Portanto, se vocês tomam um legume, em seguida, vocês comem esse legume, o que vão constatar?
Que vocês o digerem sem problema algum.
Se ele é cozido, vocês o digerirão menos bem.
E, se vocês não têm problemas digestivos, o que vai acontecer?
É muito simples: vocês vão ter vontade de dormir.
Porque seu Fogo vital desviou-se da Onda de Vida para ir digerir o que vocês colocaram no ventre.

Muitos de vocês sabem, pertinentemente, que as condições de suas alimentações modificam-se.
Então, é claro, não adotem uma alimentação crua, unicamente, para dar-lhes prazer ou para satisfazer seu ego, ao dizer que vai viver a Onda de Vida porque come cru.
É falso.

Como é que não se nutre o ego?
Não julgando.
Isso, eu o disse no preâmbulo.
E, sobretudo, não desviando a Energia vital em proveito da digestão.
Isso não quer dizer que seja negativo.
Isso não quer dizer que vai privá-los da Onda de Vida, mas que isso vai realizar um estado que será menos propício à subida da Onda de Vida.

A Onda de Vida, lembrem-se, isso foi dito: ela entra pelo baço e pelo fígado (pelo chacra do baço e o chacra do fígado), dando, por vezes, dores sobre esses pontos.
Que há, ao nível do baço e do fígado, que são os dois órgãos que estão exatamente sob o diafragma?
Há o eixo ATRAÇÃO-VISÃO (o eixo falsificado, o famoso Fogo Prometeico).
Isso foi explicado: eu os remeto a IRMÃO K, no verão passado ou um pouquinho antes do verão [inverno no hemisfério sul] (ndr: intervenção de 7 de julho de 2011).

Tudo isso, vocês conservam.
Conservam com o que?
Com o julgamento.
Porque, assim que vocês julgam, vocês se separam de si mesmos.
Assim que há o mínimo julgamento.
Porque o julgamento será, sempre, oriundo de uma visão, de uma visão mental, de uma visão intelectual, de uma visão teórica, de uma visão ligada a conhecimentos que vocês leram.
Mas tudo o que vocês leram afasta-os do que vocês São e os faz aderir a um passado que não existe no HIC e NUNC.
Isso, vocês apreendem.
É exatamente o mesmo com os alimentos.

Quando vocês começam a transformar os alimentos, vocês vão mudar a natureza arquetípica do alimento.
É claro, não é questão de fazer de vocês, como se chama isso..., crudívoros, ou seja, pessoas que vão comer cru toda a vida.

Vocês têm, completamente, o direito, a possibilidade, o desejo, mesmo, de comer ou de absorver bebidas quentes.
Por que não?
Aliás, é melhor absorver bebidas quentes do que bebidas frias.
O frio é, mesmo, mais perigoso, para a Onda de Vida, do que o quente.

A Onda de Vida não lhes pede para não estar mais na razão.
Ela lhes pede para estarem lúcidos.
Lúcido, sem julgamento.
E, para os alimentos, façam o teste.
Se vocês comem apenas o necessário, se absorvem os alimentos que contêm a Onda de Vida, porque eles não foram alterados pela cozinha e pelo cozimento, mas vocês se nutrem do mesmo modo que pondo – como o disse SNOW ou como o disseram os Arcanjos – os pés sobre o orvalho da manhã: vocês favorecerão a Onda de Vida.

Então, há os que emagrecem.
Há os que engordam, porque vocês têm, ainda, uma fisiologia, apesar de tudo, que é o que se chama sua natureza de personalidade (seu terreno, se preferem).

A Onda de Vida é o que nós todos somos.
Ela encontra diferentes terrenos.
Por que vocês querem mudar o terreno?
Busquem o Reino dos Céus e todo o resto – absolutamente todo o resto – ser-lhes-á dado.
E buscar o Reino dos Céus é, simplesmente, deixar a Onda de Vida – como deixar a Luz – agir.
É tudo.

Enquanto vocês creem que vão gerar a Luz fazendo algo, vocês se afastam da Onda de Vida, porque é o ego que crê que ele pode fazer o bem.
Porque é o ego que crê que ele pode agir sobre alguém.
É claro, é sempre o ego.

