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26 de mar de 2015

Pubicações ou notas de fevereiro - continuação 2


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Conclusão de OMA

Bem, caros amigos, dá-me uma alegria reencontrá-los esta noite e ver que vocês têm, todos, Luzes muito vibrantes e, aparentemente, bem preenchidas, não é?
E eu falo em todos os níveis, aparentemente.

Aí está, então, eu vim vê-los para trocar, é claro, ainda uma vez, todo nosso Amor e, em seguida, sobretudo, escutar se vocês têm questões.

Eu tenho, também, duas, três pequenas coisas a dizer, que não deveriam ser muito, muito longas, mas veremos se, por acaso, isso sobrevém nas questões, isso me dará a oportunidade de ali responder ao mesmo tempo.

Então, primeiramente, vamos viver um pequeno momento de comunhão, se quiserem, um momento de comunhão não, unicamente, de coração a coração, mas vamos vivê-lo, diretamente, pelo Espírito do Sol, se vocês concordam.

Então, nós nos calamos – até eu – nada há a fazer.
Estar, simplesmente, aí.

…Comunhão…

Bem, vamos parar aí isso, caso contrário, eu vejo que será preciso prever protetores solares na próxima vez, se se quer fazê-lo um pouco mais tempo.

Agora, eu lhes dou a palavra e estou com vocês.


QUESTÃO 83: pode dizer-nos o que é o Espírito do Sol?

Eh caro amigo, eu respondi à questão bem antes, uma vez que o Espírito do Sol chegou.
O Espírito do Sol é o que você é e é o que você começou a viver, há alguns dias.
Portanto, eu não posso defini-lo, é como para o Absoluto.
O Espírito do Sol, o que é que eu disse?
Era Cristo, para mim, Cristo é o Sol.
E, depois, disseram que Cristo associou-se a Miguel, e, depois, vocês viram Metatron, que brincava com o Sol.
E depois, há Uriel, que está, também, agora, lá, e isso dá o Espírito do Sol.

É a Alegria do Retorno de Cristo, simplesmente.
Então, é claro, quando há isso, o resto, você vai ver o que é.
Isso não tem substância alguma.
Aí está porque, durante o que nós transmitimos através de suas questões e através de algumas canalizações, como vocês dizem, o Espírito da Verdade, que vai corresponder à descida do Espírito Santo, na totalidade.
Isso quer dizer, se quiser, que as transformações de sua consciência superam o âmbito da percepção do corpo de Existência.

Vocês, talvez, tenham visto, sentido alguns Triângulos, algumas coisas, alguns de vocês puderam, mesmo, ver como isso funcionava – de diferentes modos – esse corpo de Existência, não é?
O que chega, agora, é bem mais em relação, eu diria, com a Consciência Pura.
A primeira emanação da Consciência; lembrem-se, O Absoluto.
Primeiro, a Fonte, em seguida, Metatron – a cópia conforme – em seguida, há o conteúdo da Luz de Metatron (Arcanjo Uriel), Cristo é a figura de ressonância mórfica do Espírito do Sol a mais perfeita.
Ele e o Pai são Um, Ele e a Fonte são Um.
Metatron, que é a cópia da Fonte em manifestação, em primeira manifestação é, também, Cristo.
A Luz Branca que reveste os mundos, literalmente, essa fonte de Água Viva de Amor e de Luz e de Inteligência, na qual nada pode perder-se no que quer que seja: aí está Cristo.
E aí está o Espírito do Sol.

Então, é claro, eu diria que é uma cartilha, é um primeiro jato que permitirá, no momento vindo, acolhê-LO, ou seja, Você.
Aí está o que é o Espírito do Sol.
É o momento no qual não há mais distância, é o momento no qual não há mais separação, é o momento no qual não há mais entidade no sentido em que vocês entendem.
Há a Pura Consciência que se encarna e que nada tem a ver conosco e, ainda menos, com Cabeça de Caboche.
É a Inteligência Pura da Luz, Ela apenas poderá falar-lhes de Luz.
Ela nada entenderá, outra coisa que não o que vem da Luz porque, fora o Amor do Espírito Solar, o que vocês querem que haja?
Aí está.

Vocês têm outras questões?
E o Espírito do Sol é você, é eu, e é bem além de você e de mim.
E é, no entanto, verdadeiro, é, aliás, a única coisa que é verdadeira.
E não façam disso uma esperança, muito menos uma crença, é claro.
Nem um futuro, porque está aí.

Aí está para que vão servir as "Notas ou Publicações de Fevereiro", porque, através de suas questões, vocês terão a trama de tudo isso.
Então, vocês compreendem, agora, a importância do que vocês têm feito.
O que pode haver de mais importante?
Aliás, isso não é importante, é evidente.
E, aliás, vocês devem perguntar-se quando o Espírito do Sol falou, mas quem podia falar; ali não havia ninguém.

Então, se vocês não têm outra questão, vamos trocar nossas bênçãos.
Eu lhes digo até muito em breve e fiquem na Paz.
Então, eu volto a fazer Silêncio... estar, simplesmente, aí.

... Silêncio…

Até a próxima!


16 de mar de 2015

Publicações ou notas de fevereiro de 2015 - continuação




Quarta Parte.


QUESTÃO 18: poderia lembrar-nos o que é a maturidade?

Eu sou UM AMIGO.
De meu coração ao seu coração, o Amor.
A questão que é colocada é, portanto, uma pergunta concernente ao sentido e significado da maturidade.
Colocar a questão da maturidade evoca, necessariamente, a existência da imaturidade ou, em outros termos, como prematuridade ou imaturidade, pouco importa.

A maturidade da qual é referida concerne, é claro, ao sentido no qual nós o entendemos, ou seja, espiritual.
A maturidade do Espírito é um longo processo de transformação e de alquimização nesse mundo.
A maturidade compreende a capacidade para não mais estar submisso aos impulsos da imaturidade ou da falta de experiência ou da falta de consciência.

A maturidade é o que vai permitir-lhe perceber – além mesmo do sentido das palavras, além mesmo da expressão que é emitida ou da situação que você enfrente – colocar-se, mesmo se você não conheça a situação, em um estado no qual poderá manifestar-se, independentemente de qualquer prejulgamento, independentemente de qualquer experiência passada, algo que é da ordem, aí também, da questão anterior, ou seja, o Instante Presente.

A imaturidade é, sempre, de uma maneira ou de outra, uma fuga do real e do Instante Presente.
Frequentemente, ali é acoplada a noção de impulsividade, a noção de ato irrefletido ou de ação irrefletida, enquanto a maturidade, sem referir-se a uma questão de idade, mostra, simplesmente, a integração e a superação do que é levantado na consciência, não em relação a um passado, não em relação a uma experiência idêntica, mas, bem mais, como o fato, eu diria, e como o diz essa expressão: "Em sua alma e consciência", ter portado um olhar, ao mesmo tempo, plenamente presente, ao mesmo tempo, plenamente distanciado, ao mesmo tempo, no papel do observador e, ao mesmo tempo, no papel daquele que vive o que há a viver.

É, de algum modo, levar em consideração parâmetros que nada mais têm a ver com a noção de imaturidade ou de maturidade.
A maturidade de que falamos é, mais, um sentido de responsabilidade.
A responsabilidade concorre e manifesta é uma das manifestações da Autonomia e da Liberdade.
A maturidade é reconhecer, também, a liberdade de cada um através de suas escolhas, suas experiências, seus posicionamentos, suas opiniões.
Respeitar o julgamento do outro sem julgá-lo si mesmo.
Respeitar o que o outro emite, o que o outro é, vendo-o pelo que ele é e não pelo que ele apresenta, ou seja,a ver além da aparência, ver além do parecer, ir até o Coração do Coração, no qual, em definitivo, nós somos, todos, sob uma expressão diferente, a mesma Unidade, a mesma Verdade, a mesma Fonte e a mesma Alegria.
Só o olhar limitado e distanciado nos faz crer no inverso, de acordo com nossa idade, de acordo com nossa condição, segundo nosso meio de origem e segundo nosso programa de vida, simplesmente.

A maturidade não consiste em controlar, de algum modo, um caminho de vida ou experiências, mas entrar, verdadeiramente, na Autonomia e na Responsabilidade reivindicadas, de algum modo, em plena consciência e em plena luz, após ter colocado a Luz, cada ato e cada palavra de sua vida, mesmo a mais leve, como a mais grave.

A maturidade no sentido comum é, frequentemente, o resultado de uma evolução, de uma transformação de um estado em outro estado, portanto, uma bonificação.
A maturidade espiritual é apenas a tomada de consciência da responsabilidade, da Autonomia, da Liberdade, do respeito do outro como parcela de si mesmo e não como outro separado.
É transcender o olhar dual.
A maturidade é exprimir a Unidade sem forçar, sem procurá-la e de maneira espontânea.

Eu sou UM AMIGO e, de meu coração ao seu coração, instalemos a alegria do Silêncio, e eu voltarei a partir depois, quando eu lhes pedirei para fazer a questão seguinte.

… Silêncio…

Eu rendo graças ao seu acolhimento, e estou pronto, agora, para retransmitir sua próxima questão.


QUESTÃO 19: no dia de meus sessenta e um anos, tomei consciência de que o tempo a partir do dia de meu nascimento havia desaparecido, e eu o vivi como um luto. Era a irrupção do Momento Presente, como qualificar isso?

Eu me permito responder, finalmente, antes de sair, porque essa é a sequência lógica de minha exposição em relação à questão anterior.

Pode ser, e é, certamente.
Há experiências do Instante Presente não ainda estabelecidas em sua própria perenidade, que lhe impõem, de algum modo, uma mudança de visão e de paradigma no interior de si mesmo e em sua vida.

O Instante Presente, quando ele faz irrupção assim, é o que vai permitir, como muitos de nós o constatamos em nossa vida, desembocar na resiliência e nas capacidades de superação as mais extraordinárias inscritas no ser humano.

Ser confrontado a uma angústia – e eu passei por isso jovem, portanto, posso falar disso sem problema – quando a angústia atinge o que vocês nomeariam seu ápice, ou seja, quando essa angústia ou esse medo toma todo o lugar, até confundir, mesmo, a consciência comum, é nesses instantes que pode acontecer o melhor, porque é nesses instantes que há, como você exprimiu, uma forma de capitulação, uma forma de "Para que serve?".

Nesse "Para que serve" e nessa capitulação, o ser, em seu ego, reconhece, naquele instante, que não há mais qualquer poder sobre ele mesmo ou sua vida.
Esse ápice, essa crise máxima, eu repito, quer seja a morte ou uma angústia, uma angústia de morte ou um medo, qualquer que seja, vai induzir uma espécie de sobressalto da própria alma para um perigo real ou suposto, que vai levar, de algum modo, a uma revolução e uma transformação interiores.
Porque nenhuma experiência desse domínio, assim como o que vocês nomeiam as experiências de morte iminente, vividas por inúmeras pessoas, irmãos e irmãs nesta Terra, sempre provocou um antes e um depois, sem colocar-se a questão de se esse antes era melhor do que o depois ou o inverso.

Mas há um momento identificável, no qual há essa ruptura.
Toda irrupção na linearidade, por surpresa, quer seja um acidente, quer seja uma angústia, quer seja um problema mais leve, mas que se traduz pela ruptura, de algum modo, do sentimento do ego a acreditar-se imortal, é quebrado pela irrupção de um determinado evento.
Então, naquele momento, sim, há Instante Presente e há Presença, qualquer que seja a alegria ou qualquer que seja o sofrimento.

É nesse espaço, e nesse espaço de tempo muito preciso que se encontra o apoio possível ao que você poderia nomear uma espécie de reviravolta ou, se prefere, de subida.
Toda descida é acompanhada de uma subida, no mínimo, equivalente.
Eu não evocarei conhecimentos matemáticos do princípio de Arquimedes, mas é exatamente a mesma coisa que se produz para a consciência humana.
Há situações, e vocês as conhecem – quer seja um aniversário, quer seja um luto, um casamento, um divórcio ou uma mudança, ou todos os eventos considerados como traumáticos na vida comum – que portam, neles, a possibilidade do embrião do instante presente, pela capacidade para superar, justamente, o que obstrui o campo da consciência linear, não lutando contra, mas dizendo, como você tão bem exprimiu, "Para que serve? Tudo é vão".

É quando há essa capitulação da consciência comum, do pensamento comum, que pode haver a irrupção do Supramental, irrupção da Supraconsciência ou, mesmo, do Canal Mariano ou da Onda de Vida, nesses tempos precisos da humanidade.

Eu escuto, imediatamente, a questão que não me concerne mais, para transmiti-la.


QUESTÃO 20: desapego e compaixão são compatíveis?

A compaixão e o desapego.
A compaixão é uma das manifestações do coração e da Unidade.
A compaixão é sofrer com o outro, experimentar o que o outro sente.
À primeira vista, é, efetivamente, o inverso do desapego.
Esse não é, verdadeiramente, o caso.
A compaixão o faz tomar consciência da realidade do outro e de seu afeto em relação ao outro e ao que ele vive.
A compaixão pode ser incômoda em algumas situações, mas ela desemboca, na ilustração, eu diria, restrita, no Amor.
Essa imagem restrita é ligada, justamente, à falta de desapego e, portanto, ao envolvimento ao outro.

Existiram, desde a minha vinda a esta Terra, inúmeros seres que me seguiram, que tomaram os meus passos, tomaram as minhas palavras e que, sobretudo, viveram o que eu vivi.
A compaixão e o desapego, quando seguem juntos e manifestam-se juntos, permitem à Luz e à Verdade jorrarem.
Eu dizia, aliás: "Quando vocês forem dois em meu Nome, eu estarei entre vocês".
A compaixão, a capacidade para ser o outro é, exatamente, o que eu dizia quando de minha passagem em um corpo.

O desapego é indispensável, porque a compaixão sem desapego pode conduzi-lo a experimentar sofrimentos cada vez mais intensos que, então, não são mais a compaixão, mas uma substituição em relação ao outro.
É, de algum modo, uma visão e uma experiência falsificadas do que é o Amor.
A compaixão é indispensável para balançar o coração, mas eu diria que não se deve submeter, a si mesmo, à sua própria compaixão e não perder de vista a Unidade inerente a todas as coisas e, em especial, nesses momentos.
Eu quero dizer com isso que, quando existe uma vivência de uma compaixão que possa afetá-lo além de seu padrão, então, naquele momento, há abertura do coração e, ao mesmo tempo, projeção da consciência, por compaixão, no coração do outro.

Só as almas muito velhas, muito maduras são capazes de portar, real e concretamente, o peso de outras almas em total desapego e em total compaixão.

A problemática a mais usual, eu diria, da compaixão é, justamente, a ausência de desapego, que vai traduzir-se, além, mesmo, da compaixão, pelos medos inerentes a esse tipo de pessoa que manifesta e vive a compaixão, sente-a, intimamente, em cada fibra de seu ser e que, no entanto, não está desapegada e está submissa, de uma maneira ou de outra, à liberdade do outro e não à sua própria liberdade.

A compaixão vivida com desapego o faz sair da personificação da relação,mas vem manifestar a minha Presença na relação.
A verdadeira compaixão é desapego, mas ela não é seu fruto ou seu trabalho.
Ela decorre da interação de seu coração com o coração da pessoa com a qual a compaixão exprime-se.

Assim, portanto, a compaixão vivida segundo a pessoa não o faz sair da pessoa, e ela se traduzirá, inevitavelmente, por uma incapacidade para desapegar-se das coisas, das situações e das lembranças, apesar do coração estar aberto.
Porque esse coração, mesmo se seja o Amor incondicional, está, de algum modo, inserido no amor condicionado.
É, portanto, um amor que não é livre, devido, mesmo, ao não desapego.

A compaixão é uma virtude da alma, mas nada tem a ver com uma virtude do Espírito.
A compaixão vivida no desapego propicia a você uma força, mas ela não vem, tampouco, de você, ela vem, exclusivamente, da frase que eu pronunciei: "Quando vocês forem dois reunidos em meu Nome, mesmo sem o saber e sem pronunciar o meu Nome, vocês farão intervir um terceiro termo, que passa pela compaixão, pelo desapego, e que se nomeia, simplesmente, a Graça."

Permitam-me, antes de escutar sua próxima questão, viver, com vocês, esse momento de Graça.

… Graças…

Eu lhes dou a minha Paz, como eu aceito a sua Paz.

Eu escuto a próxima questão e retiro-me.


QUESTÃO 21: ter vivido o Instante Presente uma vez, senão duas, isso induz a uma mudança irremediável ou é uma experiência?

Eu peguei outro bilhete.

Então, o que é perguntado é muito preciso.
Será que o fato de ter vivido dois Instantes Presentes faz de você algo de especial?
Será que o fato de ter vivido duas vezes a experiência do Instante Presente basta para instalar o Instante Presente?
Isso, apenas você é que pode saber, querida amiga.

Se você identificou dois instantes ou duas experiências, e se você pensa que o Instante Presente é onipresente, isso quer dizer, também, que cada minuto e cada sopro é preenchido desse Instante Presente.
E isso só se pode viver se há liberação total das crenças, é claro, dos condicionamentos, das próprias experiências, como de toda vibração.
É o desaparecimento.

Então, você pode viver uma multidão de Instantes Presentes, você pode viver uma multidão de Aqui e Agora, tudo depende da resistência interior a esse Instante Presente.
Mas é muito fácil ver, não o Instante Presente, mesmo se tenhamos dado certo número de elementos de resposta, mas, sobretudo, ver, eu diria, os resultados e os frutos disso.

Aquele que está, permanentemente, no Instante Presente, não pode mais ser afetado, interiormente, por qualquer evento que seja: o mais dramático, o mais irritante como o mais grave.
Você é capaz disso?
Você é capaz de considerar sua própria morte em dois minutos, sem ser tomada de uma angústia insuperável?
Você é capaz de fazer abstração do que você recebe de um irmão ou de uma irmã, ou por carta mesmo, que não vá ao sentido do que você é, sem ser afetada por isso e manter a mesma Alegria, a mesma Presença, o que quer que aconteça?
Será que há momentos nos quais, mesmo durante várias horas, não existam nem pensamentos, nem emoções, nem desejos, nem não desejos, nos quais há essa vacuidade?

O Instante Presente não é, unicamente, uma experiência.
É claro, é preciso identificar esses momentos de Instante Presente, mas, do mesmo modo que a Onda de Vida liberou as Linhas de predação de seus dois primeiros chacras.
Eu os lembro de que há os que tiveram a Onda de Vida que subiu e que, no entanto, deram meia-volta: é a reversão do Si e não a Última Reversão, é, ao invés disso, a reversão para um novo carrossel, mas isso é outra história.

O que eu quero dizer com isso é que o Instante Presente tem marcadores, mas, como você exprimiu, não é porque você o viveu duas vezes ou, mesmo, mil vezes, que você tenha certeza.
Vocês querem, a todo preço, encontrar marcadores de certeza no exterior ou nos sinais.
É claro que existem sinais, mas a melhor prova é o estado de sua consciência, é o estado de seu humor, é o estado de sua Clareza interior.

Será que você é capaz de viver o que há a viver nesse estado e viver os traumatismos, os choques, como as alegrias, com os mesmos estados?
Então, se você faz isso, sim.
Mas, agora, não é a repetição de um ou vários Instantes Presentes que sobrevêm, de maneira inesperada, que faz a realidade pessoal da Liberação.
Mas, é claro, isso não foi suficientemente insistido anteriormente, em todo caso, nas respostas que vocês tiveram, há, obviamente, um processo que começou, eu lhes disse, coletivo, que concerne a toda a humanidade, todo o Sistema Solar, e ninguém poderá subtrair-se disso, quer seja sob a Terra ou pela morte.
Vocês devem viver isso.
E eu diria que esse será, verdadeiramente, o momento no qual você poderá estar segura e certa.
Se você está segura e certa, isso quer dizer que você não coloca, mesmo, a questão.
Enquanto existe, em você, a questão de saber "Será que eu sou escolhida, será que eu vibro na Coroa certa?", mas é que você ali não está, absolutamente, uma vez que você coloca essa questão, a si mesmo, já.

É uma questão, olhe, eu tenho certeza de que, tanto aqui como alhures, você está, frequentemente, colocando-se essa questão.
Assim que chega essa questão: "Será que eu estou Livre ou não?", isso quer dizer o quê?
Mas isso quer dizer que você não está Livre, qualquer que seja o estado de seu Coração, também.
Isso não quer dizer que você não será liberada no momento vindo, mas eu a lembro de que você vai viver um momento coletivo no qual ninguém pode subtrair-se da Luz.
É impossível.

Vocês não poderão retornar nessa última Passagem e Reversão.
Vocês poderão apenas enfrentá-la, com mais ou menos facilidade, mais ou menos evidência, mas o resultado, eu lhes asseguro, será, sempre, o mesmo.
Mas as condições pessoais, nesse momento coletivo são, antes de tudo, função de seu posicionamento.

Então, é claro, se você se coloca a questão de saber se você está Livre ou não, isso já não é bom, entre aspas.
"Não bom", isso nada quer dizer, mas digamos que não é o bom método, não é?
Porque a Liberação, o Liberado, ele não se coloca a questão.
Ele não vai saber se está liberado ou se o outro está liberado, uma vez que ele não considera mais a possibilidade de um confinamento, porque ele viu os bastidores e ele sabe que o teatro no qual ele atua, como dizia Bidi, é uma ilusão total.
É a Vida que é verdadeira, é o que flui que é verdadeiro, é a beleza que é verdadeira, é a Alegria que é verdadeira.
Todo o resto são apenas camadas de fuligem, camadas de carbono que são colocadas diante da Verdade e que a sufocam, pouco a pouco.
E, no movimento coletivo, nesse momento coletivo que está chegando, todo mundo está no mesmo barco, qualquer que seja a idade, qualquer que seja a experiência, qualquer que seja a Liberação obtida ou não.

Então, eu sei que houve escritos que diziam que haveria muitos chamados e poucos escolhidos, mas isso são, eu repito, condições preliminares.
Mas, no momento em que o evento coletivo produz-se, nada mais de tudo isso existe, saber se você está liberado ou não, porque, de qualquer modo, como nós o dissemos, terminou.

Você é liberado, quer queira ou não.
Mas, agora, se uma vez liberado, você se atribuiu ou imputou um papel, bem, eu diria: bom proveito!
Você vai assumir esse papel.
Mas, em outro cenário, muito mais leve, eu diria.
E, depois, agora, se você não quer desempenhar papel, nem em suas Linhagens estelares nem em um mundo a liberar, mas você é preguiçoso, você permanecerá em Shantinilaya.

Eu os lembro de que Shantinilaya não é o fim.
É o pivô central da Fonte, no qual todos os possíveis podem criar-se, mas nenhum confinamento é possível.


QUESTÃO 22: a memória da alma ou alguns aspectos do Instante Presente podem ter pontos comuns com a Crucificação?

Sim, é claro.
É o momento no qual há essa queda intermitente da alma em uma profundeza.
Há uma angústia, um medo ou outro.

É claro, é uma crucificação, mas não se deve confundir a crucificação do corpo com a Crucificação que, instantaneamente, ao mesmo tempo, há Crucificação e Ressurreição.
A crucificação sozinha é uma perversão, é claro.

Portanto, o princípio da Crucificação, ser colocado na cruz, é como disse Cristo: "Eu entrego meu Espírito em Suas mãos", ou seja, como exprimimos em outros momentos, com outros intervenientes e outras questões, o que vocês nomearam a capitulação.
Vocês rendem as armas, porque o Amor não tem necessidade de qualquer arma.
Nada há a defender, nem a vida nem a morte, porque é a Vida.
E, é claro, existem experiências e, aliás, na linguagem entre amantes, pode-se dizer "você me crucificou", ou seja, você me traiu, mas, é claro, é uma metáfora.
Mas isso pode ser vivido, efetivamente, como uma crucificação interior.
Mas não esquecer que a crucificação, ao nível dos jogos da consciência e não da personalidade física é que se vai pregar, é claro, é algo que se traduz, instantaneamente, pela Passagem, a Reversão Final.
Mas é preciso aceitar tudo soltar.

Eu creio que eu disse, há anos, vocês queriam os amendoins, colocavam a mão no frasco, mas mantinham a mão fechada, e a mão não sai mais do frasco.
É preciso tudo soltar.
Você é capaz de tudo soltar?

Atenção, não é dito que é preciso tudo abandonar, suicidar-se, matar-se ou outro.
Isso para nada serve, porque é uma reação.
Mas coloque-se a questão, em sua consciência: você está pronto, real e concretamente?
Estar pronto não quer dizer ter vontade de fugir desse mundo ou estar exasperado por esse mundo, nós também, aliás.
Simplesmente, é estar lúcido, totalmente, não como uma fuga, justamente, do presente, mas aceitar ser apenas essa poeira que apareceu e que desaparecerá.
Porque é, unicamente, naquele momento, que a grandeza e a majestade do que você é pode aparecer, não antes.
É o mesmo princípio de minha metáfora da mão no frasco.
É preciso renunciar a tudo, não, por um ato consciente, distribuir os seus bens, mas por uma decisão interior real e realmente tomada.


QUESTÃO 23: você pode dizer-nos onde nós estamos em relação à Estrela que anuncia a Estrela?

Então, você seguiu minhas crônicas, não é?
A Estrela que anuncia a Estrela passou, é isso.
Há alguns anos, eu disse que nós tínhamos muitos cometas à nossa disposição e que eles passavam no tempo que eles queriam.
Mas era preciso que eles fossem visíveis no hemisfério norte.
É, exatamente, o que aconteceu no mês de janeiro.

Então, o que é que você quer saber?
Se a Estrela que anuncia a Estrela passou?
Ela passou.
Qual é o cenário entre a Estrela que anuncia a Estrela e a própria Estrela?
Bem, isso esquenta.
Preparem-se.
É tudo o que vocês vivem nesse momento, quer sejam os momentos de grande Paz, os momentos em que isso lhes parece vacilar, os momentos em que, sem nada pedir, há uma angústia, que os toma pela garganta ou o ventre.
É o momento no qual você vai estar exasperado, porque acham que a comédia durou o bastante e que o teatro tem dificuldade para assinar e dizer que é o fim.
Nesses momentos, você sente isso.
Mas, também, é o sinal maior de que, de um instante a outro – e eu não falo em termos de anos aí – você pode ser chamado por Maria, se isso já não foi feito a título individual.
Mas ser chamado individualmente, em seu canto, por Maria, e ir falar disso ao seu companheiro ou sua companheira, que vai aceitá-lo, mas que todos os seres humanos, ao mesmo tempo, isso vai dar um sagrado tumulto.

Imagine que sete bilhões de pessoas ouçam a mesma frase...
Isso não vai permanecer, como vocês dizem, "em segredo".
As pessoas vão falar disso, e é preciso que elas se apressem em falar disso, porque elas terão três dias antes de cair.
Há os que ficarão excitados, que perderão seu tempo a tentar compreender e, outros, que terão compreendido, perfeitamente, e instalar-se-ão em uma pequena cama confortável e com bebidas, um pouco de música, uma pequena vela, e eles esperarão.

Mas você será capaz de esperar?
Se você é Liberado, se viveu o Instante Presente, sim.
Se você é capaz de desaparecer, não há preocupação alguma.
Mesmo se, por momentos, mesmo se você desaparece, habitualmente, você pode ter, nesse momento, ressurgências do mental, como há muito numerosos anos.
Isso não é grave, isso faz apenas passar.

Mas, aí, creio que vou deixá-los.
Eu escuto a última questão, mas, prometo, não respondo.

QUESTÃO 24: você poderia esclarecer-me sobre a lei do Amor incondicional desprovido de sentimento e de emoção?

Não tenho certeza de ter seguido a frase.
Eu a ouvi perfeitamente, mas não há lei para o Amor incondicional, uma vez que é, justamente, o que é sem lei.
O Amor incondicionado e incondicional, nós preferimos muito essa palavra: incondicionado.
Ou seja, é um Amor que flui livremente, que não é condicionado por uma atração sexual, de almas ou outra, que não é condicionado por nada.
É o momento no qual a pessoa desaparece diante do Amor.
Aí, é o Amor incondicional.
Porque é fácil fazer frases sobre o Amor, é fácil falar sobre o Amor incondicional.
Há muitos que tomaram a voz, nesse momento, que falam disso, com o medo, é claro, por eles mesmos, eles fazem apenas traduzir o próprio medo.

Mas o Amor incondicional não é uma emoção.
O Amor, jamais, foi uma emoção.
Eventualmente, no amor condicionado, é um sentimento, mas o Amor incondicional não é isso, absolutamente.
O Amor incondicionado é o que permanece quando você retirou todas as definições do Amor e quando você não consegue mais defini-lo, quando você não consegue mais enquadrá-lo, quando ele escapa de toda noção.

É essa Alegria infinita, esse contentamento infinito que flui de você, permanentemente.
Portanto, não há lugar para a emoção.
Assim que há emoção, há condição, uma vez eu a emoção é apenas a reação a um condicionamento passado.
Emoção quer dizer pôr em movimento, e a emoção define-se apenas em relação a um quadro de pensamento, um quadro de experiência e em relação à experiência passada.

Você pode escutar e ter arrepios, uma emoção ao escutar a música, pintando.
É um momento no qual você está conectado, mas não é isso o Amor incondicional.
É o Amor que se manifesta, sobretudo, quando você nada faz ou independentemente de você, quando você faz alguma coisa.
É algo que não seca diante das contrariedades, diante dos conflitos como eu disse há dois, três dias, é a capacidade para pôr o Amor à frente.
Mas, enquanto você tenta ou desliga-se de um amor emoção, como você quer o Amor incondicionado?
É, mesmo, antiético.

O problema é que o ser humano, todos, sem exceção, quando nós estamos na Terra, e há o véu do esquecimento, e enquanto não se tenha sido Liberado ou enquanto não se tenha descoberto o Si, nós temos tendência a chamar Amor, porque isso nos parece a expressão do belo, isso nos parece a expressão de uma atração para com um ser, para com um quadro, para com uma música, para com uma árvore, mas é, já, uma projeção de consciência.

Ora, o Amor incondicionado é tudo, exceto uma projeção.
É uma emanação direta e espontânea de sua natureza, que nada tem a ver com um ato criativo ou um ato de compaixão ou um ato de amor sentimento.
É a manifestação normal que se dirige, do mesmo modo, ao amor que está em sua cama como à formiga que passa na rua.
É a ausência de diferença.
O Amor não faz diferença quando ele é incondicionado.
É como o Sol.
Ele nutre, indistintamente, os gentis como os maus.
Ele não faz diferença, o Sol, e, se você é, você mesmo, um Sol, enquanto exista uma diferença entre a pessoa que você ama e o pior de seus inimigos, você não está no Amor incondicionado.
Você o está apreendendo, porque você foi liberado das linhas de predação, porque nós entramos em contato com você, porque houve as Núpcias Celestes, porque suas Coroas Radiantes ativaram-se, porque o Canal do Éter tornou-se permeável.
Mas tudo isso, é preciso que esteja presente, tudo isso faz desaparecer as condições do Amor.
Enquanto seu amor pode ser hierarquizado, enquanto seu amor pode ser seletivo, enquanto ele se acompanha de uma emoção ou de um pensamento, ele é, ainda, condicionado, mesmo se ele se aproxime do incondicionado.

QUESTÃO 25: o que é a Verdade?

Eu sou Anael, Arcanjo.
Bem amado filho da Lei de Um, você pergunta, então, o que é a Verdade.
A Verdade é você.
Essa é a minha primeira resposta.

Minha segunda resposta será sob forma de gracejo, se posso dizer.
Eu o convido a reler o que eu exprimi, durante o ano 2009, entre julho e dezembro, correspondente à verdade relativa e a Verdade absoluta.
Mas retenha, antes de tudo, que a Verdade é você.

O mundo não é a Verdade, as próprias dimensões não são a Verdade.
Só é verdadeiro o Amor, para além de toda manifestação, para além de toda encarnação e para além de toda dimensão.
Como diria esse querido Bidi, você é o Parabrahman.
A diferença é que Bidi sabe e vive isso, e viveu-o em sua vida, completamente.

Eu o lembro que, nós mesmos, Arcanjos, como eu já o disse em 2012, somos apenas a representação do que está em você.
Nós não temos mais existência do que vocês mesmos, mesmo se aparecemos ao redor do Sol.
É para as necessidades de uma causa, mas tudo isso não existe para o Absoluto e o Parabrahman.
Portanto, a Verdade é você, para além de todas as verdades relativas e para além, mesmo, da Verdade absoluta.
Eu diria, portanto, que a Verdade absoluta é você.

Eu aproveito a minha Presença para lembrá-lo de que, após a dissolução desse mundo e a Última Passagem desse mundo, você está só, como quando de sua morte.
Você deve ousar ir ao outro lado para ali ser acolhido.
Você não pode saber o que há do outro lado sem ali ter ido, você mesmo.
A Verdade está aí.
Ela o espera.
Ela já está aí.

Essa solidão, o fato de estar só, quaisquer que sejam as Comunhões que você estabeleça conosco, quaisquer que sejam as Comunhões que você instale entre irmãos e irmãs e que, com razão, nada são.
São apenas elementos facilitadores para o que está aí, para essa Última Passagem.

Eu sou Anael, Arcanjo.
Bem amados filhos da Lei de Um, eu lhes digo, como Arcanjo da relação, e em nome do conjunto de Presenças nos mundos livres, assim como do Absoluto e da Fonte, eu lhes transmito a nossa Paz, que é a sua.
Até breve.

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Canalização de URIEL: Ver na primeira parte.

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Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los e, depois do que lhes deu Uriel, vamos continuar essas notas de fevereiro, se quiserem, e vamos, então, escutar as questões, e eu vou responder à primeira, exceto se ela não me concirna.
Vamos.

QUESTÃO 26: qual é a diferença entre pureza e Transparência?

Então, vou responder.
A pureza não é, necessariamente, associada à Transparência.
A Transparência é a pureza absoluta, ou seja, a pureza pode, também, ver-se em algo que não é, absolutamente, transparente.
Ou seja, por exemplo, o diamante – que é transparente –, mas, ao nível da consciência do homem, não é, absolutamente, a mesma coisa.
A pureza é ligada a algo que é afinado, com a noção de algo que está puro, portanto, que era impuro na partida, certamente, nesse mundo, e que se tornou cada vez mais puro.

A pureza encontra-se de modo extremamente magnificado, eu diria, junto a algumas Estrelas e, em especial, aquelas que tiveram a revelação, se se pode dizer, jovens.
Eu quero falar, por exemplo, com isso, sobretudo, de Gemma Galgani, de Teresa de Lisieux, eu posso falar, também, da irmã Yvonne Amada de Malestroit, mas, por exemplo, não se pode dizer a mesma coisa (Hildegarde também), mas não se pode dizer a mesma coisa para nossas irmãs ameríndias, que jogaram na noção de maturidade, se querem, portanto, para obter essa pureza.
Enquanto, na inocência da Infância, quer seja Teresa, Gemma, Hildegarde, Irmã Yvonne Amada ou, ainda, aquela que eu esqueci, Teresa, há, sempre, essa noção de algo que se tornou, espontaneamente, sem esforço, porque a pureza é, de qualquer forma, sobretudo, nessas épocas, ou seja, antes do reino do que nós chamamos a Besta, havia, de qualquer forma, uma possibilidade de pureza, sobretudo junto às crianças, e houve Graças e conversões, no sentido etimológico da palavra, que se produziram, preferencialmente, junto às jovens.

Foi a mesma coisa, aliás, se vocês olham para trás, para as diferentes irmãs Estrelas, como Ma Ananda Moyi ou como outras que estão na encarnação hoje, e que viveram, portanto, a revelação na pureza da Infância e que se tornaram mais ou menos transparentes.

A pureza é um brilho, a pureza evoca uma irradiação.
A Transparência evoca, ao mesmo tempo, uma qualidade da consciência, mas, sobretudo, a capacidade para desaparecer, apagar-se, para deixar atravessar tudo o que pode atravessar.

