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12 de dez de 2014

BIDI (Sri Nisargadatta) (por Air) – 12 de dezembro de 2014


Eu sou Bidi. Eu os saúdo.
Eu proponho começar acolhendo o Fogo do Satsang...
Eu os escuto.

Q.: O que é que permite o Abandono do Si?

O Abandono do Si revela-se por si mesmo, quando você se coloca na observação do Si.
Naquele momento, você distingue que ele não é o que você é.
Não há que procurar método complicado.
O Absoluto está aí, o que quer que você faça.
Não há método, propriamente dito, simplesmente, volte para onde está a fonte do que você é.
O que você observa, quer seja o Si, quer seja na pessoa, você o observa, então, isso não é o que você é.
Quando você não pode mais observar aquele que observa, quando você não pode mais percebê-lo, então, o Último está aí.
Mesmo se ele sempre esteve aí, naquele momento, você o reconhece, sem percebê-lo.
De certa maneira, a única maneira pela qual você poderá definir o Absoluto, como eu o disse em minha vida, é negando o que você não é.
Tudo o que você vê não é o que você é.
Colocado no Si, restam percepções.
Quais?
Quem percebe?

Q.: Qual é o marcador da reversão da Alma para o Espírito?

Por que procurar um marcador?
Se você o vê, isso não é o que você é.
Tudo o que você percebe é uma projeção.
Se você percebe uma modificação, então, é que você está além, mesmo, do que se modifica.
Porque, caso contrário, quem poderia testemunhar isso?
Quem poderia percebê-lo?

Q.: Foi vivido, nesse corpo, que a forma da manifestação, que a cor da manifestação não tem qualquer importância para o Absoluto e, no entanto, o que falta para o reconhecimento total?

Eu não compreendo bem a questão.
Se foi reconhecido que isso não tinha qualquer importância para o Absoluto, então, quem se coloca a questão «o que falta»?
É muito simples: quando todos os desejos tenham desaparecido, como você o diz quando não há mais qualquer importância do que quer que seja – não repelindo isso, não negando o que está aí, mas deixando revelar-se o que se revela – então, naquele momento, quando não há mais nem desejos nem medos, então, o Absoluto está aí.

Mas atenção para que isso seja a vivência, e não, unicamente, uma atitude que é aquela de mantê-los cerrando os dentes além do que acontece.
Cerrar os dentes não é acolher tudo o que se apresenta.
Acolher tudo o que se apresenta é o fruto de seu posicionamento.
Isso não é um método, não é uma atitude.

Se você está colocado além de todo desejo, todo medo, então, nada há a procurar.
Talvez, reste a busca.
A busca deve dissolver-se, igualmente, o buscador deve desaparecer.
Mas isso se faz naturalmente, sem esforço.

Q.: Eu recebi, por diferentes sincronias, uma data para 2015: é a data dos Três Dias, a data limite, ou, unicamente, uma data que me é pessoal?

Como você sabe, o Absoluto não se importa com a história, qualquer que seja a história.
Cabe a você ver se quer aderir a alguma coisa que deva acontecer em 2015.
Mas o Absoluto está aí agora.
Não há necessidade de alguma condição, alguma preliminar.
A história, o caminho pode tê-lo conduzido até aí, mas cabe a você decidir se mantém seu desejo de continuar o caminho ou instalar-se no que você é.

Você não pode representar uma história e colocar-se no Absoluto.
Você não pode fazer duas coisas ao mesmo tempo, como dizem.
A um dado momento, a história deve cessar.
Por que não agora?
Isso não impedirá 2015 de chegar.

Se você saiu de toda história, pode ser que reste, ainda, uma, poder-se-ia dizer, história, um caminho que é aquele de sua evolução, aquele de sua transformação, então, você pode dizer-se que você saiu da história pessoal, da história familiar.
Mas quem vive a evolução espiritual?

Se você vê a história, então, quem a vê?
O que é que não se move, apesar da história?

Q.: O Absoluto estará, igualmente, presente, para as pessoas que morreram há vários anos?

Quem são essas pessoas?
Você está certo de que há alguém em você?
Se não há alguém em você, então, há alguém em algum lugar?
O Absoluto não tem necessidade de ser-lhe apresentado, ele está aí.
Quando você fala de pessoas, você procurou onde estava a pessoa em você?
Se há alguém, você deve, efetivamente, encontrá-lo.

O sentimento de ser uma pessoa é uma loucura coletiva, isso nada tem de individual.

Q.: Isso poderia ser comparado a uma hipnose coletiva?