Assim que vocês tenham apreendido isso, será que isso quer dizer que vocês vão se tornar um legume?
Não.
Isso quer dizer, simplesmente, que vocês compreenderam, que apreenderam e que aquiesceram.
Como há alguns anos, já, alguns de vocês aquiesceram, acolhendo a Luz CRISTO em Unidade e em Verdade.
Aí está.

Portanto, não se coloquem questões.
A Onda de Vida é nutrição.
E, mesmo se vocês não comem mais, de modo algum.
Alguns, aliás, sem o querer, sem o decidir, modificaram, como lhes disseram, regras fisiológicas.
Alguns de vocês não têm mais necessidade de dormir.
Alguns de vocês não têm mais necessidade de comer.
Não é algo que tenham decidido.

Se vocês decidem fazer como disse SNOW, é uma experiência.
Façam a experiência.
Se a experiência não lhes convém, por que é que vocês se forçam a fazê-la?
Mudem de experiência, uma vez que a Onda de Vida está aí, o que quer que vocês façam.

Questão: MARIA falou da Estrela anunciada pela Estrela, no mês de março. Que relação há com a Onda de Vida?

São sinais estelares.
Se preferem: assinaturas estelares.

Alguns seres, no Século XX, falaram dessas assinaturas.
Eu falei de planetas, é claro.
Eu falei da Árvore de Vida.
Tudo, no Céu, é assinatura.
E não há qualquer elemento, do Céu e da Terra, que seja distinto de uma assinatura qualquer, de uma ressonância qualquer.

A Estrela – a primeira – passou.
A segunda está no mês de março.
O mês de março não terminou.
Agora, é claro, será que é visível com os olhos?
O que vocês vivem, no Interior de vocês (a Onda de Vida), é a coisa a mais essencial.

Mas lembrem-se do que eu disse, há algumas semanas ainda, sobre os Três Dias: será que vocês têm necessidade dos Três Dias para crer?
A única coisa é viver a Onda de Vida, porque a Onda de Vida, quando é vivida (vocês verão, por si mesmos), não há mais qualquer questão possível.

Vocês são a Alegria.
Vocês se tornam a Eternidade.
Vocês são esse Êxtase permanente.
Que pedir mais, nesse estado de Êxtase?

O problema é que esse estado de Êxtase contradiz, inteiramente, essa sociedade e esse corpo e essa vida, porque o Êxtase Interior (o Íntase), além do Samadhi, é nossa natureza profunda.
E, é claro, quando se vive nossa natureza profunda, apercebe-se de que?
Da absurdidade.
Não é um julgamento.
Vocês se apercebem do absurdo total do que não é a Onda de Vida, do que se afastou da Onda de Vida.
Sem julgar.
Sem condenar.
É uma lucidez nova.
E, sendo essa lucidez nova, vocês não querem, sobretudo, opor-se porque, se vocês se opõem ao que quer que seja, a quem quer que seja, vocês não são mais a Onda de Vida, uma vez que a negação da Onda de Vida – o confinamento da Terra – é, justamente, esse princípio de separação.

Questão: por que tenho vontade de dar-me prazer com o que eu não imaginava fazer parte de meu caminho como, por exemplo, comer carne, viajar?

Então, cara Amiga, há pessoas que, hoje (particularmente nesses caminhos espirituais), impõem-se, a si mesmas, quadros.
Elas se impuseram quadros mentais: «eu não devo comer carne, eu devo fazer orações, devo Alinhar-me, devo ser gentil».
O que vai acontecer, naquele momento?
É a personalidade que decidiu isso.
E, quando a Onda de vida chega, ela vai pô-los em face de tudo o que vocês rigidificaram (fossilizaram) para obedecer a uma crença.

Vocês acreditaram, na personalidade, que era necessário não comer; acreditaram, na personalidade, que era necessário fazer isso, que era necessário não ser extravagante, que era necessário não deixar exprimir-se o desejo (isso faz parte de alguns ensinamentos orientais).