Se você está, realmente, no Instante Presente, você será liberado desse mundo, acolhendo tudo o que a vida apresenta a você e atravessando-o, ou seja, sem procurar, necessariamente, reagir.
Então, é claro, se há dores, é preciso tratar, mas atenção, a dor, também, está frequentemente aí, sobretudo, neste período, para que você atravesse.
Isso não quer dizer ser masoquista, isso quer dizer, simplesmente, que, pela emergência dessa dor durante este período, você tem a possibilidade de atravessar isso.
Porque a dor, pode-se dizer que é uma resistência, mesmo se não seja culpa daquele que sofre, como se diz.
Pode ser, por exemplo, uma ferida imposta, psicológica ou outra, mas, em definitivo, essa ferida imposta do exterior corresponde, sempre, a uma falha interior, na qual essa ferida pode aparecer.

Ora, a Transparência, desaparecendo através da Transparência, não pode mais ali haver dor.
Portanto, é um apelo à Transparência.
Os mecanismos de eliminação que se produzem nesse momento, ao nível do ventre, ao nível do chacra da garganta e, também, por vezes, ao nível de lugares nos quais se encontram as Portas, ao nível do corpo, são extremamente importantes para ajudá-los, de algum modo, a ajustar-se em sua Atribuição Vibral.

Então, efetivamente, a pureza pode ser vista em algo que não é transparente, mas a verdadeira Transparência é como se disséssemos que um vidro é puro.
Ela será cada vez mais clara e, efetivamente, o copo será puro, desencadeará uma Transparência, mas a pureza e a Transparência não vão, necessariamente, juntas, ao nível da consciência, concorda?
A pureza recorre, portanto, à noção de algo que se refinou, por exemplo, as Estrelas e nossas irmãs ameríndias. Snow e No Eyes têm essa pureza, aliás, olhem seus nomes, Clareza e Visão, não é?

Portanto, você vê, aí, algo que é essencial, há dois modos, em todo caso, até agora: ou você lustra o diamante, você passava o tempo, muito tempo a elevar-se, em consciência, e em vibração nos tempos anteriores, encontrando as causas, as razões, ao nível mental, emocional, memorial de problemas, e foi importante.
Hoje, é preciso, efetivamente, estar consciente de que isso continua válido, mas que há outra verdade por cima, então, isso pode ser a Graça, simplesmente, que age, mas, nesse momento, são, mais, os ajustes de preparação para a festa final que se desenrola em seu Templo, nesse saco.

Então, esse saco está mais ou menos confortável com o corpo de Existência, mais ou menos confortável com as feridas que possam restar, mais ou menos confortável com as cicatrizes que possam restar, e, aí, cabe a você ver.
Ou você encadeia o que se chamam cuidados com a causalidade, ou você atravessa, mas não forçando na dor, tornando-se humilde e tornando-se transparente, porque a Humildade acompanha-se da Transparência.
A força acompanha-se da pureza.

E se você vê, por exemplo, a vida de nossas irmãs ocidentais em relação às nossas irmãs orientais ou ameríndias, há, de qualquer forma, uma muito grande diferença.
Em algumas irmãs, no Ocidente, apareceu, sobretudo, primeiramente, a pureza da criança, enquanto nos povos autóctones como se diz, ou mais conectados do que no Ocidente, quer sejam os ameríndios ou os índios, propriamente ditos, da Índia, hindus, se preferem, aí há, verdadeiramente, dois esquemas possíveis de Liberação.
Um desses esquemas era mais a pureza, quando vocês veem, por exemplo, Ma Ananda Moyi, ela é transparente e pura.
Vocês olham nossas irmãs Snow e No Eyes, é a pureza, mas No Eyes, não quer dizer que ela era transparente, porque suas funções nada tinham a ver com aquelas à época; a pureza era mais importante do que a Transparência.

Hoje, para vocês, pureza e Transparência vão juntas, geralmente, mas, por vezes, há uma predominância da pureza e, em outros casos, uma predominância da Transparência.
A Transparência é a rendição total, a pureza é algo que foi adquirido por um polimento, por uma elevação, aí está a diferença essencial.


Eu escuto a questão, mas vocês me proíbam de responder depois, hein?


QUESTÃO 27: há momentos muito intensos, nos quais há grande cansaço de tudo, tanto da espiritualidade como de toda busca e nos quais tenho a impressão de perder a cabeça. Acrescenta-se a isso a evidência de que nada mais havia ao que agarrar-se. Eu tenho a impressão de que tenho que aceitar essa evidência e deixar fazer, deixar-me perfurar, totalmente, para que tudo desapareça. O que você pensa disso?

Sim, compre uma serra, para cortar a cabeça, o mais rapidamente possível.
É evidente que essa passagem, vocês a vivem, com mais ou menos facilidade, quaisquer que sejam suas experiências passadas.
Vocês puderam viver uma experiência da Graça, vocês puderam viver, mesmo, a Liberação pela Onda de Vida, totalmente, das Linhas de predações.
Vocês puderam viver a comunhão com Maria, talvez, mas, é claro, a cabeça é dura e, efetivamente, é-lhe mostrado, através do que você descreve, como você mesmo diz, perder a cabeça.
Mas é o que pode acontecer de melhor.
Porque vocês são persuadidos de que é a cabeça que comanda, ainda que apenas as ações comuns, mas eu posso garantir-lhes que isso não é verdade.

Será que Teresa ou Gemma colocar-se-iam a questão de sua cabeça ou de controlar o que quer que fosse?
Ser casada com Cristo é ser a esposa de Cristo, é estar pronto ou pronta para endossar tudo o que Ele quer fazer-lhe, endossar, porque sua única felicidade é de estar unido a Ele, o resto não existe mais.
Então, é claro, se o resto ainda existe e, efetivamente, não há mais busca e mais pesquisa, eu lhe digo que é normal, você conseguiu.
Mas perceba isso.
É por isso que é preciso cortar a cabeça, porque ela quererá jamais aceitá-lo.
Só o coração pode aceitá-lo.

É preciso aceitar tudo perder, nada ter a agarrar-se, para ser livre.
Enquanto isso não aconteceu, eu não falo de circunstâncias de vida, hein?, eu falo, simplesmente, de sua atitude em relação a essa noção, a essa noção de «Eu nada mais tenho a agarrar-me», «Toda busca é inútil».
Mas é a verdade, é o que lhes disse Bidi.

Então, tudo vai bem, isso não é um problema.
O que quer que se manifeste durante este período, eu diria, é dádiva, mesmo se isso doa, mesmo se haja soluços, mesmo se haja confrontos, mesmo se haja desentendimento, isso não tem qualquer espécie de importância, são jogos.
E esses jogos são criados não por nós, não pelo carma, não ao acaso, eles são criados, diretamente, pela Inteligência da Luz.
Então, é preciso vê-los como tais.
É a oportunidade, realmente, de fazer face, de enfrentar, como eu dizia, em seguida, confrontar e, depois, o quê?
Transcender depois.
É isso a Graça.
Isso não é recusar o que se manifesta no instante presente, quer sejam soluços, quer seja uma dor, quer seja o fato de que lhes tomam tudo, mas, quando lhes tomam tudo, vocês ficam Livres.

É claro, o mental vai dizer: «Mas onde eu vou dormir? Onde eu vou comer?».
Eu não vou, ainda, remetê-los a Cristo: «será que o pássaro preocupa-se com o que ele vai comer amanhã?», não é?
E há, também: «Deixem os mortos enterrarem os mortos».
Você quer seguir a Vida ou seguir a morte?
É agora que você é atribuído, que você o vê claramente, portanto, é perfeitamente lógico.

Eu escuto, mas, aí, não respondo, prometo.


QUESTÃO 28: a que corresponde o fato de ver um ponto luminoso no alto, à esquerda, que permanece no campo da visão?

Eu sou Gemma Galgani.
Bem amado, existe, ao nível visual, certo número de manifestações de Luz Branca, que se alinha, por vezes, atrás de seus olhos fechados.
Obviamente, isso não é, unicamente, uma visão chamada de «terceiro olho» e, ainda menos, uma visão da Coroa radiante, mas, sim, de um ou da totalidade dos constituintes dos Triângulos elementares.
Existem, portanto, doze pérolas nessa Coroa radiante, que nós nomeamos as Estrelas.
Essas Estrelas são luzes que podem, efetivamente, ser detectadas, vistas, ou agenciar-se segundo os Triângulos elementares, segundo as Cruzes ou, ainda, apresentar-se em alinhamento, os olhos fechados, o que dá a ver, no campo visual e, por vezes, de olhos abertos, a projeção de um ou de doze, ou de dois, qualquer que seja o número, pontos de luz, que vão de um ponto ao outro da fronte, ao nível do campo visual.
São as doze Estrelas, sua ativação é o Coroamento.

Assim, de acordo com a localização dessa luz, dessa Estrela, você pode deduzir, pela vibração que é emitida, pela atenção portada, qual é a que está na dianteira de sua cena e que corresponde a um dos doze atributos de cada uma das doze Estrelas.

Eu escuto.


QUESTÃO 29: por vezes, quando eu sonho, minha consciência passa de corpo em corpo, sem que haja identificação. Por vezes, eu sou, ao mesmo tempo, o personagem e um observador que olha a cena. Isso é, simplesmente, um sonho, ou a experiência da consciência?

Eu sou Ma Ananda Moyi.
Bem amado, eis a resposta que eu posso aportar a essa questão.
A partir do instante em que a alma tenha começado seu retorno definitivo para o Espírito ou, então, está em curso de dissolução, isso vai traduzir-se, e isso pode traduzir-se, mas não necessariamente, pela capacidade para viver deslocalizações da consciência, de modo espontâneo, de modo noturno também, que o leva a viver, sem, contudo, ali estar, necessariamente, identificado, a vida de tal ser, de tal ser, viver tal cena.
Isso lhe mostra, simplesmente, que essa alma está liberada dos grilhões do confinamento material e do fogo vital.
Assim, portanto, ela reencontra espaços que lhe eram privados até o presente, o que dá, frequentemente, acesso à memória de vidas passadas.
Trata-se, portanto, de um estágio específico, que não é indispensável, eu repito, mas que pode, durante este período, ser reativado, o que lhe dá, de algum modo, a prova de que sua consciência existe fora da consciência de base.

Então, é claro, pode-se chamar isso de sonho, mas o sonho, se não é o estado Turiya, aquele no qual você não está mais presente nesse mundo e presente em outros espaços e em outros lugares?
Eles não são mais imaginários que o mundo no qual você está inserido.
Em todo caso, essas experiências – porque isso é uma experiência – permitem-lhe relaxar, eu diria, da tensão da alma, mesmo após sua reversão, e as sensibilidades, ligadas ao corpo vital, que poderiam, por vezes, agradar a alma, fazê-la considerar outro ciclo, outro caminho, outra possibilidade.
Isso está em curso no caminho, isso corresponde aos mecanismos que nós havíamos evocado há alguns anos, que correspondem aos mecanismos de comunhões, de fusões, de dissoluções ou de transferência de consciência em toda vida existente ou que tenha existido.
Esse é o apanágio da consciência ainda conduzida, em parte, pela alma.
Porque, a partir do instante em que a alma está dissolvida, tudo isso se esvanece sem qualquer dificuldade, mesmo ao nível dos sonhos.
Nada mais há que possa interessar ao Espírito reencontrado.

Permitam-me, antes de escutar a próxima questão e retirar-me, viver com vocês um momento de ressonância, em especial, ao nível de minha especificidade, ou seja, a Estrela AL e a Porta AL, também.

…Silêncio…

Todo o meu Amor está em vocês.
Eu escuto, agora, a questão.


QUESTÃO 30: pôr a personalidade de lado e tratá-la como inimiga não é permanecer na dualidade e, portanto, impedir os processos de consciência?

Eu sou Irmão K.
Comunguemos, no Silêncio, antes de dar-lhes elementos de resposta em relação a essa questão importante.

…Silêncio…

Bem amado, a personalidade é inerente a essa vida nesse mundo, qualquer que seja o grau de transformação, qualquer que seja a Liberação, a personalidade estará, sempre, presente.
As únicas coisas que podem desaparecer são o mental e as emoções, mas jamais foi dito que a personalidade devia ser combatida, analisada ou outro.
A personalidade é o que ela é, a Luz consegue penetrar essa personalidade, mas, até o momento final, jamais a personalidade estará ausente.
Se não há personalidade, como você vai fazer para arranjar-se nesse mundo e nessa vida?
É tão estúpido querer combater a personalidade como querer fazer desaparecer a realidade na qual você está, a título individual.

Assim, portanto, a personalidade melhora, transforma-se pela ação da Luz que é, eu o lembro, liberadora.
Os planos vibrais em ação, através de seus corpos de Existência, permitem transcender a personalidade.
É preciso conceber isso não como o desaparecimento da personalidade, mas, bem mais, como algo que vem englobá-la, superá-la, acariciá-la e bonificá-la ou, se quiserem, torná-la mais coerente e mais em acordo com as leis da Graça, as leis do Um.
Mas, jamais, a personalidade pode apagar-se completamente.
Não confundir a pessoa e a personalidade.
O desaparecimento da pessoa corresponde, efetivamente, a um desaparecimento de todo elemento de pessoa e todo elemento de personalidade quando da experiência, ou quando de vai-e-vens, mas de volta a esse mundo, no instante presente, como nas vicissitudes e obrigações dessa vida, há necessidade de manter uma personalidade coerente.

Mas quem se exprime em você?
É essa personalidade?
Ou é o Verbo, como lhe mostrou Uriel?
Doravante, você sentirá, cada vez mais claramente, se posso dizer, os momentos nos quais é sua personalidade que se exprime, mesmo se você está liberado, e os momentos nos quais se exprime em você o coração e, unicamente, o coração.
A diferença tornar-se-á cada vez mais flagrante, mas lembre-se de que, se você se diverte em lutar contra a ilusão da personalidade, você vai, muito rapidamente, reencontrar-se com o que foi nomeado, e que eu nomearia, com vocês, por razão de comodidade, um ego negativo, que é, também, nefasto, senão mais, do que um ego positivo.

O problema não é a personalidade, o problema é saber a que ou a quem obedece a personalidade.
É o ego e a personalidade que conduzem sua consciência e sua vida, ou é apenas sua consciência que dirige sua personalidade e sua vida?
Se a diferença não lhe é perceptível, ou se isso não lhe parece convincente, é que, certamente, de momento, não apareceu, ainda, suficientemente Luz em seu corpo de Existência para diferenciar os dois, quaisquer que sejam os mecanismos vividos em sua totalidade ou não.

Essa tomada de consciência, que não é uma observação, mas, simplesmente, ver as coisas tais como elas são, ensinará você a reconhecer, cada vez mais facilmente, e de maneira cada vez mais evidente, o que é da ordem da pessoa e de seus interesses do que é da ordem de seu coração.
Não há barreira, não há separação, não há, mesmo, oposição, simplesmente, qual é a ordem, eu diria, de precedência?
O que é que você coloca à frente, como nos dizia nosso Comandante?
Mas não gire sua consciência para uma negação ou uma vontade de fazer desaparecer a personalidade, porque isso fará apenas reforçá-la.

A Luz é Evidência e é, também, facilidade.
Ela necessita de um mínimo, você sabe, de abandono à Luz.
Ela necessita, também, de deixar conduzir a própria Vida, para sua vida, e evitar tanto quanto necessário e possível, projetar o que quer que seja que não esteja na utilidade da personalidade.
Você tem, é claro, e a obrigação, mesmo, em alguns casos, de organizar as faturas para tal data; você nada pode ali mudar, personalidade ou não personalidade.
Isso se chama prazos materiais.

Nos níveis mais sutis, ou seja, tanto psicológico como espiritual, como em relação à Luz, isso não existe, portanto, seu posicionamento deve ser adaptado às circunstâncias e aos planos aos quais você se dirige.
Você não pode prever ao nível espiritual, você não pode prever ao nível do Espírito, porque ele não conhece qualquer previsão, qualquer antecipação e qualquer sofrimento do passado.
Assim, portanto, você é capaz, e você será cada vez mais, facilmente, capaz de reconhecer o elemento que se exprime em face de uma situação, em face de um determinado evento.

Fazer calar o mental não é fazer desaparecer a personalidade.
A única coisa que favorece o silêncio mental é o desaparecimento da pessoa, como da personalidade, naquele momento.
Mas a pessoa desaparece primeiro, e a personalidade pode apagar-se apenas diante do desaparecimento da pessoa.
Quer seja em suas noites, quer seja em seus alinhamentos, quer seja por uma experiência espiritual, é a você que cabe ver, no momento em que recebe tal Graça, se seu mental ou seu sentido de observação está, ainda, aí ou, então, se você está impregnado do que é vivido, quer seja pela Onda de Vida, pelo Canal Mariano ou por qualquer contato estabelecido entre vocês ou entre nós, ou entre vocês e nós.

Eu escuto a próxima questão, e eu os saúdo.


QUESTÃO 31: há uma diferença entre a Existência e o Ser?

Bem amado, existe um corpo de Existência, não existe corpo «Ser».
O Ser é o «Eu sou», ou seja, o reconhecimento do Si, o reconhecimento da Luz em uma identidade e em uma personalidade.

Eu responderei, porque a resposta é muito curta.
O Ser e a Existência são, exatamente, a mesma coisa.
Em contrapartida, quando você coloca corpo de Ser e corpo de Existência, você se apercebe de que há, aí, uma diferença.
Não há corpo no Ser, há apenas o «Eu sou», o reconhecimento e a reconexão ao Si estabelecidos de maneira permanente.

A Existência evoca, ainda, ou um corpo e um movimento, corpo de Existência, ou um estado que é diferente do Ser, porque o Ser apoia-se no «Eu sou» e no Si.
A Existência apoia-se no Si, mas, também, na eventualidade e na possibilidade, ou seja, a aquiescência em relação ao Absoluto, ao Parabrahman.

Eu escuto a questão e retiro-me.


QUESTÃO 32: Cristo apresentou-se três vezes, de diferentes modos. O que pode acontecer em seguida?

Eu sou o Mestre Philippe de Lyon, e eu venho, portanto, responder à sua questão.
Feliz aquele que vê Cristo apresentar-se a ele, ainda que apenas uma vez.
Feliz aquele que O reencontrou duas vezes.
E bem-aventurado aquele que O reencontrou três vezes.

Agora, em que você quer uma sequência?
Em que você espera o que quer que seja?
Quando Cristo aparece, quando você reencontra Cristo, não há cinquenta possibilidades.
Cristo vem perguntar-lhe: «Você quer desposar-me?» ou «Você quer ser meu amigo?», conforme o caso e conforme, é claro, a polaridade da personalidade a quem Ele se dirige.
A partir daí, as respostas podem ser, é claro, inumeráveis.

A maior parte das esposas de Cristo aceitaram-No, desde Sua primeira apresentação.
Em seguida, obviamente, Cristo pode apresentar-se de diferentes modos e de diferentes maneiras, que eu nomearia, para simplificar, embora não as detalharei: aparições, símbolos do Espírito Santo e manifestações do Espírito Santo, possibilidade de falar em línguas, possibilidade de transes, possibilidade de exprimir os carismas do Espírito.
Tudo isso, é claro, está no trabalho, através da egrégora, da potência e da magnificência de Cristo.
Assim, portanto, Cristo pode aparecer, também, como projeção de si mesmo, como ideal e como vontade de seguir certo caminho.
O resultado é o mesmo.
Há o exemplo de Santos, no Ocidente, que não tinham, jamais, encontrado Cristo, que leram, simplesmente, histórias sobre Sua passagem, que, talvez, leram os Evangelhos ou talvez não, e que decidiram seguir esse caminho, ir ao Seu encontro, eles tudo abandonaram, seguindo os preceitos de Cristo para andar nos passos Dele.
Eles foram recompensados para além de todas as suas esperanças, eles deram os grandes Santos da história Ocidental.
Há alguns séculos, esses Santos não têm mais necessidade de aparecer de maneira tão extensiva, mas manifestam-se, tanto junto à mãe de família, que nada pediu que não junto àquele que orava outra coisa diferente de Cristo.
Simplesmente, há situações e oportunidades, e vibrações, que permitem o Reencontro com Cristo.
O que eu quero dizer com isso é que esse Reencontro, ou real ou que ele seja imaginado, ou que ele seja fantasma, deve traduzir-se em um plano ou em outro.
Se ele é real, isso basta para transformar, total e integralmente, a vida, mesmo se a experiência ou o contato não se reproduza.

Assim, portanto, imaginar ou pensar uma sequência, não veja, aí, qualquer relação possível com outra coisa que não a experiência e o que ela aportou.
Tudo isso seria apenas uma esperança, ou um desejo, mal colocado, exceto se, efetivamente, naquele momento, você decida, por si mesmo, seguir os passos de Cristo e, então, pôr os seus pés nos passos Dele.
Isso passa, é claro, por uma renúncia total a esse mundo, ou seja, que a afirmação de que «Meu reino não é desse mundo» e que «Meu reino é alhures» é uma afirmação essencial.

Isso não é uma renúncia ao mundo, mas é uma renúncia a esse mundo e à sua ilusão.
Não há alternativa, quer ela venha de você ou que ela venha dele, isso nada mudará no Reencontro final que vem no momento do Face a Face.
Assim, portanto, qualquer que seja a experiência ou qualquer que seja a projeção, o fantasma, a imaginação ou a verdade do que você tenha vivido, isso deveria bastar para preencher o que você é.
Se, contudo, não houve mudança, então, naquele momento, a projeção não tenha sido suficiente, o imaginário não foi bastante fecundo para conduzi-lo aos arquétipos e, portanto, a Ele.
Isso está ligado aos bloqueios inerentes à condição humana, ligado aos medos, aos apegos, às memórias, às feridas.

Quando Cristo chama você, ou quando você chama Cristo, não pode ali haver meia-medida, há, necessariamente, algo que se produz.
Quer seja pela potência de seu imaginário, pela potência de sua projeção ou, simplesmente, por seu próprio desaparecimento.
Tanto em um caso como no outro, que são, no entanto, os dois extremos, eu diria, há a possibilidade de viver esse Reencontro com Cristo e viver algumas coisas que não puderam ser vividas até o presente.
Mas, daí a imaginar uma sequência, isso o afasta do próximo Reencontro.

Eu escuto a questão seguinte.


QUESTÃO 33: minhas dores na parte inferior das costas e nos glúteos estão em ligação com os processos energéticos atuais ou é um problema médico?

Eu sou um Amigo, de meu coração ao seu coração, eu venho, então, saudá-los.
E, também, responder à questão formulada.

Como foi enunciado, tanto por nosso Comandante como pelo Arcanjo Uriel, e por diversas vozes, a Terra vive, efetivamente, sua Ascensão.
Isso se acompanha, obviamente, por manifestações de atrito do fogo vital com o Fogo vibral no núcleo da Terra que, eu o lembro, foi penetrado por esse Fogo Vibral e pela Luz do Amor do Espírito Santo e da radiação do Ultravioleta.
Assim, portanto, a Terra expande-se.

Do mesmo modo, você pode manifestar, durante este período, dores em diferentes lugares do corpo.
A dificuldade, efetivamente, e é concebível, pode ser perguntar-se se o que se manifesta é de origem patológica ou fisiológica, ligado à Luz Vibral.
É muito simples, isso apenas é discernível, contudo, se você tem a dor, isso é discernível, simplesmente, por sua capacidade para desaparecer, quando você está, se posso dizer, vestido desse gênero de dores.
Tanto mais que a zona correspondente ao sacrum e à região lombar é, muito fortemente, impactada pelas modificações que sobrevêm, nesse momento mesmo, no Núcleo cristalino da Terra e no manto da Terra.

Por simpatia e por ressonância, o que está em você é como o que está na Terra, então, é claro, podem, também, existir os dois processos.
A diferença fundamental é que, quando há uma dor e você não consegue desaparecer, quer seja, simplesmente, no sono ou, simplesmente, no alinhamento, então, isso quer dizer que há resistência, e quem diz resistência diz não fisiológico, e quem diz não fisiológico diz, naquele momento, patologia preexistente amplificada ou magnificada.

Basta olhar o que se desenrola, muito exatamente, por esse processo: seja quando você desaparece, na meditação, no alinhamento, ou em seu sono, a dor não existe mais, ou a dor incomoda, efetivamente, seu alinhamento ou persiste, seja no adormecimento ou em outros momentos.
Naquele momento, essa dor é, talvez, uma resistência ou é, talvez, uma patologia, revelada, desvendada pela amplificação da irradiação telúrica e antigravitacional da Terra.

Assim, portanto, dessa simples observação, você pode deduzir a existência ou não de uma patologia ou de uma resistência, o que dá no mesmo.
A resistência chama você ou para resistir ainda mais, ou para ver o porquê dessa resistência em relação, simplesmente, ao que se desenrola em seu quotidiano.
Em seguida, se essa dor é, simplesmente, uma resistência sem patologia associada ou preexistente, então, naquele momento, basta tratar a dor com os meios convencionais, ou não, e agir, efetivamente, como você diz, medicamente, se ela não desaparece pelos meios que eu dei, ou seja, o desaparecimento por si mesmo.

Se há patologia, ela tem toda chance, nesta fase, eu diria, de eliminação final, de ressurgir e de voltar a manifestar-se como eliminação e não cristalização.
A diferença é essencial.
Mas qualquer que seja a origem dessa dor, quer ela seja ligada às circunstâncias geofísicas e biofísicas da Terra, quer ela seja ligada a uma resistência ou que ela seja ligada a uma patologia preexistente ou não, há necessidade de aliviar.
Esse alívio pode vir pelo desaparecimento de você mesmo ou pela subida vibratória ou, então, observar as resistências, atravessá-las e, se há patologia, naquele momento, a Luz é colocada em destaque, eu diria (se a patologia é preexistente), a dor corresponde a uma eliminação.

Mas é perfeitamente desejável favorecer, pelas vias que vocês conhecem, ou que praticam, essas eliminações.
Tanto em um caso como no outro, o «ficar tranquilo» e o «nada fazer» não se aplicam a um desequilíbrio do corpo ou uma manifestação do corpo, mesmo se ela seja, unicamente, ligada à própria Luz ou às circunstâncias geofísicas ou biofísicas da Terra.

Eu escuto a próxima questão.


QUESTÃO 34: quando do Apelo de Maria, pelo Canal Mariano, todo mundo ouvirá a mesma coisa ou será diferente para cada um?

Eu sou Maria, Rainha dos Céus e da Terra.
Eu venho, meu filho, responder a essa questão, apresentando-lhe as minhas homenagens, o meu coração e as minhas bênçãos.

É questão, disseram-me, nessa pergunta, dos Três Dias.
Então, antes de responder, diretamente, a essa questão, vou voltar, se quiserem, ao que foram nomeados os Três dias e meu Apelo.
Meu Apelo é, de algum modo, a última Graça que eu proponho à humanidade, aquela da redenção imediata e do retorno à Alegria, à Luz e à Verdade.
Para isso, nada mais há a fazer do que escutar-me e respeitar o que eu pedir, no momento em que meu Apelo for ouvido.

Ele será ouvido de modo uniforme, e eu creio, de qualquer modo, que, devido aos ruídos ambientes da Terra, será difícil de subtrair-se ao que será dito naquele momento.
Ninguém, naquele momento, poderá dizer que o ignorou.
Ninguém, naquele momento, poderá dizer que tem outra coisa a fazer ou outra coisa a ser.
Assim, qualquer pessoa, em qualquer ponto desta Terra e desse Sistema Solar, porque, é claro, não há apenas humanos presentes nesta Terra, há outras vidas, outras consciências e outros humanos em outros planetas desse Sistema Solar.
Onde quer que eles estejam, mesmo protegidos pelos anéis de Saturno, eles ouvirão, de maneira indelével, o Canto do Céu e da Terra, assim como a minha voz, que se exprimirá, intimamente, no coração de cada um.

Meu Apelo não é em palavras, mesmo se vocês identificarem, instantaneamente, aberto ou não, aquela que se dirige a vocês.
Lembrem-se de que eu sou a Mãe da humanidade e de que tudo e cada um presente na superfície desse mundo, e dotado de uma alma, tem, necessariamente, minha marca genética em sua carne, como em sua consciência, ao nível do DNA espiritual.
Assim, portanto, haverá, naquele momento, a evidência de minha Presença, a evidência de minha Verdade e a realidade do que nós temos dito a vocês.
E ninguém poderá ali subtrair-se.
Isso lhes dará três dias, para aperfeiçoar, se posso dizer, seu acordo à Verdade ou sua recusa à Verdade.
Isso, eu os lembro, foi determinado e, de alguma forma, fixado, mas não definitivamente, através do processo que foi nomeado a Atribuição Vibral.

Hoje, e no tempo que lhes resta a percorrer até a vinda da segunda Estrela, a verdadeira Estrela, meu Anúncio situar-se-á, efetivamente, em torno desse período.
Ninguém poderá ali subtrair-se, ninguém poderá dizer que não o ouviu, porque isso se desenrola tanto no ouvido como em seu coração, e o reconhecimento de seu coração é bem mais importante do que o reconhecimento auditivo.
Porque esse reconhecimento de coração manifestar-se-á, quer o coração esteja trancado com quatro voltas como aberto pela metade, isso não tem qualquer espécie de importância, uma vez que as condições de minha intervenção foram estabelecidas a partir do instante da Liberação da Terra e assim que o processo de Ascensão coletiva foi desencadeado.

Assim, portanto, efetivamente, ninguém poderá dizer que não sabia, naquele momento.
E é nesses momentos, por vezes, terríveis e aterrorizantes para alguns, que se encontra a última Graça e a doação do Amor de uma Mãe a cada um de seus filhos, sem qualquer distinção do que quer que seja em relação a esse mundo.
Assim, portanto, mesmo aquele que se assenta, ainda, de maneira intermitente, em Saturno tem, ele também, a possibilidade dessa redenção.
Assim é a lei de Amor, assim é a lei de Cristo.
E não pode ser derrogada, de maneira alguma, e em circunstância alguma.

Nós lhes oferecemos a Liberdade, e ela é total.
Não há retribuição cármica, no sentido em que aquele que os confinou e que orquestrou isso nele mesmo, possivelmente redimido, se ele o deseja, porque é muito difícil resistir ao Apelo de uma Mãe.
Quaisquer que sejam os esforços ou os desvios que foram empreendidos, eles nada podem diante da Verdade desse fato.

Eu sou Maria, Rainha dos Céus e da Terra, e eu os amo.

…Silêncio…

Eu escuto sua próxima questão e retiro-me.


QUESTÃO 35: concernente à passagem da segunda Estrela, todo mundo verá a mesma coisa e será compreendido da mesma maneira?

Eu permaneço aí porque a resposta é curta: sim, é claro.

Mas, além, mesmo, da visão, haverá, eu diria, um efeito poderoso na consciência e no conjunto de forças de vida sobre este planeta.
A Terra ali já reagiu, em numerosas reprises.
Aí, ela se aproxima, doravante, ela foi anunciada pela primeira Estrela, visível, unicamente, no hemisfério norte.
Em contrapartida, a visibilidade da Estrela corresponderá, verdadeiramente, à chegada de mudanças importantes, que coincidirão, como eu disse, de perto e suficientemente de perto, com o evento.

Filhos bem amados, eu me retiro, eu os amo.


QUESTÃO 36: A que corresponde o fato de que os Triângulos da cabeça estejam, às vezes, com a ponta ao alto, às vezes, com a ponta para baixo?

Eu sou No Eyes.
Irmãos e irmãs no Grande Espírito, eu saúdo e honro a sua presença.
Assim, então, eu venho responder a essa questão em relação aos Triângulos da cabeça.

Vocês vão aperceber-se de que cada zona que é percebida não, unicamente, não é estática, além de ser percebida, é móvel, portanto, mas, além disso, muda de cor e dá percepções específicas e possibilidades da consciência profundamente diferentes.
Do mesmo modo que a pinça da mão é formada entre o polegar e o indicador, do mesmo modo os Triângulos, em sua vibração e em seu posicionamento, em sua mudança de orientação, em seu desdobramento ou em sua contração, leva-os a circular e a ser eficaz nos mundos e universos multidimensionais.

Assim, portanto, sim, a estrutura do corpo de Existência não é fixa, ela é plástica, completamente.
Vocês vão constatar que as zonas percebidas sob a forma de pontos, de Portas ou de Triângulos vão ativar-se.
Vocês vão, efetivamente, constatar que os pontos podem reverter-se, que a base do Triângulo pode ampliar-se ou que as próprias dimensões aparentes de alguns Triângulos podem modificar-se, eu diria, quase ao infinito.
Isso é evidente porque corresponde ao que nós chamamos os Estruturadores dos mundos, e eu não falo de Agenciadores, eu não falo de Administradores nem de Mães Geneticistas, eu falo de Consciências que não são mais antropomorfizadas e que estão estabilizadas em uma dimensão que está além de qualquer antropomorfismo e que corresponde, se querem, ao que se chama, grosso modo, a civilização dos Triângulos oriundos dos Hayot Ha Kodesh.

Esses Triângulos constitutivos da matéria são um agenciamento da Luz, é claro.
São os tijolos de Luz que permitem o depósito de diferentes dimensões, assim como de diferentes estágios, se posso exprimir-me assim, de diferentes níveis de densidade e de materialidade.
Assim, portanto, não é útil, de momento, exceto se isso lhes é apresentado, saber ou viver o conjunto de experiências ligadas a esse corpo de Existência.

É claro, existe certo número de elementos que lhes foram comunicados há algum tempo, que permitem, por exemplo, ativar, seja com suas mãos, com cristais ou com a consciência, diretamente, os Triângulos elementares da cabeça ou, ainda, as Portas do corpo.
Essas Portas são agenciadas e conectadas umas com as outras, desenhando, elas também, Triângulos cujas funções e a manifestação são extremamente precisas.

Do mesmo modo que um recém-nascido observa seus pés, vocês observam o que acaba de aparecer no campo de sua consciência, ou seja, o corpo de Existência.
Existe, portanto, um processo de inicialização ou, se preferem, em termos mais modernos, de configuração do conjunto desses Triângulos.
Esse será o objeto, eu diria, de um depósito de conhecimento direto vibracional pelo Arcanjo Metatron e o conjunto de forças Arcangélicas, de forças dos Melquisedeques e do conjunto de Estrelas, a um dado momento, que não me cabe dar.

Durante este período será evidenciado, como um recém-nascido, se retomo o exemplo, que olha seus pés, não sabe deles se servir e, a um dado momento, compreende que, com os pés ele pode andar, com um apoio, com uma ajuda e, em seguida, sozinho.
Nós lhes mostraremos, então, e nós nos mostraremos, uns aos outros, nesse momento preciso, para verificar que vocês se servem, perfeitamente, do que vocês são.
Isso não é para ser explorado agora, eu diria, exceto caso específico daqueles que têm algo a viver em relação a isso, quer seja para eles ou para o conjunto de irmãos, ou para alguns irmãos e irmãs desta Terra.

Assim, portanto, não se preocupe com isso.
Simplesmente, é claro, você deve ter observado que a percepção, a própria presença desses Triângulos elementares ou dos Triângulos constitutivos do corpo de Existência são cada vez mais vibrantes, por vezes, cada vez mais dolorosos e, por vezes, cada vez mais em movimento, por eles mesmos.
Você conseguirá, muito facilmente, identificar algumas regras, mas, por medida, eu diria, de precaução e de interesse, nós não lhes daremos isso agora, porque o mais importante, eu os lembro, não são as manifestações do corpo de Existência, mesmo se elas signifiquem muitas coisas, mas permanecer aqui e agora, no instante presente.

Qualquer que seja sua transformação multidimensional assinalada pela realidade desses Triângulos, qualquer que seja a realidade de sua Liberação pela Onda de Vida, pelo chacra do coração ou o Canal Mariano, o mais importante acontece, doravante, aqui e agora.
Onde quer que você seja chamado por essas Presenças Triangulares ou por nossas Presenças, o importante é encarná-las, aqui mesmo, aí, onde vocês estão, na ilusão, até o momento em que o conjunto da humanidade da Terra, do Sistema Solar, estiver, integralmente, recoberto do que ele é, ou seja, da Luz adamantina, na qual o Sol, é claro, desempenhará um papel.