Se quiser.
Uma hipnose, uma loucura, uma miragem, chame isso como você quiser: isso não existe.
Quando você olha, isso desaparece.
E, se você não pode olhar isso, o que é que o impede de olhar?
Olhe.

Q.: Eu não tenho pergunta que me venha. Por quê?

Então, essa questão significa que havia questões antes, ou significa que não há mais questões, completamente, há semanas?
Se havia questões antes, antes da apresentação desse espaço, então, é muito simples: O Fogo do Satsang, quer você o escute ou não, transporta-o para fora da pessoa.
Portanto, pode ser que, naquele momento, as questões desapareçam.
Elas estavam aí antes, e o espaço revelado, elas não estão mais aí.
Então, ótimo, isso significa que é fácil sair do mental.
Parece-me que, se não havia mais questões há várias semanas, então, essa questão não seria colocada.
Porque, naquele momento, há uma estabilidade além da pessoa, e as questões desaparecem por si mesmas, pela simples observação.

Q.: Como se estabilizar no Último?

Quando você tenha reconhecido o Último, o reflexo está aí para observar, perceber o que é.
Essa observação estabiliza-o – no Si, talvez, no Último.
Mas, em Verdade, é o Último que estabiliza o conjunto, quando bem lhe aprouver.
Não é você que pode, por um método, revelar isso, estabilizar isso.
Você é o Último.
Reconheça-se no Último e o Último revela-se, o Último estabiliza-se.
Chame a isso como quiser.
Todas essas palavras não são adequadas para o Último.
Mas isso pode ajudar à compreensão.

Quando você se reconhece no Último, como você pode, ainda, confiar em um método, em algo a fazer?
Se você é o Último, você tem necessidade de esperar algo da pessoa?
Há um esforço a atingir?
Uma vez que o Último seja reconhecido, tudo se faz por si mesmo.
Eu diria, mesmo, que, se você está colocado no Si, não por breves passagens, mas de maneira suficientemente importante para estar colocado na paz, permanentemente, então, tudo se faz por si mesmo, tudo se faz espontaneamente.
Se você viveu isso, você viveu o desaparecimento de muitas disfunções na pessoa.
Não há mais adesão à história pessoal.
Não há mais adesão a um método porque, naquele momento, você sabe que tudo o que é dissolvido em você dissolve-se, espontaneamente, pela simples observação.

Fique na Paz, e deixe o que você é fazer o trabalho.
Você não tem necessidade de compreender como, porque o como pertence ao que você não é, pertence ao efêmero.
Só o mental pergunta-se como.

Q.: Os protocolos ajudam ao reconhecimento do Absoluto?

Isso leva ao que eu acabo de dizer.
Os protocolos permitem-lhe viver uma mudança de estado.
Quem observa essa mudança de estado?
Nada é útil para o Absoluto, o Absoluto não tem necessidade de nada.
Mas nada impede o reconhecimento do Absoluto.

O que quer que você faça, essa é uma oportunidade para observar o que acontece, para observar todo movimento.
E todos os movimentos que você observa não são o que você é.
Mas o Absoluto não tem necessidade que você permaneça sentado, sem mover-se, sem nada fazer.
Por que não utilizar o que lhe faz bem, se isso lhe faz bem?
O Absoluto não é afetado nisso.

Por vezes, um protocolo, movimentos, uma meditação, um passeio ou pouco importa, o que quer que seja da vida comum, pode levá-lo a realizar um movimento que você não tinha, ainda, percebido, ao qual você era identificado.
Não tenha medo de nada, porque o que quer que você veja, isso não é o que você é.
Se você procura definir o que é útil ou inútil para reconhecer-se na Verdade, o que é bom ou mau, em verdade, você elimina as observações.
Você tem medo de sua Transparência?
O que quer que você tenha a ver, você não é isso.

Q.: Nada existe?

Nada existe?
Mas você existe para colocar essa questão.
Você não é o mental, você não é a pessoa, mas onde você está?
Quem é você?
O Absoluto pode ser definido como o nada e o tudo, mas tudo isso nada quer dizer, porque o Absoluto não pode ser definido por uma palavra.
Não é nem o nada nem o tudo.
É ser nada na pessoa, mas a pessoa, o corpo, continua a funcionar.
Não na necessidade de identificação à pessoa para que o funcionamento da pessoa seja correto.
Ao contrário, a doença, nesse corpo, é sua identificação a esse corpo.