O que acontece hoje?
A Onda de Vida os faz descobrir que vocês não estavam na Verdade, que vocês estavam numa Ilusão de Verdade, aplicando-se princípios, a si mesmos, de restrição.
Simplesmente, isso lhes mostra o que é a personalidade: um elemento que confunde, um elemento que se opõe, um elemento que vai criar regras.
Mas essas regras são, sempre, criadas – como dizia IRMÃO K – no conhecido, no limitado.
Mas, eu repito, não há qualquer limitado que possa viver o Ilimitado.
Em contrapartida, o Ilimitado conhece o limitado.

É claro, aquele que está confinado no próprio limite de sua personalidade (de seu pequeno ego e de seu pequeno ego espiritual), que vai crer que será necessário orar, que será necessário ser gentil (mesmo se ele tem vontade de estrangular alguém), ele está no erro o mais total.
Porque ele se constrange.
Isso não quer dizer que seja necessário estrangular a pessoa, é claro.
Mas é necessário estar lúcido sobre os mecanismos que vocês aplicam em si.
Há pessoas que lhes dão um grande sorriso, que lhes dizem «paz», mas que têm apenas uma vontade: é a de matá-los.

A Verdade não está na aparência.
Portanto, efetivamente, se vocês constrangeram, em vocês, algo, ele vai saltar-lhes na cara.
É tudo.
Não há a julgar.
Observem.
Se algo nasce, hoje, em vocês, é que já estava presente, uma vez que vocês estão no âmbito do conhecido.
Vocês tornaram opaco.
Como eu dizia, à época: vocês colocaram sob o tapete.
Depois, retirou-se o tapete.
E, agora, remove-se o solo.

Então, onde vocês têm os pés?
E eu vejo os egos que giram.

Como eu o disse uma vez: não são vocês que desaparecem, é o mundo,
Como ele desaparece, a cada vez que vocês dormem à noite.
Será que vocês têm angústias metafísicas, indo ao leito, perguntando-se se, amanhã, o mundo existirá?
Então, tenham confiança na Onda de Vida.

Questão: situar-se, em Consciência, além da individualidade, corresponde a que?

Isso quer dizer: parar de pensar.
Vocês não são seus pensamentos.
Eles estão aí, no entanto.

Um pensamento é duradouro?
Um pensamento é eterno?
Não, ele passa.
E nós conhecemos, todos, a versatilidade dos pensamentos.
Nós pensamos em algo, cinco minutos depois (quando estamos encarnados), nós pensamos em outra coisa.
Nós temos objetivos.
Então, de acordo com a personalidade, esses objetivos podem tomar toda a vida ou, então, muda-se de objetivo.
Mas não há objetivo.
Se vocês são fundamentalmente honestos, não há qualquer objetivo exterior a Ser.
É uma questão de mudança de olhar.

O que é a personalidade, em relação a essa frase, vai frear com os dois pés, dizendo: «oh, onde vou?».
Mas, justamente, ela vai a lugar algum, a personalidade.
Apenas a personalidade é que crê que ela vai a algum lugar, de um ponto aqui a um ponto lá.
É verdade, quando vocês vêm aqui, escutar as tolices que eu lhes digo: vocês se deslocaram de um ponto a outro ponto.
Mas será que vocês Estão deslocados?
Aliás, eu não sei como vocês se deslocam quando não há mais solo.

A individualidade é o Si.
O Si não pode compreender o não Si.

Seres e nós mesmos, nós temos o que?
Temos favorecido a eclosão do Si.
O que aconteceu há menos de dois meses?
Nós dissemos: «o Si é uma Ilusão».
Badaboum.
Tudo cai.
O que é que cai?
É o ego espiritual.
Eram etapas que ocupavam.

E o Bem Amado SRI AUROBINDO passou sua vida a escrever poemas.
Era para ocupar o próprio mental.
E eu, fazia o que?
Eu fazia dançar as pessoas, para ocupar o mental delas.

Será que, fundamentalmente, isso serve para algo àquele que vive o Absoluto?
Não.
Mas são estratégias que são elaboradas.

Fazem-nos dançar.
Fazem-nos orar.
Não há objetivo, porque a Onda de Vida – e o que vocês São – está aí, de toda a Eternidade.
Simplesmente, é a personalidade e a individualidade que se afastaram disso.