Aí está o que eu posso responder.
Eu os convido, como cada uma ou cada um de nós disseram, a permanecerem o mais tranquilo possível, interiormente.
Isso não quer dizer não viver, isso não quer dizer não deslocar-se, isso quer dizer permanecer nessa neutralidade, de algum modo, interior, quaisquer que sejam as suas manifestações, quer sejam as mais maravilhosas em seus Triângulos elementares, porque vocês têm observado o funcionamento deles em seus estados de consciência, seja porque há uma dor que os incomoda.
Em ambos os casos, o importante não é isso, mas ser capaz de permanecer, totalmente, no instante presente, porque a Ascensão acontece no instante presente, e em nenhum outro lugar.

Por analogia, eu diria que vocês não têm necessidade de conhecer os nomes e a localização dos músculos que lhes servem para andar e, no entanto, andam.
É o mesmo para o corpo de Existência, com um pequeno aprendizado.

Eu escuto a questão seguinte.


QUESTÃO 37: eu tive um sono no qual eu fazia o aprendizado de voar sem asas. Isso tem a ver com o Corpo de Existência e o que acaba de ser dito?

Meu bem amado, só você pode saber, em função da ativação de seus próprios Triângulos, de maneira consciente.
Não pode haver projeção de algo que não exista, nesse nível, já, em sua matéria.
Assim, portanto, isso pode ser, simplesmente, um sonho sem sentido ou um sonho repleto de sentido que corresponde ao que eu acabo de explicar.

Entretanto, a resposta está em você.
Se você percebe, corretamente, seus Triângulos, então, isso é possível.
Se não há qualquer percepção de Triângulos, isso não corresponde ao que eu acabo de explicar.

No Eyes saúda-os.


QUESTÃO 38: você tem conselhos a dar-nos para chegar ao Abandono total?

Eu sou Anael, Arcanjo.
Bem amados filhos da Unidade, que a Paz e o Amor estejam em vocês e com vocês, e para a Eternidade.

Eu venho, então, responder a uma questão: existe algo que você possa fazer para chegar ao Abandono total?
Você, estritamente, nada pode fazer, isso sempre foi dito, isso sempre foi manifestado e exprimido de diferentes modos.
Querer chegar ao Abandono total é um reflexo do ego, porque existe, ainda, quando ele se vê chegar a algum lugar no qual ele não pode chegar.
Só o Abandono à Luz real, manifestado, conscientizado e concretizado pela alegria de sua vida e a facilidade de sua vida em sua consciência é a prova irremediável disso.

Conduzir sua vida não é a mesma coisa que deixar a Vida conduzir você.
O melhor modo de ser Liberado e de esperar a Liberação, a Liberação não é da espera, é aceitar tudo o que a Vida apresenta a você, em qualquer situação que seja, e atravessá-lo.
Você não pode, de onde você está, de seu ponto de vista ou de qualquer ponto de vista que seja, ou de qualquer olhar que seja, quer seja aquele do ego, quer seja aquele do Si, quer seja aquele do corpo de Existência não pode conduzir, aqui, nesse mundo, no instante presente, ao Abandono total.
Uma vez que o Abandono total não é, unicamente, o Abandono à Luz nem a Passagem do ego ao coração, é o desaparecimento puro e simples de tudo o que trata de uma existência limitada, mesmo se essa existência limitada esteja, ainda, presente.
Isso necessita, eu diria, de uma conduta interior de cada minuto, de cada sopro não, simplesmente, como observador, mas como ser inscrito nos quatro Pilares e que põe, permanentemente, o outro e o Amor à frente ao invés de si.
Enquanto isso não é realizado, não é, mesmo, considerável falar de Abandono total.

O Abandono à Luz foi uma etapa importante das Núpcias Celestes e dos anos que se seguiram.
Hoje, vocês têm, em si, o conjunto de elementos, vibratórios e de consciência, assim como intelectuais e emocionais, que lhes dão todos os elementos através dos quais foi dito, durante o período ligado a Autres Dimensions e que os leva ao limiar do guardião do limiar.
Mas, aí, há apenas você, e você sozinho.
Nada nem ninguém pode ser-lhe de qualquer ajuda, porque é você que transpõe, se se pode dizê-lo, esse passo, e ninguém mais.
Nenhuma técnica poderá facilitar isso.

Em contrapartida, existem inumeráveis técnicas, sobre as quais eu não voltarei, que lhes permitiram, de algum modo, aproximar-se desse guardião do limiar.
Mas você está sozinho para vivê-lo.
É preciso atravessá-lo, é preciso, em consciência, considerar, realmente, a possibilidade de seu desaparecimento, a possibilidade de sua morte iminente, no sentido da pessoa, para transpor isso.

Isso os remete, de maneira inevitável, ao Choque da humanidade, que vocês vivem, nesse momento mesmo, conforme sua situação, em relação à passagem da primeira Estrela e antes da vinda da segunda Estrela, ou da verdadeira Estrela, se preferem.
Você tem, por si mesmo, que descobrir como você se coloca, aí onde você está atribuído e, efetivamente, você vê agora, cada vez mais claramente, o que resiste em você, como em sua vida, em suas interações e, aí, é você que decide.

Você é livre, eu o lembro, e você é Liberado.
Cabe a você saber o que é urgente, cabe a você saber o que é importante, em função de seus atos e de suas ações.
Você será, invariavelmente, confrontado às suas próprias zonas de sombra, às suas próprias falhas, como às falhas desse mundo.
Isso é indispensável.

O Abandono encontra-se em suas capacidades para não mais lutar, para não mais fazer, para não mais querer o que quer que seja, nem como experiência, nem como vida, ao mesmo tempo não recusando a Vida.
Porque, lembre-se de que há a raiva, lembre-se de que há a negociação, antes da aceitação, é exatamente o que você vive, nesse momento.
Alguns estão conscientes disso, a partir de agora, eu diria que outros ficarão conscientes no momento final, e isso será ou a Graça ou o pavor.
Isso será função do que você é, não na aparência, não em um papel social, não em um parecer, não em uma energia ou uma vibração, não em um papel, qualquer que seja, mas, sim, em face de si mesmo, nesse Face a Face.
É o que você vive nesse momento.


QUESTÃO 39: os cientistas, oficiais ou não oficiais, detectaram a aproximação da segunda Estrela, ou seja, Hercolubus?

Bem amado, eu vou responder a essa questão.
Para aqueles que procuram, obviamente, encontrarão as peças justificativas, científicas, reais, mas, também, históricas, da realidade desse astro.

É claro, houve inúmeras lendas, inúmeras deformações, mas um fato cósmico é um fato cósmico, mesmo no confinamento.
É claro, esse elemento de seu cosmos foi observado, mesmo antes de vê-lo, mas eu posso afirmar que ele já é visto há vinte numerosos bons anos.
Simplesmente, e é o que choca seus cientistas, é que sua velocidade varia em função de resistências que ele encontra.

Essa Estrela criará um vasto campo elétrico que vem despolarizar a superfície da Terra, totalmente, o que põe fim à rotação e à gravitação, isso, durante três dias.
Levantar-se-á, depois, um novo céu, não, absolutamente, uma nova Terra, mas uma Terra diferente, na qual o Sol não se levantará mais no ponto habitual, mas no ponto em que se deitava anteriormente.
Isso vocês verão sem cálculos e sem instrumentos de ótica, com seus olhos de carne, mas perceberão os efeitos disso, o que já é o caso, desde a atribuição vibral e, sobretudo, desde a passagem da primeira Estrela, se preferem, da Estrela que anuncia a Estrela.

Eu sou Anael, Arcanjo, eu vou, então, retirar-me, deixando-lhes um momento de pausa.
Todas as minhas homenagens do Arcanjo da relação e do Amor.


Quinta Parte.


Todas as bênçãos.
Vamos, se querem, continuar nessa publicação do mês de fevereiro, as Notas.
Então, vamos começar, caro amigo, com a primeira questão que foi formulada.


QUESTÃO 40: sentir uma consciência vir colar-se e passear em nós, sem nosso acordo, pode ser considerado como uma violação ou, efetivamente, como um processo que nos permite abrir-nos ao Desconhecido, ao Amor, ao Ilimitado?

Então, caro amigo, essa questão é muito interessante, porque nós havíamos falado, já há vários anos, das possibilidades de comunhão, de fusão, de deslocalização da consciência.
Naquele momento, vocês deviam estabelecer uma comunicação vibratória, oral, eventualmente, para decidir viver essa comunhão ou ir visitar, se se pode dizer, em consciência, sem, necessariamente, o corpo de Existência, outros lugares; é a mobilidade da consciência que se realiza nesse momento.

A dificuldade, como foi exprimido por essa questão, para falar de violação, é preciso que haja penetração no interior de alguma coisa.
Ora, eu lhes disse – e isso foi repetido já três ou quatro vezes desde ontem – há uma sobreposição dimensional da 3D e da 5D.
Nas dimensões unificadas nada há a violar, porque tudo é transparente, tudo é percebido instantaneamente, ao mesmo tempo.
Um reencontro que se produza, por exemplo, entre corpos de Existência, pode fazer-se com o Corpo de Existência ou, diretamente, de consciência a consciência.

O problema é que existe, nesse mundo no qual vocês ainda estão presentes, há limites, o limite do corpo; ligado a essa noção de limite decorre, diretamente, o confinamento.
Vocês estão confinados, de algum modo, com a impressão, efetivamente, de que algo pode penetrá-los, uma consciência pode penetrá-los sem pedir seu acordo.
Mas se você mesmo tornou-se mais ou menos transparente e, portanto, mais ou menos na quinta dimensão, em curso de Ascensão, quais meios você tem, efetivamente, de bloquear tudo o que o penetra?
Isso é válido, efetivamente, para as consciências, mas é válido, também, para todas as ondas que percorrem a Terra.
Portanto, essa Transparência é inevitável, durante o tempo da sobreposição de um mundo limitado de um lado, e de um mundo ilimitado do outro lado.

Portanto, é claro, para a personalidade que se vive nesse corpo, há violação, mas, para aquele que está no coração, não pode haver violação.
Porque uma energia chega, uma consciência chega, ela o atravessa e ela vai fazer ressoar, ou não, em você, alguma coisa.

Então, é claro, isso pode ser desagradável, mesmo se você esteja perfeitamente equilibrado, perfeitamente liberado, eu diria, você será mais ou menos afetado pelas consciências que reencontram lá de cima ou daqui, de outros lugares, mas, também, por todas as correntes energéticas, telúricas, geobiológicas que estão presentes sobre a Terra.
Há uma permeabilidade, na falta de Transparência, de momento, que decorre, diretamente, da sobreposição do Face a Face individual, mas da sobreposição de dois mundos que não têm as mesmas regras nesse mundo ação-reação.

Nos mundos unificados, na 5D que se diz aqui, não há tudo isso.
Há apenas a Ação de Graça.
O problema é que, nessa sobreposição, há atritos, tanto em você como em seu exterior.
É, eu diria, uma passagem obrigatória, porque eu esclareço, também, que ser perturbado por uma consciência ou por uma energia, se ela faz apenas passar, não é grave, não há qualquer desordem consecutiva a esse encontro, se posso dizer.
Em contrapartida, se a estrutura da personalidade é ainda, verdadeiramente, proeminente, efetivamente, você vai viver isso como uma violação, quer seja um ser de Luz, um ser dito diabólico ou uma energia, mesmo, positiva, por que não?
Mas o princípio de tornar-se Luz é, efetivamente, ser transparente, ou seja, é através do que foi explicado há pouco (por Irmão K, ou outro, eu não sei mais), a diferença entre a pureza e a Transparência.
A pureza é um esforço, é uma Ascensão pessoal; a Transparência é um estado de fato, que chega diretamente, também, por sua Liberação, mas, ao mesmo tempo, pela supressão de limites, a supressão do confinamento.

Então, é claro, mesmo Cristo, se Ele vem ao seu lado, há os que estão na personalidade ou, mesmo, quando Maria lançar seu Apelo, que vão chamar a isso uma violação.
Há violação a partir do instante em que não há Transparência.
Há violação a partir do instante em que a informação, a energia, a vibração, a corrente elétrica, a consciência que entra não está, como dizer..., em acordo com sua vibração.
Mas se você é totalmente transparente, primeiro, o que não está em ressonância não pode manifestar-se porque, se você é transparente, isso quer dizer que você desapareceu e que você é Luz, mesmo estando, ainda, presente nesse corpo.
Mas as leis da Luz cobrem, se posso dizer, e ultrapassam, amplamente, as leis da ação-reação.
Isso quer dizer que, nesses momentos, você pode observar o sentimento de uma violação ou de uma intrusão, em todo caso.
Mas o sentimento de intrusão concerne, diretamente, aos limites.
Isso quer dizer que, em você há, ainda, limites.
Se você é suficientemente transparente, em que uma energia pertencente a esse mundo ou que venha de planos infernais ou de planos da sombra ou de planos da Luz pode incomodá-lo?
É claro, há uma intrusão, há um ajuste, mesmo para a Luz, o Face a Face, mas, também, para todas as outras energias.

Então, é claro, isso pode afetá-los e vocês se tornam, eu diria, todos, eletrossensíveis e magnetossensíveis, mas, também, sensíveis, no plano da consciência, a tudo o que se apresenta e que, de momento, era, frequentemente, invisível.
Portanto, o perigo é recair na necessidade de proteger-se e, portanto, de redobrar rituais de proteção, rituais de orações e, portanto, fazer-se pôr o dedo na dualidade.
Há dois modos de proceder: se vocês já estão a caminho para essa Transparência, para essa Humildade e essa Simplicidade, vocês acolhem, indistintamente, tudo o que se apresenta e tudo o que os atravessa, porque nada pode afetá-los, em definitivo, hein?, nem as ondas, nem as consciências, nem os desencarnados, nem os demônios.
Vocês estão em outro nível de realidade quando estão, nesse corpo, liberados.
Isso não quer dizer que isso não existe, não quer dizer que vocês não vão senti-lo, ressenti-lo, ser afetados por isso, mesmo, mas vocês não descreverão, jamais, isso, como uma violação ou uma intrusão.
Se há violação e intrusão, é que, necessariamente, vocês ainda têm limites.
Vocês deveriam ser, eu deveria dizer, impassíveis a toda manifestação nesse mundo, de consciência ou de energia.
É o único modo de atravessar, não parar, nem a sombra (isso, isso vai melhor), mas, ainda mais, parar a Luz, porque parar a Luz, enquanto a Luz se derrama, pode criar desordens e, portanto, a Luz, nesses casos, é, também, uma intrusão.

É apenas a partir do momento em que você é sua própria Luz, inteiramente, que nenhuma intrusão pode produzir-se.
Por exemplo, você pode estar dormindo e ser atacado, ou concebê-lo como tal, mas, se você é transparente, nem mesmo você será acordado pelas forças que o atacam.
Você é transparente, também, para elas.
Você não tem qualquer tomada, em si, que permita a intrusão.
O que é que permite a intrusão ou o sentimento de violação?
É o medo, é claro, é a predação nesse mundo, tanto a sua como aquela do outro.

Não se esqueça de que os demônios obedecem à Luz, eles não podem fazer de outro modo, é impossível.
Olhe Cristo, ele ordena aos demônios para lançarem-se nos animais, e eles saltam pelo penhasco.
Não há necessidade de oração ou de ritual.
A Luz dissolve os demônios, tanto os seus como aqueles dos outros.
Portanto, um demônio constituído por uma força elementar ou organizada pelo que resta de predação, mesmo se as linhas de predação tenham desaparecido, há, sempre, os arcontes que estão prontos a manifestar-se ou outras entidades que não pertencem ao mundo da Luz.
Mas se elas se manifestam a você, é que há uma razão.
Porque, se você é suficientemente luminoso, eu deveria dizer, mesmo, suficientemente transparente, e se você é capaz, nessa situação, de apagar-se, de desaparecer, mas o demônio desaparece também.

É claro, há tóxicos reais e concretos.
Se você absorve o arsênico, eu não tenho certeza de que isso nada lhe faça.
Mas não nos dirigimos ao mesmo registro, não é?
Aí, falava-se, efetivamente, de consciência, de energia, não é a mesma coisa para os elementos estritamente materiais.
Se você toma, atravessando a rua, um bloco que cai do teto, liberado ou não, você é, definitivamente, liberado, quer você queira ou não.
Então, será que é demoníaco ou será que é a Luz ou será que é o carma ou será que é a Graça?
Segundo você esteja, receber um bloco sobre a cabeça, isso pode representar uma Graça magnífica, e isso pode representar, também, uma punição terrível.
Mas isso depende de onde você está, na opacidade ou na Transparência?

A Luz pode ser, também, devastadora para aqueles que mantêm a opacidade ou a dualidade.
E, no entanto, será que a Luz é mal?
No entanto, ela faz o mal.
Mas o mal que é feito depende apenas de seu posicionamento em relação à Luz e de nada mais.

Bem, creio que vou escutar as últimas questões, e vou permanecer, também, porque eles me venderam todos os bilhetes.


QUESTÃO 41: as Estrelas encarnadas transmitiram mensagens através de canais?

Houve uma, uma vez.
E é tudo.


QUESTÃO 42: quando todo alimento faz sofrer, convém comer antes do zênite ou deve-se cessar todo alimento sólido?

Então, aí, caro amigo, isso foi explicado, já, há numerosos anos.
Hildegarde de Bingen e Anael insistiram no esforço não dos alimentos ou da toxicidade ou da pureza dos alimentos, mas o que se chama o esforço de digestão.

O que é que acontece quando você digere?
A energia, o sangue e um conjunto de moléculas colocam-se no ventre.
O que é que acontece desde que as Portas, o eixo Atração/Visão foi retificado, em 2012, no fim da Liberação da Terra?
Aconteceu que você teve dores e muitos tiveram problemas digestivos.
E, infelizmente, o condicionamento alimentar é, certamente, a predação a mais importante da humanidade, independentemente da consciência.

Nas outras dimensões, ninguém come um congênere ou algo vivo.
Há cerimônias nas quais se pode absorver algumas coisas, mas com noções de festas, se querem, noções de ágape, ou seja, refeição simbólica, como a Ceia, por exemplo, que Cristo fez, mas, aí, você fala da alimentação quotidiana.
Mas você deve ter-se apercebido, não para todo mundo, mas para muitos, que, como foi dito, as necessidades fisiológicas, mas, também, as necessidades alimentares são muito menos importantes do que anteriormente, porque vocês são nutridos de Luz e apenas da Luz, e há inumeráveis casos que se produziram sobre esta Terra, bem antes das Núpcias Celestes, de seres humanos que viviam comendo o prana.

Vocês não comem o prana, vocês comem seis vezes o prana, porque é do prana agenciado em partículas adamantinas e é muito nutritivo.
Então, é claro, seu corpo é um marcador.
Se você engole algo e sente, mesmo se tem fome, porque a fome, quando você experimenta a fome, você não sabe se é, unicamente, um sinal químico ligado à glicemia, ligado aos endócrinos ou se é um sinal, realmente, de sua consciência ou do corpo em sua totalidade.
E há hábitos, também, que se põem em cima disso.
Fazer três refeições, comer pela manhã, ao meio-dia, à noite, dizendo-se que, se você não respeita isso, vai desenvolver doenças.
Mas você vê, efetivamente, por si mesmo, que o que o torna doente é o alimento, não é o fato de não comer, exceto se você tem hipoglicemias ou sintomas que necessitam de uma correção, não é?

Portanto, cada caso é um caso diferente, cada pessoa tem um comportamento diferente, mas o melhor modo de proceder é não decidir isso ou aquilo em seus alimentos, é ver o que seu corpo reclama, uma vez que ele está dentro, porque, antes que ele esteja dentro, você sabe se é bom ou não para você.
Às vezes, você tem vontade, por exemplo, de beber tal bebida que você tem o hábito de beber, e você decide bebê-la e, naquele momento, essa bebida que, de hábito, não dá problema algum, começa a desencadear-lhe um problema.
É similar para os alimentos.

Você deve ter constatado que alguns alimentos não passam mais, absolutamente, e que outros passam sem dificuldade.
E não são, necessariamente, sempre, as regras que foram editadas até o presente.
Às vezes, seu corpo pode chamá-lo a comer um steak bem sangrento ou cru, porque seu corpo reclama-o.
Não é a mesma coisa do que ter vontade de comer a carne, porque é um hábito ou porque é um prazer.
Você observa, aliás, que o que lhe dava prazer não consegue mais dar-lhe prazer ou, então, muito mais rapidamente do que antes ou, então, alguns hábitos alimentares ou de consumo veem-se recusados pelo corpo, mesmo se sua cabeça diz sim, o corpo diz não.
Então, o que é que você faz nesses casos?
Você segue os hábitos, você segue seus hábitos alimentares, você segue seu gosto, você segue seu desejo ou você cuida do que exprime o corpo?
Não há necessidade de chacra, nem mesmo do Canal Mariano, eu falei disso há alguns meses, sobre a decisão, por exemplo, de ir a uma loja comprar uma salada e sair com um pepino, mesmo se você não goste de pepino.
Tudo isso é da lógica elementar.
Você não vai continuar a alimentar-se de tal modo se sente que seu estômago ou o conjunto de seu corpo recusa-o.

Como é que ele recusa?
É muito simples, vocês todos sabem: por uma náusea ou uma repugnância mais ou menos profunda.
E, se você persiste, se você prossegue a refeição, bem, ela não desce mais e, depois, vai dar dor no eixo Atração ou nas Portas Atração/Visão e você vai ter enxaquecas, vai ter dores articulares.
Mas você não é responsável e, aí, é instantâneo.
Isso não é algo, por exemplo, como o glúten, quando são necessários anos antes que as intolerâncias apareçam.
Aí, é imediato.
Você sente, já, quando está na boca, que, mesmo se você tivesse vontade de comê-lo ou de bebê-lo, isso dá «gulp», como vocês dizem.
Então, você respeita ou não o que pede o corpo?
Você deixa esse saco de carne viver, tranquilamente.
Ele lhe pede tal alimento, você dá a ele tal alimento.
Mas, se você decide colocar tal alimento porque isso responde a uma lógica, a uma necessidade de calcular tal coisa ou tal coisa, você não vai sair disso.
Você vai ficar cada vez mais doente.
É preciso escutar o corpo e, mesmo se você seja vegetariano há trinta anos, se seu corpo reclama uma fonte de proteínas animais, faça-o, mesmo se isso o enjoe.

É o corpo que se deve escutar, não a cabeça.
Você pode, a rigor, escutar o Canal Mariano, mas você teria surpresas em relação aos seus alimentos.
E, aliás, você vai constatar, também, que, conforme os alimentos, antes eram as Portas que se ativavam, as Portas Atração e visão, e que faziam mal, ou seja, todo o sistema digestivo.
E, aí, você vai constatar que isso não será, unicamente, ao nível digestivo, que, se você come o que é não é preciso, você terá uma náusea profunda, mas que vai enjoá-lo para nunca mais colocar o que o corpo não quer.
E é a mesma coisa para todo mundo, em graus diversos.
Você tem, às vezes, a impressão de ter fome, você tem a impressão de estar em hipoglicemia, então, você vai comer.
Mas a hipoglicemia, você pode pôr um grama de açúcar sob a língua, isso basta, e você vai aperceber-se de que você vai fazer desaparecer a hipoglicemia, mas que, depois, o ventre não vai ficar contente, porque você não escutou o corpo em sua totalidade.

Para escutar o corpo é preciso escutar não a sua cabeça, não os seus desejos, não as suas concepções de alimentação, mesmo se seja preciso privilegiar, efetivamente, vocês sabem disso, aliás, as pequenas quantidades regulares, ao invés de refeições constituídas como antes.
O ser humano é o único animal, mamífero, que organizou refeições em horário fixo.
De qualquer forma, é preciso saber disso.
É como se você visse uma serpente que espera o meio-dia para comer.
Isso seria, de qualquer forma, bizarro, não é?

Ora, se esse corpo está, agora, liberado, deixe-o exprimir o que ele quer, não o que quer sua cabeça ou seu gosto, ou os seus sentidos ou as convenções sociais.
Por que comer a tal hora porque é a hora de comer?
Não há hora para comer.
Não há hora para dormir.
Não há hora para fazer o amor.
Por que é que vocês querem colocar horários nas refeições?

Então, é claro, por convenção social ou por comodidade, é mais prático, em uma casa ou em um lugar ou em um escritório reunir-se à mesma hora, é claro.
Mas, quando você está só, o que é que você segue?
Seu apetite, o apetite do outro, o que lhe diz o corpo ou o que lhe diz a sua cabeça?
O corpo não lhe mentirá, jamais, mesmo se seja um alimento que você conhece, que você tenha absorvido milhares de vezes, pode chegar um momento no qual esse alimento não pode mais passar, o corpo não o quer.
E, por vezes, o corpo vai chamá-lo a comer algo que lhe parecia totalmente absurdo.
Então, se você segue o gosto, você será pego na armadilha a cada vez.
Porque o gosto não é, necessariamente, o que corresponde ao corpo, e é essa a dificuldade para as pessoas que têm o hábito de alguns gostos, de alguns alimentos, de algumas texturas, de algumas características, por gosto.
Mas, aí, o ventre comanda.

Eu lhes falei, não por acaso, do plexo solar e do chacra da garganta, nesse momento – é o que está de cada lado do coração – porque, efetivamente, é-lhes dado a ver o efeito, por exemplo, de uma contrariedade ou de uma energia que vai fazer-lhes «gulp» na garganta ou «gulp» no ventre, em função dos alimentos que vocês ingerem e, em breve, vocês constatarão que isso se produz, também, para os pensamentos.
Esse é o estágio o mais, mais sádico para alguns, mas o mais evoluído para outros.
Vocês vão constatar que, conforme seus pensamentos, seu próprio corpo reage.
Você vai dizer: «Bem, eu vou à praia», e você vai sentir que o corpo não quer ir.
No entanto, você diz: «Eu quero ir».
É similar para tudo.
E são coisas cada vez mais sutis.
Similar ao nível do pensamento: você vai aperceber-se, por exemplo, de que há um problema que voltava sem parar e que, com a pequena bicicleta da época, gira assim, mas, agora, ela não pode mais girar.

O que há aí como solução?
Ou você atravessa isso, a situação, os eventos, as pessoas, colocando, como eu disse, o Amor à frente, ou seja, no Abandono total à Luz, mesmo se seja uma bofetada que lhe chega de um modo sutil ou grosseiro.
Aliás, se você está, realmente, na Transparência, não há razão alguma para que uma bofetada coloque-se em você, ou que um bloco de cimento caia-lhe sobre a cabeça, exceto se seja uma Graça Celeste.
Agora, se isso se produz, é um convite para ver o que permitiu isso em você, não no outro ou não na situação.
Porque se, naquele momento, você acusa a situação, mesmo se ela é real, você verá que a consciência e o corpo não estão, verdadeiramente, sempre de acordo.

Portanto, isso se produz com os alimentos, isso se produz e produzir-se-á, cada vez mais, com seus pensamentos, ou seja, quando você tiver pensamentos que não são, verdadeiramente, Amor, bem, porque os temos, todos, mesmo quando se é Liberado vivo, mesmo eu, em minha vida, há, sempre, momentos em que se irrita, isso faz parte da relação social, muito simples.
E há, às vezes, coisas que o enervam ou há coisas que vêm agredi-lo, mas, a um dado momento, você verá que, quando você emitir essa agressão ou algo que não está, eu diria, em uma espécie de sintonia com a Luz, bem, isso não vai dar certo.

Atração/Visão vão dar dor.
Os Triângulos da cabeça vão rebelar-se e você terá dores de cabeça, sentirá um Triângulo que queima ou que não consegue mais mover-se ou reverter-se.
E a consciência não poderá mais funcionar, também, como você tinha o hábito que ela funcionava.
Tudo isso é colocado sob os seus olhos.
Tudo isso aparece a você.
Para os alimentos, isso é evidente, para muitos de vocês, já há numerosos anos.
Para o pensamento, isso vai ser muito engraçado, isso acontece muito em breve, aí.
É o que se chama tornar-se co-criador.
Você cria a realidade.
Ao mesmo tempo no novo e no antigo mundo.
Eu digo mundo, para falar de dimensões, é claro; eu não falo desta Terra.

Observe o efeito de seus diferentes pensamentos em você.
Imagine que você tenha um ressentimento ou algo que lhe permaneceu atravessado na garganta.
A lógica gostaria que, jogando as cartas sobre a mesa, você exprimisse, à situação, à pessoa, as coisas, para não guardá-las, para não ter um rancor.
Mas, aí também, uma outra solução: é de apagar-se e deixar a Luz à frente.
E você constatará que, muito rapidamente, essa situação, essa relação apazigua-se.
Mas, para isso, é preciso seguir, realmente, as indicações da Luz.
Porque você não pode, tal dia, dizer: «Ah, bem, eu quero, sim, seguir a Luz», mas, no dia seguinte, por exemplo: «Não, sou eu que decido, porque tenho outras coisas a fazer».
Não, é um engajamento total, agora.

Não se está mais nas tergiversações, não se está mais nas escolhas.
Está-se, eventualmente, no Apelo, mas está-se, sobretudo, na manifestação do que se é.
Eu disse, em numerosas reprises, que se pode tanto matar com palavras como com uma arma.
Isso vai tornar-se ainda mais verdadeiro.
Uriel, o que é que ele fez há pouco?
Ele destrancou o Verbo Criador, completamente, na superfície desse mundo.
Então, aqueles que se servem da própria palavra para travestir o Verbo, isso apenas pode terminar mal.

Aliás, há exemplos nas diferentes regiões do mundo, sob diferentes versões e que foram, aliás, sugeridas, de modo hábil, pelos fantoches – que se creem, ainda, fantoches, eles não são, mesmo, mais, fantoches.

Cabe a você ver a que você dá seu corpo e sua consciência, a quem você porta atenção, o que é que você decide resistir, porque isso lhe agrada, enquanto, talvez, ao que você é, na Eternidade, isso não tem, absolutamente, qualquer importância.
Você está, como disseram outros intervenientes, verdadeiramente, no Choque da humanidade, na revelação desse Choque, a título individual e, muito em breve, verdadeiramente, coletivo.
Ninguém poderá passar através das malhas da rede.
Não há lugar algum onde esconder-se.
Nada há a que agarrar-se.
Nem mesmo a espiritualidade.
Deixe cair e esqueça de tudo isso.
Fale agora, doravante, unicamente, da consciência.
A consciência e a a-consciência.
Não para dizer coisas disso, mas para vivê-lo.
Quando eu digo fale, é exprimir o que você é, realmente.
E não o que pede seu gosto, seus hábitos, seus condicionamentos residuais, eu diria, que não são mais Linhas de predação, mas que são, de qualquer forma, condicionamentos que você mesmo induziu em si, conformando-se a um modelo social.


QUESTÃO 43: por duas vezes o silêncio da sala mudou, assim como a luminosidade. As pessoas presentes constataram-no, a energia penetrou-me pelo alto da cabeça e pela Porta KI-RIS-TI. O que aconteceu?

É muito simples, é o que fez Uriel, mesmo se não há...
Então, eu vou falar de encanamento, não é, você vai compreender imediatamente.
Você tem a nova Tri-Unidade, que está inscrita na Nova Eucaristia, sobre três pontos, dos quais um é um chacra e dois outros são Portas, nas quais se encontram, também, os chacras de enraizamento da alma e do Espírito, esquerda e direita, perdão, direita e esquerda, não é?, e o chacra do coração abaixo.
Você tem a estrutura do Triângulo de Fogo na cabeça, que é, exatamente, a mesma coisa que o Triângulo da Nova Eucaristia.
Uriel destrancou algo de essencial há pouco.
Ele realinhou os diferentes componentes que estavam, até o presente, separados, ou seja, as Coroas radiantes, os chacras, a Onda de Vida, o Canal Mariano na Nova Tri-Unidade, ou seja, do coração.
Eu o lembro de que, no peito, há os quatro Pilares.
Falta-lhe, na Nova Trindade, a porta KI-RIS-TI das costas.
Ele destrancou não a ruptura do pericárdio, que já ocorreu em outros momentos, mas a circulação e a comunicação entre a porta KI-RIS-TI e os três pontos, as três Portas do Triângulo da Nova Eucaristia.
Isso quer dizer que o que se realizou, que se realiza ao nível das Cruzes, as Cruzes medianas, sagitais, as Cruzes fixas, as Cruzes mutáveis ao nível da cabeça, hoje, há abertura pela Luz Branca desse selo.
E, é claro, conforme as Presenças que estão aí e dependendo do que aconteceu, efetivamente, a luminosidade, o Silêncio e a qualidade vibratória dessa sala, mas, também, de vocês, mudou, totalmente.
É evidente.
Você vai senti-lo em seu corpo.

De momento, vocês tinham Cristo que se apresentava, eu os lembro, pela Porta KI-RIS-TI, que bate à Porta posterior que é ligada, como por acaso, ao chacra do Coração.
A Porta KI-RIS-TI é a emergência do chacra do coração que há à frente, hein?, é a haste que atravessa de trás para frente.
Essa haste estava encerrada não pela bainha dos chacras que, também, estavam encerradas, mas é liberada pela descida ao longo do canal mediano, que se tornou Canal do Éter, pelas partículas adamantinas que queimaram as bainhas isolantes dos chacras.
Restava uma última bainha isolante que é diretamente ligada ao Verbo Criador, ou seja, ao décimo primeiro corpo, mas, também, à comunicação e à circulação da Luz entre KI-RIS-TI, atrás, e os três pontos à frente, e reciprocamente.
Isso quer dizer que os quatro Pilares do coração estão ativos não, unicamente, na consciência, mas, também, em sua estrutura física e de Existência.
Isso pode dar-lhes variações, e isso pode ir até problemas do ritmo cardíaco, mas é uma transformação que é necessária.

Eu os lembro de que, na 3D unificada, eu os lembro...
Eu lhes digo – eu não acredito ter-lhes dito – na 3D unificada, quer seja junto aos nossos queridos Dracos (que são, por exemplo, os administradores, mas não falsificados, digamos, que arrastaram outras consciências ao confinamento), quer seja em vocês, aqui, nesse corpo, quer seja em um Arcturiano de 3D unificada, essa permeabilidade é, agora, obtida, e é o que vai dar conta, também, que seu Templo secreto e sagrado interior, no qual se desenrola a alquimia final, está, agora, aberto a todos os ventos.
É a Transparência.
É a pureza e a Transparência.
É dessa comunicação de que havia, simplesmente, sido relatada, há quatro anos, por Aurobindo, a propósito de um esquema, eu os lembro, de um basculamento de um Triângulo que estava situado entre esses três pontos e o ponto que está atrás.
Reveja isso e você vai aperceber-se de que o que se chama o Coração do Coração, o Núcleo de Eternidade, a Gota Vermelha e a Gota Branca é uma estrutura geométrica perfeita que porta um nome erudito que eu não conheço, mas que você perguntará à Cabeça de Caboche [o canal], porque ele olhou isso nos livros.
Eu o vejo e eu o vivo, você vai vivê-lo.

Há um cristal de 24 facetas, é esse o prisma do Coração.
É isso que é, se querem, o combustível, o comburente do corpo de Existência, mas, também, sua Eternidade.
Um Cristal perfeito que está, ao mesmo tempo, na pureza a mais total e na Transparência a mais total.
É um corpo especial, um agenciamento de estruturas e de ondas específicas que é o coração do ser.
O que fez Uriel foi favorecer a abertura definitiva do décimo primeiro corpo que era, eu os lembro, o último a ativar-se.
Alguns já o viveram há vários anos, isso foi dito, a ativação do Verbo Criador e do décimo primeiro corpo.
Aí, o que aconteceu é muito mais vasto ao nível da Terra, porque isso aconteceu hoje.
E é muito preciso, se é hoje.
E, se não lhes demos reunião, é porque não há mais reunião, mas porque era importante que nós lhes disséssemos que é nesse dia muito preciso, que vocês nomeiam 15 de fevereiro de 2015, 15-2-2015.
Cabe a vocês ver, para aqueles que gostam dos números...
Estamos fora do assunto.
Mas eu quero dizer, com isso que, efetivamente, a luminosidade, tanto a sua como aquela da sala, o Silêncio da sala, será, eminentemente, diferente.
E no conjunto do planeta, não apenas para vocês, aqui, é claro.