Se você tenta extrair-se da pessoa, dizendo que nada existe, é muito simples: você vai acabar em depressão.
Mas se você aceita que você não é o que você percebe, que você quem percebe, faça essa experiência.
Naquele momento, no Si, a Alegria revela-se.
A diferença é que você não negou o fato de que você não existia.

Esteja vigilante aos marcadores.
Se há sofrimento, se há depressão, então, você não está no Si ou no Último.
Você pode ter a sensação de ter negado toda a existência, mas isso é efetuado a partir do mental.

Q.: É o Absoluto que anima o que nós somos?

O Absoluto nada anima, ele sustenta tudo.
O que se anima, o que se move pode ser percebido.
Mas sem o Absoluto que você é, todo esse movimento não poderia desenvolver-se.

Eu atraio sua atenção ao fato de que procurar compreender o que anima esse mundo, o que anima a Criação, o que anima esse corpo é uma maneira de remeter-se na direção da manifestação.
Os porquês, os comos leva-o a aderir a essa história.
Reconhecer o Absoluto não pode colocar-se em uma história.
Se o Absoluto não precedesse a totalidade dos movimentos, então, quem poderia percebê-los?
Sem você, Absoluto, nada seria percebido, nada poderia revelar-se.

Q.: Quando se conecta ao centro da Terra e quando se perfura, lá em cima, as fronteiras do universo, conectando-se a um espaço além do tempo e do espaço, há uma energia que chega, há uma Alegria e uma liberdade que aparecem. Isso está em relação com o Si ou o Absoluto?

Quem observa isso?
Eu atraio sua atenção para o fato de que você fala do espaço além de todo espaço, e você me fala de colocar-se ao centro da Terra.
Então, você está colocado além de todo espaço ou você está colocado ao centro da Terra?
O espaço além de todo espaço não tem necessidade de ancorar-se ao centro da Terra.

O que você descreve não permite identificar seu posicionamento no que concerne ao Si ou à pessoa.
Mas, em caso algum, isso concerne ao Absoluto.
O Absoluto está além de toda manifestação, além de toda energia, vibração ou o que você quiser.
O que você percebe não pode ser Absoluto.

Q.: Uma síndrome de transtorno da atenção e de hiperatividade pode ser vivida como uma atividade mental exagerada. Como a pessoa pode ser transcendida, nesse caso?

A hiperatividade é observada por quem?
Será que estamos falando de seu caso?
Será que você fala de si ou do que você observa no exterior?
Se há uma hiperatividade do mental, ela sempre esteve aí ou ela está aí há algum tempo?
Se isso concerne a uma terceira pessoa, então, tudo isso é uma avaliação exterior.
É possível saber mais?
Vamos esperar.

Enquanto isso, vou desenvolver um pouco em relação a essa noção de superatividade.
Porque se a superatividade é vivida como «eu estou em superatividade», então, tudo isso é o jogo do mental, que leva a aderir à pessoa.
Mas se há uma superatividade, se há uma aceleração do mental devido ao desaparecimento dos desejos e dos medos, pode ser que, a um dado momento, o mental põe-se em superatividade, o que gera, naquele momento, um ritmo dos pensamentos que você, talvez, jamais tenha vivido.
É, simplesmente, eu diria, o canto do cisne.
O mental procura um meio de encontrar um desejo a ativar ou um medo.
Quando ele nada encontra, ele pode acelerar-se, antes de desacelerar, consideravelmente, ou mesmo não revelando mais qualquer pensamento, apenas quando isso é necessário.

Q.: A pessoa que colocou a questão sobre a hiperatividade não falava dela, mas de seu filho...

É impossível permitir a quem quer que seja juntar-se ao Absoluto.
O que é possível fazer é extrair-se, si mesmo, do jogo da pessoa, irradiando a Paz, a Alegria, e isso se revela.
Mas se você não implantou a Paz, a Alegria, por que querer que outros o façam, mesmo que sejam seus filhos?
Eu falo, obviamente, do ponto de vista do Absoluto.

Q.: A questão nada tem de polêmica, mas se o Absoluto não se importa com a manifestação, por que Bidi vem à manifestação?

Bidi não vem à manifestação.
O Absoluto toma um nome porque vocês precisam de nomes.
O Absoluto revela palavras porque vocês precisam de palavras.
Aí também, você procura colocar a compreensão.
Coloque-se na Verdade do que você é, e veja se você tem questões, veja se você tem incompreensões.
Mas, quando você está colocado no Absoluto, não há mais incompreensões,
Não há conhecimentos, tampouco, no sentido em que você o entende, esses conhecimentos exteriores que você empilha em sua memória.
Tudo é espontâneo.