Há seres que escreveram de modo notável (sobretudo hoje, desde que houve a descida do Espírito Santo).
Há cada vez mais seres humanos que, de repente, imergem-se numa outra realidade, que é a realidade do Si.
Eles não falam nem de Energia, nem de Vibrações, nem de chacra do Coração, nem de Kundalini, nem do que quer que seja.
Eles viveram um mecanismo de acesso ao Si e, vivendo esse mecanismo de acesso ao Si (no qual eles descobrem a vida sob outro olhar), eles são persuadidos de que esse olhar é a Verdade.
Mas não é mais a verdade do que o ego.

Dito em outros termos, nem a personalidade, nem a individualidade (que é ligada à Alma) são a finalidade.
Aliás, o termo finalidade é empregado pela personalidade e a individualidade: a individualidade que quer estabelecer-se no Si e ali permanecer.
É como se vocês se olhassem, a si mesmos, em sua própria Luz.

Mas vocês são a Luz?
A Luz é tornar-se Onda de Vida.
É, primeiro, viver a Deslocalização, a bilocação.
É ser, ao mesmo tempo, essa consciência (nesse corpo limitado), mas, ao mesmo tempo, ser o Sol, ser qualquer outro ser humano.
Não é um jogo de palavras.
Não é a adesão a uma crença, qualquer que seja.
É uma vivência.

Mas, enquanto vocês se olham no Si, é a mesma coisa que mirar-se no ego: vocês não podem aceder ao Indizível.

Agora, vocês são livres para permanecer na observação do umbigo.
Vocês são livres para permanecer na observação do Si.
Mas a Onda de Vida não pode observar-se.
Vocês a são ou vocês não a são.

O Absoluto (o Parabrahman, a FONTE) não se importa com qualquer individualidade, porque a FONTE está por toda parte.
Se vocês são o Absoluto, vocês estão, também, por toda a parte.
Não é uma projeção.
É a estrita verdade.

Agora, enquanto vocês não a vivem, vocês não podem nem concebê-la, nem aceitá-la.
Vocês podem apenas recusá-la, e é lógico.

Mas o dia em que a Onda de Vida está aí, o que acontece?
Vocês riem muito [ndt: aqui foi utilizada a expressão “comme um dératé”, que significa muito, pra caramba, como o diabo, mas é derivada da palavra “rate”, que é baço].
Por quê?
Porque, justamente, o baço (que é o princípio de Atração) é responsável pela Alma.
Se a alma é transmutada (transcendida, muito exatamente), vocês vão rir, porque não têm mais baço.
Vocês não têm mais nada que os force a qualquer regra.
Isso não quer dizer que vocês se tornem um assassino.
Isso não quer dizer que vocês se tornem um arruaceiro.
Vocês se tornam a própria Onda de Vida.

Mas, é claro, para a personalidade (que está no combate, na Dualidade), mesmo para o Si (que está na Unidade), isso não pode existir, de maneira alguma.
E, aliás, isso não existe.
Isso É.
Mudem de olhar.

Questão: viver como um luto, uma escavação Interior, é viver a Renúncia?

Mas é claro.
O Nascimento no Absoluto é, obviamente, a morte.
Não desse corpo, mas a morte de todas as Ilusões.
É um luto.
É o choque da humanidade.

O luto (e o choque) está em vocês antes de estar no mundo.
É exatamente isso.
É o momento em que vocês saem da infância: vocês são adolescentes, tornam-se adultos.
O que vocês perdem, ao nível da personalidade?
Certo número de ilusões.
É como o dia em que lhes dizem que o Papai Noel não existe ou que o Papai Noel é um lixo, dá no mesmo.
É uma expressão que foi muito tomada e que é muito, muito bela, porque lhes vende algo.
Quando vocês são criança, vocês acreditam.
E acreditam tanto que o veem, esse Papai Noel.
É uma egrégora.
E depois, um dia, dizem-lhes: «ele não existe».
O que isso lhes faz?