Há uma fusão que se realiza entre a Onda de Vida, os chacras dos pés, todos os chacras, todas as Portas, todas as Estrelas, o Canal Mariano, todos os Triângulos do corpo de Existência e a estrutura específica que é uma forma de geodese, eu não posso dizer melhor, que é uma reunião de vinte e quatro frequências e de vinte e quatro Triângulos ao nível do CORAÇÃO.
Aí é o CORAÇÃO, o que se chama o Átomo Embrião principial, primeira emanação do Absoluto, presente em cada um.
Aí está por que, sim, efetivamente, e, aliás, quando Uriel voltar, vocês terão esse esclarecimento e esse efeito estroboscópico que os penetra por toda a parte e vocês serão irradiados, também, por formigamentos na parte superior do corpo e que vão penetrar, progressivamente, todo o corpo.

Uriel realizou o último basculamento.
Foi hoje.
E o seu segue, muito em breve, e a atualização coletiva também.
Está feito.
A bainha isolante do coração, que corresponde à última camada isolante do planeta, está rompida.
A Liberação da Terra permitiu, por duas forças, uma força que sobe e as três forças que descem, realizar isso.
É o que vocês perceberam, alguns de vocês, no instante em que isso se produzia e na hora em que isso se produzia.
Mas vocês verão os frutos disso e as consequências muito, muito, muito rapidamente.


QUESTÃO 44: você poderia falar das noções de equidade e de equanimidade que se atualizam nesses tempos?

A equidade é ligada à noção de igualdade, se você quiser.
O que quer dizer que duas pessoas, ou uma pessoa em relação a outra situação ou em relação à vida, em geral, demonstra o apagamento e não faça passar sua pessoa primeiro, nem o outro primeiro, mas põe em um pé de igualdade ela e o outro.
Sem qualquer diferença entre ela e o outro.
Isso vem assim que não haja mais barreira, assim que os limites da encarnação, ou seja, a última camada isolante esteja queimada.
É o que aconteceu com Uriel hoje.
E isso vai evoluir, vocês já tinham as premissas disso, através da sensibilidade às ondas, às consciências, mas, aí, elas não vão mais incomodar porque, se esse trabalho realiza-se, realmente, e é o caso, vocês vão entrar na Transparência, e a Humildade, isso quer dizer que ela está aí, na preliminar.

Então, a questão é o quê?
Você poderia falar-nos de noções de equidade...
A, a equanimidade!
Então, a equanimidade é algo que é aplicado não, unicamente, nas noções, por exemplo, de partilha ou de respeito mútuo, tanto de você como do outro, mas a equanimidade é algo que vai levá-lo a colocar um olhar que pode parecer exterior ou de desengajamento.
Ou seja, não se sentir implicado no que quer que seja.
Mas isso não quer dizer estar na negação.
Isso quer dizer estar, ao mesmo tempo, na situação, mas ter suficientemente, digamos, recuo, eu não tenho palavra mais adequada, suficientemente presente no Si e na Eternidade para que, mesmo o que pertence, por exemplo, à sobrevida, ou às convenções sociais, ou à convenção de corpos em sua relação entre eles ou situações entre elas não é mais afetado pelo que você é.
A equanimidade não deve ser confundida com a indiferença.
A equidade é uma partilha equitativa entre a existência de si e a existência do outro, ou a existência de si e a existência de certo número de situações nas quais se procura tornar as coisas iguais e harmoniosas.
Na equanimidade, isso quer dizer que se está totalmente apagado, ou seja, que o outro toma mais importância do que si, porque se apreendeu que o outro é si.
E isso, apenas pode-se fazê-lo com o Amor à frente, esquecendo-se – ao mesmo tempo vendo-o – tudo o que faz as diferenças, sombra, Luz, Amor, não Amor, ódio, sofrimento, para atravessar com o mesmo vigor de irradiação da Luz espontânea da Fonte que você é.

Naquele momento, a equanimidade é real, ou seja, na expressão popular: você está pronto para dar sua camisa.
Porque você sabe que o outro é você, por tê-lo vivido.
Mas se você põe o Amor à frente, você permanecerá na equidade, portanto, na noção de partilha.
Enquanto a equanimidade não é uma partilha, ela é uma adição, uma multiplicação e um conjunto bem mais vasto, na condição de que isso seja, realmente, vivido, e de que isso não seja algo que seja ligado ao fato de sentir-se superior a alguma coisa ou a uma situação ou a outro irmão ou irmã.

Aí está o que eu posso dizer, ao nível, é claro, espiritual.
Eu não falo de nível básico, humano, relacional, social, mas, verdadeiramente, de um sentido espiritual, do Espírito, se prefere, uma vez que a palavra espiritual evoca más lembranças para alguns.
E você constatará, aliás, que, quando há essa variação de luminosidade, quando isso lhe pareça iluminar-se, quando a densidade do ar muda, você tem os triângulos, as Portas, que se ativam.
Então, não procure compreender porque e como, e como eu vou fazer, viver o instante presente.
Viver o instante presente é, sobretudo, não procurar compreender.
Como você pode procurar compreender, ou refletir, e estar presente, ao mesmo tempo, totalmente, ao que se desenrola?
Você não pode misturar a compreensão ao que se desenrola.
Você não pode misturar a vigilância bem/mal ao que se desenrola.
Caso contrário, você não o vive, caso contrário, há resistências, caso contrário, há medos.
Aquele que está em curso de Liberação, aquele que está realizado ou liberado, aquele que viveu uma das Coroas radiantes do coração, eu repito, pode utilizar isso para a equidade, para a equanimidade ou para o desaparecimento.
Tudo depende do que você dá a ver ao seu redor.
Será que você está em uma missão?
Em um papel?
Mas nós lhe dizemos bravo, porque nós o esperamos de pé firme, para felicitá-lo por seu devotamento.
E, depois, há outros que compreenderam, efetivamente, que havia, como dizer..., uma espécie de pilantragem nesse nível.
Isso não é uma pilantragem, não se deve reagir assim, é, simplesmente, a estrita verdade de seu posicionamento.
É preciso assumir e é preciso enfrentar, é preciso confrontar e, depois, sobretudo, é preciso atravessar, em todos os casos.


QUESTÃO 45: eu trabalho no barulho e multidão, enquanto gosto da calma e do silêncio. Como manter a Unidade em tal ambiente?

É que, para você, há necessidade de tal ambiente.
De momento, é – você fala de loja – mas, quando muitas coisas vão zumbir em seus ouvidos, que você vai ver a desintegração da Terra e o que vai acontecer, aí também, você vai ser perturbado, não é?
Como você vai reagir nesses casos?
Você vai dizer: «Bom, dê-me uma técnica, é preciso que eu encontre uma técnica para não mais ver isso ou não ser afetado».
Mas aquele que é liberado não é afetado, mesmo por uma explosão atômica.
Você deve habituar-se a deixar-se atravessar.
Não há qualquer razão para que uma Unidade que tenha necessidade do silêncio, do recolhimento, seja uma Unidade estabelecida.
A única Unidade estabelecida é aquela que se manifesta, quaisquer que sejam as circunstâncias, tanto interiores como exteriores.
Quer seja um osso que se quebre, quer seja a perda de alguma coisa ou, ao contrário, a chegada de alguma coisa, isso não tem qualquer espécie de importância.
Se você é equânime, você não pode ser, de maneira alguma, afetado.
Então, naquele momento, se você diz que consegue viver a Unidade assim que há a calma, em uma atmosfera, vamos dizer..., propícia, a atmosfera da Terra arrisca não ser propícia nos dias que vêm.
E, no entanto, é em meio a isso que você deve demonstrar o que você é, não fugindo disso.
Caso contrário, não é uma verdadeira Unidade.
É uma unidade de fachada, de circunstância, que depende de circunstâncias exteriores.

Então, é claro que é mais fácil viver a Unidade comungando com os elementos.
É claro que é mais fácil viver a Unidade escutando-nos e escutando-se, como se faz aí, mas isso não é a vida.
É uma preparação para a vida.
Uma preparação para a totalidade da Luz.
Lembre-se: a Luz não pode ser afetada ou modificada pela sombra.
É a sombra que se dissolve diante da Luz.
Aí também, é claro que há técnicas que permitem pacificar, ser menos sensível ao ambiente, e é preciso utilizá-las.
Mas, quando isso concerne à consciência e que, efetivamente, como você diz, tudo está em seu exato lugar,e se você se encontra em um magazine dez horas, doze horas por dia ou para enfrentar moleques terríveis, crianças, ou enfrentar um marido que não vive, absolutamente, o que você vive, o que é que você pode fazer?
É para você o desafio aqui.
Não é mais tempo, agora, de reajustar, de dizer eu mudo de país, eu mudo de profissão, eu mudo de companheiro, eu mudo disso, eu mudo daquilo, não!
Você deve assumir, diretamente, o que se apresenta em sua vida.
Se você está à beira da morte, assuma.
Isso não quer dizer suportar, isso quer dizer tornar-se transparente, ver que você não é isso.
Mesmo se seja uma atividade alimentar indispensável.
Mesmo se isso lhe pareça impossível a superar ou a transpor.
Eu lhe asseguro que essa atmosfera, como você diz, de loja, não em muito tempo vai parecer-lhe um porto seguro.
E eu não estou brincando, desta vez.
E isso não é, tampouco, nem uma pilantragem nem uma cenoura que eu agito diante de vocês, é a realidade.

Eu procuro não dar-lhes medo nem fazê-los esperar o que quer que seja; eu procuro demonstrar-lhes a realidade do que vocês vivem, com os alimentos, com os outros, com os irmãos, as irmãs, os inimigos.
Você põe o Amor à frente ou não?
E isso vai tornar-se cada vez mais atualidade.
Porque, no momento em que Maria for chamá-lo, você põe o Amor à frente ou suas preocupações comuns à frente?
A estase não acontecerá do mesmo modo, eu posso garantir-lhe isso.

Então, sim, há orações, há meditações, há rituais mágicos que permitem isolar-se em meio a uma multidão, mas eu não creio, verdadeiramente, que o objetivo esteja aí.
É claro, se isso o torna doente e você recai na dualidade, não é grave, o importante é reencontrar a Unidade imediatamente depois.
É à força de subir, descer e descer e subir que você encontra o equilíbrio.
Porque isso, você não sabe que você está equilibrado se não passou seu tempo a descer e a subir..., entre o ego e o coração.
Mas isso deveria ser mais fácil agora, com o desbloqueio do eixo KI-RIS-TI com a Nova Trindade.

Bem, eu creio que será a hora de parar, talvez, para aqueles que querem fazer um alinhamento e para aqueles que querem divertir-se.
Eu lhes transmito todas as minhas bênçãos e espero revê-los muito em breve.
Vou tentar negociar vários bilhetes para amanhã.
Eu lhes transmito todas as minhas bênçãos e, talvez, eu virei fazer um giro essa noite, para os cuidados, para acompanhar Mestre Philippe, Li Shen e outros Melquisedeques.
E eu lhes digo, então, até qualquer hora, isso vai esquentar...


Canalização de Ma Ananda Moyi: Ver na primeira parte.

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Bem, caros amigos, tomei um bilhete, antecipadamente, e eu lhes transmito, como de hábito, todo o meu Amor, e eu me regozijo de estar com vocês nesse momento.
Se vocês têm questões, eu escuto, já, a primeira, e verei se respondo, mas, a priori, vocês me conhecem, há todas as chances de que eu responda.


QUESTÃO 46: você viveu os processos de consciência da Ascensão que descreve com tal precisão?

Você se dirige a mim, pessoalmente, ou aos Croutons [Anciões] em geral?

A você.

O que eu vivi, a partir de meu primeiro encontro com o Sol, quando de uma meditação, muito jovem, é o Instante Presente, é o que vocês poderiam chamar a Infinita Presença.
À época, havia muito poucos seres, há trinta anos, mais de trinta anos, que foram capazes de viver o que se chama o Liberado Vivo.
Como vocês sabem, houve um Ser que foi tão liberado que ele não pôde, mesmo, integrar a Confederação dos Melquisedeques, mas que nós, de qualquer forma, atraímos, se querem, na importância do que ele transmite, e era Nisardagatta, é claro; ele se chama, hoje, BIDI.
No que concerne aos seres que viveram essa Liberação, isso concerne, é claro, àqueles que vocês nomeiam os Avatares ou os Bodhisattva, ou seja, os seres que chegaram a esta Terra, eu diria, voluntariamente, sem serem pegos na armadilha da lei da ação/reação, ou seja, do carma, não é?
Houve alguns, e houve um que, é claro, foi o primeiro nesta Terra, a ver o processo e vivê-lo, de descida do Supramental, era, é claro, Sri Aurobindo.

Eu os lembro de que, antes do nascimento do Supramental que nasceu, que começou a gotejar, muito suavemente, sobre esta Terra, foi, de qualquer forma, pouco antes de minha própria partida, não é?, foi no ano de 1984.
Portanto, você vê que, até aquela época, exceto para alguns Bodhisattva ou grandes Avatares ou Seres liberados espontaneamente, houve, de qualquer forma, muito pouca coisa, não é?
Então, não é, verdadeiramente, o mesmo processo que vocês vivem hoje.
Por quê?
Por uma razão essencial: mesmo se os mecanismos vibratórios possam ser sobrepostos, como a ativação dos chacras e a abertura do conjunto de chacras que se fazia anteriormente, não pela descida do Espírito Santo, foi muito raro, mas, mais, pelo que foi nomeada a subida do Kundalini.
Mas esse Kundalini não estando purificado de todas as suas escórias reptilianas, ao nível do canal mediano, pela descida do Espírito Santo, justamente, que criou o Canal do Éter e que foi uma proteção.

Vocês viveram não o despertar do Kundalini, mas o despertar, ou dos chacras, pela descida do Espírito Santo, ou pela subida da Onda de Vida, o que faz duas proteções, a priori, contra manifestações que nada têm a ver com a Luz vibral.
Portanto, nós não conhecemos isso, nós fizemos um caminho de Ascensão pessoal, que era clássico e descrito, que consistia em purificar os chacras uns após os outros, no sentido da subida, sem, necessariamente, implicar o Kundalini, certo?
E é, aliás, preferível que os charas superiores sejam abertos antes que o Kundalini suba ou antes que a Onda de Vida suba.

Portanto, não é sobreponível, porque a Onda de Vida não estava aí e, sobretudo, a grande diferença, que é essencial, é que, antes do ano de 1984, havia a possibilidade de viver essa Ascensão pessoal com todos os carismas e todos os sinais místicos dessa Ascensão, em todas as tradições.
Mas era um evento individual, pessoal, e que não tinha ação direta visível no ambiente ou, vou dizer..., no conjunto de irmãos e irmãs da humanidade que, hoje, são suscetíveis de viver isso.

Portanto, era uma Ascensão coletiva; vocês vivem, hoje, alguns de vocês, uma Ascensão individual, já, há algum tempo, e, aí, agora, vocês entram em sincronia e em fase com a Ascensão coletiva e global do conjunto do Sistema Solar.
Então, aí, há uma interconexão real, as manifestações da Unidade tornam-se cada vez maiores para aqueles que as percebem, mas vocês constatam, também, que tudo está interligado ao nível, mesmo, energético, quer seja da energia agradável ou da energia ligada à tecnologia ou às anomalias presentes na superfície desta Terra.
Como, por exemplo, as linhas de predação que foram dissolvidas, mas cujas estruturas monumentais, ligadas a alguns templos e alguns lugares do planeta estão, ainda, em pé, não é?
Portanto, há uma memória, se preferem, um remanescente dessas linhas de predação que são suscetíveis, se vocês não estão corretamente alinhados, de influenciar vocês.
Mas, globalmente, com a descida do Espírito Santo e com a subida da Onda de Vida, há um mecanismo de amortecimento, eu diria, de exteriorização, se se pode dizer, dos processos que não são, verdadeiramente, luminosos, quando da ativação de algumas luzes vibrais, mas amputadas da dimensão Cristo e da dimensão Sírius, ou Maria, se vocês preferem.

Aí está em que jamais vocês viram descrição detalhada, antes deste período, da Merkabah, de processos da consciência, da vibração em comparação à energia ou, ainda, dos chacras em relação às Coroas radiantes.
Do mesmo modo que em minha vida, quando eu fundi com o Sol, é claro, o coração permaneceu aberto, o terceiro olho também, e era o terceiro olho, não havia, ainda, reversão possível.
Isso se tornou possível, vocês sabem, de qualquer forma, relativamente, há pouco tempo.

Ora, a maior parte dos Melquisedeques juntou-se ao céu antes ou em torno, no mais tardar, de 1984, para os últimos.
A partir de 1990, não havia mais essa presença, nós éramos obrigados a constituir, desde o início ou, em todo caso, pouco tempo depois, com a descida do Espírito Santo, a primeira irradiação vinda de Sírius, o Manto azul de Maria, nós fomos, todos, chamados para constituir esse espaço intermediário de onde nós trabalhamos, nesses espaços interdimensionais, bem acima dos Arcontes, é claro, que podem continuar a arrastar, mas em uma espécie de bolha de proteção, um pouco como vocês, com os 132 dias.

Então não, nada há de sobreponível, mesmo se os circuitos – alguns são ativados do mesmo modo – nada de sobreponível entre a Realização, o Despertar, a Liberação, tal como foi vivido, individualmente, por um esforço ascendente (mesmo se houvesse Abandono), e o que acontece, doravante, com as energias descendentes e ascendentes.
Não é, absolutamente, a mesma situação.
O que explica, aliás, e felizmente, a massa de seres humanos relativamente importante em relação ao tempo antes de 1984, de seres em Despertar ou em Liberação.

Aí está o que eu posso dizer sobre essa primeira questão.
Então, eu me retiro completamente, eu deixo o lugar a outro interveniente, e vocês verão que, com ele, a segunda questão.
Quanto a mim, tenho um bilhete ou dois antecipados, eu lhes digo todas as minhas bênçãos, todo o meu Amor, e eu deixo os intervenientes seguintes, de lá de cima ou daqui, isso depende.
Até qualquer hora ou até amanhã ou até sempre, em todo caso, continuo com vocês.
Até breve.

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Eu sou Anael, Arcanjo.
Bem amados filhos da Lei de Um, instalemo-nos, alguns instantes, no Silêncio Eterno da Verdade, para comungar.

… Silêncio…

Eu escuto, agora, o primeiro questionamento.


QUESTÃO 47: qual relação há entre a ruptura ou não do pericárdio e a abertura do coração?

Bem amada, o que é nomeada a abertura do coração corresponde à passagem do ego ao coração, mecanismo inscrito em circuitos nomeados energéticos e vibrais.
A abertura do coração não é a abertura do pericárdio.
O pericárdio é um envelope físico.
O coração pode, perfeitamente, ser aberto para a Luz Vibral, sem que tenha havido ruptura do pericárdio.
O pericárdio é um envelope isolante, assim como o envelope do útero ou assim como o envelope da garganta, bem conhecido na medicina chinesa e nas medicinas orientais em especial.

Assim, a ruptura do pericárdio cria uma liberação do coração, a abertura do coração é uma abertura do coração.
A liberação do coração corresponde, de fato, ao fim da alma nela mesma; a ruptura do coração é, portanto, o testemunho da dissolução da alma; a abertura do coração é ligada à ativação do chacra do coração e, por vezes, à associação com a Onda de Vida, com o que nós nomeamos a descida do Espírito Santo e com o que nomeamos o Canal Mariano no mesmo espaço, entre os quatro Pilares do coração.

Assim, portanto, a abertura do coração é um processo energético e, por vezes, vibral; a ruptura do pericárdio é a assinatura, nesse corpo, da Liberação.
A ruptura do pericárdio traduz-se, geralmente, por dores mais ou menos intensas, mais ou menos duradouras, que sobrevêm no que são nomeados os chacras de enraizamento da alma e do Espírito.
A abertura do coração manifesta-se pela Coroa radiante do coração.
A Coroa radiante do coração, vivida e sentida, é a certeza da Liberação.
A ruptura do pericárdio é a realização da Liberação.
Uma vez essas duas etapas validadas e vividas, o impulso KI-RIS-TI Metatrônico e, enfim, Uriel pode vir concluir o trabalho de desconstrução desse coração órgão em proveito do Coração Eterno, em desenvolvimento na encarnação.

Eu escuto sua segunda questão e responderei ou não, depende.


QUESTÃO 48: o átomo embrião é a centelha Divina em nós?

Bem amado, vou fazer um pequeno curso de anatomia sutil.
Eu respondo, então, a essa questão, com prazer.

O átomo embrião é de duas naturezas e corresponde a dois átomos ditos de Eternidade, dos quais um não é eterno, ou seja, o átomo espiritual, que corresponde, de fato, à codificação da alma.
O átomo embrião divino, nomeado, também, Gota Branca, em oposição à Gota Vermelha, que eu acabo de descrever anteriormente.
Essa Gota Branca é a dimensão do Espírito, a chama do Espírito que é, estritamente, a mesma, para cada consciência falsificada, negativa ou positiva.
Esse átomo embrião divino é sufocado por certo número de véus.
Eu retomo o processo, se quiserem, para situá-los em relação à encarnação e à descida na encarnação e um feto.

Primeira etapa: a alma, presente na matriz astral, penetra, progressivamente, durante quarenta dias, a atmosfera do que serão seus pais.
No momento preciso da concepção, ou seja, no momento preciso, não do ato sexual, mas da penetração do óvulo pelo que é nomeado espermatozoide, a alma envia dois fios de luz.
Esses dois fios de luz vêm acomodar-se no que não é um feto, nem mesmo um embrião, mas folhas, chamadas ectoderme e endoderme, folhas superior e inferior, se querem, que estão na origem da constituição da vida.
Esses dois pontos, esses dois fios que conectam, doravante, a alma ao feto na gestação permanecem assim.

Progressivamente e à medida do desenvolvimento do embrião, esses fios de luz, dos quais um é de cor vermelha e o outro de cor branca, vêm impactar-se e acomodar-se ao nível do peito, em ressonância e, na realidade, no interior da parte a mais alta do coração.
Os fios de luz dão impressões à alma em curso de encarnação; essas impressões são, mais, impressões de humor, de atmosfera, ligadas ao meio familiar e ao meio da Terra, de modo a habituar, progressivamente, a alma à descida na encarnação.

Vem, em seguida, o momento do parto e, portanto, do primeiro sopro.
Quando desse primeiro sopro, certo número de fios de luz são emitidos do lado esquerdo e do lado direito, portanto, ao mesmo tempo, no que é nomeado o chacra de enraizamento da alma e, ao mesmo tempo, no que é nomeado o chacra de enraizamento do Espírito.
Esses fios são em número de vinte e quatro de cada lado, havia, então, um, desde a concepção.

No momento do primeiro sopro, é a alma, na totalidade, que penetra o feto e, portanto, o recém nascido, no momento de seu primeiro sopro.
Esses vinte e quatro fios de luz, quer eles sejam de cor branca ou vermelha, correspondem, integralmente, à codificação vibratória do que foi nomeado o Coração Sagrado ou o Coração Ascensional representado, hoje, em seu corpo de Existência, por essa figura geométrica específica.

Assim, portanto, os vinte e quatro fios de luz criam, de algum modo, uma ligação e uma encarnação real e total da alma no interior de um corpo.
A conexão com o Espírito faz-se, ela também, por intermédio desses vinte e quatro fios de luz branca, situados do lado esquerdo, ao nível do chacra de enraizamento do Espírito.
Contudo, a conexão ao Espírito é velada, ela também, sob a influência de certo número de forças que foram explicadas durante numerosos anos, chamadas forças de confinamento.

Assim, portanto, o átomo embrião é o lugar, para o que concerne ao átomo embrião espiritual nomeado, também, alma, é o lugar de registro do conjunto da memória akashica de suas vidas e faz, portanto, descer ao corpo o conjunto de elementos nomeados carma, transgeracional, hereditariedade, vivência de vidas passadas, atualização de experiências a realizar nesse mundo.
No que concerne aos vinte e quatro fios de luz branca, eles são a pureza absoluta da sinfonia do Espírito, através da escala das doze chaves Metatrônicas.
É idêntico para cada ser humano, é idêntico para cada consciência, é idêntico para cada alma.
Contudo, a encarnação do Espírito, como vocês sabem, é completa, mas não se vê, porque há corte, de um lado, entre a alma e o Espírito e, de outro lado, entre o Espírito e o corpo, mesmo se nós digamos que vocês são encarnados, vocês, humanos, corpo, alma e Espírito, mas o Espírito não é revelado.
Ele permaneceu, eu os lembro, prisioneiro no Sol, há muito tempo.
O que quer dizer que, para vir a esta Terra, é preciso ser preso por um sistema matricial de ação/reação que se situa, muito precisamente, em torno do Sol e em torno de Saturno.

Alguns seres missionados pela Luz aceitam, livremente, o sacrifício de sua Eternidade.
Alguns seres protegidos de maneira específica podem encarnar-se nesse corpo sem sofrer o caminho do nascimento pelo parto, sem sofrer qualquer carma.
Isso concerne apenas a muito poucos seres na superfície desta Terra.
Isso necessita de condições de enquadramento, se posso dizer, específicas em relação à evolução dessa alma e desse Espírito.

Assim, hoje, nesta Terra, é plausível e possível sentir a alma como sentir o Espírito.
Esse sentir da alma e do Espírito, através de sua carne, ou seja, da Porta AL e da Porta Unidade, é a tradução da realidade de sua Eternidade, atualizada nesse mundo no HIC e NUNC e no instante presente.

Bem amados filhos da Lei de Um, eu escuto o próximo questionamento e retiro-me, dizendo-lhes boa escuta.


QUESTÃO 49: você pode desenvolver sobre o Verbo sagrado Ehieh Ieshoua (Eu sou Jesus) dado, ontem, pelo Arcanjo Uriel?

Eu me retiro para deixar o lugar para aquele que responderá perfeitamente isso, no caso, o Arcanjo Uriel.

Eu sou Uriel, anjo da Presença e Arcanjo da reversão.
Bem amadas Sementes de Estrela, que a Paz e o Amor de nossa Unidade manifestem-se durante alguns momentos, antes que eu me exprima.

… Silêncio…

Bem amado, o que eu pronunciei ontem, a propósito do Verbo, é a expressão  Ehieh Ieshoua».
Ehieh significa Eu Sou, isso está correto; Ieshoua significa, simplesmente, não, unicamente, Jesus, mas bem mais, ou seja, yod e Yahvé manifestado pelo poder de Shin, ou seja, o desaparecimento das forças reptilianas ligadas a Yahvé, magnificadas e transmutadas pela potência de Shin, que corresponde ao prenome Jesus.

Assim, portanto, minha manifestação em seu mundo é o Shin, que vai permitir o movimento que eu impulsionei ontem, de trás para frente e da frente para trás, que concerne ao coração Ascensional, o desenvolvimento, aqui mesmo, aí, onde vocês estão, da Merkabah, veículo de Luz que lhes permite viver a Liberdade.

Assim, portanto, eu disse: «Eu Sou a encarnação do Verbo na matéria», eu venho, portanto, e eu realizei, para isso, a circulação em vocês do ponto o mais importante, que permite manter sua própria casa não, unicamente, após ter passado do ego ao coração, mas transcendendo esse mesmo coração presente nesse mundo para descobrir o Coração Eterno.
Foi isso que eu impulsionei ontem e que corresponde, verdadeiramente, ao Verbo Criador.

No começo era o verbo, mas, antes do verbo, era o Silêncio, preliminar a todo Verbo e sobre o qual se apoia o Verbo.
O Verbo é manifestação, o Silêncio é Essência do Verbo.
O Verbo impulsiona a transformação, em acordo com o Silêncio.
Não se trata mais de palavras, não se trata mais de discursos, trata-se de vibral, que passa por seus olhos, seu coração e sua boca.
Até o presente, em sua civilização, foi dito que as palavras podiam matar, isso é, efetivamente, verdadeiro.
Mas vocês vão descobrir, hoje, que o Verbo é ligado, diretamente, à Inteligência da Luz, assim, o que vocês formularão pelo Verbo manifestar-se-á a vocês, de um modo ou de outro.

Assim, portanto, zele por seu Verbo, que não é mais, unicamente, uma palavra, mas que é o Retorno de Cristo.

Aí está o que se realizou ontem, cujos efeitos, se não foram perceptíveis até agora, tornar-se-ão com extrema rapidez.
Pela ativação do que é nomeado o décimo primeiro corpo situado, eu os lembro, no sulco nasolabial, bem abaixo do nariz, pela vibração desse corpo que cerca os lábios e sobe, por vezes, até os olhos, pelas asas do nariz, por um conjunto de modificações percebidas e perceptíveis, cada vez mais, em seu coração, que lhes darão a sentir que o som não vem mais, unicamente, do sopro, quando o Verbo exprime-se, mas que ele transporta consigo o Fogo do coração em sua dimensão vibral.

Assim, Cristo disse, um dia, ao paralítico: «Levante-se e ande», «Vá e não peque mais», ele andou.
Ele disse a mesma coisa ao cego, ele recuperou a visão.

Aí está a ação do Verbo.
Não é nem um ritual nem uma oração, é, simplesmente, a Verdade do Verbo.

Assim, manejar o Verbo necessita, real e concretamente, do total desaparecimento de todo elemento que corresponda ao que vocês eram, para entrar, diretamente, aqui mesmo nesse mundo, na nova Vida, antes que a antiga vida desapareça completamente.

Aí está o significado do que aconteceu e do que vai continuar a acontecer até a chegada da Estrela, que eu acompanharei, é claro.

Bem amados filhos da Lei de Um, permitam-me, por meu Verbo, fazer ressoar, em vocês, o que deve sê-lo.

Elie Elie shema Ieshoua Adonaï elohenou Adonaï ehad OD ER AL IM IS.

Filho do Um, escute e ressoe à Eternidade.
Eu os saúdo no Branco de seus Verbos.

… Silêncio…

Eu escuto sua próxima questão, eu me retiro em seguida, e deixo o lugar para alguém mais.
Eu saúdo em vocês seu Coração ardente.


QUESTÃO 50: se eu fecho os olhos, qualquer que seja a posição de meu corpo, posso pôr-me a flutuar acima do solo e deslocar-me para onde quiser, mudar de velocidade etc. Como interpretar isso?

Eu sou Yvonne Amada de Malestroit.
A cada um de vocês, eu saúdo Cristo, a Luz e a Bondade.
Eu intervenho para responder a essa questão, que põe em evidência a noção de consciência que pode viajar.

Essa consciência pode viajar com ou sem corpo, em espaços profundamente diferentes, que não foram especificados nessa questão.
O único significado, qualquer que seja o destino, é, simplesmente, mostrar que a consciência é independente do corpo, mesmo se ela a ele esteja ligado nesta vida e neste mundo.
Uma vez que essa experiência tenha sido vivida, uma vez que ela se reproduza regularmente, há, portanto, capacidade real, porque provável e realizável, de que não há identificação dessa consciência a esse corpo.
Há, portanto, uma forma de liberdade de movimento, assim como eu o vivi em minha vida nesse mundo.

Durante um período nomeado segunda guerra mundial, eu pude agir em transferência de consciência, mas, mais, na bilocação, recriando um novo corpo, agir à distância, ao mesmo tempo estando em meu leito.
As provas disso são inumeráveis, mas é muito mais simples, eu diria, viajar sem o corpo.
O problema é que a consciência sem corpo não pode, de maneira alguma, agir sobre um elemento desse mundo.
Ela pode informar-se, ela pode ver, mas ela não pode modificar o que quer que seja.
Em contrapartida, ela dá acesso a informações.
Tudo depende, é claro, dos lugares ao qual vai essa consciência, qual é o grau de liberdade, ela é total ou está ela focada nesse mundo ou em alguns planos intermediários?
Isso é, portanto, profundamente diferente para cada um.
Mas, a partir do instante em que isso acontece, quer seja com um corpo ou não, sutil ou de Existência, não se esqueçam, jamais, de estar com Cristo.
Essa é a prova de que não há mais apego exagerado a esse mundo, mas que há uma presença nesse mundo que se libera dos condicionamentos, das crenças, da limitação.

Assim, portanto, não há outro significado além deste.
Quando à experiência que você faz, quanto ao que é dado a viver, isso pertence à sua história e é diretamente ligado ao que é necessário para você.
O fato de viver, de maneira regular, o deslocamento da consciência, é um sinal importante de relaxamento, eu diria, dos confinamentos e de seus cursos de dissolução.

Eu sou Irmã Yvonne Amada de Malestroit, e eu lhes dou a Paz de Cristo.

… Silêncio…

Bem amados, eu escuto a próxima questão e retiro-me.

Até breve.


QUESTÃO 51: o que significa o Batismo do Espírito?

Eu sou Maria, Rainha dos Céus e da Terra.
Meus filhos, permitam-me recobri-los com o meu Manto Azul da Graça e comungar em seu seio.

… Comunhão…

A questão que é colocada sobre o Batismo do Espírito Santo e o que ele representa.
O batismo do Espírito Santo, do Espírito, corresponde à descida da vibração específica do Manto Azul da Graça que vem, como vocês sabem, de Sírius, que é inscrito em seu DNA, em sua memória genética e em sua memória espiritual.

O Batismo do Espírito é o que revela a vocês, e é revelado mesmo, pela atualização do Juramento e da Promessa.
Foi no tempo de Cristo, o Batismo do Espírito Santo, as Línguas de Fogo que se colocaram, no Pentecostes, sobre os discípulos de Cristo, conferindo alguns carismas, o falar em línguas, a abolição de distâncias, a abolição de fronteiras da consciência.
Receber o Espírito é reatualizar a presença do Espírito em você, é deixá-lo aparecer e tomar na mão o que você é, porque ele é apenas você em outro estado e em outro lugar.

O Espírito, o Batismo é o primeiro momento do Reencontro com a Luz, uma vez que, depois, não se trata mais de um batismo, mas, sim, de uma confirmação, ou não.
O Batismo do Espírito dá-lhe a ver a Luz.
O que você fará com essa Luz, ou seja, com esse Espírito e meu Manto Azul da Compaixão tem, ou teve, é claro, efeitos profundamente diferentes; alguns guardaram esse Fogo, outros deixaram o Fogo penetrar e queimar o que devia sê-lo.

O Batismo do Espírito é o momento, também, da reversão do Triângulo de Fogo.
O Batismo do Espírito é a Transcendência imediata e instantânea, é o despertar de si mesmo a si mesmo, da dimensão Eterna e do Amor incondicionado.
O Batismo do Espírito é um choque, não um choque no sentido da humanidade, mas, bem mais, a revelação de um Mistério, não uma explicação, mas a revelação do Mistério do Espírito, que o conecta tanto a si mesmo como à Fonte, como ao conjunto da Confederação Intergaláctica dos Mundos Livres, assim como representar uma ponte de passagem ou uma ligação com o Absoluto, o Pai, com o Absoluto além do Pai, o Parabrahman.

Meu Filho havia dito: «Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida», Ele continua, obviamente, a sê-lo, em todo universo no qual Ele é chamado.
Essas são coisas essenciais e suficientes para explicar o Batismo do Espírito.

É o momento, também, para alguns de vocês não vivem mecanismos vibratórios, porque não percebidos, é o momento, também, quando de meu Apelo, no qual eu gostaria de revelar-lhes o Espírito e eu o aportarei, a cada um que não o tinha, ainda, ouvido.
Após, a liberdade pertence-lhe, e você faz dela o que quiser, porque uma mãe não pode repreender algo a um de seus filhos sem ser afetada, contudo, você é livre.

Ser livre pode dar medo porque, efetivamente, os marcadores não são mais, de modo algum, os mesmos, a orientação torna-se diferente, de sua vida, de sua consciência, de sua evolução.
O Batismo do Espírito faz de você, se você o aceita, Cristo; o Batismo do Espírito é o Fogo vivificante que insufla à alma o movimento, movimento que pode tomar, como foi dito, duas direções, mas, em todo caso, reaquecer a alma e evitar seu sufocamento completo.

O Batismo do Espírito é uma Língua de Fogo que vem colocar-se sobre a cabeça e que tem apenas um objetivo: é de chegar ao coração para magnifica-lo.
Isso, inúmeros de vocês experimentaram e viveram, e vivem-no, ainda hoje.
Não se trata mais, então, de um batismo, mas, sim, de uma confirmação e de algo que se vivifica, permanentemente, nele mesmo, porque o coração foi encontrado.