Eu lhes proponho implantar o Fogo do Satsang…

[Silêncio – Fogo do Satsang]

Bidi saúda-os.
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Transmitido por Air


9 de dez de 2014

UM AMIGO (por Air) – 9 de dezembro de 2014

Eu sou Um Amigo, de meu Coração ao seu Coração.
Tomemos o tempo para acolher-nos, no Silêncio das palavras, onde tudo é Verdade...

[Comunhão]

Minha intervenção de hoje vem desenvolver a noção da ação nesses tempos específicos.

Para começar, numerosos de vocês vivem estados que se poderia qualificar de ausências.
Isso pode manifestar-se de múltiplos modos.
Para alguns, isso os leva a viver uma dissolução total do mundo.
Para outros, isso os leva a viver momentos curtos, nos quais tudo desaparece e, quando vocês reaparecem, não sabem mais, verdadeiramente, o que vocês fazem, por vezes, mesmo, vocês se esquecem de quem vocês são.
Para outros, isso passa por estados de fadiga nos quais nenhuma vontade, nenhum desejo emerge.
Tudo isso, obviamente, concorre para a chegada, para a instalação do que Anael chamou o Novo.
Ao mesmo tempo, alguns puderam constatar que as ações faziam-se de maneira totalmente espontânea, sem pensamento, com grande facilidade.
Em um momento, você está deitado, com uma sensação de estar sem energia; no instante após, você age com a maior facilidade.

Voltemos, se quiserem, à ação, tal como ela foi vivida nessa humanidade.
A ação fazia sequência a um pensamento.
Havia percepção, em seguida, o mental desenvolvia seus pensamentos, uma estratégia podia nascer, a ação desencadeava-se.
Alguns puderam viver, já, há algum tempo, o desaparecimento total dos pensamentos, a ação fazia sequência, diretamente, à percepção ou, mesmo, de maneira totalmente espontânea.

Nada é, verdadeiramente, esperado, a ação basta-se a si mesma.
O resultado é esperado apenas no efêmero.
Aí onde vocês estão colocados agora, o resultado é sem importância.
A ação é a resposta, a ação é portada a cada instante pelo Amor, e o Amor é uma doação que nada espera em troca.

Então, obviamente, a mudança, eu diria, rápida, instantânea, pode perturbar, mas aqueles que o vivem estão instalados além do questionamento, na Paz.

Essa é a Ação de Graça que traz a Luz a esse mundo.
O Amor é Verdade, na ação.
De certa maneira, poder-se-ia dizer que as palavras contribuíram, principalmente, para desacelerar a ação portada pelo Amor.
Quando as palavras aparecem, os conceitos estão com elas, e onde os conceitos estão, o Amor não pode estar.

Dançar a Vida é, justamente, deixar-se levar pela ação em ação, revelando o Amor.
Observem que não se trata de seguir o primeiro pensamento que vem, sob o pretexto de espontaneidade.
O que eu lhes falo não segue pensamento algum, nem mesmo o primeiro.

Que Leveza, que Alegria ser levado pelo Amor!...

Isso é o que eu queria desenvolver, em palavras, junto a vocês, hoje.
Mas, se vocês quiserem, aproveitemos desse instante para comungar, para reencontrar-nos, reconhecer-nos no Um...

[Comunhão]

Irmãos e irmãs na humanidade, coloquem-se onde está a Leveza, onde está a Alegria.
Eu não falo, obviamente, de eventos externos que possam vir colocá-los à prova, eu falo de sua Verdade.
O que quer que lhes aconteça, a Leveza está aí, porque, na Verdade, nada lhes acontece, e o que vocês São vive isso.
O que acontece ao efêmero não perturba, em nada, o que vocês São.

Dançar a Vida é revelar a Alegria, em si, antes de qualquer coisa... dançar a Vida para si mesmo.
Dançá-la pelo que vocês São, na Verdade, é dançar a Vida para o conjunto da Criação.

Nada pode evitar sua Alegria.
O Universo inteiro a ela responde.

Irmãos e irmãs na humanidade, sintam o Amor que vem preenchê-los, a cada instante.
Esse é o presente que vocês se dão a si mesmos, de toda a Eternidade.

Então, antes que eu me retire, eu lhes proponho, uma última vez, partilharmos, juntos, esse banho de Amor que nós somos...

[Comunhão]

Amigos, eu lhes digo até breve, na Graça.
Recebam todas as minhas bênçãos.
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Transmitido por Air

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