É similar quando as pessoas vivem uma experiência às portas da morte e que voltam.
Elas sabem, pertinentemente, que não são esse corpo, porque viveram outro corpo (igualmente ilusório, é claro), que é o corpo astral.
Porque, quando vocês partem na Luz, vocês veem, muito bem, que esses seres pararam antes da Luz.
Mas eles viveram, de qualquer forma, o Amor.
Porque eles viram a verdadeira Luz.
Alguns deles vão, realmente, à Luz, no Sol.
Então, é claro, o Sol não está lá em cima, no Céu.
Ele está no Coração.
Seu Coração é seu Sol.
Mas não há diferença entre o Sol que está lá em cima e seu Coração.
Simplesmente, a visão da personalidade crê que haja uma localização.

Quando vocês são o Sol, estão no coração, estão no Sol, estão por toda a parte.
Portanto, aí, é exatamente o mesmo princípio.
O ego (a personalidade, a individualidade) vai, sempre, perguntar-se para que isso serve: para ocupá-los.
É melhor ocupar-se a fazer o amor do que a guerra, vocês não acreditam?
Mas isso continua – e continuará – apenas uma ocupação.

Questão: por que vivo os processos em curso e, ao mesmo tempo, ressurgência de feridas antigas que dão vontade de tudo abandonar?

Mas é perfeitamente normal.
São as últimas dúvidas e os últimos medos.
É quando a Onda de Vida chega ao nível dos dois primeiros chacras.

Isso foi explicado na semana passada, eu creio.
Isso explica, perfeitamente, o que acontece.
Quando a Onda de Vida chega aos dois primeiros chacras, vão explodir-lhes na cara, não unicamente suas próprias feridas, mas a ferida fundamental da humanidade, que é o medo da carne (o isolamento da carne): todas as máculas – reais ou supostas – às quais a humanidade, na totalidade, deu peso e corpo, a um dado momento.

Portanto, é claro, o que vai sussurrar-lhes o ego na Onda de Vida?
Que não é verdade.
Mas é claro, porque, tanto quanto quando a Luz descia, o ego estava ali.
Ele podia, mesmo, desabrochar: «ah, eu vivo o efeito do Coração, eu vivo a Luz, eu vivo o Si, eu sou o Si».
Era verdade.
Mas a Onda de vida põe fim a todas as Ilusões.
Portanto, o que é Ilusório não tem outra solução que não a de dizer-lhes que o que se vive é uma ilusão.
Essa é a última etapa, quando a Onda de vida chegou ao nível dos dois primeiros chacras (ao nível do períneo e ao nível do umbigo), porque ela lhes dá a viver as últimas dúvidas, os últimos medos que não são, necessariamente, os seus (mesmo se isso lhes lembre feridas).
Mas é, sobretudo, a ferida fundamental da humanidade.

Questão: uma dor, mesmo antiga, ao nível do umbigo, participa desse processo?

De maneira indireta, porque a Onda de Vida pôde nascer, para algumas pessoas, de maneira episódica, desde alguns anos.
Mas, naquela época, nenhum ser que viveu essa Onda de Vida pôde atualizá-la.
Ao contrário, isso dava um sentimento de urgência, de algo de contrário à espiritualidade, de contrário ao Coração.
E isso foi adiado.

É claro, vocês podiam ter manifestações, já, desde numerosos anos.
Há ensinamentos (muito, muito antigos) que descrevem, aliás, o percurso da Onda de Vida.
Mas isso jamais foi anunciado como se produz agora.
Portanto, são as últimas dúvidas, os últimos medos, porque o ego –a personalidade e, mesmo, a individualidade – vai dizer-lhes o quê se ela quer subsistir?
Que não é verdade.
Que o Absoluto não pode existir.
A Unidade, sim.
Porque se pode reivindicar a Unidade, mas vocês não podem reivindicar a Onda de Vida, porque é o que vocês São.
São as últimas retrações da Alma (como o exprimiu uma Estrela, na semana passada) (ndr: intervenção de MA ANANDA MOYI, de10 de março de 2012).

Questão: o que é do som da Onda de Vida?

Há um som, efetivamente, também.
Vocês sabem, nos diferentes Samadhi, há diferentes sons.
O som da Onda de Vida é o som da Terra, do Céu.
São as Trombetas.
São os Tambores e, em breve, vai ser o quê?
O grito ensurdecedor da Fênix, o grito da Ressurreição: aquele que vai apreender o conjunto da humanidade.