Bem amados, antes de retirar-me, e beneficiando-nos do impulso de Uriel, permitam-me recobri-los, desta vez, com o meu Manto Branco, aquele da pureza.
Eu agradeço e rendo Graças por seu acolhimento.

Eu escutarei a próxima questão, antes de partir, mas vivamos, primeiramente, o que eu acabo de dizer.

… Silêncio…

Eu lhes desejo milhares de Estrelas em seus corações e em seus olhos; eu escuto a questão seguinte, antes de retirar-me.

Até breve.


QUESTÃO 52: Nosso sono reduz-se, cada vez mais, isso é devido à chegada da segunda Estrela ou à desaceleração da velocidade da rotação da Terra?

Eu sou Gemma Galgani, momento de Silêncio e saudações de minha parte, no Coração do Um.

… Silêncio…

Bem amados, Cristo havia dito: «Vigiai e orai, porque ninguém conhece nem a hora nem o dia».
O efeito da Luz é despertá-los, a Luz construiu, plenamente, sua obra quando, ao mesmo tempo tributária, em uma menor medida, das necessidades fisiológicas, elas se veem aliviadas.

No «Vigiai e orai» há a noção de não dormir, mas o Despertado tem necessidade de dormir?
Mesmo se o corpo possa parecer sofrer com isso, isso faz parte do que prepara a vinda Daquele que vem.
O sono, a quantidade de sono é função, é claro, de muitos elementos, mas existe, também, eu diria, um fator mais sutil, um fator mais espiritual.
De fato, quanto mais a consciência revela-se e abre-se, mais a recepção da Luz acentua-se e menos há necessidades, menos há desejos, no sentido humano.
Eu diria que o único desejo que pode restar é a fusão com a Luz.

A questão que é colocada associa-se, perfeitamente, ao que eu disse ao nível espiritual, porque aquele que é despertado, quando Aquele que deve vir vier, como um ladrão na noite, por uma noite de grande frio, então, se você está despertado, você O acolherá.
Nesse sentido, Ele havia dito: «Vigiai e orai», mas você não tem que vigiar, uma vez que você está Despertado, você não tem que orar, uma vez que você é a oração; vocês são aqueles que foram marcados pela Luz, qualquer que seja um futuro provável ou improvável, sua Liberdade é respeitada.
É uma preparação.

Do mesmo modo, como foi dito e como eu o repeti alhures, as necessidades fisiológicas, tudo o que lhes parecia vital, debilita-se, de algum modo e, frequentemente pode, mesmo, ser chamada uma lembrança em relação a mudanças de comportamento importantes ou mesmo totais.
A questão, agora, que você evoca, a parada de rotação da Terra, paradoxalmente, não é, ainda, o que se produz.
Eu diria, mesmo, que depois da Liberação da Terra produz-se uma aceleração da rotação do Núcleo cristalino da Terra, responsável pela fase preexpansiva da Terra, responsável pelo que vocês observam na superfície da Terra como o despertar do fogo dos vulcões, como as modificações e as perturbações que sobrevêm ao nível dos Elementos.

Assim, o tempo passa mais rapidamente, o Núcleo cristalino da Terra reencontra sua velocidade e sua liberdade, arrastando, com ele, o manto que, eu os lembro, gira em sentido inverso em relação ao Núcleo, em seu movimento relativo.

O momento no qual a Confederação Intergaláctica e seus diferentes componentes – e eu falo, aí, tanto de sua visão dos Arcanjos em seu mundo, ou seja, os cometas e os asteroides, as bolas de fogo, assim como os Vegalianos, as orbes brancas – tudo isso toca a Terra, nesse momento mesmo, e implica, efetivamente, ainda mais perturbações, tanto dentro como fora de vocês.

Tudo isso para a instalação do Amor, tudo isso para acolhê-Lo de sua Eternidade e do Mestre da Luz.

Então sim, não, unicamente, as necessidades são transformadas, o sono, que é um elemento importante da consciência, eu os lembro que, para nossas irmãs orientais, com quem eu falei, quanto mais os chacras são abertos, mais o coração está aberto, mais o sono torna-se totalmente inútil.
É para isso que vocês vão.
Contudo, alguns de vocês observam, por vezes, o inverso: o fato de estar arrasado de sono; trata-se, aí também, de um ajuste específico que necessita, em seu caso, se isso lhe acontece, de ser colocado em repouso esse corpo.
Há, também, os momentos de desaparecimento, mas, como vocês o constatam, esses momentos de desaparecimento não concernem às suas noites, mas aos seus dias.
Bem ao contrário, a noite torna-se esclarecedora por si só, quer seja através da ausência de sono, quer seja através dos sonhos ou das experiências que são conduzidas nesses momentos.

Assim, portanto, tudo é ligado e tudo é Um, nesse nível também.
A aceleração de rotação do Núcleo da Terra acompanha-se de um Canto que foi percebido por momentos, por intermitência, ao nível da Terra, em alguns lugares específicos e, se se pode dizer, privilegiados, que anuncia, como uma trombeta, a mudança na matéria.
Nada há, portanto, de anormal no que se desenrola, mesmo se isso lhe pareça ser totalmente incongruente ou, mais, atrair sua atenção ao mau sentido.
Atravessem isso, não deem peso a nada disso, lembrem-se de que a Casa deve estar limpa, no momento vindo, e que esse momento situar-se-á à noite.

Eu não escutarei a última questão, mas, antes de retirar-me, além da Paz de Cristo, permitam-me fazê-los comungar na consciência do que é, ainda hoje, o Casamento com meu Esposo, para dar-lhes um pequeno vislumbre dessa Verdade inefável...

… Comunhão…


Canalização de Maria: Ver na primeira parte.



Sexta Parte.


Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los tão frequentemente.
Eu lhes transmito todo o meu Amor, toda a minha amizade e toda a Alegria que eu tenho de reencontrá-los a cada vez.
Então, vamos responder, se quiserem, às questões que vocês se colocam, de maneira oral.
Eu escuto e vamos responder à primeira e, depois, eu voltarei, certamente, depois de ter partido e escutado a primeira questão.
Então, podemos ir.
Eu farei um momento de comunhão, como vocês tiveram há alguns dias, antes de deixá-los.
Então, primeiro, eu escuto a primeira questão.
Então, vocês, talvez, comeram demais, não é? Vocês dormem.



QUESTÃO 53: você poderia dar-nos um meio prático para voltar ao Instante Presente rapidamente?

Então, eu creio que o mais simples, primeiro, é uh, eu vou fazer isso sem gritar, eu não sou Bidi, não é?
É: esqueça-se.
Desaparecer para si mesmo é, já, algo de importante.
Isso não é uma negação da vida, é esquecer-se como pessoa com suas energias, com seu mental, com suas emoções.
E desaparecer para si mesmo.
Eu não falo de meditação, eu falo, efetivamente, de um estado interior, que se aproxima do vazio, da vacuidade, dessa noção de «nada há», como a superfície do lago.

Bidi teria dito, gritando: esqueça-se!
E é exatamente isso.
Se você está na busca desse Instante Presente, o que é que você vai fazer?
Você vai criar uma distância entre você e esse instante presente, porque você ali não se sente.
E, já, esse elemento, vai afastá-lo do instante presente.
Então, é claro, há condições preliminares, eu diria, para o Instante Presente.
Já, estar plenamente lúcido, em seguida, estar plenamente alinhado.
Então, plenamente alinhado, há cristais que lhes foram comunicados, que lhes permitem alinhar-se.
Vocês podem fazer, também, na hora que quiserem, um alinhamento.
Vocês podem, também, ressoar em si o Arcanjo Uriel nesse momento, porque eu os lembro de que o trabalho que foi feito situa-se, muito precisamente, no coração, no eixo atrás-frente e frente-atrás, ou seja, no eixo temporal.
Em seguida, é claro, é preciso jogar, entre aspas; quando eu digo esqueça-se, é claro, a consciência não vai desaparecer imediatamente, portanto, observe o que se desenrola, os pensamentos que chegam, as distrações...
Você pode apoiar-se na respiração, para acalmar, justamente, esse fluxo de distrações.
Mas não é preciso que haja, como dizer..., vontade de estar no instante presente ou afirmação porque, se você o afirma ou se você tem essa vontade, você traduz, com isso, ao seu cérebro, que você ali não está.

Ora, o Instante Presente é Eternidade.
O que quer dizer que você mesmo cria, no pedido, uma negação desse pedido, porque isso necessita, se quiser, que sua personalidade, nesse momento, apague-se, ponha-se atrás, para deixar o fluxo da Vida, da Luz Vibral, da Consciência Una escoar-se através de você.
E para que isso não seja, simplesmente, algo que se viva alguns minutos, você observa o que se produz nesses casos e, naquele momento, desengajando-se de toda compreensão, de toda projeção, de todo desejo, mesmo, disso, porque a natureza essencial do ser humano é a Eternidade, apesar da falsificação.

Se não tivesse havido esse tipo de educação, apesar do confinamento, se não tivesse havido esse tipo de competição instilada, progressivamente, há milênios, e que desemboca na dependência: a dependência de um sistema, a dependência dos pais, a dependência da história, a dependência do dinheiro, a dependência das regras sociais, do afetivo etc.
Aí não há instante presente,
O Instante Presente, eu diria, é algo que é nu.
Não há marcador no sentido: isso vem do futuro, isso vem de uma atenção ou de uma intenção de mim mesmo.
Isso não é alguma coisa, então, é claro, há outros elementos de sideração.
Eu, quando estava encarnado, minha felicidade era o Sol, o nascer do Sol.
Porque eu encontrava esse Instante Presente nesse nascimento do Sol, que me punha no Fogo do Coração, tal como vocês poderiam chamá-lo, hoje, na Clareza a mais total e no desaparecimento na Luz.
Eu não estava mais lá.

Então, se vocês quiserem, há mecanismos, eles são múltiplos, para encontrar o Instante Presente.
Mas o mais rápido, porque, eu o lembro que foi você que pediu, é, já, desaparecer para si mesmo, nesses momentos.
Porque o Instante Presente apenas pode estar se você não está mais aí, ou, se prefere, tão aí, tão denso e tão Aqui e Agora que não há mais coisas que venham do corpo, dos pensamentos, das emoções, das memórias, de uma atenção, de uma vontade, que estão presentes.
E, se você podou tudo isso, desenraizou tudo isso, o Instante Presente ali se revela, nesse momento, em sua majestade.
Porque é o Instante Presente que é o fluxo da Vida, o fluxo da Luz Vibral e, também, a capacidade para viver esse êxtase, qualquer que seja a fase, esse estado de plenitude e de vacuidade, ao mesmo tempo.
Isso é muito importante, porque é esse estado que virá buscá-los, no momento da estase.
E como você responde a isso?
Você tem, nos dias e nas semanas que vêm, os elementos de resposta.

Como foi dito, você é capaz de desaparecer, ou melhor, não há, mesmo, mais consciência do Instante Presente e do Êxtase?
Você cai na consciência Turiya.
Não é, verdadeiramente, o sono, porque, quando você volta, frequentemente, nesses casos, você se apercebe de que não sabe mais onde você está nem quem você é, como o acordar pela manhã, isso toma alguns segundos.
E isso, é preciso, também, seguir, em relação ao Instante Presente, o que nós temos chamado o impulso da Luz.
Quer seja o impulso do Canal Mariano, quer seja o impulso da Onda de Vida, quer seja o impulso de Uriel, de Metatron, o Canal Mariano que vibra, uma Coroa que se ativa um pouco mais ou o zumbido dos ouvidos que se modifica.
Nesses casos, você está maduro para o Instante Presente.

Mas ainda é preciso que, quando você é chamado pela Luz por esses sintomas ou esses sinais, você aceite, naquele momento, interromper tudo o que você faz para pôr-se em acolhimento, sem nada esperar, sem nada focalizar nas energias ou nas vibrações, nem nas Coroas, mas, simplesmente, estando aí.
Ajude-se com a respiração, cristais, mas será, efetivamente, se você respeita isso, será a oportunidade de encontrar, muito rapidamente, esses instantes de «Momento Presente».
E, cultivando esses momentos, você observará que, pouco a pouco, você está no Instante Presente.
Caso contrário, com as vibrações que há, nesse momento, você vai constatar, muito frequentemente, o inverso.

Então, são, também, eliminações.
Mas não são retribuições, isso é apenas para atrair sua atenção.
Por exemplo, você tem coisas antigas que sobem, de repente, à cara.
Por exemplo, havia algo desaparecido que volta a manifestar-se, nesse momento.
Isso foi dito, eu creio, é o ajuste final entre o corpo de Existência e seu corpo ou suas estruturas efêmeras.
E é nesses momentos de apelo ou de sobreposição da Luz Vibral quer seja por não importa qual do que você conhece, e o que você vive, talvez, naquele momento, você deve estar disponível.
Mas isso foi dito, já, á anos.
Exceto que, aí, efetivamente, neste período específico que começou, de fato, a partir da Atribuição Vibral, é preciso ser capaz de desaparecer.
Então, é claro, se você mantém, em sua vida corrente, coisas que são da ordem de demasiada fofoca, de necessidade de demasiadas explicações, de necessidade de justificações ou demasiadas atividades, por exemplo, mas, mesmo em seu setor profissional, se você tem cifras de todo o dia na cabeça, você terá, talvez, mais dificuldades para responder ao apelo da Luz.

A natureza também, isso foi dito.
Passear sem objetivo em uma floresta, junto a um curso d’água.
Eu creio que o Arcanjo Anael, há alguns anos, deu muito esses conselhos, na natureza, segundo os elementos que era preciso favorecer na consciência.

Então, o Instante Presente, eu repito que ele está no ponto ER.
Isso não quer dizer que se manifeste pelo ponto ER, é a resolução dos quatro Elementos, é a resolução do passado e do futuro e é, também, a resolução de tudo o que corresponde à Humildade e à Simplicidade.
Então, se você está na tagarelice incessante consigo mesmo, se está na necessidade de falar ou de agitar-se, de uma maneira ou de outra, é evidente que o Instante terá dificuldade, ele vai fazer-se chamar, eu não sei, mas ele não estará aí.
E você não pode enganar-se porque, quando o Instante Presente está aí, mesmo se você não desapareça completamente, nada mais há.
Não há mais emoção, não há mais mental, há apenas o sentido de estar, ainda, nesse corpo e por trás dessa pessoa, mas isso para aí.

Portanto, não é, verdadeiramente, a meditação ou, então, seria uma meditação sem objeto, sem sujeito e sem projeção.
O Instante Presente encontra-se na vacuidade: você deve esvaziar-se do que você é, que está repleto de referências ao passado, ao futuro, às feridas, às dores e outros.
Nesses momentos, esvaziar-se de tudo isso até que sua consciência seja como a água de um lago sem vento, calma.
Com apenas, de momento, uma pequena bolha que sobe e que se olha subir.
Se você faz isso então, efetivamente, pelo impulso de Uriel, pela aproximação das dimensões e o contato total, em breve, da Luz Branca com o solo, isso dá resultados muito probantes.

Mas não espere... porque, o que é que vai acontecer?
Olhe.
Se você ouve as trombetas do céu e os sons da Terra por toda a parte, você saberá o que é.
Você terá, aliás, os sons dos ouvidos que vão modificar-se muito fortemente, mas de modo permanente.
E, aí, o que é que você vai fazer?
Você sabe o que é, e você vai refletir: então onde é que eu vou me colocar, como isso cai acontecer e tudo?
Não.
Concordo, é preciso imaginar, você tem três dias para isso.
Seis dias, mesmo, ao todo, se contamos os três dias das trombetas antes.
Você tem o tempo de fazer o balanço, não é?
E de esvaziar-se.
Mas, se você já está vazio, se você desaparece, atualmente, no dia em que houver, verdadeiramente, esse evento, bem, você não terá problema algum.
Porque, de qualquer modo, a modificação de suas estruturas, naquele momento, será tal, que você não terá outra escolha que não, de qualquer modo, modificar o que você é habitualmente.
Porque é, realmente, o que vai acontecer.
E se você está aflito por uma modificação, por exemplo, que tinha o hábito de tagarelar, de mexericar, como se diz e, nesse dia, você está com amigos, você se aperceberá que o mexerico deles não pode mais sair, mas não vai calar-se, e você não vai desaparecer.
Isso vai arrastar o que pode restar, portanto, que era utilizado para essas tagarelices, ou seja, o mental e o ego.
O ego colocado à frente.
E, aí, você vai perder os pedais, se posso dizer.
Não haverá... vocês não terão alguém que vá pedalar em uma bicicleta porque, como se diz, não haverá mais bicicleta, não haverá mais pedais, mas você vai continuar a pedalar no vazio, se você vê o que eu quero dizer.

Portanto, é, efetivamente, durante este período, é um treinamento múltiplo: treinamento para o ajuste físico com o corpo de Existência, treinamento emocional, treinamento mental para ajustá-lo finamente, para ver se há, ainda, coisas que estão aí.
Então, é claro, se você se serve da coisa que está aí para afligir-se e dizer-se: «Oh! É preciso que eu elimine isso», há pouca chance para que isso funcione.
Procure, primeiramente, a vacuidade, não procure resolver o que quer que seja.
Tanto mais que eu lhe disse, e isso foi repetido em inúmeras reprises: se você é suficientemente transparente, ou seja, se você se esvaziou suficientemente de tudo o que é supérfluo e que para nada serve em relação à Ascensão, naquele momento, você não terá dificuldade alguma para colocar-se em conformidade.
Aliás, você tem sinais, também, ao nível do corpo.

Se, por exemplo, você tem uma Coroa que dói, o chacra da alma, que foi explicado ontem, que lhe dá dor, não escute a dor, esvazie-se de tudo, não lute contra a dor, mas faça o vazio.
Observe, sem querer observar, a superfície do lago e, aí, acontece o que deve acontecer.
Em geral, Shantinilaya, a Presença Infinita ou, de imediato, o desaparecimento, sem os estratos intermediários.
Porque é essa passagem que convém fazer nas melhores condições.

Eu creio que eu já disse, e isso foi dito, também, por outras pessoas e Cabeça de Caboche, também: há uma relação formal entre, se quer, essa noção de parada do tempo, de parada do espaço, de parada da personalidade e a parada total das funções ligadas à personalidade.
É como uma morte, é, verdadeiramente, uma passagem.

Ora, o modo pelo qual você passa condiciona o que você é.
E, se você quer passar sem sobrecarga, você deve morrer.
Morrer para si mesmo, portanto, permanecer na vida.
Mas como você quer chegar ao instante presente se, em sua cabeça, o resto do tempo, você está em coisas que estão ao oposto disso?
É preciso ser lógico.

À época, eu não falo de agora, mas você acredita que eu cheguei, que eu estive, assim, porque eu vivi a minha fusão com a Luz, porque havia Peter Deunov, também, que me havia impulsionado os chacras, como se poderia dizer.
Mas, se quiser, depois, não havia as mesmas vibrações que hoje.
Isso foi dito ontem, é um processo que era eminentemente individual.
A grande diferença é que, aí, é um processo que vai movimentar níveis de energias, níveis de consciência, níveis de Luz, níveis de sombras residuais absolutamente fenomenais.
Isso não é para dar-lhe medo, porque você verá que não há razão alguma para ter medo.
O medo pode ser agora, mas, no momento, você não o terá.
Mas, se você passa seus instantes atuais a cultivar, de um modo ou de outro, os seus medos: «Será que eu tenho meu Triângulo na fronte? Será que eu sinto as Coroas? Será que eu vou passar? Aonde será que eu vou?», você não terá a resposta nessas questões.
Você terá a resposta no centro de si mesmo, como uma evidência.
Mesmo não por nossas Presenças, mesmo se estamos aí para apoiá-lo e mesmo se estamos dentro de você.
Isso deve vir de você.

Houve a primeira passagem, do ego ao Coração.
Você viu que, nesse momento, você passa de um ao outro por uma razão ou por outra, espontaneamente.
Não é porque você tenha caído ou regredido, é apenas para que você observe, justamente, quando você está nisso e naquilo.
Ou mais em um ou mais no outro.
Porque, assim que você vê, é quase transformado, mas se você não está, mesmo não consciente de que você está se afastando, falando de coisas e de outros, você terá dificuldade para identificar os momentos nos quais a Luz chama você.
Pelo corpo ou pela vibração, como eu acrescentei.
Ou, então, você terá dificuldade para fazer o silêncio, ainda que apenas mental.
Exceto se vocês são grandes meditadores que conseguem fazer o vazio mental.
Porque como a Luz ilumina tudo, e nada mais há para esconder-se, você é obrigado a enfrentar.
Mas enfrentar não quer dizer continuar o que é efêmero.
É claro, você tem obrigações, nós o dissemos e repetimos.
Mas faça o que é necessário em relação a isso e faça, sobretudo, mais do que necessário em relação a essa noção de Passagem.

Eu escuto a segunda questão, mas eu cruzo os dedos para ter certeza de sair.


QUESTÃO 54: eu trabalho com adolescentes...

Boa sorte.

E eu gostaria de saber como pôr o Amor à frente, colocando, também, limites?

Eu não respondo, a resposta é simples, mas não respondo e eu devia, também, fazer um momento... faremos isso depois.
Eu os deixo e digo-lhes até já, e vou deixar ir aquele que quer exprimir uma resposta em relação a isso.
É o quê, essa questão, que eu devo fazer lá em cima?
Ah, sim! Aí está, e, então, encontrar a calma e o silêncio nessas situações não é fácil.
E como pôr o Amor à frente?
Certo.
Então, eu me vou e deixo vir aquele ou aquela que quer exprimir-se.
Até já!
Vocês nada perdem por esperar.

Meu nome é Irmão K.
Eu os saúdo, irmãos e irmãs nessa carne.

A questão que foi colocada corresponde a essa noção de pôr o Amor à frente, pôr o Amor à frente de tudo.
Existem, é claro, conforme suas vidas, elementos que, obviamente, não podem permitir pôr o Amor à frente.
Porque a personalidade é obrigada, nesses casos, a enfrentar o que é uma obrigação.
Um condutor de trem não tem que pôr o Amor à frente, mas, ao invés disso, tem que estar vigilante no que se desenrola em seu caminho, para evitar a colisão.
É o mesmo em todo gênero de atividade, e é o mesmo para toda mãe de família que tem filhos em baixa idade.

Você sabe muito bem que as crianças, os adolescentes, alguns círculos, isso pode ser, também, o fato de trabalhar, por exemplo, ser corretor em uma bolsa.
O corretor, se preferem, é exatamente a situação de estresse que está ao oposto, efetivamente, se se pode dizer, da Paz, da equanimidade, desse sentimento de solidão que se encontra nesses casos.

Então, é preciso, efetivamente, separar as coisas, se isso se produz para vocês, para você, é que é, exatamente, durante este período, o que é necessário para você.
Eu o lembro, simplesmente, de que há numerosos anos, inúmeros de vocês sentiram, eu diria, impulsos para mudar de modo de vida, de funcionamento.
Isso se produziu para muitos de vocês, em inumeráveis setores de suas vidas.
Hoje, as coisas são um pouco diferentes, você está em face de si mesmo e em face do que você criou.
Não, unicamente, nesta vida, mas como uma espécie de recapitulação de sua passagem sobre aTerra.

Isso corresponde, exatamente, ao que acontece nesse momento, que é, em todo caso, a tentativa da própria Inteligência da Luz queimar, se posso dizer, consumir a última camada isolante, que é nomeada de corpo causal e não o corpo etéreo, que já está transformado.
Esse corpo causal compreende a codificação cármica, ele compreende o conjunto de elementos que estão presentes em sua vida, em função, justamente, de sua vida passada, quaisquer que sejam as circunstâncias.

Assim, portanto, se você se encontra em uma situação que está, obviamente, ao oposto de pôr o Amor à frente, porque é preciso colocar, naquele momento, à frente e, nessa situação, é claro, é o Amor, mas, ainda mais adiante disso, são as competências.
E é a capacidade para resolver, justamente, conforme suas experiências profissionais, afetivas ou outra, uma problemática.
O momento de pôr o Amor à frente, é claro, deve começar em momentos privilegiados, como acaba de ser dito por nosso Comandante.
Escolha, já, os momentos os mais calmos, os momentos nos quais a Luz chama você, antes de considerar poder pôr o Amor à frente em situações que eu não hesitaria em qualificar de extremas em relação ao estado vibratório atual.

Mas é a melhor das situações, para aqueles que estão nessa situação, para regularizar o que há a regularizar.
Assim, portanto, não é questão de pôr o Amor à frente quando há necessidade de uma competência técnica ou de ensinamento ou de mãe de família ou outro, ou de corretor de bolsa.
Mas, bem mais, servir-se de momentos nos quais não há essas competências ou algo a pôr à frente do Amor para, justamente, favorecer os momentos nos quais você está mais na calma, os momentos nos quais não há agitação, que você pode procurar, como disse o Comandante, na natureza ou outro lugar.

Assim, portanto, o posicionamento atual – eu não falo ao nível espiritual, mas eu falo no desenrolar, mesmo, de sua vida – é a consequência direta das adições, subtrações, multiplicações e divisões do conjunto da lei de Carma.
Não para punir, não para retribuir, mas, justamente, para ajudá-los a ver, para ajudá-los a atravessar, para ajudá-los a enfrentar e, eventualmente, confrontar.
Mas essa confrontação não é nem um combate nem uma resistência nem uma dualidade.
Isso deve tornar-se uma evidência.
Essa evidência não passa nem pelo mental nem pela reflexão.
Assim, portanto, algumas situações exigem, de alguns de vocês, algo que não está, verdadeiramente, em relação com o que vocês têm a viver.
Mas é, muito exatamente, essa coisa que não está em relação com o que você tem a viver que vai dar-lhe, pelo fato de ver, a resposta interior, sem lutar e sem procurar algo mais do que estar, realmente, na compreensão intuitiva e não racional do que se desenrola.
Identifique, como você o fez, aliás, através desta questão: eu ali estou ou não estou.
É evidente que as circunstâncias de educação, de ensinamento, de bolsa de valores, de conduta não são, verdadeiramente, momentos ligados à Eternidade.
Portanto, para nada servirá, nesses momentos, procurar o que quer que seja.
Em contrapartida, aproveite dos momentos nos quais não há essas imposições e essas obrigações para poder manifestar o que há a manifestar.
A menos, é claro, de não mais suportar e receber o impulso da Luz para desembaraçar-se de tudo isso.
Mas, eu repito, eu não tenho certeza de que, na maioria dos casos, isso seja pedido ao que vocês são, mas, bem mais, atravessar isso.

É a mesma coisa para as dores.
Quer as dores sejam mecanismos de ajuste do Eterno e do efêmero, quer essas dores sejam a consequência memorial ou de um evento, físico ou psicológico, é, exatamente, a mesma coisa.
São elementos a ver não em seu sentido, não em sua justificação, mas, simplesmente, na presença alterada dessa manifestação em relação à sua própria Presença Una e inteira.
Não há, portanto, que lutar.
Há, portanto, que favorecer o que deve ser favorecido.
É uma questão de bom senso, simplesmente.

Existem, entre os povos primitivos, quer sejam ameríndios, quer sejam aborígenes, lendas ou histórias.
Há uma que é apaixonante, que concerne à questão do lobo, e que eu vou dar-lhes, porque é exatamente isso que se produz:
Um jovem índio vê um velho chefe, sábio, e ele faça com esse velho sábio que é, também, seu avô.
E ele pergunta: «Vovô, por que o homem é tão mau?».
O avô respondeu: «O homem tem, em si, dois lobos. Um lobo manso e um lobo extremamente mau, que está pronto a tudo comer, que está pronto a tudo destruir, em si ou no exterior de si».
A criança pergunta, então: «Como fazer para desembaraçar-se do mau?».

Vocês veem, portanto, através do início dessa história que o avô, que é um sábio, joga na dualidade.
Ele expõe à criança que há, nela, dois componentes.
Ele usa, obviamente, o lobo, mas poderia ter sido um castor, conforme outra tribo, e assim por diante.
O importante é compreender isso.
Então, o avô responde: «A solução é muito simples: pare de nutrir o lobo mau».

Aí está, exatamente, o que você deve fazer, levando em consideração, é claro, as obrigações desse corpo em relação à alimentação, em relação ao lugar de vida, ao teto para dormir, o conjunto de coisas que você tenha, talvez, engajado ao olhar da sociedade, quer seja ao nível financeiro, quer seja ao nível profissional ou em outros domínios.
A mesma coisa para as crianças.
E o que se produz aí é, evidentemente, diretamente ligado ao que é, para você, o melhor para atravessar isso.

Assim, portanto, tudo depende das circunstâncias.
«Busque o Reino dos céus, o resto ser-lhe-á dado em acréscimo», isso se encontra no interior.
Resolver, encontrar e superar o que está no interior é, já, permitir às obrigações, às mães de família, em sua profissão com adolescentes ou em outros tipos de profissão não mais ser afetado ou, em todo caso, amortecer, pela consciência do "Eu sou", pela calma do instante presente encontrado em outros momentos, é claro, que não naqueles momentos.

Virá, talvez, um momento no qual o fato de ver essa Paz, ou seja, em você, em alguns momentos, e desaparecer para outros momentos, ligados às suas atividades ou a crianças ou a uma profissão, vem criar, eu diria, um sentimento de cansaço, um sentimento de impotência ou um sentimento de luta.
Aí, também, é preciso encontrar a força, não, talvez, pôr o Amor à frente, permanentemente, mas alternar os momentos nos quais a competência é necessária, nos quais a ação técnica é necessária e os momentos nos quais o Amor seja, talvez, mais fácil de pôr à frente.

Eu sou Irmão K.
Eu lhes agradeço por sua escuta, vou retirar-me, mas, antes de escutar sua próxima questão, eu me permito viver com vocês um momento de Silêncio, se desejam.

…Silêncio…

Irmão K saúda-os.
Até muito em breve.
Eu escuto a questão, antes de sair.


QUESTÃO 55: você poderia esclarecer-nos sobre o fato de que algumas pessoas sintam coceiras nas costas, ao nível das omoplatas?

Eu sou Miguel, Príncipe e Regente das Milícias Celestes.
Bem amados, aqui e alhures, permitam-me, antes de responder a essa questão, instalar-nos, juntos, na radiação do Ultravioleta.

…Silêncio…

Bem amada, você não está sem ignorar que, durante este período, há o corpo de Existência, liberado do Sol, que vem desposar seu efêmero.
Assim como a Terra liberada, em seu corpo de Existência, ela também se atualiza.
Isso se traduz por mecanismos nomeados de atrito.
Esses atritos são ligados à interação direta da radiação do Ultravioleta, da radiação do Espírito Santo e da irradiação da Fonte acopladas à Onda de vida, ao nível coletivo e não mais, unicamente, ao nível individual, mas no conjunto da Terra.
Isso a afeta por ressonância, mesmo se você não perceba esses fluxos em si.
Eles não agem mais, unicamente, através da Onda de Vida, do Canal Mariano ou de suas Coroas, mas diretamente, eu diria, no banho etéreo coletivo do planeta.
Assim, portanto, há a possibilidade – por essa Luz Vibral presente um pouco por toda a parte no ar – de criar, por ressonância, que eu qualificaria de mórfica, as percepções e as sensações e a realidade, mesmo, do corpo de Existência.

Eu os lembro de que o corpo de Existência é idêntico, qualquer que seja sua origem, qualquer que seja sua composição, qualquer que seja seu morfotipo, qualquer que seja seu DNA e, isso, em todos os multiversos de todas as dimensões e de todos os multiuniversos.
Assim, há uma ressonância mórfica no trabalho, atualmente, na Terra, inicializado por vocês mesmos e por nós mesmos, que permite a Liberação da Terra, mas, também, a Liberação da consciência e do corpo.
Existem, ao nível desse campo mórfico, dessa ressonância mórfica, características.
Essas características concernem, essencialmente, aos pés, à cabeça, ao coração e às costas.
Assim, portanto, por ressonância mórfica, por simpatia, se preferem, sem, necessariamente, que a Onda de Vida esteja ativa, sem, necessariamente, que uma das Coroas esteja ativa, alguns seres que estavam na Simplicidade e na Infância do Coração nada vivem de extraordinário até o presente, nada percebem de extraordinário, começam a sentir certo número de coisas.

Essas coisas são de várias naturezas.
A primeira é o sentimento de ter o fogo sob os pés.
A segunda percepção ou sentimento é sentir a parte inferior das costas.
O terceiro elemento é ligado, diretamente, à sua questão, que é, portanto, zonas laterais da porta KI-RIS-TI, aí onde se encontra a ruptura não do pericárdio, mas do corpo efêmero, sente-se nascer o corpo de Eternidade e que prepara a saída, eu os lembro, pelo Centro do Centro ou Coração do Coração, à frente.
Assim, portanto, os ajustes ligados à sua transformação ou ligados, doravante, às ressonâncias mórficas das energias do céu e da Terra reunidos sobre esta Terra podem dar-lhes a viver, de maneira fulgurante, espontânea, manifestações não habituais, seja ao nível dos pés, seja ao nível das costas, seja ao nível dos chacras, seja, efetivamente, também, nessa zona específica que cerca KI-RIS-TI e que é ligada ao ponto de saída, de nascimento, se prefere, não de sua Eternidade, mas dos elementos propulsores nomeados as asas, que vêm permitir-lhe separar-se, no momento vindo, das estruturas efêmeras, quaisquer que sejam.

Assim, portanto, os calores, os formigamentos, as dores, os mecanismos vibrais manifestam-se, independentemente da presença ou não das Coroas radiantes, do Canal Mariano e das outras estruturas que vocês conhecem, que podem manifestar-se junto a cada um.
A matriz da Luz Vibral foi aportada a esta Terra.
Vocês têm e nós temos vivido com vocês todas essas etapas.
Hoje, é o saldar de todas as contas.
É o momento no qual se atualiza, em vocês, o que não pôde atualizar-se, seja por proteção, seja por sobrecarga de suas estruturas memoriais cármicas.

Hoje, o carma é varrido pela lei de Ação de Graça, tanto a título individual como a título coletivo.
Isso quer dizer, também, que qualquer que seja o lugar onde vocês estão, não há mais possibilidade, de maneira alguma, de gerar qualquer carma.
Há apenas coisas a resolver.
O que se manifesta a vocês, em suas vidas, é a solução de seu carma.
Mas não é possível, desde muito pouco tempo, recriar um carma, qualquer que seja.
As manifestações que sobrevêm para as pessoas que não vivem os processos vibrais é a introdução, para eles, de um processo vibral que não se faz pelas entradas habituais, mas pode ser feito, doravante, não importa por qual ponto de seu corpo.

Essa precisão era importante a aportar.
Não para vocês, que vivem esses processos, mas para aqueles de vocês que não viveram esses processos em sua percepção.
O campo de ressonância mórfica da Terra Liberada, e do céu, que toca a Terra, nada mais tem a ver com o que foi nomeado, à época, de linhas de predação.
O que se revela são as Linhas Sagradas da Nova Terra, preliminares à sua Ascensão às Moradas de Eternidade.
É o mesmo para vocês, qualquer que seja sua evolução, qualquer que seja seu futuro, se ele existe.
De qualquer forma, as manifestações de coceira são, muito exatamente, formigamentos ligados à penetração da Luz Vibral que, eu os lembro, não faz muito boa limpeza, regra geral, com a matéria de natureza carbonada.

Esse aumento de vibrações, como vocês dizem, medido por aqueles que medem as energias, é de tal evidência, doravante, que vocês não devem surpreender-se com manifestações que os percorrem, abertos ou não, que são ligadas à presença dos Elementos, mas elementos originais, não mais falsificados.
Resta retificar o eixo da Terra e inverter seu sentido de rotação; é o mesmo para cada um de vocês.
Assim, portanto, outras manifestações ligadas a outros elementos podem produzir-se.
Quando a Nova Terra penetra em vocês, que é uma nova Terra em silício e não mais carbono, que nada mais terá a ver com a antiga Terra, o que acontece?
Processos de vibração põem-se a caminho e dão-lhes a sentir coisas não habituais.
A vibração do silício é muito mais rápida do que a vibração do carbono.
As irradiações que vocês atingem, através desse campo mórfico ou através de suas Coroas, ou da Onda de Vida, se ela é permeável, dão-lhes outras manifestações possíveis, e eu vou, então, precisá-las, a partir de agora, independentemente daquelas que eu acabo de dar.
As manifestações térmicas, as modificações térmicas brutais, sentidas e percebidas e independentes de qualquer causa exterior.
Eu entendo por exterior: presença do Canal Mariano, presença de seus chacras, presença de manifestações ou de Presenças de nosso plano ou de nossos planos não têm qualquer incidência nisso.
Vocês observarão, aliás, que esse fenômeno de mudança térmica produz-se de forma incisiva, independentemente de nossas reuniões, independentemente de sua atenção, isso corresponde a um ajuste à Nova Terra.
Isso não quer dizer que vocês permaneçam em uma nova Terra, mas que vocês se beneficiarão dela, ao nível da vibração.

Há, efetivamente, uma sobreposição, de momento, quase completa, entre o antigo e o novo mundo, aqui mesmo, nesse instante presente, nesta Terra.

Aí está o que eu tinha a completar.
Muitas manifestações de consciência, do corpo, da energia, tanto em seu nível como ao nível da Terra.
Eu os lembro, como havia dito o Comandante há numerosos anos, de que o conjunto de vulcões da Terra deve despertar.
Eu os lembro de que a repartição das massas habitadas da Terra, massas terrestres, deve, também, modificar-se, profundamente.
Tudo isso acontece, exatamente, do mesmo modo em vocês.

Eu sou Miguel, Príncipe e Regente das Milícias Celestes.
Em nome do Amor, em nome do Um, recebam as minhas Graças.

…Silêncio...

Eu os saúdo.
Eu escuto sua próxima questão, para transmiti-la.
Se, de momento, não há questões que emirjam, permitam-me retirar-me e deixar o lugar ao Comandante, para a sequência.

Até breve.


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Bem, o Arcanjo Miguel pediu-me para voltar, porque vocês têm dificuldade para falar com ele, parece.
Isso deveria melhor acontecer comigo, vocês podem dizer-me tudo.

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QUESTÃO 56: qual atitude adotar, vis-a-vis de nosso ambiente próximo, quando os sons da Terra e do Céu ecoarem?

Então, aí, cara amiga, a situação é eminentemente diferente, conforme as circunstâncias.
Mas eu lhe asseguro, o período no qual haverá os sons do Céu e da Terra, antes dos sinais visíveis no céu, a vida continuará, mais ou menos normalmente.
Haverá, é claro, inquietações, interrogações, mas, como sempre, os maus rapazes dirão que é normal: a velocidade de rotação do Núcleo da Terra está um pouco diferente, o Sol está um pouco temperamental, há interações magnéticas, mas que isso vai desaparecer.
Portanto, nos três primeiros dias, as pessoas não estarão inquietas absolutamente, a maior parte, sobretudo, aqueles que não estão a par.
Eu penso que aqueles que estão a par, se não estão estabilizados, arriscam estar um pouco mais inquietos.
Porque, aí, nada acontecerá ainda, eu diria, ao nível do agenciamento da energia e da consciência, mais do que agora, se não é o que vocês ouvirão e as vibrações extremamente importantes que terão nos pés, como se o solo vibrasse, não é?

Em contrapartida, vocês sabem que, três dias depois, há o Apelo de Maria.
E aí, isso vai começar a não ser, verdadeiramente, a mesma coisa.
Entre aqueles que vão dizer-lhes que é o projeto Haarp, aqueles que vão dizer: eu quero ser confinado, porque eu ouço vozes, os maus rapazes que vão dizer-lhes que é nada, é um processo que se produz, mas que nada tem a ver com o que quer que seja.
Aí, vocês vão ter, efetivamente, coisas a regularizar, mas em si.
Porque os vizinhos, os amigos e outros vão começar a titubear, a ser um pouco bizarros, a sentir-se muito, muito, muito bizarros.

Então, é claro, esses três dias arriscam ver coisas bizarras.
Pessoas a vagar na rua, pessoas chorando, pessoas gritando, pessoas que vão querer bater-se, outras que vão depor as armas, outras que vão tomá-las.
Tudo isso vai desenrolar-se.
Então, você, que está aberta, o que vai acontecer a você?
Você vai afundar-se no instante presente, cada vez mais, e vai sentir, antes mesmo do prazo do terceiro dia e, sobretudo, na caída da noite, que há a impressão de estar vazia, de desaparecer totalmente.
Então, é claro você sabe o que isso quer dizer, mas aqueles que estão no ambiente, ou eles partiram para fazer a guerra, ou eles estão chorando, ou eles já estão no calor de seu leito, agradecendo a Graça que se apresentou.
Mas ninguém poderá ignorar, simplesmente, as reações de uns e de outros serão profundamente diferentes.
E o melhor que eu tenho a aconselhar-lhe, naquele momento, é fechar as portas e as janelas e colocar-se na interioridade.
Isso será, aliás, muito mais facilitado para aqueles que não conseguem agora, apenas após o Apelo de Maria.

Então, vocês veem, tudo está bem.
Então, não vale a pena falar do despertar porque, aí, haverá muitas coisas diferentes e muitos pontos de vista diferentes.
Eu posso, em contrapartida, e você o constata, nós falamos, cada vez mais, de mecanismos, de engrenagens que vão ser ativados e que já estão ativados, agora, durante este período.
Mas no dia imediatamente após o Anúncio de Maria, no dia em que vocês vão ver alguma coisa no céu, isso não vai ser a mesma coisa porque, aí, não serão apenas os Gauleses que vão ter medo que o céu lhes caia sobre a cabeça, é toda a Terra.
Há, mesmo, os que planejaram enterrar-se, para evitar que o céu lhes caia sobre a cabeça.
E os pobres, aí, vai ser o fogo da Terra que vai tomá-los.
As chamas do inferno, como dizia São João.
É, simplesmente, isso, hein?
Não são demônios, são, simplesmente, aqueles que vão enterrar-se para escapar de seu Face a Face, eles arriscam ter pequenos problemas.
Mas isso não os impede de pôr-se em casa, na calma.
Tanto mais que, a partir do terceiro dia, um pouco antes ou depois do Anúncio de Maria, haverá pequenos problemas de comunicação, de transporte, problemas elétricos, digamos.

Permitiram-me permanecer para uma segunda questão, porque pode haver um encadeamento em relação a esta, é melhor que seja eu que responda.


QUESTÃO 57: Foi dito que o céu iria abrir-se. Isso é após os três dias?

Mas é ao mesmo tempo.
A partir do instante em que o Apelo de Maria é lançado, o sinal no céu será visível, dentro de algumas horas, é claro, conforme o lugar da Terra onde você está.
Então, o céu vai começar a rasgar-se, assim que vocês virem essa coisa no céu.
E não é só essa coisa, quando vocês virem, digamos, milhares de coisas no céu, que vão fazê-los sentir muito engraçados.
Que digo eu, milhares, dezenas de milhares.

Eu já havia falado disso, há muito tempo.
Então, isso podia parecer engraçado, é como quando eu dizia que os vulcões iam acordar, que havia certo número de coisas.
E aí, vocês constatam, efetivamente, que tudo o que havia sido anunciado, a expansão da Terra, eu me lembro, foi durante os Casamentos Celestes, havia pessoas que ficaram um pouco bizarras, elas estavam persuadidas de que, aí, havia um grande delírio.
O problema é que tudo isso, vocês o verificam hoje, porque está acontecendo.
Mas está muito bem, porque aqueles que não acreditavam, naquela época, e que seguiram um pouco o que nós dizemos, bem, eles vão dar-se conta de que fariam melhor em rapidamente inclinar-se ao seu ser interior e nas manifestações vibrais.

Não é mais tempo, agora, de ler tudo o que nós temos dito, não é?
Mesmo se isso lhes agrade.
Mas é tempo de pôr em prática tudo o que vocês vivem.

Aí está, então.
Foi dito, aliás, no Apocalipse de São João, que o céu rasgar-se-ia.
Vocês o veem, tanto junto aos muçulmanos, junto aos cristãos, no Kali Yuga junto aos Hindus, junto aos Tibetanos, junto aos chineses.
É exatamente, dito com palavras diferentes, exatamente o mesmo processo.
E se o céu rasga-se, isso quer dizer que seu céu, também, abre-se.
E é uma ruptura.
Mas uma ruptura que se faz no contentamento, ou na Ausência.
Exceto aqueles que arriscam desistir, mas isso não é grave, porque as coisas serão profundamente diferentes após esses três dias.
Quer seja para vocês, seres conectados à Fonte, quer seja para aqueles que não estão, jamais, conectados à Fonte.
Há, verdadeiramente, um alvoroço no qual a consciência da Luz será onipresente para aqueles que a acolhem.

Então, há dissolução e aparição, ao mesmo tempo.
Vocês já estão sobrepostos, de algum modo, entre esse mundo e seu destino final, através do que vocês vivem.
Então, se querem, não se preocupem com tudo isso, estejam o mais interiorizado possível, a partir do instante em que o Apelo de Maria tenha sobrevindo o a partir do instante em que vocês ouvem as Trombetas.

Se você tem férias previstas no cinturão de fogo do Pacífico, cabe a você tomar suas responsabilidades, se você vai pra lá, de qualquer forma, não é?
Mas bem, talvez, o fogo dos vulcões, ou seja, o Fogo da Terra satisfaça mais você do que o Fogo do Céu.

Se há, ainda, uma questão que trate disso, eu fico, caso contrário, retiro-me, para alguém mais.


QUESTÃO 58: pode-se desenvolver sobre os cento e trinta e dois dias após os três dias?

Ah isso é o presente surpresa, do qual não se vai revelar tudo.
Havia alguns elementos que subiam, eles também, nas Núpcias Celestes.
Há, como isso se chama..., os Círculos de Fogo, que foram evocados.
Os cento e trinta e dois dias é um período de lavagem.
Faz-se a limpeza, aprende-se a viver na Unidade, quer seja em 3D unificada, quer seja como futuro Liberador, quer seja em ser liberado, totalmente, dos mundos carbonados.
Prepara-se para os festejos.
E esses festejos, é claro, podem tornar-se o inverso de festejos.
Mas isso faz parte do caminho de cada um para viver a Liberdade.

Então, talvez, se há um que venha dar-lhe um golpe de machado sobre a cabeça, será preciso agradecê-lo, ele o liberou mais rapidamente.
Isso significará que você não tem necessidade de seu corpo, nem de ir viver os cento e trinta e dois dias, aliás.
Há os que estão tão apressados que não querem, mesmo, ouvir falar de nós, e que vão salvar-se muito rapidamente, em sua Origem estelar, às vezes interceptamos alguma coisa.
E é liberdade deles, também.
Assim como é nossa liberdade, nossa também, de propor-lhes pequenas coisas.
Cada um é livre.
É a livre circulação, não de capitais, mas de consciência.
Não há interesse além disso.
Está-se, sempre, ganhando, mesmo se não se saiba.

Então, eu não vou desenvolver sobre o que acontece nos cento e trinta e dois dias porque, conforme onde você esteja, se você está morto, se você está com, como dizer..., dois trajes, o corpo físico e o corpo de Existência (você é VRP - voyageur représentant placier ou caixeiro viajante – nesses casos), durante os cento e trinta e dois dias.
Depois, você faz o que quiser.
Mas, naquele momento, sim, ou você está em algum lugar para alguma coisa precisa, ou você não está abandonado, mas deixou-se no lugar, porque você tem algo a fazer «nesse lugar» em sua Atribuição Vibral.
Alguns deverão permanecer animados por esse Fogo do Amor e da Compaixão para ser um bálsamo para aqueles que estarão ali.
E, depois, há outros que partirão para guerrear.
Há outros que partirão para fazer a festa.
A festa de Luz, hein?, não a festa dos sentidos ou alimentar.

Portanto, você vê, esses cento e trinta e dois dias são não, unicamente, a resolução, mas, também, o momento no qual você se prepara.
Seja com o golpe de machado na cabeça, para partir mais rapidamente, seja na compaixão de seus vizinhos e daqueles que serão despertados, se eles despertam, mas, também, de alguns seres que decidiram, também, reencontrar sua família estelar, sua Origem estelar e que devem, de algum modo, ter um pequeno acompanhamento para poder utilizar, perfeitamente, o que eles se tornaram nessa Eternidade.
Mesmo se, frequentemente, seja espontâneo.
Podem restar – sobretudo, se você tem seu corpo físico – não memórias residuais, mas hábitos ainda presentes.
E tudo isso se lava, limpa-se.
É a grande limpeza, sim.
Com pré-lavagem, lavagem e centrifugação.
E, mesmo, duas lavagens, às vezes.

Bem, você verá.
Mas você não tem que se preocupar com isso.
Eu repito, como eu disse antes de sair e voltar, que o mais importante é essa Passagem.
Os cento e trinta e dois dias, quaisquer que sejam as circunstâncias, vocês estarão todos contentes.
Aqueles que queriam fazer a guerra, farão a guerra.
Aqueles que queriam matar humanos, eles poderão matar humanos.
Aqueles que querem morrer, eles morrerão etc. etc.
Então, assim será: nessa dissolução final de toda cena de teatro, haverá os atores com os espectadores, haverá aqueles que não viram o teatro, que estão aí.
Haverá aqueles que querem quebrar o teatro e aqueles que querem manter o teatro.
Tudo isso junto.

Mas, em lugares e em condições diferentes, tudo isso junto sobre a Terra, enfim, o que resta dela.
Mas, para isso, é preciso esperar o Apelo de Maria.
Então, não tente.
O que eu quero dizer com isso – mesmo se você o saiba, mesmo se o tenhamos mostrado – você tem essa certeza interior de que você estará aí ou ali.
Não se preocupe com isso.
Porque, para onde quer que você vá, o acolhimento será perfeito.
Se você quiser armas de guerra as mais pesadas, você as terá; se você quer reencontrar Metatron e apertar-lhe a mão, você poderá, isso vai ser difícil, uma vez que ele não tem mãos.

Portanto, não se preocupe com isso, mas preocupe-se em chegar aonde você deve chegar, isso se fará naturalmente, mas chegar de modo o mais harmonioso possível, digamos.
E em toda consciência.
Em plena consciência, não em toda consciência.

Outra questão ligada ou eu me vou?
Mas eu posso voltar, de qualquer forma.


QUESTÃO 59: você poderia dar-nos precisões sobre a estase? Ela começará após o Apelo de Maria?

Ela começará setenta e duas horas após o Apelo de Maria, no momento preciso em que a Terra para, completamente, sua rotação.
O basculamento, tal como foi nomeado, intervém, unicamente, após os cento e trinta e dois dias.
Quando não haverá mais ninguém.
Porque, de qualquer modo, com um basculamento, não há mais ninguém.
E eu falo de dois basculamentos: polos magnéticos e polos físicos, como eu já disse há anos.
Um age na consciência, ou seja, já é o caso agora.

Há as mortes de animais.
Depois, há a perturbação desse polo norte magnético, inversão do polo magnético e inversão do polo físico, que se traduz, ainda mais violentamente, no manto terrestre.
Hei! É a centrifugação, a Terra agita-se.
Mas habitue-se, de qualquer forma, a centrar-se, o mais possível.

Então, é claro, as questões são interessantes, eu lhes dou informações, mas tente esquecê-las, depois.
Elas lhes deram um ponto de referência, mas é tudo.
Vivam o instante presente, inteiramente.
Vivam o que a vida dá-lhes a viver.
Se vocês são enviados a embarcações para aprender a conduzir, façam-no.
Se lhes propõem contratos, leiam bem.
É tudo o que eu posso dizer.
Não assinem não importa o quê, hein?, é pior do que os mascates e os ambulantes.

Então, outra questão agora, e eu vou voltar a sair escutando-a, a menos que continue, ainda, sobre isso. Mas creio que se fez o giro da questão, não é?


QUESTÃO 60: então, para a festa final, será preciso esperar o fim dos cento e trinta e dois dias?

Isso depende de onde você está.
Pode ser uma festa de guerra e uma festa de Luz.
A festa dura cento e trinta e dois dias, entre aspas, não é...
Sim, é uma festa, mesmo se aqueles que a vivam de modo dramático não o saibam.
Eles saberão, uma vez passada.
Uma vez que eles são liberados, não é?
Mas a verdadeira festa, efetivamente, é de cem..., e ele começa a contar os dias ou o quê?
Vocês sabem, são aqueles que estão na prisão que põem dias.
Aí, não são os dias de prisão, porque não se conta mais, mas é o número de dias que resta para zerar.
É pior do que tudo.
Porque isso põe, efetivamente, não na esperança, porque vocês sabem que estão dentro agora, não em uma espera futura, mas, quando vocês veem a linha de chegada, é, ainda, mais irritante, de algum modo, não é?
E sim, além disso, com a sobreposição dos dois mundos, vocês se encontram a perambular com uma consciência obsoleta e a consciência nova que não tem os meios, ainda, para muitos de vocês, de explorar tudo o que ela é.

Explore, já, o instante presente, isso basta, amplamente, do resto nós nos ocupamos, não nós, mas a Luz.
Mas nós os recentraremos.
É claro, nós lhes damos elementos nessas "Publicações de fevereiro", mas o mais importante, para o que nós os levamos, é o instante presente, porque a solução está aí.

Então, ninguém poderá passar desse ponto se não está no instante presente.
É a Porta do coração, do Centro do Centro.
E apenas pode-se passar por aí, nenhum outro lugar.
Aqueles que quiserem salvar-se sob a Terra, bem, eles terão problemas.
E aqueles que quiserem salvar-se no céu, para escapar do que acontece sobre a Terra, arriscam muito encontrar-se congelados, não é?
Mas isso não é grave, é um corpo, é nada, absolutamente.

Você vê, a Liberação toma diferentes vias.
E há, a cada vez, um espetáculo diferente.
Porque, apesar de tudo, é um espetáculo, cabe a você saber se é uma comédia ou um drama.
E você vê, muito precisamente, não segundo o que você vive, mas, quando você mesmo se coloca a questão, porque os sinais que estão sobre a Terra são, não se pode mais, patentes.
Eles estão presentes por toda a parte.
Não são, mesmo, mais, pisca-piscas que são vermelhos por toda a parte, é agora.

Então, é claro, isso pode ser em dois minutos; Maria vai dizer ah! não!, são necessários três dias antes, mas, para ouvir os sons do céu, sempre, imediatamente, aí.
Como eu havia dito, há menos de um ano, entre a primeira, enfim, a Estrela que anuncia a Estrela e a Estrela.

Aí está, você pode fazer uma conta e preparar, já, um número de dias, em relação a qual data?
À data em que a primeira Estrela foi visível.
Você sabe, é o dia em que eles tentaram, os maus rapazes, inverter o vapor com Charlie, ali.
É cômico, são grandes diversões, hein?
Mas o que há de ainda mais cômico, ou patético, é o modo pelo qual os humanos são devorados aí dentro.
Eles procuraram atraí-los pela emoção, para nutrirem-se, porque os privaram de emoções.
E todos os seres despertos não fornecem a eles mais emoções.
Eles estão... mas eles estão mortos de fome, esses pobres Dracos.
E sim, eles vão conhecer, também, o que é a fome.
Mas eles, a fome deles não é de alimentos, ela é de emoções.
Então, tudo está perfeito.
Nada é deixado ao acaso pela Luz.
E, como lhes disse o Arcanjo Uriel, o evangelho de Satã terminou.
Acabou.
Não há mais.

Aí está, portanto, se você conta os dias, era 7 de janeiro, eu creio.
Bem, se você conta o dia em que o cometa ficou visível pela primeira vez a olho nu.
Ela começou, havia um nevoeiro um pouco antes, mas a visibilidade real foi em 7 de janeiro.
É a passagem de Miguel bem ao lado da constelação de Órion.
Através dessa Estrela, mas de outras energias Arcangélicas, foram informados, ou seja, entraram nesse cometa para transmitir a mensagem, atravessando as constelações.
A mensagem foi perfeitamente recebida, tanto por vocês como pelos fantoches, aliás,
É por isso que eles aceleram tudo aí, agora.
Eles são um pouco como os ratos em um navio, que procuram uma saída.
Não há saída, exceto no Coração.

Aí está, o resto é anedótico, o que vai acontecer.
Deveríamos, no limite, tomar a informação, vocês têm olhado tudo o que acontece sobre a Terra, vocês podem continuar, se quiserem, mas o importante será, sempre, sua capacidade de desaparecimento.
E, cada vez mais, apenas isso.

Você vê, se você consegue desaparecer à vontade, nenhum problema.
Eu não falo de dormir ou não dormir porque, aí, desaparecer à noite pelo fato de ir para cama, porque você está cansado, aí será, isso nada tem a ver, mesmo se seja equivalente ao sono.
Se você ouve nossas doces vozes e adormece, imediatamente, e você volta rico de Luz, isso quer dizer que é exatamente isso, aquilo de que eu falo.
Ou, então, espontaneamente.
Ou colocando-se em meditação, você desaparece, instantaneamente; é a mesma coisa.
Isso quer dizer que, dito em outros termos, de sua capacidade de desaparecimento atual, e nestes tempos, você tem, muito exatamente, a visão do que você é capaz de fazer ao nível da Passagem.

Se, por exemplo, você quer alinhar-se e desaparecer e, de repente, há um pensamento que sobe e que volta ou uma emoção que volta, é exatamente o que você encontrará no momento da estase.
Mas acompanhado, porque Maria terá falado, individualmente, do mesmo modo que Uriel, aqui e por toda a parte no mundo, impulsionou essa ruptura posterior e a chegada de Cristo.

Outra questão.
Eu creio que vamos deixá-los digerir um pouco tudo isso.
E eu lhes transmito todo o meu Amor, todas as minhas amizades, ainda uma vez e bravo por sua constância e sua perseverança.
Mas, agora, a constância está no instante presente, sobretudo.
Então, é claro, você pode, é preferível, por exemplo, quando você tem tempo livre, encontrar mais pessoas que são como você, não é uma segregação nem um sectarismo, é, mais, para beneficiar-se mais das energias da Luz.
Quando vocês forem dois reunidos em Seu nome, Ele estará aí, certo?
Por que ir para coisas nas quais não há, verdadeiramente, essa energia?
Aliás, você constatará isso, cada vez mais.
Quantas coisas que você comia antes, lugares que você frequentava, não são mais, absolutamente, frequentáveis nem, absolutamente, absorvíveis!
Do mesmo modo que isso foi dito: as regras fisiológicas transformam-se, a toda velocidade.
Como para a Terra.

Aqui, eu os abraço, uma vez que estou em vocês, e digo-lhes até muito em breve.

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Bem, eis-me de novo.
Vamos continuar, se quiserem.
Eu escuto, então, a primeira questão escrita.
Eu responderei ou não, isso depende.


QUESTÃO 61: como preparar nosso ambiente para os eventos próximos, na medida em que eles não estão a par?

Eu vou responder.
Eu creio que cada resposta é profundamente diferente.
Mas, se há pessoas que vivem sua vida em total simplicidade, sem colocar-se questão, e que, simplesmente, evoluem na vida, o que eu posso dizer-lhe, aqui embaixo, o que eu posso dizer-lhe é, sobretudo, não falar com eles disso, porque você não sabe, de modo algum, como acontecerá, para eles, o Apelo de Maria.

Há, certamente, seres, em seu ambiente, que são, na vida, tudo o que há de mais simples, sem colocar-se questão.
Há mais de uma chance em duas que, para eles, isso aconteça para o melhor.
Você não tem meio algum, porque, o que é que acontece, agora, se você quer prevenir?
Você vai dizer o quê?
Que Maria virá falar no ouvido?
Você vai dizer que a Terra vai parar de girar?
Você vai dizer que haverá eventos?
Mas eu creio que aquele que se interessa pelo mundo, qualquer que seja o modo pelo qual ele se interesse, quer seja pelas imagens dos fantoches, quer seja pela internet, quer seja nos jornais, mesmo se estão disfarçados, seria preciso, verdadeiramente, fazer como o avestruz para não ver a situação global da Terra.

Você não está mais no episódio de há alguns anos, ou nas Núpcias Celestes ou antes, ou durante, quando não havia, verdadeiramente, sinais geofísicos dos quais eu havia falado, porque isso ainda não havia chegado.
Hoje, aqueles que se interessam verão, necessariamente, e já veem, que há algo que está errado, não é?
Há aqueles que querem fazer como o avestruz ou que não querem ver, que não se interessam por qualquer atualidade, falsa ou verdadeira, e que estão em sua vida o mais simplesmente possível.

Essas pessoas, não se inquiete com elas.
Para nada serve acrescentar, como dizer..., estresse a algo que não pode ser compreendido, mas que será, talvez, vivido.
Então, não ative o mental acreditando fazer bem, prevenindo as pessoas, sobretudo agora.
Se você prevenisse as pessoas há sete anos, você, talvez, fosse tomado por esquisito, não é?
Mas, dado que os sinais realizam-se agora, as pessoas que não os veem não têm necessidade de sua palavra.
A única coisa que você tem a fazer, como sempre, é estar, você mesmo, na Verdade, e colocar o coração à frente, isso basta, amplamente.

Não procure o que dizer ou o que explicar às pessoas que, de qualquer modo, não quererão ouvi-lo.
Elas não poderão entendê-lo.
Aqueles que ouvem, em contrapartida, e que falam com você, dos eventos que se produzem por aí, é preciso, simplesmente, dizer a eles que haverá manifestações celestes.
Isso não prejulga nem religião nem catástrofes, mas eventos não habituais, eu diria, mesmo, inacreditáveis.

Então, tudo isso, se quiser, cada pessoa – agora, não é similar de há vários anos – está, exatamente, lembre-se, ao bom lugar.
O que quer dizer que aquele que nada vê em si, que nada vive em si, que nada vê no exterior ou que não se interessa pelo exterior nem por seu interior, é preciso permanecer no status quo.
Isso se chama respeitar a liberdade de cada um.

Se lhe colocam questões, cabe a você ver.
Mas não vá introduzir um medo do evento ou uma esperança do evento junto a uma pessoa que não espera evento algum.
Porque, aí, você irá à frente de inconvenientes, eu diria, e de decepções.

Aí está a resposta que eu posso dar.
Para as crianças, eu sempre disse, à época: não se inquietem.
As crianças saberão bem melhor do que você o que há a fazer, mesmo se você é Liberado vivo.
Porque, com elas, é espontâneo, sobretudo, antes dos sete anos e até os quatorze anos.

Eu escuto a próxima questão.


QUESTÃO 62: exceto patologia, o que significa ter os olhos vermelhos?

Então, nos coelhos, é a mixomatose.
Nos fumantes de haxixe é o haxixe.
Se você chora muito, isso dá olhos vermelhos.
Os poluentes podem dar os olhos vermelhos.
Então, fora de toda patologia, então, diz-se sem patologia.

Nesse momento, há modificações de pressão sanguínea no interior de seus vasos, como na Terra, ao nível dos rios, riachos, vulcões, e é a mesma coisa.
Isso quer dizer que isso pode dar manifestações ligadas a uma vasodilatação, ou seja, uma dilatação dos vasos, que vai traduzir-se por vermelhidão ao nível dos olhos, em alguns lugares do corpo, isso pode queimar, por exemplo, uma zona na qual há a energia que se impactou, em uma Porta, no Canal Mariano, por vezes, o próprio Canal Mariano pode queimar.
E é por isso, é o jogo de atritos, que não são resistências, ajustes, entre a Verdade e o efêmero que acontecem entre o antigo mundo e o novo mundo, entre a antiga consciência e a nova consciência, se prefere.

Portanto, os olhos vermelhos, se não é patológico, se você não fuma substâncias ilícitas, vai corresponder, simplesmente, a modificações de vascularização.
É claro, esqueçamos todos os problemas, como você disse na questão, patológicos.

Aí está, essa foi simples.
Eu respondi, agora, eu me vou, após escutar a questão seguinte.

Eu volto mais tarde.


QUESTÃO 63: fora os cristais, o canto pode suavizar a passagem da garganta?

Eu sou Uriel, anjo da Presença e Arcanjo da Reversão.
Bem amados filhos de Um, a garganta é, efetivamente, um lugar de passagem.
É, também, um lugar de reversão, e a inscrição, no efêmero, do processo final corresponde, no antigo corpo, efetivamente, ao que é nomeado o chacra da garganta.
Ele é ligado, obviamente, a todas as transformações, a todas as expressões/comunicações, a todas as criatividades, mas, também, a todas as mudanças e, portanto, a todas as passagens.

Assim, portanto, minha ativação do ponto KI-RIS-TI, a ruptura da Porta posterior, que prepara a vinda iminente de Cristo, tem por objeto fazer transcender tudo o que deve ser transcendido ao nível do efêmero.
No âmbito dos reajustes finais, atualmente em curso, existem duas zonas privilegiadas que podem ser manifestadas de modo privilegiado, ao nível de seu corpo efêmero.
Trata-se do plexo solar, nomeado Manipura chacra ou, ainda, do que é nomeado o chacra da garganta ou Vishudda chacra.
Assim, portanto, se existem, ao nível de sua garganta, sintomas, ou se você quer facilitar meu acolhimento, minha Presença e sua Passagem, obviamente, tudo o que está em ressonância com o chacra laríngeo, que corresponde à Criação e à expressão, deve ser privilegiado, na medida em que, por ressonância, isso vai jogar com o meu impulso ao nível da Porta KI-RIS-TI, e você vai, portanto, ter uma espécie de similaridade entre o canto ou qualquer ato criativo, ou qualquer trabalho ao nível da garganta, que permite aliviar a estrutura efêmera e, portanto, favorecer a estrutura eterna e o corpo de Eternidade.

Então, sim, este período é, portanto, um período propício a exercer, eu diria, sua co-criação consciente, mesmo no antigo, quer seja pelo canto ou qualquer outra atividade criativa, artística ou não.
Na condição de que o que você faça tenha um valor de criação e que não seja uma utilização de seu chacra da garganta para algo que pertenceria, simplesmente, à palavra.
Não se esqueça de que o Verbo está ativado.
O que você faz desse Verbo?
Em que se exprime seu Verbo?
Ele pode ser exprimido no interior de si, por uma espécie de vivificação de sua Luz interior.
Ele pode ser utilizado para aliviar, mesmo, a noção de passagem ao nível do que pode restar de mental ou de emocional, ou de pessoa.

Assim, portanto, você colocará no trabalho uma espécie de facilitação da Passagem no momento do Apelo de Maria ou depois.
A garganta é, simbolicamente, o lugar do nascimento espiritual ou, se prefere, do parto espiritual.
Hoje, esse parto espiritual não se faz, unicamente, no sentido ascendente ou descendente, de baixo para cima ou de cima para baixo, mas, sim, efetivamente, também, de trás para frente, o que permite realizar o que eu nomearia os quatro Elementos ou o centro da Cruz, do mesmo modo que isso se realizou ao nível de sua cabeça, ao nível das Cruzes mutáveis e das Cruzes fixas.

Hoje, ao nível de seu coração, de trás para frente e, de seu eixo central alinhado, encontra-se a Cruz de Cristo.
Não em seu sentido de crucificação física, mas, sim, como crucificação do efêmero, que permite a Ressurreição na Eternidade.
O trabalho na garganta libera o que pode estar, ainda, cristalizado em você no efêmero, esse trabalho não é considerado no sentido de um labor, mas, sim, de uma ação a realizar, que favorece sua Liberdade.

Eu sou Uriel, Anjo da Presença.
E vivamos um momento em minha Luz Branca, que é, também, a sua.

… Silêncio…

Uriel saúda-os.
Eu escuto a próxima questão e retiro-me.


QUESTÃO 64: reencontraremos nossos falecidos?

Eu sou o Mestre Philippe de Lyon.
Saudações a vocês, irmãos e irmãs.

A questão, que é de saber se você reencontrará seus falecidos.
Convém compreender que você reencontrará, já, sua Eternidade, e convém apreender, também, que o que você nomeia «falecidos» reencontrará, do mesmo modo, sua Eternidade.
Na medida em que o conjunto de memórias desta Terra, não úteis, estão obsoletas e tornar-se-ão obsoletas, os laços de apego que possam, ainda, existir em você em relação aos seus falecidos permitirá a você reencontrar seus falecidos ressuscitados e não os falecidos, tal como você os conheceu sobre a Terra.
Há desaparecimento de algumas formas arcaicas.
Há dissolução de memórias afetivas, hereditárias ou familiares.
Assim, portanto, a liberdade é total.
Não há regra definida.
Você reencontrará algumas consciências antes, durante ou depois dos cento e trinta e dois dias.
Outros não terão necessidade de reencontrar a menor consciência após os cento e trinta e dois dias.
Eles serão Absolutos, inteiramente, sem estar em qualquer corpo.
Outros serão atraídos por sua Origem estelar e viverão, em seu mundo de origem, grandes festas.
Essas festas são bem mais importantes do que os reencontros com seus falecidos, sobretudo, porque estes são nutridos apenas de lembranças e de memórias.
Talvez, alguns deles já estejam, aliás, encarnados na pele de filhos.
De qualquer modo, não haverá mais qualquer separação, mas não espere reencontrar seus falecidos, como você diz, como você os conheceu em sua vida, mesmo se houver reconhecimento, mas as coisas serão profundamente diferentes.
Contudo, apreenda, efetivamente, que, permanecendo simples, eu diria, do outro lado do véu – mesmo se, hoje, não haja mais véus –, do outro lado dessa consciência efêmera, se prefere, não há outra coisa que não a intenção.
A consciência, o corpo de Existência segue a intenção.
Se você emite a intenção de reencontrar aqueles que você conheceu, você os reencontrará, mas não reencontrará a trama que existiu anteriormente.
Você reencontrará seres novos, amorosos, para quem a noção de falecido nada quer dizer, uma vez que eles estão, justamente, ressuscitados, sensivelmente, ao mesmo tempo que você, mas, certamente, não através de um corpo de carne, certamente, não através de memórias passadas, mas com a riqueza de sua Eternidade, de sua Origem Estelar e seu corpo dimensional presente no momento de seus reencontros.
Se essa intenção de reencontrar não é colocada, nem em um sentido nem em outro, não há qualquer razão para que os falecidos desta vida, como os falecidos de suas vidas passadas venham ao seu encontro.
Não se esqueça de que você vai tornar-se um ser Livre, para que os polos de interesse nada mais representem em relação ao que eles queriam dizer nesta Terra.
Do mesmo modo que anteriormente, alguém que morria não podia tudo ter nos mundos astrais, não podia tudo ver, mas era limitado por suas próprias crenças e seus próprios condicionamentos.
Assim, portanto, cabe a você ver se há uma necessidade de reencontrar um pai ou um filho.
Cabe a você ver se há necessidade de reencontrar uma consciência liberada como você.
Eu penso que a Liberação é, certamente, muito mais importante, e o efeito da Liberação não deveria permitir-lhe que permaneça, de modo demasiado insistente, qualquer relação ao seu passado nesta vida.
É preciso, efetivamente, compreender que a nova vida, a nova consciência, o que você É na Eternidade, estritamente, nada mais terá a ver antes do Apelo de Maria e o que existirá após os cento e trinta e dois dias.

Assim, portanto, projetar, hoje, um reencontro com um falecido, ligado à sua estrutura afetiva, ligado à perda, não terá mais sentido algum, a partir do instante em que você tiver passado.
Para nada serve fazer projeções inúteis sobre um desejo ou uma aspiração de reencontro, uma vez que, de qualquer modo, uma vez a Liberdade reencontrada, você pode reencontrar toda consciência, toda Eternidade e toda dimensão.
Não há qualquer obstáculo e qualquer barreira, exceto para aqueles que devem fazer, eu diria, um reaprendizado, mais do que uma reeducação, durante um tempo curto, em 3Ds unificadas, e que conservarão o corpo.
Você apreenderá, efetivamente, então, que aqueles que decidirem conservar esse corpo certo tempo, para levar a efeito algumas funções ou algumas missões, têm apenas pouca chance de reencontrar os falecidos, mas eles terão outra coisa a fazer.
Esses falecidos serão, talvez, levados a viver o mesmo cenário, quando da ressurreição deles.
Mas não se esqueça de que eles não têm mais corpo carbonado e não poderão, em caso algum, recriar um corpo carbonado.
Eles poderão, simplesmente, reencontrar você em 3Ds unificadas, quaisquer que sejam sua forma e sua dimensão estelar, inclusive Origem estelar.
Mas você os reencontrará, simplesmente, de modo natural.
Nada haverá a procurar.
Tudo se desenrolará, eu o lembro, no mesmo tempo e no mesmo espaço, após os cento e trinta e dois dias.