Esses sons foram-lhes anunciados há quase um ano.
Eles apareceram, de maneira transitória, efêmera, temporária, em alguns lugares.
Se vocês se interessam pelas atualidades, verão que esses sons estão progredindo, de maneira extremamente importante, tanto em vocês como no exterior de vocês.

É claro, a Onda de Vida foi liberada.
A Terra está liberada.
Ela está vivendo, nesse momento mesmo, sua Ascensão.
Então, é claro, como eu sempre disse, vocês, vocês estão na Europa do Oeste.
Vocês trabalharam, enormemente, para evitar todas essas etapas que os profetas haviam anunciado.
Portanto, como eu disse: regozijem-se.
Sejam felizes.
Vocês têm toda a oportunidade e a facilidade para viver a Onda de vida.
Vocês acreditam que, quando algumas dificuldades apresentem-se, se a Onda de vida não está instalada (ou se ela não nasceu, se vocês dela não se aproximaram), vocês acreditam que isso vai ser mais fácil ou mais difícil?

Eu os engajo a reler o que disse IRMÃO K, seu próprio testemunho sobre o acesso a esse Absoluto: indizível sofrimento.
É, de qualquer forma, mais agradável viver o Indizível Êxtase ao invés de viver, primeiro, o indizível sofrimento, para descobrir o Indizível Êxtase.
É mais agradável para a personalidade.
É mais agradável para a individualidade.
Mas, para isso, é preciso aceitar nada mais fazer na personalidade (pela personalidade), na individualidade (pela individualidade).
Isso não quer dizer que seja necessário nada mais fazer, de modo algum, nessa vida.
Isso foi exprimido.
Em definitivo, se a Onda de Vida não nasceu, isso quer dizer que vocês não estão, vocês mesmos, suficientemente em adequação com essa Onda de Vida que é, eu os lembro, nossa natureza, de todos.

Agora, sempre lhes foi dito, desde algumas semanas (seja UM AMIGO, sejam outros, o Mestre PHILIPPE): fiquem tranquilos.
Estejam na paz.

UM AMIGO disse-lhes: «deem-se a paz».
Todas as estratégias que vocês podem construir – atualmente – não são destinadas a trabalhar na Onda de Vida.
É impossível.
Mas vocês podem continuar a ocupar seu ego, a viver a Paz, a aproximar-se da Paz, a Alinhar-se, a ir à natureza (como dizia SNOW), a andar no orvalho da manhã (como dizia um Arcanjo).
Vocês a vivem, muito exatamente, no bom momento.

Lembrem-se desta frase: «os primeiros serão os últimos; os últimos serão os primeiros».

Questão: quais são os elementos que vão entrar em resistência?

O que entra em resistência será, sempre, a personalidade e o ego.
Porque, para a personalidade, a personalidade apenas pode existir se há um combate, se há uma Dualidade, se há um objetivo, se há uma necessidade (para o ego, sempre) de restabelecer a Verdade.
Porque o ego vai, sempre, projetar ao exterior.
Então, o ego vai crer que há um mau Deus, um bom Deus, um Diabo para justificar suas próprias insuficiências e, portanto, sem próprio combate contra si mesmo.
Mas tudo isso não existe.
É pueril.
Mas o ego é pueril, por essência.

Portanto, há elementos humanos e não humanos, ou seja, todas as egrégoras que foram pesadas, tudo o que foi difícil: o medo, o medo da falta, a noção de dinheiro, a noção de propriedade, a noção de marido e de mulher (mesmo na união a mais perfeita, isso continua uma noção da personalidade, não é?, e de dois corpos).
Não há Liberdade aí.
Portanto, esses elementos humanos e não humanos vão opor-se, ferozmente (até o último minuto), à Onda de Vida.
É lógico.
Sua própria existência é apenas a negação da Onda de Vida que, no entanto, não pode ser negada porque, se a Onda de Vida não estivesse aí (mesmo um traço), ninguém poderia experimentar o que quer que fosse.
Mas a experiência não é a Onda de Vida.