Eu escuto sua questão.
Mestre Philippe saúda-os.


QUESTÃO 65: àqueles a quem muito foi dado, será muito exigido. É a nós, aqui presentes, que foi muito dado?

Eu não tenho certeza de ter apreendido o sentido da questão para retransmitir lá em cima.
Você quereria dizer, com isso, que, para melhor retranscrevê-la, se posso dizer, lá em cima, a questão que é colocada é de saber se vocês são aqueles a quem muito se deu e a quem muito será pedido.

Sim.

Aqueles a quem muito se deu e que nada deram, pedir-se-á a eles muito no contrato.
Aqueles a quem se deu e que deram, nada será pedido, porque eles são Livres.
Guardar a Luz para si faz parte da ilusão.
Ela se chama, aliás, ilusão Luciferiana.
Ela é anticrística.
Ela não permite a comunhão com Cristo.

Aqueles que deram, de uma maneira ou de outra, o que foi recebido, que se tornaram, de algum modo, ancoradores e semeadores de Luz, e que assim permaneceram, não têm qualquer razão de esperar, ou de temer que lhes seja pedido algo.
É sua liberdade de decidir.
Depois, é claro, o que lhe é dado, o que lhe é pedido, ninguém mais que não você mesmo pedirá o que quer que seja, exceto no caso extremamente preciso no qual lhe foi, efetivamente, muito dado, e você não retribuiu.
Eu falo da Luz e de nada mais.
Eu penso ter respondido a essa questão, sem ter necessidade de retransmiti-la.

Eu escuto, então, a seguinte.


QUESTÃO 66: a que correspondem fortes suores noturnos ao nível do alto do corpo?

Bem amado, você tem, sim, a chance... eu não vou responder, senão terei problemas como o Comandante.
Eu saúdo sua Eternidade, e eu transmito essa questão.

Eu sou Um Amigo.
De meu coração ao seu coração, no Amor do Um.
Queridos irmãos e irmãs, o impulso da Luz, vivido a partir da Atribuição Vibral, sobretudo, portanto, há quase dois meses, faz você viver mecanismos de eliminação noturna, que se traduzem, frequentemente, por períodos de transpirações, qualquer que seja a temperatura de sua cama ou do quarto.
Essa é a marca, eu diria, uma das marcas possíveis, da interação e da sobreposição entre seus dois componentes, face a face.
Assim, portanto, as variações térmicas, os suores produzem-se, sobretudo, à noite, mas as variações térmicas, que sobrevêm na segunda parte do dia, são apenas a tradução do ajuste à sua Eternidade.

As modificações corporais que sobrevêm, atualmente, fazem, também, parte disso, qualquer que seja a parte do corpo que é tocada.
As modificações de forma que vocês vivem, para alguns, são apenas o ajuste o mais preciso, necessário para seu ser eterno no momento do Apelo de Maria.
Assim, portanto, as variações térmicas, como os suores, como todas as manifestações que lhes foram elucidadas ou dadas durante a prática e as questões dessas publicações, dão-lhes a apreender o vasto panorama de modificações em curso, em vocês, em cada um de vocês, e em cada uma das consciências presentes nesta Terra, doravante.

De fato, como lhes foi dito há pouco tempo hoje, há, agora, doravante, uma trama de ressonância mórfica ligada à Luz, não mais individual ou coletiva, mas, sim, total para a humanidade e, eu diria, mesmo, ao conjunto desse Sistema Solar.
Do mesmo modo que existe um veículo ascensional pessoal, existe um veículo ascensional coletivo, nomeado a Pomba.
Isso representa a reunião dos Espíritos Livres ou em vias de liberação, que constitui uma embarcação de Luz na qual poderão encontrar refúgio inúmeras consciências.
Vocês mesmos tornam-se uma embarcação de Luz, em todo caso, para alguns de vocês, capazes de transportar outros Espíritos e de tornar-se esses outros Espíritos, que obedecem à conformação, frequentemente, de um pássaro que se chama a Pomba.

Assim, portanto, o impulso de Uriel, completado pelo impulso Metatrônico, que sobreveio durante seu mês de janeiro, visível no Sol, permitiu estabilizar essas ressonâncias mórficas ao nível do conjunto do Sistema Solar.
É um quadro de referência novo, que desemboca na Liberdade, para a qual cada um de vocês tem a possibilidade de afiliar-se.
Do mesmo modo que existem famílias de almas ou almas-irmãs, como existem chamas gêmeas existem, vocês compreenderam, Origens estelares comuns, cujos potenciais de origem estelar manifestam-se por uma coletividade que se desloca junto, o que dá a aparência de uma embarcação de luz, de fato, constituída de consciências unificadas e de consciências liberadas que têm os mesmos potenciais espirituais.
Isso concerne, essencialmente, aos seres cuja origem estelar corresponde a Sírius, a Altair, a Arcturos, a Andrômeda e a Vega.
Esses seres, que são a Origem estelar, têm a capacidade para criar, em toda liberdade, uma embarcação de Luz, para eles sozinhos ou para centenas de milhares de consciências que são, eu os lembro, uma única consciência.
Há, portanto, realmente, eventos surpreendentes em seu corpo de Existência, mas, também, no campo mórfico de ressonância do conjunto do Sistema Solar.
Os potenciais que despertam, em relação com as Origens estelares, podem tomar diferentes formas.
Conforme os sonhos, você pode ser levado a viver a experiência da Linhagem estelar, ou fazendo viajar sua consciência, espontaneamente, no corpo de um dos animais falsificados da Terra, que corresponde à Origem estelar.
Isso se chama a transferência de consciência e a comunhão com outra coisa que não um ser humano, o que é possível para toda consciência liberada.

Assim, portanto, tudo o que pode produzir-se corresponde, na realidade, para cada um de vocês, aos elementos que lhes são comunicados, aos elementos que vocês vivem, quer seja em suas noites, em seus momentos de alinhamento e, também, no desenrolar de sua vida comum.

Eu sou Um Amigo.
De meu coração ao seu coração, vivamos o Coração do Coração, de coração a coração.

... Silêncio…

Eu escuto a próxima questão e digo-lhes até breve.


QUESTÃO 67: por que o número 18 aparece, sem parar, e é onipresente em minha vida?

Então, a questão que é colocada por essa pessoa corresponde a por que uma determinada cifra manifesta-se de diferentes modos?
Ela é vista de diferentes modos.
Então, já, qual é esse número?
Então, será que é um simbólico da cifra ou do número que é dado?
Eu penso que seja, talvez, um pouquinho diferente.
Ou o 18 remete-o a uma experiência pessoal ou alguma coisa que poderia ser a data de morte de alguém, ou a data de nascimento, ou um aniversário, ou um evento.
Quando há uma marca energética em você, neste período de hipersincronia que vocês vivem, você terá ressonâncias.
Por exemplo, se você pensa em um determinado número que corresponde, quer você saiba ou não, a um evento passado, você mesmo vai criar a co-criação consciente.
Isso quer dizer que, se essa cifra é importante para você, e que ela é importante não na explicação, mas na ressonância, simplesmente, que é criada, se se toma o exemplo de uma data de morte, de um evento ou de seu nascimento, por que não, nesse momento, a co-criação consciente vai colocá-lo em ressonância com esse número, de diferentes modos.

E, é claro, pode-se, sempre, procurar significados.
Não é, simplesmente, a expressão de seu potencial de co-criação consciente.
Isso concerne, tanto aos reencontros como às hipersincronias de que acabo de falar, que são sincronias, mas extremamente mais rápidas e significantes do que anteriormente.
Mas tudo isso é ligado à co-criação consciente que já está ativa há um bom tempo, e que foi reforçada pela ativação do Verbo e a perfuração antero-posterior e postero-anterior de seu peito, pelo Arcanjo Uriel.

Então, é claro, será, sempre, sedutor procurar o porquê, o como ou o valor, digamos, vibratório, do número.
Não estou certo de que seja preciso apegar-se a isso, exceto caso específico no qual a mesma cifra volta, sem que ela esteja ligada a uma data de morte, uma data de nascimento ou um evento importante de sua vida, que permaneceu gravado.
Geralmente, é algo que é ligado à sua vida.
Se você nada encontra ligado à sua vida, pode-se colocar a questão do simbólico numerológico da cifra ou do número.
Mas, aí, é outra história.
Isso nos levaria demasiado longe.

A cifra que é perguntada é qual?
O 18.
Então, o 18 é o quê?
18, é 8 e 1, 9.
É, ao mesmo tempo, a totalidade,
É, também, no Tarô de Marselha, o que se chama a Luz, ou seja, o astral, as influências femininas.
Isso não é negativo, quando eu digo astral, aí, não é o plano das emoções, da sensibilidade, é o intermediário de toda criação que passa pela emoção etc.etc.
Portanto, o 18 remete-o, talvez, à própria expressão de sua feminilidade, se você é uma mulher.
Se você é um homem, isso quer dizer que o sentimentalismo seja, talvez, mais importante.

E, eu repito, isso não é, absolutamente, certo.
Eu diria que é, talvez, também, uma interpretação de minha parte.
Em contrapartida, o que não é uma interpretação, é o princípio da co-criação consciente que vai manifestar por essa espécie de sincronia, vocês todos conhecem isso, mesmo antes deste período, em um grau menor, por exemplo, quando vocês eram mais jovens, quando vocês eram crianças, vocês desejavam, por exemplo, comprar tal bicicleta ou tal automóvel, e vocês viam esse automóvel todo o tempo, porque sua atenção já estava focalizada em tal automóvel, tal pessoa ou tal evento.
E ele vai materializar-se para vocês.
Isso não quer dizer que ele apareça para vocês, mas que sua consciência está polarizada para esse automóvel ou essa bicicleta.
E vocês vão ver muitos dele, mesmo se, habitualmente, seja um modelo de bicicleta ou de automóvel que quase não se vê.
É perfeitamente sobreponível em relação ao número, também.
Portanto, é um dos três.
Cabe a você ver, em função do que é evocado para você, não no sentido ligado, porque vai acontecer-me isso ou aquilo.
O mais certo é a co-criação consciente e, em relação a esse número, é a expressão, se é uma mulher, da feminilidade e, se é um homem, do sentimentalismo e das perturbações emocionais ou astrais.

Aí está o que eu tinha a dizer.
Há outras questões?


QUESTÃO 68: a que corresponde o frio noturno intenso, que se manifesta recentemente? Ele está em relação com a noite do grande frio?

Eu vou responder porque, mesmo se eles não fiquem contentes, quem se importa?
É que eu já falei de tudo isso há numerosos anos.
E eu, efetivamente, disse que os Três Dias, há muito tempo, sobreviriam por uma noite de grande frio.
Então, é claro, Cabeça de Caboche apressou-se em pensar que seria o inverno.
Mas eu jamais disse que seria o inverno.
Eu disse que haveria problemas de transporte e de comunicação, por um frio terrível, na Europa do Leste e do Oeste, mas na parte Norte.
Isso é absolutamente verdadeiro.
E, também, em outras regiões do mundo.
É, exatamente, o que acontece do lado das Américas lá embaixo, não é?
Os americanos vivem um período de frio extremamente intenso.
Então, o frio pode, também, chegar inesperadamente, não importa em qual dia assim que a Terra desacelere, suficientemente, sua rotação, antes de parar.
Porque as forças de atrito ligadas à excitação do Núcleo cristalino da Terra manifestam-se pelos vulcões, manifestam-se pelos sismos e manifestam-se, também, por mudanças extremamente violentas ligadas à ação dos Cavaleiros ao nível dos climas.
E o que acontece em vocês modifica, também, seu clima, emocional, mental, vocês sabem bem disso, que isso se modifica em vocês.
Vocês veem, efetivamente, que há desejos que desaparecem, que há polos de interesse que desaparecem, que, por vezes, há um sentimento de exasperação, enquanto você estava muito calmo, por vezes, há um sentimento de letargia, enquanto você era um ser superexcitado, etc. etc.

Portanto, as variações térmicas que você vive são, tanto ligadas ao que acontece, nesse momento, mas, também, para alguns de vocês, sobretudo, quando esse episódio de frio sobrevém, independentemente da regulação térmica ou da temperatura da sala ou de onde você está, mas que cai, assim, inesperadamente, que pode durar um momento ou mais tempo, são, efetivamente, ligadas, eu diria, à premonição do que se desenrola, enfim, do que vai desenrolar-se em relação a tudo o que nós falamos nas Publicações da Ascensão.
Portanto, há os dois: há, ao mesmo tempo, uma premonição e um sentir preliminar de um processo que chega.
Um pouquinho como uma questão anterior, que foi colocada concernente aos suores noturnos.
São, exatamente, os mesmos processos: o fogo, a eliminação, a purificação e, ao mesmo tempo, o frio que é, também, como eu o disse há muito tempo, uma das manifestações do Fogo do Espírito.

O Fogo do Espírito nem sempre queima.
O fogo vital queima, sempre.
O Fogo do Espírito é um Fogo que queima, mas que não desencadeia queimadura.
Esse Fogo é vivido como o Fogo do amor, mas não como um aquecimento.
Do mesmo modo, o frio não é, sempre, ligado a entidades, mas quando é interior, é ligado, verdadeiramente, a uma descida do Espírito Santo e do Fogo do Espírito, no momento em que você o sente.
E, se você sente o Fogo do Espírito assim, isso quer dizer que o Pentecostes está próximo, o verdadeiro, coletivo, ou seja, a descida total do Espírito Santo, depois que ele tenha tocado o Núcleo da Terra, ele entra em atualização na superfície da Terra, ação conjunta do Céu e da Terra, ação conjunta de Sírius e do Núcleo cristalino, que vem de Sírius, ação conjunta da Irradiação da Fonte, etc. etc.
Então, sim, o frio, quando ele se produz assim, de repente, abruptamente, e não corresponde a uma doença ou ao frio ambiente é, exatamente, um apelo da Luz.
Então, isso pode, também, desencadear, como dizer..., um sentimento, talvez, de mal-estar muito fugaz, esse frio.
Sim, porque, sem fazer jogo de palavras desagradável, é o frio da morte.
Mas a morte de quê?
A morte do que é efêmero.
Há, ainda, os odores, isso, talvez, virá.

Aí está, portanto, os dois são perfeitamente possíveis.
Isso anuncia, provavelmente, e é evidente, uma vez que nós estamos dentro, a aproximação de um processo total do Espírito Santo, ou seja, o batismo pelo fogo e o planeta grelha, como eu dizia à época.
E o planeta grelha pode dar frio.
Os extremos juntam-se, o calor e o frio, o fogo e o frio.
O fogo pode dar frio, sobretudo quando há essa pequena apreensão mal identificável, porque a primeira coisa que você vai pensar é que você tem um vírus ou uma doença.
Ou, então, que a temperatura baixou no quarto.
Mas, frequentemente, não é isso.

Então, isso pode ser uma premonição, algo que é vivido um pouco antecipadamente, por pequenos toques, sobretudo se isso cria não uma doença ou um problema, mas uma espécie de... não uma angústia, tampouco, mas isso o lembra de algo, o frio.
E isso não o lembra, unicamente, do odor da morte ou da rigidez cadavérica.
Isso lhe evoca, também, o batismo do Espírito, ou seja, o momento inicial, não de descida nessa encarnação, mas o momento inicial, não de criação, uma vez que isso não existe, é eterno, não há tempo.
Mas o momento inicial, por exemplo, no qual você está separado de sua mônada, se você tem uma mônada.
Isso pode ser, também, outra coisa.
Mas, o mais frequente, é isso.

E, de outro lado, por momentos, você tem estruturas que queimam, literalmente.
Por vezes, você não sabe se é calor ou frio, ou seja, quando isso pica.
Quando a vibração é muito rápida, ela pode não ser assimilada ao calor ou sentida como calor ou uma queimadura, tampouco como frio.
Isso vai dar milhares de golpes de agulhas, como um formigamento, e você sabe muito bem que, quando você toma frio, você tem congelamentos, isso pica, também, assim.
Mesmo quando isso se reaquece, é pior quando isso se reaquece.
Eu sei, na Bulgária havia lugares muito frios no inverno.
E, mesmo em Frejus houve, antes que eu chegasse onde eu estava, um pouco mais alto, antes, houve o inverno de 54.
Bom, eu não vou falar de memórias, porque eu, tampouco, sou suposto de ter memória, enfim, em breve.

Vocês têm outras questões?

Sim, a última.

Então, caros amigos, eu creio que nós enchemos demasiado os ouvidos, os corações, os pés e tudo.
Eu lhes transmito todo o meu Amor, todas as minhas bênçãos.
E esta noite terei grande prazer em vir cutucar aí onde dói, com Li Shen, com Mestre Philippe.
Eu creio que, por uma vez, Um Amigo juntar-se-á a nós, para tudo o que é componente, mais Ar e mais ligado ao sutil, eu diria, da encarnação.
E dizem-me que haverá outros também, mas essa será a surpresa.

Bom, certo.
Bem, escutem, eu lhes transmito todo o meu Amor e eu lhes digo até muito rapidamente, ou seja, até já, não é?
Todo o meu Amor acompanhe-os, good vibs, bom calor, bom frio, bons formigamentos, boas queimaduras, bons suores, vocês veem, tudo vai bem, no melhor dos mundos, não é?
Até muito em breve, com todo o meu Amor.
Parece que eu estava indo, é preciso que eu volte.
Eu teria esquecido de uma questão.
Como os outros já saíram, havia apenas eu de disponível.
Então, eu escuto.


QUESTÃO 69: falaram-me atrás da nuca, vieram por trás de minha nuca e eu tive um beijo atrás da nuca. A que isso corresponde?

Uma das três Estrelas que veio beijá-lo, em seu beijo ligado aos Elementos.
Aí está, é muito simples.
Ao nível do Triângulo da Terra.
Cabe a você ver.

Bom, eu não volto mais aí agora.
Eu lhes digo até já, fiquem bem.


Canalização de CRISTO: Ver na primeira parte.


Sétima Parte.


O ESPÍRITO DO SOL


QUESTÃO 70: poderia desenvolver sobre a palavra de Cristo: "Vigiai e orai"?

O «Vigiai e orai», tal como foi enunciado, faz referência ao fato de não dormir, não, unicamente, no sentido de suas noites, mas, bem mais, no sentido de sua consciência.
A vigília é um processo ao mesmo tempo de esperança, de certeza, que varre todas as crenças, porque essa certeza é, diretamente, ligada à sua conexão ao Sol, à Eternidade, a Cristo e ao conjunto do manifestado e do não manifestado, do Criado e do Incriado, que se traduzem, em vocês, pelo Amor, a Alegria, o contentamento e a calma, cercada de Humildade, cercada de Simplicidade e, também, na manifestação de sua Evidência a si mesmo, de sua Evidência ao que você é, para além de tudo o que pôde apresentar-se sob o olho da consciência nesse mundo, o que lhe dá a ver, sem querer, sem os olhos, sem o coração, mas, diretamente, o que é atributo da consciência pura, sem maquiagem nem simulação, sem ilusão e sem desejo.
Ver a Verdade.

A oração não é uma oração mecânica, no sentido em que vocês poderiam entendê-la, nem mesmo praticá-la.
A oração é um estado de comunhão com Aquele que vem, que abre bem as portas já abertas por Metatron e por Uriel, que lhe dá a viver a realidade do Grande Todo mesmo nessa carne, o que supera, amplamente, o âmbito da compaixão, o âmbito da identificação, o âmbito do carisma, no qual, efetivamente, cada um pode tomar, real e concretamente, o corpo e a consciência do outro, não como uma posse, mas, bem mais, como a restituição da Verdade e da Unidade real e fundamental de toda vida, em todo mundo e em toda dimensão.
Assim, portanto, o «Vigiai e orai» é apenas a expressão de seu estado de Amor Daquele que está aí, aqui, nesse mundo, presente a Ele mesmo, presente a Cristo, mas presente na mesma percepção, na mesma consciência ao conjunto da humanidade, que não julga mais nem em bem nem em mal, que apenas porta o olhar do Amor incondicionado e incondicionante sobre cada coisa e sobre cada ser.
Naquele momento, você está na oração perpétua, que não é mais uma súplica ou um pedido, mas, bem mais, a confirmação dessa realiança, dessa orientação e dessa Verdade: «Tudo é Um no Amor e pelo Amor».
Assim pode exprimir-se e viver-se, compreender-se: «Vigiai e orai».

Cada questão será seguida de um tempo de integração e de Silêncio que permite assentar a resposta em vocês, permitindo desvendar o sentido dentro da palavra, ou seja, o sentido direto que só compreende o Coração, sem qualquer artifício.

…Silêncio… 


QUESTÃO 71: Cristo se manifestará da mesma maneira para cada um de nós?

Bem amada, não se trata, propriamente dita, de uma manifestação, no sentido comum, mas, bem mais, de uma Integração e de uma Revelação.
Assim, portanto, segundo o acordo que é o que você é entre você e sua Presença dará conta de suas coisas.
A manifestação de que você fala não é, verdadeiramente, uma manifestação, mas, bem mais, eu repito, a liberação do átomo embrião situado em seu coração, que permite a expressão da dimensão Cristo Una e Universal, para além de toda forma, para além de toda história e para além, mesmo, de você mesma.
Isso é tão vasto e tão tudo que não pode haver, quando desses momentos, qualquer interrogação, qualquer dúvida sobre o que é bem real, bem mais do que a solidez de um muro nesse mundo.

Assim, portanto, a manifestação será diferente segundo cada um, segundo o grau de integração e, eu diria, da Amizade que nascerá, naquele momento.
Uma Amizade mantém-se, ela se cultiva, o que vocês têm feito durante esses tempos, e eu não falo, unicamente, dos anos em que o Espírito Santo estava presente nesta Terra, mas, sim, no conjunto de suas peregrinações, em suas moradas efêmeras nesse mundo.
Assim, portanto, o que se produzirá é íntimo e pessoal a você.
A sincronia do mecanismo que se produz, a um dado momento, será, é claro, precedida, para aqueles que vigiaram e oraram com ardor de modo, eu diria mais direto, mas a resultante disso será, é claro, idêntico, quando do impulso final, que dá, então, de imediato, sua vibração de ser, de consciência ou de Absoluto, ou de alma.
Não há, portanto, que antecipar nem a projetar a forma que tomará esse Reencontro que se desenrola em vocês e cuja manifestação apenas pode sobrevir em você.
Tudo depende de sua capacidade para deixar trabalhar o que trabalha para seu maior bem; esse «bem» que se situa além da oposição clássica do bem e do mal, porque se tudo está em você e se tudo é Um, qual bem, qual mal pode existir, independentemente de sua visão?

Nesse «Vigiai e orai» não há outra preparação que não o Acolhimento, em Verdade, em Unidade e em contentamento, de Cristo e da Luz Cristo, que se traduz no selo de sua Amizade restabelecida, o que se traduz na escolha de outra forma de liberdade que não aquela da Eternidade.
Não há, portanto, nisso, projeção possível; é, também, nesse sentido que Ele virá, como um ladrão na noite, dando seguimento a «Vigiai e orai».
O ladrão na noite é aquele que os surpreende e, mesmo, aquele que vigiou e orou e, mesmo, aquele que é Liberado vivo não poderá fazer diferentemente do que ser surpreendido por esse Reencontro, porque ele não corresponderá nem a uma visão nem a uma aparição em qualquer plano que seja, mas, bem mais, a revelação de seu Coração Um, no Centro do Centro, associado à Presença de Cristo, de Maria e de Miguel, já presentes em vocês, de toda a Eternidade, e que devem revelar-se nessa dinâmica interior e não mais em qualquer processo de consciência no exterior de você.

… Silêncio…


QUESTÃO 72: como viver tudo é Um em um mundo ainda dissociado?

Bem amada, tudo é Um em você, e o mundo está em você, e o mundo é você.
É um sonho que prossegue, ao qual inúmeras almas deram corpo, não por vontade pessoal de alma, mas, bem mais, resultante da alteração ou falsificação.
A partir do instante em que sua Unidade é vivida em seu interior, o mundo dissociado não lhe concerne mais, ele é absorvido, superado e transfigurado pelo estado do que você é.

Assim, portanto, enquanto se coloca a contradição entre tudo é Um e o fato de ser impactado pela realidade desse mundo dissociado prova, simplesmente, a distância entre a Unidade e a dualidade desse mundo.
A Unidade é interior, o todo é Um produz-se em seu interior.
Ele nada procura no exterior de você.
Você não pode fazer aderir quem quer que seja ao fato de que o mundo está em você e é, no entanto, o que se produz, a partir do instante em que sua consciência desaparece no simples sono da noite do mortal que você é.

Assim, portanto, a Unidade é, antes de tudo, uma atitude de Liberdade interior, que se liberta não por vontade, mas por evidência da dualidade desse mundo falsificado.
Assim, portanto, não pode ser encontrada Unidade no exterior de si, porque a Unidade necessita, já, de uma reversão de alma, uma reversão de olhar e uma reversão de consciência que, estritamente, nada tem a ver com as ocupações desse mundo, como suas ocupações nesse mundo que, em nada concernem à Unidade que você é.
Unidade a ser desvendada, a ser revelada como a Verdade Final do que você é.
Isso, estritamente, nada tem a ver com a construção desse mundo, qualquer que seja o mundo, livre ou não livre.
A Verdade está alhures e, no entanto, ela apenas se encontra Aqui e Agora, aí, onde você está e em nenhum outro lugar, mas no «aí, onde você está» há, é claro, o território interior, aquele que é vasto, infinito, em perpétua recriação, em perpétuo Silêncio, em perpétua comunhão.

Assim, portanto, é impossível, nesse tipo de mundo, aí, onde você tem os pés, realizar a Unidade desse mundo, mas, bem mais, a Unidade como revelação e desvendamento de sua Eternidade.
Não pode haver – e é isso que vocês viverão, todos e cada um – Unidade manifestada de maneira conjunta e unitária na multidão de consciências encarnadas.
A Unidade não é uma promessa nesse mundo, mas é uma promessa no mundo Eterno que, em nada, é concernido por sua própria presença nesse mundo e, no entanto, é nessa presença nesse mundo, nesse corpo e nessa consciência limitada que deve ser reencontrada a Unidade fundamental, que se encontra no que você é e não no que você vê, no que você crê e no que você pode perceber ou sentir desse mundo.

Há, portanto, uma mudança radical não, unicamente, de ponto de vista, mas, também, de cenário.
É o momento no qual você toma consciência de que a Unidade e de que tudo é Um e de que a Unidade apenas é possível na vastidão de seu ser interior, que dá a ver no exterior, ou seja, em projeção nesse mundo, o contentamento, a felicidade, a Alegria Eterna e a equanimidade presentes, quaisquer que sejam as circunstâncias de sua vida como as circunstâncias desse mundo.

Você não pode pretender a Unidade e estar na Unidade enquanto há uma interação vivida como difícil no que você nomeia mundo exterior.
Trata-se, portanto, realmente, de uma reversão da consciência, que leva a ver-se e a ver o mundo situado, na totalidade, no interior de você, e isso apenas pode realizar-se saindo da ilusão do tempo, não como uma recusa desse tempo que se escoa, mas, bem mais, como uma capacidade para transcender, metabolizar e transubstanciar tudo o que corresponde a esse mundo.
Esse processo é um processo em curso, que você vive, talvez, de maneira completa ou de maneira intermitente, mas que é a resultante direta de suas tomadas de consciência, de suas tomadas de posição no interior de si ou no interior desse mundo, enquanto você considera esse mundo como exterior.

Quando o mundo passa, inteiramente, para seu interior, tudo, ali, é englobado, tanto o pior inimigo como o melhor dos amigos, como todos os seres de planos interdimensionais e multidimensionais, qualquer que seja a origem, qualquer que seja a importância deles.
Enquanto não há conceituação, enquanto não há perceptualização, enquanto não há vivência verídica e autêntica do que se esconde no interior de si não pode ali haver Unidade, nem nesse mundo nem em você.
Cristo havia dito: «Busque o Reino dos Céus porque tudo ali está, e o resto ser-lhe-á dado em acréscimo».
Ora, a consciência procura, sempre, no exterior de si, um meio de encontrar uma porta de saída.
Não há porta de saída no exterior de si, uma vez que, mesmo as portas de saída estão inscritas no tempo desse templo efêmero nomeado o Centro do Centro e atualizado pelo Arcanjo Metatron, O Arcanjo Uriel, pela nova Tri-Unidade e, sobretudo, pelo retorno de Cristo.

Enquanto sua vida interior não triunfe sobre a projeção da consciência nesse mundo e, sobretudo, nesses tempos, não pode ali haver Unidade duradoura, não pode ali haver Alegria estabelecida, e você oscilará, permanentemente, entre os altos e baixos, até a Graça do Apelo de Maria e até a Amizade de Cristo.
É, portanto, ilusório querer pretender um equilíbrio, qualquer que seja, no que está em desequilíbrio permanente.
A única coisa equilibrada é a Vida que percorre esse mundo e, também, a Vida que vive em você, aí, onde você deve reencontrar-se, aí, onde você deve reencontrá-Lo.

Enquanto você mesmo não tenha feito o sacrifício de sua pessoa, enquanto você mesmo não tenha feito o sacrifício do amor dividido em favor do Amor incondicionado, não pode ali haver Unidade verdadeira.
As experiências da Unidade, quer elas passem pela vibração ou passem por uma entidade que vem de outro lugar, deve levá-la a conscientizar-se de que toda entidade que se exprime a partir de um ponto exterior a você, a partir de planos sutis, está incluída no interior de si.
Isso concerne tanto a Cristo como ao diabo.
Mas a quem você dá a palavra no interior de si?
O diabo o fará, sempre, procurar, no exterior de si, a Unidade, porque ele sabe, pertinentemente, que, se seu olhar volta-se à sua interioridade, extraindo você, de algum modo, pela plena Presença e a plena consciência da ilusão dos jogos desse mundo, então, a Verdade pode aparecer, mas ela não estará, jamais, presente nesse mundo.

A única Verdade que pode estar presente nesse mundo é a irrupção da Luz e o desaparecimento de tudo o que é efêmero, sem qualquer exceção, o que permite reencontrar sua Eternidade em todo tempo, em todo espaço e em todas as dimensões possíveis em todos os multiversos e todos os universos.
A projeção da consciência, tanto nesse mundo como em qualquer mundo, apenas é concernida pelo princípio de apropriação e não de predação, pelo princípio de conscientização, ela mesma, que dá peso à experiência vivida, qualquer que seja a dimensão na qual ela é vivida.
Mas a consciência puxará, sempre, dessa experiência, a fonte dela mesma à Fonte, ou seja, ao Absoluto.
O que quer que você experimente, quaisquer que sejam suas dúvidas, quaisquer que sejam suas certezas, enquanto elas se apoiam em outra coisa que não o que está em você, elas não serão, jamais, estáveis, jamais estabelecidas.

Só Cristo estabelece a Verdade Eterna.
Não veja, aí, um nome histórico, mas, bem mais, um Princípio que engloba o personagem histórico, mas o Princípio da Revelação, ou seja, o momento em que a consciência encontra sua Vida no interior de si e não na satisfação de algo nesse mundo.
Percorrer esse mundo, vigiando e orando, é, efetivamente, conhecer e viver a incerteza desse mundo oposto à certeza interior de seu mundo.
Todo mundo exterior que lhe é dado a ver é apenas o resultado de múltiplas projeções de consciência.
É a única realidade que vocês conhecem, para muitos de vocês.
Mas o simples fato de saber que a Verdade não é desse mundo, sem querer fugir desse mundo, abre-lhes as portas para sua Verdade, e ela apenas pode ser inscrita no interior de sua consciência, e não depende de qualquer outra consciência que apareça como separada na superfície desse mundo.

O princípio de melhoria desse mundo prova-lhes, facilmente, que desde os tempos nomeados históricos desse ciclo de encarnação e desse ciclo de Vida é apenas uma vã palavra.
A evolução, a melhoria são vãs palavras, conceitos elaborados pelo mental, que permite a ele manter-se nesse mundo, como para a consciência limitada, mas que não se traduzem, jamais, por algo de estável, que não se traduzem, jamais, por outra coisa que não a satisfação de desejos ou de necessidades.
A satisfação de sua consciência Una, interior, expandida, multidimensional, quer você a chame Supramental ou você a chame Liberação, são apenas palavras.
O mais importante é o posicionamento não, simplesmente, de seus pensamentos, mas a perspectiva real das experiências realizadas ou vividas na intimidade de seu peito.
Todo o resto desaparecerá.
E isso vocês sabem, desde seu primeiro nascimento nesse mundo, como a cada nascimento, o corpo é mortal, do mesmo modo que as civilizações são mortais, do mesmo modo que, nesse mundo, existem ciclos indestrutíveis, inabaláveis.

A morte da consciência não pode existir, tanto nesse mundo como em qualquer mundo.
Pode haver, simplesmente, pesos cada vez mais pesados arrastados, de algum modo, pela consciência, que vem congelar possibilidades de transformação, de Reversão e de expansão da consciência, para além da realidade ilusória desse mundo como, aliás, de toda projeção de consciência, qualquer que seja.
A consciência Una desemboca na Felicidade que foi nomeada Sat Chit Ananda, que propicia ao ser que a vive uma completude que nenhum elemento do mundo exterior pode vir alterar, diminuir ou aumentar.

…Silêncio…


QUESTÃO 73: para sair das crenças religiosas que nos foram inculcadas, poderia Cristo definir-se como Ser Cósmico?

Bem amada, qualquer definição seria apenas limitante e restritiva.
A definição congela, aqui mesmo como alhures; a definição atribui forma ou função.
Eu sou, antes de tudo, um Princípio.
Um dos Princípios que constituem a Trindade, operadora de Criação em todo mundo, Entidade que se apresenta sob a forma necessária e útil nos universos concernidos, que porta, em si, a semente do conjunto de prováveis, do conjunto da Verdade, do conjunto de manifestações, em qualquer dimensão que seja.

Eu sou, assim como eu disse, unido e identificado a cada um de vocês, unido e identificado ao Pai ou à Fonte.
Essa identificação não é uma definição, porque ela engloba a totalidade de experiências em desenvolvimento, em qualquer mundo que seja.
Eu seria, de algum modo, a matriz de seu corpo de Existência, respeitando a perfeição da Fonte, respeitando o Absoluto e respeitando o conjunto de Forças da Confederação Intergaláctica.
Não é, portanto, útil dar-me forma, mesmo se essa forma tenha existido em um corpo e em uma consciência, ou mesmo, nos séculos seguintes, naqueles que me imitaram até assemelhar-se a mim, através de seus estigmas.
Há, portanto, nisso, uma incapacidade para definir-me, para apreender-me, encarnando a Liberdade dos Mundos Livres, tanto nesse mundo como em toda dimensão.

Querer encontrar-me é tornar-se livre para esse Reencontro.
Eu estou apenas no interior de vocês, mesmo se eu tenha sido representado em posturas agradáveis ou desagradáveis, isso, não é, em nada a Verdade.
Isso é histórico e concerne, portanto, à trama linear do tempo destinado a dar-lhes um marcador para sua Liberação, um marcador que é inscrito na história, mas que é bem mais vasto do que a história, tal como vocês a conhecem nesse mundo.

Assim, portanto, vocês não podem representar-me, não podem idealizar-me, podem apenas reencontrar-me, a partir do instante em que tudo o que trata do efêmero cale-se em vocês.
Eu me tenho apenas no interior de vocês, mas, também, no coração de cada um.
Isso quer dizer, também, que vocês me reencontrarão no coração de cada outro, na condição de ver apenas esse coração, de coração a coração ou de coração em coração, mas, de modo algum, de pessoa a pessoa.
Porque cada mundo projetado pela consciência Una é profundamente diferente e inscreve-se em um quadro histórico tanto livre e confinado, quer ele seja inscrito no instante ou inscrito nos espaços e tempos sem tempo e espaço, tais como nós os conhecemos e temos conhecido nesse mundo.