Vamos, dois últimos.
Depois, eu me vou, hein?

Questão: a noção de primeiros e últimos é ligada àquela do ciclo de 52.000 anos?

Primeiros e últimos: é uma noção de Consciência.
É claro, é uma noção temporal, também.
Não é uma noção de preeminência (superior/inferior).

Agora, em relação a 52.000 anos, é um ciclo que se conclui, um ciclo que foi iniciado pelos Elohim, ou seja, esses Seres (essas Consciências superiores) que se cristalizaram na Terra para evitar que morra o que?
A Onda de Vida.
Ela não podia morrer, mas ela podia, ainda mais, fazê-los sofrer.
Do mesmo modo que, desde os Casamentos Celestes (e, para antes, desde aqueles que viviam, já, as primeiras descidas de Luz, nos anos 90), vocês Ancoraram a Luz: vocês aliviaram a terra.

Lembrem-se: o carma pertence à personalidade, à ação/reação, à Dualidade.
Além disso, há a Unidade, na qual se toma Consciência, no Si, de que tudo é apenas uma vasta farsa (para empregar uma palavra simples).
E, depois, há o quê?
O Absoluto.
E, quando eu digo depois, não é depois.
Isso sempre esteve aí.
É outro olhar.

No Absoluto, tudo é perfeito.
É aquele que sai da matriz e que se apercebe de que ele estava confinado num frasco (no frasco em que havia os amendoins, vocês se lembram: a mão que tem os amendoins, para aqueles que me leem).
É exatamente a mesma coisa.

Mas, é claro, enquanto vocês não saíram do frasco, para vocês, é a única realidade.
A Onda de Vida vem fazê-los lembrar.

A FONTE disse: «lembre-se do Juramento e da Promessa».
A Terra diz: «lembre-se do que você é, de toda a Eternidade: a Vida, a Onda de vida, a Ação de Graça».

Ação/reação, na personalidade.
Descoberta da Unidade, no Si.
E passagem da Ação/Reação à Ação de Graça.
E, em seguida, vocês são a Ação de Graça, a Onda da Graça, a Onda da Vida, a Onda do Éter, o Manto Azul da Graça.
Vocês são esse Êxtase permanente.
Vocês são essa União permanente, mística.
Vocês são esse Casamento místico.
Vocês nada mais são.

Mas, se eu lhes tivesse dito isso, à queima roupa, chegando: «vocês são isso», não teria tido mais ninguém para escutar o que eu tinha a dizer.
Simplesmente, agora, aqueles de vocês que o viveram, através de certo número de processos (mesmo se foi intrigante, nas primeiras semanas) é, efetivamente, a única Verdade.

O ser humano que não está a par, ele vai encontrar-se a fazer o quê?
A viver um estado de gozo, como se ele fizesse o amor, muito mais forte.
Obviamente, ele nada vai compreender.
Isso sobrevém todo o tempo, não importa em qual circunstância.

Vocês falam que é incômodo, efetivamente, para saudar seu chefe, pela manhã, no escritório.
Isso fica um pouco bizarro, hein?: fechar uma mão e sentir algo que os prende em outro lugar que não onde vocês fecham a mão.
Isso faz interrogar.
Mas, em algumas semanas, vocês rirão de tudo isso, mesmo se, de momento, vocês riem amarelo.

Não temos mais perguntas. Agradecemos.

Então, caros Amigos, caros Irmãos, eu lhes transmito todas as minhas Bênçãos.

Vocês são o Amor.
Vocês nada mais são.
Então, riem.
Não amarelo.
Branco.

Eu lhes digo até muito em breve, e boa Onda.