Eu não sou uma forma, eu não sou uma Presença, eu sou o conjunto de Presenças e, sobretudo, sua própria Presença, aquela que não tem necessidade de marcadores, aquela que não tem necessidade de palavras, aquela que não tem mais necessidade de viver o sofrimento e que aceita, sem condição, render-se ao Espírito.
Assim, e como vocês sabem, porque isso foi repetido por numerosas vozes, ninguém pode penetrar o Reino dos Céus se não volta a tornar-se como uma criança, ninguém pode ter-me como Amigo e prosseguir a agir pensando que a dualidade seja inexorável, que o sofrimento seja inexorável.

Eu tenho necessidade não de sua crença, eu tenho necessidade não de sua adesão a um sistema ou outro, mas, bem mais, que, em todos esses sistemas, vocês deles saiam livres no interior de si.
Eu me tenho ali, no espaço da Liberdade, e eu não posso ter-me em qualquer espaço no qual se encontre a ausência de reconhecimento do Princípio que eu encarnei, a saber, o Amor, a Doação de si e, sobretudo, o Sacrifício de si e do Si.
Não há outra porta.

O conhecimento, assim como – eu espero – vocês o tenham vivido, não os conduzirá a lugar algum que não a reforçar a muralha intransponível do mental.
O Conhecimento direto, do coração, é o meu reconhecimento em vocês.
A partir do instante em que esse reconhecimento é feito, não no sentido de uma adesão a uma história ou a uma experiência, mas, sim, como a vivência real e concreta de nossa Eternidade comum, transporta-os.
Existiram, nesta Terra, quer meu nome tenha sido empregado ou não, numerosas individualidades que levaram a efeito essa extração da ilusão.
Isso é acessível a cada um, não existe qualquer barreira cármica, não existe qualquer barreira de idade, não existe qualquer barreira de condicionamento que vocês não possam fazer explodir, simplesmente, estando Aqui e Agora.

Como eu dizia: «Estando nesse mundo, mas não sendo desse mundo» e, sobretudo, aceitando, com a maior das humildades, o fato de que vocês sejam pó e que retornarão ao pó.
A partir do instante em que vocês mantenham qualquer apego ao que quer que seja, a quem quer que seja ou a qualquer situação que seja, vocês não podem pretender conhecer-me na totalidade.
Isso não exclui, bem ao contrário, a humanidade; isso não exclui a compaixão; isso não exclui manifestar o Amor, mesmo em seus componentes limitados nesse mundo, qualquer que seja o reencontro.

Quando foi dito, por mim mesmo, que a lei de Talião devia ser substituída e, quando eu disse que era preciso estender a outra face, eu falava, é claro, da consciência.
A partir do instante em que vocês me procuram em si, o conjunto de manifestações de suas vidas vai ao sentido da aceleração, mesmo se seja brutal, de nossos reencontros.
Aquela que me desposou, aquele que é meu amigo não poderá mais, jamais, ser submetido a qualquer escravidão, porque ele encontrou, em nosso Reencontro, a Liberdade.
Não há mais qualquer dúvida, porque ele sabe que é a Verdade Absoluta e que há apenas uma, e é aquela.
E que vocês não podem penetrar os espaços da Verdade de seu ser Eterno enquanto mantêm, de uma maneira ou de outra, qualquer coisa nesse mundo.
Apreendam, efetivamente, que não lhes é solicitado retirar-se do mundo, mas estar presente, inteiramente, nesse mundo e sobre esse mundo, sem ser desse mundo.
Viver isso cria as condições de sua Liberdade, amar sem apegar, amar, realmente, é tornar Livre, amar, realmente, é não ter nem contas a entregar nem contas a obter, é agir no instante, livre de todo condicionamento, livre de toda projeção, livre de toda crença.

Realizando isso, então, você está Livre, qualquer que seja a ausência de liberdade desse corpo ou desse mundo no qual você está colocado.
Assim, portanto, busque o Reino dos Céus, e o resto ser-lhe-á dado em acréscimo, porque a Fonte, o Pai apenas pode estar em você.
É claro, Ele é representado pelo que foi nomeado Alcyone.
É claro, existem inumeráveis entidades que povoam o conjunto de dimensões, mas todas aquelas que estão nos mundos livres, qualquer que seja a experiência que é realizada, sabem, pertinentemente, por tê-lo vivido, por ter a memória onipresente em cada deslocamento, em cada expansão como em cada retração, o que é a Fonte, ou seja, o que você é.
Assim, frequentemente foi dito, nas tradições, que o homem foi criado à imagem de Deus; frequentemente foi dito que o homem apresenta, em si, a totalidade do mundo.
Isso não é uma visão, não é um conceito, mas, bem mais, a realidade objetiva, concreta e eterna da consciência que encontrou.
Isso quer dizer que ela parou de procurar fora de si, e procurar em si não é, unicamente, escutar a pequena voz, nem escutar o coração, nem escutar o Silêncio, mas, bem mais, em uma disponibilidade em face de Mim, em face da encarnação do Amor e em face da encarnação da Verdade que deve revelar-se.

Pode-se dizer, também, que, enquanto a maioria de seu tempo terrestre não está ocupada nesse único pensamento, que não é uma interrogação, esse único pensamento é «Eu sou Um».
Esse «Eu sou Um» nada tem a ver com a afirmação de qualquer potência nesse mundo, mas é uma afirmação que, quando é vivida, inteiramente, desemboca, real e concretamente, no desaparecimento do mundo e a não implicação do mundo em sua Liberdade interior, fazendo com que quaisquer que sejam as circunstâncias desse corpo, quer ele esteja na privação, quer esteja no fim de vida ou no início de vida, quer esteja contente ou descontente, quer seja afetado pelos elementos do mundo, isso não provoca qualquer modificação da consciência, qualquer deslocamento da consciência, qualquer que seja o grau de afetação.

Assim, aquele que vive a Luz em cada uma de suas células, em cada um dos constituintes de sua consciência, não pode ser afetado – mesmo se esse corpo pereça, mesmo se o ser o mais querido pereça – pelo que quer que seja porque ele está, como eu disse, sobre esse mundo e não é desse mundo.
É preciso, portanto, ter os pés colocados na terra, enraizados ao solo, enraizados no núcleo intraterrestre, enraizados no céu.
Naquele momento, você está na Verdade Absoluta de seu ser, o que quer que seus sentidos percebam, o que quer que sua consciência diga a você, quaisquer que sejam as manifestações do corpo mental ou do corpo emocional.

Assim, portanto, cabe a você, mais do que nunca, apreender o alcance dessas palavras e aplicá-las em si mesmo, em seu ser interior amado.
É preciso que esse Amor e essa Luz sejam o objeto não, unicamente, de suas atenções por momentos de oração ou de alinhamento, mas tornem-se um refrão de cada uma de suas respirações tomadas nesse mundo, para saturar-se de Alegria, para saturar sua Presença de Minha Luz, de sua Luz e da Luz da Fonte.
É a única solução, se há uma, que não demanda tempo algum, outro que não a aquiescência de sua consciência, que a aquiescência à sua renúncia, ao seu sacrifício, para o maior bem da humanidade, para o maior bem daqueles aos quais, ou situações às quais você não dá nem tomada, nem corpo, nem peso, e que você deixa livres.

A Liberdade é recíproca, o mundo deixará você tranquilo, a partir do instante em que você esteja Livre.
O mundo agarrará você, se você não está livre.
A Liberdade apenas é adquirida pela renúncia e o sacrifício a esse mundo, pelo desapego e o Abandono à Luz, pelo desaparecimento total do que pode fazer o sentido alterado da Vida marcada pelo sentimento de Alegria, pelo sentimento de sofrimento, mas que fazem apenas refletir as satisfações de desejos ou a insatisfação do que não é realizado.

Assim, portanto, a Alegria sem objeto, tal como foi apresentada, tal como lhes foi manifestada, em você ou em seu exterior, corresponde a um estado bem real da consciência que, quaisquer que sejam as possibilidades de numerosas Moradas do Pai, aceita permanecer no Eterno Presente, no Eterno Amor e na Eterna Vacuidade nesse mundo como no interior de si.

…Silêncio…


QUESTÃO 74: como compreender o sacrifício de si e do Si?

Bem amada, o sacrifício do Si, de si, é uma Doação de si à Vida e a toda consciência que se apresenta a você, que dá a ver e a viver o olhar do Amor, quaisquer que sejam as circunstâncias.
Pôr o Amor à frente não é uma vã palavra.
É a espontaneidade daquele que é liberado desse mundo.
Liberado desse mundo, ele apenas vê, em cada consciência, o reflexo de si mesmo no interior dele mesmo.
Não pode, portanto, ser questão de outra coisa que não sacrificar-se para o outro, que é o si manifestado no exterior de si.

O sacrifício de Si é a renúncia à Luz para si, para restituir a Luz à Eternidade.
É, enfim, despossuir-se, si mesmo, da ilusão de ser algo nesse mundo.
Assim, o maior dos seres que viveu entre vocês, do qual, recentemente, algumas Irmãs Estrelas são mais do que importantes, porque elas mostram, exatamente, o que é o sacrifício de si e o sacrifício do Si.
É amar tanto a Verdade Absoluta, é amar tanto a Luz, é tornar-se tanto a Luz que nada mais pode existir que não a Luz, que nada mais pode existir que não o Amor, em cada relação, em cada conflito, em cada evento como em cada situação.

Assim, portanto, o sacrifício de si e do Si não é, certamente, um sacrifício da vida, mas é um sacrifício concernente à ilusão.
Então, obviamente, se você considera esse corpo material, o que você ganhou com o suor de seu rosto nesse mundo, diferentemente de como os meios de subsistência, você não está pronto para fazer o sacrifício de você nem do Si.
O sacrifício do Si faz você mergulhar, diretamente, no que você é, na Eternidade, é o basculamento a partir da Morada de Paz Suprema no Parabrahman, do Grande Todo, que lhe dá, na volta a esse mundo, em sua manifestação projetada, a pertinência e a compreensão direta de que tudo isso nada tem de real e, no entanto, é vivido com a mesma intensidade que o que você encontra no interior de si.
Não pode haver qualquer rejeição desse mundo, não pode haver qualquer rejeição de qualquer consciência em sua Eternidade, porque tudo isso, antes de ser manifestado sob o olho de sua consciência está, já, presente em você.
A Liberdade é a esse preço.

Não pode haver Liberdade sem sacrifício livremente consentido; não pode haver Liberdade enquanto o que você diz, o que você cria em seus comportamentos, em suas ações, em suas meditações não é centrado em outra coisa que não você mesmo.
Enquanto você puxa e reporta para você a experiência no centro da consciência comum, você faz apenas refletir e espelhar ao infinito a Luz, dando-se a ilusão a Luz, mas não sendo a Luz.

A Luz é completude, a Luz é contentamento, a Luz é Alegria.
Se a Luz diminui, então, a pessoa volta à dianteira da cena e cria a falta, cria o medo, cria a busca.
Nada de tudo isso pode ser bem sucedido, porque a Verdade não conhece tempo, não conhece espaço e não conhece esse mundo.
Ela conhece apenas a Vida que flui nesse mundo.

…Silêncio…


QUESTÃO 75: poderia falar-nos da “Promessa e do Juramento"?

Bem amada, "a Promessa e o Juramento" corresponde ao que você já vive, neste momento, através de suas dúvidas, através de suas certezas, através da evidência do que você é, ou da não evidência.

"O Juramento e a Promessa" despertou-os, no sentido de "quem vocês são", faz vocês colocarem a questão, que transcende a noção de nascimento e de morte nesse mundo, colocando-se a questão, justamente, do que é eterno em um mundo no qual nada é eterno.

Os sóis apagam-se um dia, os planetas desaparecem um dia, mas a Vida não desaparece, jamais, ela é livre dos sistemas solares, ela é livre das Linhagens estelares, ela é livre de toda Origem estelar.

Quando a necessidade de experiências cessa nesse mundo, como em outros mundos, então, a Verdade pode aparecer.
O Imutável, o Silêncio, a Dança do Silêncio e a consciência real é a vivência da Eternidade.
Não se esqueça de que o véu do esquecimento é onipresente nesse mundo, a partir do instante em que você nasce; o véu do esquecimento é, também, muito forte, a partir do instante em que você morre nessa matriz.

Assim, portanto, há a palavra «esquecimento».
O Juramento e a Promessa é o fim do esquecimento.
Mas alguns foram suficientemente longe para não poder juntar-se a esse desaparecimento do esquecimento.
Então, há necessidade – pelo menos elas acreditam nisso, essas consciências – de aproximar-se passo a passo, de ter, em definitivo, no interior de si, por vezes escondida, a expressão da dúvida, a expressão do medo, a expressão, justamente, do que não tenha sido vivido na totalidade.
O Juramento e a Promessa é ligado, como vocês sabem, à Fonte, sendo Um com meu Pai, como vocês o são, igualmente.
Efetivamente, o Juramento e a Promessa correspondem ao Retorno da Luz e, portanto, ao fim do esquecimento.
Não como lembrança, mas, bem mais, como realidade da própria consciência, tanto a sua como de qualquer outra que, em definitivo, são apenas Uma.

…Silêncio…


QUESTÃO 76: uma dor aguda nos três pontos da Tri-Unidade, um calor agudo, lágrimas e um sentimento de reconhecimento... você pode traduzi-los?

Bem amado, esse Triângulo percebido ao nível do peito, por dores ao nível dos pontos, ou, em breve, nos trajetos que unem esses três pontos é apenas a tradução do selo aposto em você por si mesmo, que ressoa à Verdade de Cristo.

É claro, pode haver dores, pelo ajuste normal e adaptação do efêmero transitório ao Eterno.
Assim, portanto, os Triângulos presentes em seu corpo de Existência marcam esse corpo a ferro em brasa, se se pode dizer, o que dá a possibilidade, no momento vindo e sem qualquer interrupção da consciência, de viver a Passagem do efêmero ao Eterno.
Não se trata, portanto, de um fim, no sentido que vocês o entendiam até o presente, ou seja, uma morte, mas, bem mais, de uma Ressurreição e não, unicamente, de um renascimento.
Porque a Ressurreição acompanha-se da atualização da "Promessa e do Juramento", mas, também, da atualização de Cristo em vocês.

Então, é claro, esse sacrifício pode ser doloroso.
Ele pode, mesmo, marcar-se na carne, e isso foi nomeado de estigmas.
O que vocês vivem é uma forma de estigmatização, no sentido o mais nobre.
Vocês reconstruíram, de algum modo, sua Eternidade; vocês despertaram a consciência adormecida.
A vibração presente nos pontos desse Triângulo, como em qualquer outra Porta de seu corpo ou qualquer Estrela de sua cabeça é apenas a lembrança da atualização de sua Eternidade nesse corpo.

O Comandante dos Anciões havia falado da lagarta e da borboleta, e da crisálida, é, muito exatamente, isso.
A borboleta não se lembra de que foi lagarta, a lagarta não se lembra de que ela foi borboleta.
Tudo o que foi escondido é-lhes revelado, quer seja nas ações e condutas das consciências separadas ao extremo, nesse mundo, como a consciência de alguma coisa que vocês reconheçam.
Assim, cada irmão e irmã na carne, que vive o Reencontro com Maria, qualquer que seja sua forma, situa-se bem além da crença, mas, sim, diretamente, na reminiscência dessa filiação.

Quando Maria apresenta a você, você pode apenas chorar, chorar de Alegria, pela emoção que o toma e eleva-o até Ela e do mesmo modo, que Ela fez descer até você, porque há Reconhecimento comum.
É o mesmo para Cristo, é o mesmo para sua Eternidade.
Quando do processo completo da Liberação nesse mundo, as questões desaparecem, há certeza, e essa certeza não decorre de qualquer crença ou fé, mas, exclusivamente, dessa Reconexão.
A fase ulterior é a reversão dessa conexão exterior como um mecanismo que existe, já, no interior.

Naquele momento, os mecanismos que vocês têm experimentado e vivido, nomeados as comunhões, as fusões, as dissoluções, as transferências de consciência vividas como uma transferência de consciência desde a pessoa até outra consciência são vividas com uma noção de distância, de deslocamento.
No dia em que a atualização torna-se total do "Juramento e da Promessa", através da presença simultânea dos três pontos do Triângulo do peito, da Nova Eucaristia, então, naquele momento, a certeza é inabalável, porque ela corresponde, inteiramente, à vivência da consciência e não mais à projeção da consciência nesse mundo.
Isso dá a ver, então, a Unidade em todas as coisas, antes de tudo em si, mas, também, mesmo nas expressões as mais distorcidas das consciências presentes nesse mundo.

Como o disseram alguns intervenientes, Livres, eles disseram que esse mundo não existia, eles disseram, também, que vocês deviam esquecer-se.
E as frases que eu pronunciei hoje, todas, têm a mesma direção, ainda que os sentidos delas sejam um pouco diferentes.
Vocês não podem, nesses tempos específicos, manter, ao mesmo tempo, a consciência distanciada e a consciência Unitária.
Isso provoca, em vocês, episódios de compreensão, episódios, por vezes, de distorções, mas, em caso nenhum, isso os conduzirá à exclusão da Unidade.
Simplesmente, porque vocês têm a capacidade de ver o que se desenrola nas duas facetas da consciência: a consciência Unificada, que é uma das facetas da totalidade da consciência com a consciência limitada, que não reconhece a Unidade.
Aí também, a justaposição de duas consciências traduzir-se-á, inexoravelmente, no momento vindo, pelo desaparecimento de uma ou da outra, de maneira geral.
Eu excetuo, é claro, os casos específicos daqueles que devem aportar a própria pessoa a outros lugares, por razões precisas.

Em definitivo, independentemente da história desse mundo neste período, há, também, uma história que se repete, indefinidamente, nesse mundo que é seu nascimento e sua morte, com alguns pontos de referência que correspondem à inter-vida, mesmo se vocês tenham vivido o que foi nomeada "experiência de morte iminente".
É praticamente impossível, antes da liberação total da consciência, ter a consciência do que vocês são nas inter-vidas nesse mundo.
Muitas lembranças são reencontradas por aqueles que fazem "experiências de morte iminente".
Contatos são estabelecidos com consciências que, como vocês dizem, passaram ao outro lado, ou seja, na matriz astral.
Eles podem descrever-lhes coisas, mas em caso algum, o que é descrito corresponde à Verdade, não mais do que sua verdade, porque essas duas verdades, tanto a astral como aqui, são efêmeras e condicionadas.
O incondicionado vive-se, real e concretamente, Aqui e Agora, a partir do instante em que você transcende todos esses obstáculos, todas essas perturbações que podem existir em seus campos resistentes, em seus campos limitados, corpo físico, corpo etéreo, até os corpos os mais sutis desse mundo.

Assim, portanto, viver essas dores nos três pontos da Nova Tri-Unidade, do mesmo modo que viver e perceber a ação, mesmo sumária, dos Triângulos Elementares da cabeça assinala, em você, a alquimia dos quatro Cavaleiros, a alquimia dos quatro Pilares e o retorno ao Éter Primordial, ao Éter não falsificado.
O período pode criar dores, eu repito, pelo reajuste e pela confrontação mais ou menos consciente, mais ou menos direta, entre os aspectos limitados, necessariamente presentes, uma vez que você está nesse mundo, e os aspectos ilimitados, bem mais determinantes e bem mais importantes do que o que pode existir no efêmero.
Assim, portanto, ser "marcado na fronte", viver a Nova Eucaristia restitui você à sua Verdade Eterna, ao mesmo tempo participando, ainda, do jogo desse mundo.

…Silêncio…


QUESTÃO 77: ouvir um som cristalino ao nível do décimo terceiro corpo...?

Bem amada, o que você exprime corresponde, eu diria, ao Canto da Ressurreição.
O Universo foi criado pelo Verbo e o Som, esse.
O Universo é criado de toda Eternidade, ele não tem nem começo nem fim.
Ele sempre esteve aí, porque ignora o tempo.
Só a perspectiva, conforme o grau dimensional, pode fazer aparecer uma noção de tempo, qualquer que seja.
Assim, o Canto da Ressurreição é, efetivamente, ouvido, ao mesmo tempo, pela Ampola da clariaudiência esquerda, mas, também, ao nível do Bindu.
Do mesmo modo, é possível ouvir os sons da música de seus chacras.
O mais importante é compreender que, tendo sido o Universo criado pela vibração e pelo Verbo, ouvir o som tem um lugar importante em todas as tradições.
Existe, por exemplo, nos yogas, uma forma chamada Kriya Yoga que medita e que faz meditar no som interior.

A Criação nesse mundo tem um som, a Luz nesse mundo, como em qualquer mundo, tem um som.
O som específico, cristalino e agudo que vocês percebem, de maneira, certamente, muito mais acurada nesse momento, é apenas a revelação do Verbo nesse mundo.
A revelação do Verbo nesse mundo é feita por Cristo, sua revelação da Luz em seu ser interior faz-se, do mesmo modo, por Cristo.
O som é a emanação primordial, o som corresponde, efetivamente, à mudança.

A primeira coisa que faz o corpo de um recém nascido é emitir um som, do mesmo modo que, quando você deixa essa vida, você emite um último gemido, você entrega a alma, você expira e morre.
É exatamente o mesmo nos outros mundos, nos quais não existe nem morte nem nascimento, o som acompanha a Vida, estrutura a Vida, ordena a Vida e põe-na na Alegria.

Assim, portanto, do mesmo modo que você tem sido chamado pelo que foi nomeado o som da alma, do mesmo modo que o som do Espírito manifestou-se, do mesmo modo que esses sons são modificados, amplificados e mudam de frequência, isso é apenas o anúncio da eminência de sua Ressurreição desde mais de trinta anos.
Mas trinta anos nada são, comparados à respiração cósmica nesse Universo que representa vinte e cinco milhões de anos e, portanto, um número incontável de vidas na ilusão, para aqueles de vocês que ali já estavam, nesses períodos remotos.

Hoje o som é, também, um apelo, apelo do céu, apelo da Terra, apelo de sua Eternidade, Apelo de Maria, a Amizade de Cristo.
Tudo isso é uma sinfonia.
Nas esferas da Criação as mais elevadas, imediatamente, eu diria, no aval da Fonte, existe o que é nomeado o Coro dos Anjos.
Esse Coro dos Anjos é a música que dá o ritmo do universo, ela emerge, diretamente, do OM sagrado e vem revestir, animar os mundos.
A Essência da forma encontra-se nos mundos, a Essência das dimensões encontra-se no Verbo.
O som é o Verbo manifestado pelo número, os sons múltiplos são a expressão de diferentes números.
Alguns cérebros são capazes de conceber a ligação e a vivência de um som com um conceito ou com um número.
Esse som é o som de sua Ressurreição.
Ao mesmo tempo apelo, ao mesmo tempo concretização e ao mesmo tempo transformação.

…Silêncio…


QUESTÃO 78: ouvir, conjuntamente com um irmão ou uma irmã, o som de uma sirene de navio, seguido do canto de crianças ou Anjos, isso é um marcador que possa ser partilhado, ou um presente?

Bem amado, o Coro dos Anjos canta a mesma sinfonia, permanentemente.
Ela é acessível, essa sinfonia, a quem quer que tenha tirado alguns véus.
Ouvir o Coro dos Anjos é um encantamento que é uma emoção do Espírito, se posso exprimi-lo desse modo, ou seja, algo que os encanta, que os eleva, que os preenche e satura de Alegria.
O Êxtase, por exemplo, tal como lhes descreveram algumas irmãs Estrelas é, sempre, acompanhado dessa música dos Anjos.
A música dos Anjos, a música das Esferas, que dá a ouvir como se milhares de coros infantis cantassem ao mesmo tempo, acoplado a milhares de sons de violinos, o instrumento que mais se aproxima do que pode ser percebido conduz, de maneira mais ou menos intensa, ao Êxtase.

O Coro dos Anjos é o anúncio do retorno dos Anjos.
Obviamente, esse processo pode ser vivido por dois irmãos ou duas irmãs ou várias pessoas, no mesmo espaço ou no mesmo tempo ou na mesma ressonância.
Esse som é absolutamente idêntico, do mesmo modo que o OM sagrado, quando é percebido, é, sempre, o mesmo OM.
A propagação do que vocês nomeiam som, ao nível de espaços interdimensionais, é simultânea e não conhece a distância, porque esse som, ele também, o Coro dos Anjos, é inscrito em vocês.
E escutar a música dos anjos é bem mais gratificante e satisfatória do que escutar seu mental ou as palavras que vocês pronunciam em interações concernentes a esse mundo.

O Coro dos Anjos solidifica a ponte que os une, em seu interior, a Cristo.
O Coro dos Anjos é o marcador da Eternidade, ele é a primeira manifestação, assim como eu disse, do OM sagrado.
É, portanto, perfeitamente possível que, entrando em ressonância com um irmão ou uma irmã, obedecendo, então, ao princípio que havia dado Cristo: "Quando vocês foram dois reunidos em meu nome, eu estarei entre vocês", é a ilustração perfeita disso.
Basta ouvir uma vez, na encarnação, o Coro dos Anjos, para que o conjunto da vida transforme-se, mesmo se isso não seja aparente de início.
Isso deixa, eu diria, em sua terminologia, uma cicatriz indelével do que é a Verdade em relação à algazarra desse mundo.
O Coro dos Anjos é o Canto do Silêncio; o Coro dos Anjos é o que acompanha a instalação na Morada de Paz Suprema.
Se você porta sua consciência no som que é ouvido e vivido, então, ele pode levá-lo ao mais próximo de Cristo, no interior de si mesmo.
Se o Coro dos Anjos é ouvido, qualquer que seja o lugar, em você, no exterior de você, ao nível de um ouvido, ao nível do coração, ao nível do Bindu, isso traduz a realidade dessa ponte que o une a Ele.
Do mesmo modo que algumas aparições, sem prejulgar sua origem, criam, de algum modo, uma ruptura do quadro de referência, uma ruptura do quadro de continuidade; é o mesmo para o Coro dos Anjos.
Ele é a expressão a mais elevada das quatro Chamas que se têm diante da Fonte ou Hayoth Ha Kodesh.

…Silêncio…


QUESTÃO 79: ouvir um canto, cantado por Maria, tem o mesmo significado?

Bem amada, o Coro dos Anjos encanta você.
O Canto de Maria não é ligado do nível do Coro dos Anjos.
Ele representa a polaridade feminina do que se poderia chamar a divindade ou, se você prefere, o Feminino Sagrado.
Ele é uma das expressões polarizadas da Unidade.
Ouvir o Canto de Maria deve acompanhar-se, se ele é real, não de um encantamento, mas, desta vez, de uma Plenitude e de uma Presença no instante presente.

Assim, portanto, ele traduz a realiança e a ressonância não a Cristo, mas, a mais ou a menos, conforme os casos, à Vida.
Há, portanto, uma conexão à Vida, mesmo nesse mundo, uma vez que, eu os lembro, a Vida foi aportada por Maria.
O Canto de Maria é, portanto, um Canto de celebração da Vida.
O Coro dos Anjos é uma lembrança da Eternidade e do que vocês são na Eternidade, antes mesmo do ato de Criação ou de co-Criação consciente.

…Silêncio…


QUESTÃO 80: a frase "Pai, eu entrego meu espírito em Suas mãos" significa que nós temos um espírito individual que vai dissolver-se na Fonte e, assim, reencontrar nossa Eternidade?

Bem amada, pronunciar essa frase: "Pai, eu entrego meu espírito em Suas mãos” deve corresponder à Crucificação que é vivida, ou seja, o desaparecimento da ilusão.
Repetir essa frase em si não tem o mesmo valor nem o mesmo alcance que aquele que a repete uma vez que ele é crucificado.
A Crucificação corresponde à Última Reversão e ao retorno da Unidade que põe fim à ilusão.
Assim, portanto, pronunciar essas palavras quando da Crucificação é, efetivamente, um ato de Abandono Final à Verdade e ao Absoluto.
Contudo, pronunciadas nesse mundo, desse lugar no qual você está, sem viver a Crucificação é, simplesmente, apenas um címbalo que ecoa sem efeito algum.

Não basta afirmar "Pai, eu entrego meu espírito em Suas mãos” para que isso se faça.
É preciso, primeiramente, que sua vida dê-lhe a viver sua própria Crucificação.
Isso sobrevém, como alguns Anciões ou algumas Estrelas explicaram, sempre, em um momento de grande Abandono, mas, também, de grande sofrimento, quer seja a perda de um próximo, quer seja um evento chocante vivido em si, quer seja em um instante de sofrimento e de depressão intenso no qual, naquele momento, as resistências caíram, no qual, naquele momento, a resistência é vã, como no caso de uma crucificação física.
É naquele momento que o sacrifício de si deve fazer-se.

Mas repeti-la na consciência comum, mesmo sob a forma cantada, é apenas um engano, enquanto você mesma não esteja na Crucificação pela própria Luz.
Essa Crucificação que pode tomar a forma, eu repito, de um sofrimento extremo que desemboca, como por paradoxo, no Amor o mais puro porque, naquele momento, quando da perda, há um "Para que serve?", que se manifesta, concernente tanto a esse corpo como a uma relação que acaba de desaparecer.
É nesse sofrimento que inúmeros seres humanos puderam encontrar a força de apoiar-se para descobrir-se a si mesmos.
Naquele momento, foi dito, mesmo sem pronunciar as palavras: "Pai, eu me abandono, eu entrego meu espírito em Suas mãos”, porque eu mesmo não tenho meio algum para agir em mim mesmo nem agir no mundo”.

Apenas pode restar, naquele momento, a Verdade nua do ser Eterno que aceita, sem condições, a sorte que a ele é dada e eleva-se acima dessa sorte, justamente, por capitulação, de algum modo.
Aí se encontra a Verdade do coração, aí se encontra o Contentamento do coração e a Essencialidade do coração.

…Silêncio…


QUESTÃO 81: poderia falar-nos do perdão?

Bem amada, o perdão é um primeiro passo para a Eternidade, não é um reconhecimento do outro ou da situação como integrante de si.
Mas é, antes de tudo, o que eu poderia nomear um ato de contrição, de reconhecimento de algo que não estava em acordo.
O perdão é dado, frequentemente, em sua tradição Ocidental, no dia do que é nomeado "as Cinzas" no qual você se dá a paz, você se cerra em seus braços, você se aperta as mãos e o que passou é perdoado.
Perdoar é entregar as faltas, é entregar isso não, unicamente, em si ou entre duas pessoas, mas é, bem mais, um ato de reconhecimento da potência da Luz.
Esse perdão é portador, em si, da energia da Graça, esse perdão faz você sair da resistência no que concerne a essa problemática.
O perdão permite, mesmo em meio a práticas desse mundo, desvendar algumas particularidades, algumas formas de amor, certamente, ainda, condicionado, mas cuja ressonância é direta com o Amor incondicionado.

O perdão é, portanto, uma ferramenta de liberação, de si mesmo como do outro, o que permite desligar o que estava ligado aqui na Terra.
Eu os lembro de que o que foi ligado na Terra será desligado na Terra, e o que foi ligado no Céu será desligado no Céu.
O perdão é um dos elementos que permite esse desligamento.
Perdoar quer dizer, também, que não há a necessidade de voltar a esse perdão.
O perdão torna-os quites, energeticamente, mas, também, em relação ao Amor.

Qualquer que seja a falta, qualquer que seja o erro, há o perdão e, portanto, de algum modo, o perdão seria uma forma de Graça adaptada às suas relações humanas, mas, também, às suas relações ditas espirituais.
Mas o perdão não é o coração.
O coração não tem necessidade de perdoar, porque ele é, de toda Eternidade, e não pode ser afetado, de maneira alguma, pelo que quer que seja.
O perdão é, portanto, ligado a um desequilíbrio do coração em relação a uma ação, um pensamento ou um sentimento, ou concernente a uma relação entre dois seres.
Perdoar é, já, liberar-se a si mesmo.
Perdoar é, também, em parte, liberar o outro, é fazer a paz, é dar-se a Paz, é permitir a um véu inútil liberar-se, desaparecer e ser dissolvido do coração, o que permite ao coração não mais ser entravado por um histórico, por uma lenda ou por um evento passado.
Se você está no instante presente, cada sopro de sua vida é um perdão e uma Graça porque, no instante presente não pode haver traços de ciúmes, não pode haver traços de uma ferida passada.

O instante presente é a disponibilidade total da consciência em relação ao coração e não implica possibilidade de perdão porque o que emana de você é a Graça e o perdão, espontaneamente.
Não há, portanto, necessidade de formalizar a noção de perdão, contudo, nesse mundo, dar-se a Graça, pedir-se perdão, dar-se a Paz é um ato importante que permite, a vocês também, de um lado como do outro, liberar-se do que pode ser confinante, do que pode tê-lo ferido, do que tem necessidade, segundo o sentido da pessoa, de ser reparado.
Essa reparação, esse perdão e essa Paz são a imagem em ressonância do que acontece ao nível do coração.
Nesse sentido, o perdão pode parecer indispensável para liberar-se disso e liberar-se.

…Silêncio…


QUESTÃO 82: quais seriam as preconizações de Cristo para viver, de maneira pacífica, os eventos atuais?

Bem amada, exceto voltar-se para seu ser essencial interior, não há qualquer meio para suavizar o que acontecerá no exterior.
A única solução é, unicamente, interior, uma vez que a descida do Espírito Santo, na totalidade, é um Fogo devorador, que põe fim, sem qualquer exceção, a tudo o que é efêmero e ilusório.
Você não pode, portanto, esperar encontrar, nesse efêmero, uma consolação duradoura.
Só a entrada em si, a descoberta de seu coração permitirá a você estar ao abrigo de tudo isso, porque o coração encontrado não pode aderir, de maneira alguma, ao que se desenrola na tela da cena dessa vida, no que foi construído como ilusão.

Assim, portanto, a solução encontra-se, exclusivamente, voltando-se para seu interior, aceitando ver-se não como você parece ou como você acredita, em suas histórias ou suas energias, mas, sim, tal como você é, profundamente.
Primeiramente, você ali verá, é claro, sobretudo desde que exista um início de justaposição do Corpo de Existência e do corpo efêmero, há a possibilidade real de ver, no interior de si, o que está conforme a Inteligência da Luz e o que dela se afasta.
Não para julgar-se, não para julgar o outro, mas, simplesmente, para vê-lo.
A partir do instante em que você vê isso, a questão de uma técnica não se coloca, porque lhe basta, então, colocar-se em um lugar ou em outro.
Em um dos lugares há perpetuação do sofrimento, perpetuação da interrogação, necessidade de compaixão, necessidade de técnicas.
Em contrapartida, a partir do instante em que seu olhar está, exclusivamente, voltado ao que se desenrola no Coração do Coração, mais nenhuma manifestação do exterior pode alterar o que quer que seja no que você é, e isso cai, perfeitamente bem, porque é, exatamente, o que vai acontecer.
A um dado momento, o mundo exterior desaparece, um pouco como quando você dorme, mas, ao invés de dormir, você encara a si mesmo e vê, clara e nitidamente, como a ponderação de sua própria alma, se ela existe, em face de si mesmo, dando-lhe a ver, tal um panorama, não as cenas ou os eventos, mas, mais de onde você vê as coisas e de qual lugar você as vive, de qual andar de seu ser você atribui um crédito, de qual andar de seu ser você vê a Verdade, de qual andar de seu ser você é tocado ou não.

Assim, portanto, o Coração do Coração, o Centro do Centro, a Morada de Paz Suprema aparece, a partir do instante em que todo o resto desaparece, e não antes.
Portanto, você não pode apoiar-se em nada do que você conhece, em nenhuma lenda pessoal, mesmo aquela de um santo.
Você apenas pode ali encontrar pontos de orientação e de referência, como se você olhasse um mapa, mas é a você que cabe viver o território.
O mapa não é o território, o mental não será, jamais, a Verdade, o que quer que ele diga, o que quer que ele faça, porque ele não é a ferramenta adequada para seu próprio desaparecimento.

…Silêncio…

Não temos mais questões.
Obrigado.
Pelo Espírito do Sol, hoje, Aqui e Agora, na Presença uns dos outros, e em consciência e Presença do Grande Todo, que a Paz seja dada e vivida.

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