Até muito em breve.
___________________
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2 comentários:

  1. A ação do Manto Azul da Graça foi – e é, e será, ainda, sobretudo a partir do início de abril - desencadeada: de algum modo (e eu os lembro que não é uma ação de vocês, mas é algo de inteiramente natural), a subida da seiva que faz a nova árvore, que faz a nova vida, não é? <> E é por isso que Mestre PHILIPPE ou outros insistiram: não julguem, jamais, porque o mínimo ato, a mínima pessoa, o mínimo elemento que vocês vão julgar, vocês se condenam, a si mesmos, a afastar a Onda de Vida de si mesmos <> Ora, a Onda de Vida é natural. Mas a única coisa que não pode apagá-la, mas que a afasta, de maneira temporária, é o julgamento <> Então, por mais que vocês digam que são amor, que amam todo o mundo, mas, se há o mínimo julgamento, se vocês condenam quem quer que seja, vocês condenam a si mesmos <> Todos os ensinamentos alterados, falsificados, desde o início do século passado, bajularam-lhes a Alma: vocês são uma Alma, vocês têm Almas irmãs, têm Chamas Gêmeas, têm Chamas com as quais vão trabalhar. Mas tudo isso pertence à Alma. Será que a Alma é eterna? Não <> A Onda de Vida é o momento em que há uma capitulação total da Alma <> A Ressurreição é o momento em que todos os corpos – físico, etéreo, astral, mental e causal – são queimados no Fogo do Amor e na Onda de Vida. Mas, se vocês querem manter uma causalidade, qualquer que seja, mantenham-na. Aí também, é uma ou a outra <> A individualidade é o Si. O Si não pode compreender o não Si <> Nós dissemos: «o Si é uma Ilusão». Badaboum. Tudo cai. O que é que cai? É o ego espiritual. Eram etapas que ocupavam <> Mas, enquanto vocês se olham no Si, é a mesma coisa que mirar-se no ego: vocês não podem aceder ao Indizível <> O Nascimento no Absoluto é, obviamente, a morte. Não desse corpo, mas a morte de todas as Ilusões. É um luto. É o choque da humanidade <> Vocês são o Amor. Vocês nada mais são.

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  2. "A Estrela - a primeira - passou. A segunda está no mês de março. O mês de março não terminou. Agora, é claro, será que é visível com os olhos? O que vocês vivem, no interior de vocês << a Onda de Vida >>, é a coisa a mais essencial.
    "Vocês são a Alegria. Vocês se tornam a Eternidade. Vocês são esse Êxtase permanente.
    "É muito, muito importante, durante este período - e, sobretudo, agora, a partir do início de abril, de 2 de abril, eu creio - no qual vocês vão viver essa Onda de Vida como esse Êxtase Místico. Vocês vão ver o que isso será.
    "A Terra despertou. Tudo o que nós dissemos realiza-se, sob seus olhos.
    "Houve um apelo da Luz. Vocês acolheram a Luz. Vocês permitiram a ela Ancorar-se, Encarnar-se. E agora, vem a resposta que é a resposta da Terra: é o Sim ao seu Casamento, à sua Eternidade.
    "A Onda de Vida foi liberada. A Terra está liberada. Ela está vivendo, nesse momento mesmo, sua Ascensão.
    "A Ascensão é um movimento que se faz de baixo para cima e que, é claro, faz participar a carne, a personalidade, a individualidade. Para conduzi-la onde? À Eternidade e, sobretudo, a esse sentimento - profundo, extraordinário - de Êxtase.
    "Lembrem-se: o carma pertence à personalidade, a ação/reação, à Dualidade. Além disso, há a Unidade, na qual se toma consciência no Si, de que tudo é apenas uma vasta farsa.
    E depois há o que? O Absoluto. E quando eu digo depois, não é depois. Isso sempre esteve aí. É Outro Olhar. No Absoluto tudo é perfeito.
    "A Onda de Vida vem fazê-los lembrar.
    A FONTE disse: << lembre-se do Juramento e da Promessa >>.
    A Terra diz: << lembrem-se do que você é, de toda a Eternidade: a Vida, a Onda de Vida, a Ação de Graça >>.
    Ação/ reação, na personalidade. Descoberta da Unidade, no Si.
    E passagem da Ação/ Reação à Ação de Graça.
    E em seguida, vocês são a Ação de Graça, a Onda de Vida, a Onda do Éter, o Manto da Graça.
    Vocês são esse êxtase permanente. Vocês são essa União permanente, mística. Vocês são esse Casamento Místico.
    Vocês nada mais são."

    "Eu lhes digo até muito em breve e, Boa Onda."

    Rendo Graças.

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